Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

4 de janeiro de 2012

Face do Mal

Ontem tive uma amostra do poder das redes sociais para o mal. Uma parente de uma amiga minha (difícil escrever isso sem dar o nome aos bois) tem um filho, a criança tem menos de 5 anos. Pra resumir a história, os pais nunca moraram juntos, a mãe é do interior e o pai não aceitava a criança no começo. Como cresceu e ficou a cara dele, resolveu assumir. E, como ele sempre teve mais condições materiais que a mãe, e uma diferença de idade de mais de 7 anos, decidiu criar o filho. Na casa dos avós paternos. A mãe, como tem menos formação/informação/capacidade/sei lá, acabou aceitando.

Bom, a despeito de tooooda essa coisa que eu não tenho como saber a realidade, a mãe postou ontem no Facebook que estava com muitas saudades da criança. Qual não foi meu choque ao ver a avó do menino responder à atualização do status com o pior comentário que eu já vi alguém fazer. Colo aqui em quote:

nao se preocupe,ele esta bem....agora a falta com certez vc deve sentir,ele é demais,faz a gente feliz o tempo todo,nao dá nenhum trabalho..

Sério, achei de uma crueldade essa frase, de um mau gosto sem tamanho, uma falta de respeito. Nunca me adaptei bem à essas redes sociais, nem por causa da exposição, sempre achei que era mais uma vitrine para você "ser gostado" sem nenhuma profundidade. Mas com essa agora revi meu conceito. Pode ser algo muito perigoso, e machucar mesmo as pessoas.

Claro, eu sei que, na Internet e nas redes sociais especificamente as coisas funcionam mais ou menos como com vampiros, só entram se você convidar, mas ainda assim é sempre um trauma ver como o ser humano pode ser mesquinho, esse lado da natureza tão pouco bonito de se ver que de quando em vez mostra as caras...

17 de julho de 2011

Virando uma esquina...

Ando meio desligado do blog ultimamente, parece-me que os dias andam com horas de menos para fazer tudo que preciso, dar conta do trabalho e ainda resolver as coisas em casa. Mas aos poucos a gente coloca as coisas nos eixos, acho eu. Não são as coisas que andam fora de prumo, eu mesmo estou meio fora do centro. Não é nada particular que me aflige, mas um senso geral de inutilidade, de vazio.

Na sexta-feira fui à redação de um jornal grande de São Paulo, uma Folha diária, acompanhar uma colega em um encontro com um editor, apenas para apresentar sugestões de pauta do cliente dela. Correu tudo bem, embora rapidamente a coisa tenha acabado, acho que vão surgir boas oportunidades daí. Quando estava saindo, vi sentado na redação um carinha que eu conheci. Eu poderia chamar de amigo, e tenho boas lembranças dele, mas não dá pra realmente usar essa palavra. Fato é que a pessoa me segue nas redes sociais e tals, mas... não tive coragem de ir lá cumprimentar. Uma cena: "Oi, vc se lembra de mim?" definitivamente não está no meu escopo de atuação. Essa cara especificamente eu conheci quando tinha 21 anos, lá atrás em 2003. Logo ele voltou pro Ceará, estudou fora, os caminhos se separaram... coisas da vida. Uma vez, há uns dois anos, ele entrou no barzinho em que eu estava. Até reconheci e tals, mas também não tive cara de ir cumprimentar. O difícil é agora ficar com essa espinho entalado na garganta, pensando o famoso O Que Aconteceria Se...

O jeito é ir encarando. A combinação com instabilidades no trabalho, grana curta, carência e vizinhos perturbadores também não ajuda. Vamos ver se consigo aliviar algumas dessas coisas nos próximos dias.

7 de maio de 2011

Todo mundo espera alguma coisa...?

E então chega o sábado e toda a adrenalina e montanha russa da semana se esvai e dá tempo de descansar um pouco. Minha mãe também estava com melhor humor, então deu pra gente acertar os ponteiros como deveríamos. E ainda chegou o presente que minhas irmãs deram para ela - um massageador para os pés. Claro que todos experimentaram, mas pelo menos ela terá como relaxar quando estiver com as pernas doloridas após uma caminhada exagerada.

Depois disso, à noite, fui à Paulista com a Camila, conhecemos um barzinho novo - básico e bom, como deve ser. Após alguns bons drink e muitos assuntos depois, uma volta pela Cultura e eu entregar o celular que estava sem usar aqui em casa para ela, como queria fazer há algumas semanas, voltei para casa com a sensação (ótima) de uma noite bem aproveitada.

A única manchinha nessa ficha perfeita é que o carinha que eu estava conhecendo não mandou mensagem nem sinal de vida, como falou que ia fazer. Não estava realmente com minhas expectativas altas, mas a esperança é mesmo a última a morrer, não é? Minha psicóloga levantou a hipótese de que no fundo eu queria que desse errado, para poder me lamentar depois. Fato é que eu realmente esperava que esse poderia ser "the one". Deve ter alguma coisa dado errada no meio do caminho, mas (e isso é um grande mas) eu fiz tudo que estava ao meu alcance - até algumas coisas que não são do meu feitio. Agora me resta aceitar o que vier, e OK, né? Se é o que tem pra hoje...

5 de maio de 2011

Trocando a marcha

O dia hoje já foi melhor, colocando as coisas em perspectiva. Consegui consertar uma biiiig falha no trabalho (não erro com cliente, mais uma mancada com o chefe mesmo), e também fiz um agrado pra minha mãe. Como ela disse que não precisava de nada para o dia das Mães, comprei pra ela um monte de coisinhas que a gente nunca compra, mas que sempre são úteis: um caderno e lápis bacana, uma xícara bonitinha, uma agenda telefônica... e dois DVDs do Roberto Carlos, de que ela é fã. Espero que seja um incentivo para que ela use o aparelho, que eu dei no ano passado de presente e ela usou muito pouco.

Fiquei preocupado com a Camila no meio do dia, quando mandou uma mensagem de que tinha perdido o celular extra da Claro que eu cedi para ela, mas felizmente ela encontrou. Como eu pretendo entregar pra ela o Samsung que ficou sem usar aqui em casa, mas ele está bloqueado, isso iria melar a intenção do nosso encontro no sábado, e aí é toda uma romaria até conseguir remarcar. Felizmente esse encontro e essas correrias no trabalho ajudaram a tirar um pouco minha cabeça da possível rejeição ou desinteresse do meu... er... bom, melhor não definir ainda. Como amanhã é sexta, e propus de ele me encontrar no fim de semana, sem estresse de voltar pra casa antes que os ônibus e metrô parem de circular, espero que haja manifestações e eu não fique no vácuo... Esse negócio de arriscar e pagar pra ver nunca foi comigo, mas cada vez me vejo mais obrigado a isso.

Ah, e amanhã cedo eu também tenho mais uma entrevista. É nisso que dá, agir no impulso. Agora tenho que bancar o cacife e ver o que o destino coloca à minha porta. E que venha o melhor, que aconteça o melhor, e para o Bem comum.

25 de março de 2011

Reminiscências

Para terminar a semana, que pareceu ter 50 dias condensados em 5, fui me encontrar num barzinho com uma amiga, que trabalhou comigo na minha primeira assessoria de imprensa, e que eu não via há séculos. Mais uma vez, tive que lutar contra o primeiro impulso, de fugir, inventar uma desculpa, qualquer coisa que não me obrigasse a encarar. Mas acabei indo. Foi bom relembrar e comparar as coisas, o que aconteceu na vida de cada um nesses quase 5 anos, mas, como quando encontrei outra colega desse tempo, chega uma hora em que as reminiscências acabam, e você percebe que, hoje em dia, tem muito pouco ou quase nada em comum com aquela pessoa. Não dá mais pra dizer que são amigos, apenas conhecidos que, por um tempo, trabalharam juntos. Isso não é motivo para drama, apenas é. E bola pra frente, até poder repetir a próxima, certo? Certo?

4 de janeiro de 2011

Primeiros passos

Os dois primeiros dias de 2011 transcorreram mais ou menos de acordo com o script. No domingo, cuidar da casa e curtir as últimas horas das merecidas (e curtas, tão curtas!) férias coletivas. Na segunda, depois de ter de me arrastar para fora da cama logo cedo, saí para encarar o mundo aqui fora. Acabei não indo na natação, devido o mau tempo típico de janeiro em São Paulo, mas fica a promessa de ir nesta quarta.

No trabalho, as coisas começaram a andar nos eixos, com a tão aguardada saída do cliente problemático. Será mais uma semana para programar e planejar o ano do que qualquer coisa, mas mesmo assim meu chefe propôs algumas coisas novas, que devem fornecer as mudanças e melhorias na minha situação para o ano.

No começo da tarde tive uma boa conversa com um amigo via MSN, sobre o distanciamento entre nós que venho notando nas últimas semanas. Não chegamos a uma conclusão de fato, nem era esse o propósito da discussão, mas acho que o grande passo dado com essa conversa foi realmente admitir que algumas pessoas fazem diferença em nossa vida - e, mais importante, fazem falta! Pelo menos sem a melancolia de fim de ano para afetar o temperamento (meu temperamento, em grande parte, eu sei), deve ficar mais fácil para acertar os ponteiros. Marcamos um lanche nesta terça, vamos ver como rola o clima até lá.

27 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte2

Não posso dizer que o ano trouxe exatamente os resultados que eu esperava no aspecto afetivo (por mais que eu me negue a confessar que esse desejo sempre está ali no fundo) - leia-se: arrumar um namorado. Descontando isso, foi um período para eu me cuidar mais, me conhecer melhor, saber o que eu espero dessa vida e por que eu faço muitas das coisas que eu faço. A terapia foi uma boa ajuda nisso, embora eu ainda fique com a sensação de fracasso que me persegue. Aliás, essa sensação é mais forte nessa área, mas está presente nas outras também. Estou lendo um livro que fala sobre isso, mas é assunto para um outro post.

Este ano não me senti atraído, nem apaixonado por ninguém. Tive uma queda por um cara lindo que era caixa de supermercado, mas que logo no começo do ano tinha sido transferido, então era uma vez. No meio do ano, vítima de um acesso ou coisa parecida, decidi desenterrar uma paixonite do ano passado, para ver se esse negócio de dar uma segunda chance e arriscar e "o não eu já tenho" funciona. Nem preciso comentar o resultado, não é? Ficou provado para onde leva o caminho feito pelas boas intenções...

Com os amigos as coisas estiveram tranquilas na maior parte do tempo, só nos últimos meses do ano senti uma esfriada nas relações, uma falta de empatia e de comunicação que me fizeram acender o alerta laranja. Esta tem sido uma fase de reavaliação, não das amizades em si, coisa que eu prezo bastante, mas o fato como eu lido com as amizades mesmo, meu papel na conjuntura das coisas, minha atitude em relação à vida. Como diz a música da Alanis, "embora eu saiba quem eu não sou, ainda não sei quem sou".

19 de dezembro de 2010

Inércia

Andei enrolando para escrever aqui, ensaiando algumas coisas, mas os surtos de melancolia dos últimos meses deixaram pouco espaço para outros sentimentos, sem muito sentido registrar essas coisas. Tenho lido muito a respeito dessa sensação de fracasso e questões de auto-imagem, mas, como tudo nesta vida, fica lindo na teoria, o desafio é botar em prática esses conceitos.

Tenho questionado bastante a minha maneira de me relacionar com as pessoas, amigos próximos e colegas e conhecidos em geral. Olhando para trás, percebo que afastei ou me afastei da maioria das pessoas com quem convivi. Apesar de saber que é normal manter o contato apenas com alguns dos personagens com quem compartilho do dia a dia, mas a sensação de vazio na minha agenda é gritante nos últimos tempos. O mais grave é que as oportunidades para sair até surgem, mas não tenho coragem para sair do comum, ou fazer o primeiro gesto e convidar. A insegurança de que não vou agradar, de que não vai dar certo é mais forte. É o velho medo de arriscar que me acompanha desde criança.

Mesmo em compromissos pessoais, entrevistas para emprego, etc., tem um momento antes em que minha vontade é jogar tudo pro alto e sair correndo para a segurança de casa. Como se meu mecanismo de Lutar ou Fugir estivesse sempre travado no fugir. Padrões que construímos e buscamos pelo resto da vida quebrar, imagino. Pelo menos o Ano Novo está aí, época das resoluções e promessas de renovação e melhoria. Foram tantas expectativas para 2010, e muitas delas se realizaram, sim, porém estou tentando manter para 2011 o mínimo de expectativas possível. Claro que isso arrisca descambar no desânimo geral, e estou consciente disso. Se tem uma palavra para descrever meu estado de ânimo atualmente é: cansado. Cansado de esperar as pessoas mudarem, cansado de esperar as coisas melhorarem, cansado de esperar e o momento nunca chegar. Nessas horas me vem à cabeça a indefectível música do Caetano: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", mas de onde tirar energia para isso? Sinceramente, nem sei mais...

11 de dezembro de 2010

A mão do Destino

A sexta-feira foi atípica, não só pelo fato de tudo ter dado tão certo quanto possível, mas também pelo fato de eu ter conseguido, pela primeira vez em muito tempo, manter as expectativas no nível do real. O último evento do ano foi uma coletiva com clientes, e tínhamos marcado de vários jornalistas irem. Pelo que o meu chefe n.2 falou, tivemos um recorde, então o resultado foi que na hora do almoço todos estavam muuuuito relaxados, tomando o vinho disponível a rodo. Eu também me empolguei e tomei três taças, mais para pontuar um final de ano que está chegando do que qualquer coisa.

Em paralelo a isso, o palestrante desse evento foi justamente o ex-patrão do meu pai, que era dono da casa onde morávamos na zona Oeste, e que tinha pedido a casa de volta pouco antes do meu pai morrer em 2006. Quando eu soube que ele estaria lá, há uns 20 dias, é claro que mil cenas se passaram em minha cabeça. Eu chegando para me apresentar e dizer algumas verdades... Ou fazer a linha phyna e tratar com desprezo. Mas consegui me controlar e não manter as fantasias à solta, como disse acima, e no final das contas eu estava correndo tanto, fazendo o meu trabalho com os jornalistas e os executivos presentes, que perdi o começo da apresentação do homem. No final, quando ele se levantou e precisou de ajuda para se locomover e ir embora eu só pude lamentar, lamentar muito o rumo dos acontecimentos, mas sem rancor e sem raiva. Apenas uma mágoa, mas também percebo que ela é bem menor do que antes. Me deu um sentimento de superação, de liberdade, sei lá. Dessas sensações que são praticamente impossíveis de se descrever.

Ao final do dia, depois de trabalhar um pouco no escritório e planejar as coisas para esta semana, quando eu lembrei que tinha acordado às 5h da manhã e estava fazendo um sol invejável às 17h30 da tarde, juntei minhas coisas e fui embora do escritório. Ainda mandei um SMS para o Fábio para ver se ele queria fazer alguma coisa, mas como ele já tinha marcado compromisso, acabei improvisando. Botei o fone de ouvido, comprei uma Coca-Cola gelada, e fui pro Ibirapuera dar uma volta e ler. Acabou sendo muito legal, o parque estava ótimo, e muito bem frequentado. Ainda não foi dessa vez que tive coragem de ficar lá pra ver o movimento à noite, se é que vocês me entendemmm... Mas ainda experimento.

Quando estava voltando pra casa me ligaram avisando que tinha pane (de novo) no Metrô. Em seguida uma colega me ligou do trabalho, avisando que eles estavam saindo de um cliente que fica na Paulista, bem por onde eu estava passando! Feliz coincidência, fizemos um rápido happy-hour até quase 21h, e eu ainda passei na Fnac pra comprar umas revistas pro fim de semana.

Um final bem agradável para uma semana beeeem agradável. Espero que isso se repita ainda por um bom tempo.

13 de novembro de 2010

Novos embalos de sábado

Final de sábado e pra variar, estou bastante contente. Cheguei agora de uma bela noitada com a Camila (sim, minhas noites ideais hoje em dia terminam por volta das 22hs, deal!) e foram muitas risadas e colocamos todas as fofocas em dia. Muito bom poder proporcionar algumas experiências novas a uma amiga tão querida também. O dia não foi de ser jogar fora também: diversão em família é algo tão raro aqui, ainda, que vale a pena registrar. OK, muito disso é induzido pela novidade do Wii, mas se no final acabar sendo uma ferramenta de aproximação, por que não?

A sexta-feira também foi boa, apesar dos estresses normais do trabalho. Só sei que tive uma reunião que acabou quase às 17hs, e daria tempo de voltar pro escritório e fazer ainda algumas coisas, mas eu pensei... Com quem propósito? Afinal, meu chefe mesmo já tinha desertado pra passar o feriado na Bahia, e sinceramente, já tive desgaste demais na semana, consegui dar conta de moooita coisa, podia me dar essas horinhas de folga.

Só pra registrar, já que estamos falando em folga, o que dá nas pessoas no metrô, ônibus, ou até mesmo em calçadas, que acham que estão desfilando no quintal ou na sala de casa? Nessa volta para casa de ontem, mesmo, teve uma cidadã que ficou achando ruim COMIGO do empurra-empurra do metrô. Enfim, estresses como esse são o que me fazem pensar em comprar um carro, embora eu sempre precise me lembrar, pela experiência anterior dirigindo, que é só trocar um tipo de problema pelo outro. Pelo menos no transporte coletivo é possível me refugiar num livro/revista/playlist.

16 de outubro de 2010

Workaholic

É sempre difícil a missão de condensar muitos dias em um post sem deixar um texto enorme que nem eu mesmo quero ler depois, mas preciso tentar, não é? Essa primeira quinzena de outubro foi de trabalho ainda mais intenso do que setembro, mas felizmente as coisas estão entrando nos eixos. Ainda assim tive de trazer trabalho pra fazer em casa no feriado, para manter meus prazos nos trilhos. Alguns momentos de insegurança continuam a aparecer, mas tenho aprendido a relevar muitas coisas que antes me deixavam abalado. Críticas, por exemplo. Ainda não consigo aceitar que as pessoas se utilizem dessa desculpa de crítica para dar vazão ao seu veneno, mas tenho visto isso acontecer com várias pessoas, perdi um pouco da eterna mania de perseguição - a ponto de considerar que talvez ela não seja exatamente eterna.

Mesmo com o trabalho extra, deu pra aproveitar bem o feriado. Foi aniversário do Fábio, nos reunimos na casa dele e aproveitei para dar uma lembrancinha de presente. Antes nossa turma se dava presentes, mas isso acabou virando uma regra e, como toda obrigação, perdeu a graça logo. Prefiro hoje em dia só dar uma coisa quando bate mesmo a vontade, e algo que eu sei que a pessoa quer, mas que não compraria normalmente. Enfim. Na segunda saí com a minha mãe e depois fui ao Athenas com os amigos, lugar a que eu não ia desde o Natal passado. A comida e bebida continuam boas, e a frequencia também, muitas caras interessantes. O coração continua em estao de animação suspensa, mas a esperança, aquela velha conhecida, sempre está lá no fundo, pronta pra fazer uma participação especial quando é menos... bem, esperada. Só me dá uma tristeza de me ver prestes a completar 30 anos e ainda estar sozinho... sempre sozinho...

24 de agosto de 2010

A fina linha

Não ando muito legal para escrever de maneira coerente, mas vamos fazer um esforço em nome da constância e dos bons hábitos a serem mantidos. Tem sido um desafio sério manter em xeque a intransigência com as coisas que penso estarem erradas ou malfeitas, essa mania de ser a palmatória do mundo, que sai às vezes do controle. E é ainda pior quando eu me sinto ludibriado, ou pior, quando percebo que tentaram me ludibriar, me fazendo acreditar em uma coisa que no final mostrou ser outra. É uma das poucas, bem poucas coisas que me tiram do centro, me desaprumam. Sei que todos têm seus interesses, e acho que cada um tem mais que buscar mesmo o que é melhor para si, mas usar de subterfúgios e desculpas para isso é tão... desnecessário. É nivelar por baixo. Acho que é isso que me deixa tão azedo, esse verniz que as pessoas usam para justificar sua própria covardia, pintando-a de "consideração" ou "civilidade".

Para quê? Para quem? Me considero muito mais respeitado por quem é direto e honesto comigo, ainda que possa ser brutal. Sei que sou imaturo para inúmeras situações, mas estou aprendendo, e uma das lições que estou assimilando melhor é que não dá pra ser gostado e aceito por todas as pessoas, e que na verdade eu não preciso ser aceito por todas as pessoas para ser gostado por quem interessa de verdade. Tenho poucas convicções na vida, procuro me reservar o direito de ter manter pelo menos meus conceitos flexíveis. Mas duas delas não dá pra abrir mão: não preciso de gente grossa e de baixo nível na minha vida. E não aceito também na minha vida quem não tem a coragem de ser franco comigo, e menos ainda a competência para não deixar transparecer a sua duplicidade.

Hoje em dia, em tempos de Internet, Deus sabe como é fácil você expurgar uma pessoa da sua vida - e como eu já fiz isso várias vezes sem pestanejar. Com algumas (poucas) pessoas que valiam muito a pena, retomei a amazidade, de maneira ainda melhor do que antes, espero. Com outros, nunca mais é muito cedo para vê-las novamente. Não quero apelar para isso, porque ainda acredito que boas amizades podem surgir, não é possível que eu tenha gastado a minha cota de tolerância a novos contatos. Mas mentir logo de cara, e sem necessidade... eu prefiro um passa-fora bem dado.

23 de agosto de 2010

Mais uma vez, com emoção...

Nada como um dia depois do outro. Ou um fim de semana, no caso, para colocar as coisas em perspectiva. Fiquei meio brochado com a história dos posts escancarados no facebook, mas já estou superando. Também estou tendo de lidar melhor com a rejeição, com esse conceito, um pouco absurdo para mim, confesso, de que não dá pra agradar todo mundo. Ainda fico bastante abalado quando me sinto preterido pelos amigos, e digamos que isso aconteceu vezes demais nesta semana que passou, mas também estou aprendendo a sublimar isso. Nossa, mesmo lendo eu mesmo essas linhas que escrevi, soa booooooring demais. Mas tudo bem, a vida não dá pra ser só preenchida com grandes acontecimentos.

Pelo menos para esta semana quero continuar me preocupando menos com as coisas que eu não posso resolver, e fazendo bem aquilo que eu já faço: cuidar da minha vida. Essa fase de repensar e redefinir conceitos é complicada porque a tentação de sentar e esperar a tempestade passar é muito grande, mas não dá pra desistir ou deixar de lado aquilo que já tá rolando. Então, o show tem que continuar.

O que rolou hoje? Nada de extraordinário, embora eu esteja fazendo malabarismos aqui para cobrir uma mancada que eu dei no trabalho. Na verdade acho que vou seguir o Tao de Dawson (não dá pra explicar a referência fácil aqui) e não fazer nada, deixar a situação desenrolar por si só. Como sempre que eu meto a mão demais, a coisa desanda, desta vez eu vou esperar a pancada primeiro para depois correr atrás do curativo.

20 de agosto de 2010

Na Beirada

Tem semana que são difíceis, mas esta foi particularmente espinhosa. Matar um leão por dia é algo a que se acostuma no meu trabalho, mas às vezes é cansativo e não dá pra deixar de pensar se o esforço vale a pena. Se for pelo lado da evolução profissional, das habilidades desenvolvidas, e até mesmo da escalada de postos e da remuneração hoje à altura do trabalho empreendido, vale sim, claro. Mas... para quê? Com que objetivo? Alimentar um consumismo tão sem sentido quanto qualquer outra válvula de escape que se encontra pra afastar o desespero? E ainda assim, algumas pessoas ficam se apegando a detalhes tão bestas, tão mesquinhos... Só pode ser pra manter o tédio em xeque.

Ando meio de mal com a raça humana. Nunca fui de sutilezas, subterfúgios ou joguinhos. Nunca gostei de tons de cinza. Porque as pessoas não podem ser diretas? Ou você gosta de alguém, e quer essa pessoa por perto, parte de sua vida, ou não se gosta de alguém, e não se quer essa pessoa como parte de nada. Simples, rápido e indolor. Bom, talvez não indolor, mas pelo menos mais honesto, mais possível de se enfrentar e superar as coisas ruins e valorizar as boas.

Que raio de convenção ou trava ou adestramento diz que não podemos ser sinceros com nossos sentimentos e nas relações pessoais? Em nome somente do ego mantemos as pessoas por perto, para alimentar a vaidade de nos sentirmos desejados, e necessários? Isso me consome demais, e cada vez mais. Uma equação que eu não consigo resolver, por mais que gaste neurônios pensando nisso. E também não consigo desligar essa corrente de pensamento. Como faz?

7 de agosto de 2010

Recepções e percepções

Hoje revi um amigo de longa data que acabou de voltar para o Brasil após uma temporada na Europa. Ele não passou por muitos países, porque tinha parentes na Espanha e em Portugal, mas por alguns dias também conheceu Paris, em companhia de outra amiga. Voltou de lá maravilhado, realmente foi a realização de um sonho e pôde se ver morando lá de maneira permanente. Sinceramente, não sei se fui feito pra isso.

Deixando de lado a questão de oportunidades, o fato é que as minhas poucas viagens jamais foram bem-sucedidas. Isso criou um imenso reforço negativo para experiências semelhantes, então eu costumo dizer que morar em São Paulo já é aventurar-se demais. O que é verdade até certo ponto, porque não tem jeito de você conhecer completamente esta cidades, sempre haverá lugares pelos quais você nunca passou - e eu adoro isso. Por outro lado, tem muitos lugares do Brasil que eu tenho vontade de conhecer: a Serra Gaúcha, a Amazônia, o Nordeste, as cidades históricas de Minas Gerais, Fernando de Noronha... a lista é enorme, e o que é melhor, sem barreiras de linguagem e burocráticas.

Mas o que eu quero mesmo é voltar a Paraty, experimentar a cidade novamente, de preferência sem contratempos por imprevidência alheia. É uma cidade que eu posso dizer que é linda de muitas maneiras, as praias da região formam paisagens fantásticas, e, apesar de tudo, a primeira vez em que fui ficou marcada na lembrança como uma das raras empreitadas com boas lembranças para guardar. Este ano ainda quero programar esse necessário retorno!

31 de julho de 2010

Avalia-te a ti mesmo

Neste sábado não estava a fim de fazer nada muito glamuroso, e já estava combinando com a Camila de nos encontrarmos apenas pra colocar a conversa em dia. E não dá muito pra fazer isso em barzinho, e nem é recomendado ficar dissecando e analisando demais as coisas, sem agir a respeito. Mas é muito bom poder colocar as coisas em perspectiva, e com a minha terapeuta de férias, tenho precisado dessa ajudinha extra dos amigos.

O bom, como eu falei para ela, foi constatar, entre tantos encontros, reencontros e desencontros que aconteceram em julho, eu evolui muito. Não sou o mesmo Fernando de 1 ano atrás, nem de 3 anos, nem de 6 anos atrás. Não só nos detalhes, claro, nas pequenas atitudes, mas aconteceu tanta coisa grande, que eu não imaginava na época. Acho que todo mundo pode dizer isso, não é? Mas será que todo mundo reconhece? Para pra pensar a respeito? O que falta muito hoje em dia são essas pausas para reflexão. Ficar apenas vivendo o momento pode ser... fácil, cômodo, mas uma hora vai bater a grande dúvida: e agora? O que fazer em seguida, pra onde eu quero ir? Eu sei pra onde quero ir daqui. Ou, pelo menos, pra onde não quero voltar, hahahaha...

30 de julho de 2010

Fazendo a Social

Pra não fugir da tônica de reencontros do mês, nesta sexta-feira fui ao aniversário de uma colega de faculdade, com um pessoal que não via desde a formatura (no mínimo), há 6 anos. Não foi nada pretensioso, apenas uma reunião de algumas pessoas em um barzinho do Brooklin (e não Brooklyn, como eu digitei - embora ache absurdo, já que é pra aportuguesar, que seja Bruclin, não?). Enfim, o barzinho se chama Veríssimo, e é recomendado pra happy hour mesmo, eu não imaginava que a coisa andava tão movimentada na Berrini.

Foi uma boa conhecer lugar novo e algumas pessoas novas, coisa que eu me cobro, de certa maneira. Afinal, se eu estava falando que na minha cabeça sexta-feira sem happy hour não vale a pena, então não posso me negar quando surge uma oportunidade. Depois não adianta reclamar. Não sei dizer se foi legal rever todo mundo que encontrei, mesmo porque foi muito corrido, apenas duas horas depois precisei ir embora. Na verdade, fiquei com a impressão de que o papo era o mesmo da época da facul. Meio que voltei praquela época, sabe? Festa estranha com gente esquisita, talvez. Vou ter que ver se remarco pra saber qual é a real.

Interessante, algo que gosto mesmo, é de voltar à noite pra casa observando e registrando as pessoas que também estão voltando, se tem uma hora em que eu sinto que estou na carreira certa, é nessa. Muita coisa inusitada que dá pra perceber nessas multidões. 

26 de julho de 2010

Soulmates

Coisa boa é perceber que você pode ser surpreendido nos momentos mais improváveis, mesmo por alguém que conheça há (muitos) anos. Hoje tive um momento assim com a Camila, que me disse uma coisa muito bonita pelo MSN, e por mais banal que isso possa parecer, foi algo que alegrou muito o meu dia. E olha que esse mesmo programinha já foi motivos de briga, inclusive com a própria Camila.

Não creio que eu tenha escrito aqui a respeito dessa amizade, o meu relacionamento mais duradouro fora da família, então vou corrigir essa injustiça aqui. Em 2011 vai fazer 15 anos que nos conhecemos, lá nos idos de 1996, no primeiro ano de colegial. Uma coisa que eu nunca comentei com ela, mas que guardo até hoje, foi a primeira coisa que ela me disse. E não foi exatamente uma coisa agradável, diga-se de passagem.

Cena. Uma escola técnica localizada no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, pouco antes das 7hs. Eu cheguei antes na aula, primeiro ano, primeiro mês de aula, um ano adiantado por ter pulado da pré-escola diretamente para o primário. Longa história. Enfim, estou observando da janela a entrada dos alunos, apenas vendo as pessoas passarem, coisa que eu faço muito ainda hoje. Não ouvi ninguém entrar, mas chega por trás essa menina de voz fina, de criança, mas comportamento e aparência diversos da voz, e me pergunta: "Tá procurando seu macho?". Eu me viro, olho pra cara dela com um olhar gélido, viro as costas e me sento em silêncio na minha carteira. Fim.

Não parece uma história muito auspiciosa, não é? Mas entendam que éramos adolescentes, eu ainda nem sonhava em me assumir, e adolescente faz qualquer coisa para se encaixar no grupo. Fato é que, menos de duas semanas depois, éramos uma turminha consolidada, eu, ela, o Daniel, e o Fábio. E pra não ficar só nessa lembrança meio torta, também lembro a primeira vez que me uni a eles, nessa mesma sala que descrevi antes, quando em uma aula vaga o Daniel e a Camila estavam jogando frisbee com uma tampa de lata de lixo. É, eu sei, glamour passou longe.

Só sei que isso ilustra bem nossa amizade, e o companheirismo que nos uniu nesse tempo todo. Foram muitas brigas, alguns anos sem nos falarmos, mas sempre na mente um do outro. Mas aprendemos que a dinâmica entre duas pessoas pode (e deve!) mudar, mas as personalidades e as afinidades e as emoções permanecem, inalteradas.

Coincidências durante esse tempo? Muitas. Algumas posso citar rapidamente: resolvemos fazer cursinho na Poli no mesmo ano, apesar de eu já ter entrado na faculdade de Arquitetura e depois desistido pra fazer jornalismo no ano seguinte. O fato de a Cíntia, outra amiga de longa data, ter ido trabalhar na mesma empresa que a Camila depois de tantos anos. Ou que agora, junto com elas, meus melhores amigos se chamam justamente Fábio e Daniel, embora de personalidades completamente diferentes dos primeiros exemplares (e bem melhores, fato).

Sei que esse texto pode pecar por falta de coerência, mas emoção não falta. Aprendi muito com a Camila nesses tempos, e continuo aprendendo. Posso dizer sem sombra de dúvida que nossa amizade me tornou uma pessoa melhor, mais tolerante, mais compreensiva, comigo mesmo e com os outros. Espero poder ter contribuído um pouquinho pra que ela tenha se tornado essa pessoa maravilhosa que é hoje.

Cá, tamo junto!

25 de julho de 2010

Preview

Lembrete para mim mesmo: não postar com muita frequência à noite, tenho a tendência de ficar melancólico, e o texto sai com uma carga enorme de autopiedade. Devido à falta de acontecimentos do fim de semana, já que por conta do motivo do post anterior eu resolvi não botar a cara pra fora de casa, vou tentar fazer diferente e escrever sobre o que eu espero da semana. Deus sabe que de expectativas eu entendo.

Meu chefe me pediu (leia-se mandou) que eu entrasse mais cedo na segunda e na sexta-feira, por conta das férias de uma colega que eu meio que estou cobrindo. Por um lado acho legal, claro, tenho uma dose de Caxias que sempre fala alto e interpreto isso como confiança, elogio.  Agora o lado não-tão-Poliana já percebeu que estou mais uma vez envolvido praticamente com todos os clientes do escritório, e isso nem sempre é bom. Mas, como já estou escolado, já andei manifestando meu leve incômodo com isso. Claro que torcendo pela empresa, e todo o blá-blá-blá obrigatório, mas reforçando que não quero ser burro de carga. E outra, dá pra entrar mais cedo amanhã na segunda na boa, mesmo porque ele só fica na cidade até quarta-feira. Na sexta dá pra entrar no horário normal tranquilamente.

Isso vai atrapalhar um pouquinho meus planos de retomar a academia, mas nada preocupante. Parei desde o começo do mês mesmo, tinha dado uma desanimada por conta de um revés no meu objetivo de GANHAR peso, já que por conta dos resfriados que me pegaram tinha perdido 2kg. Agora voltou ao normal só com a dieta balanceada, dá pra voltar à atividade. Nem tanto pra ficar com um corpo sarado, não sei se é isso que eu quero (embora adorasse isso viesse a acontecer, claro), mas da atividade física diária mesmo, acho que já tinha atingido a fase de liberação de endorfinas. Quero ver se agora retomo a natação também, pelo que me lembro era uma das poucas fontes fieis de alegria do início de adolescência.

Na parte social eu tenho um convite de aniversário que veio em ótima hora, e vai ser bom, na tônica de reencontros deste mês, rever o pessoal da faculdade. Um happy hour despretensioso (pelo menos como informado pela própria aniversariante) é o que eu mais gosto em uma sexta-feira. Fora que tem uma pulguinha atrás da orelha, um comichão de aprontar algo no campo afetivo, mas vou amadurecer a ideia, perceber as coisas nesse início de semana antes de bater o martelo. Pelo menos enquanto eu me concentro nisso, vou administrando os outros percalços da vida com uma destreza inabalável.

13 de julho de 2010

Segundas Chances

Hoje foi um dia bem atípico, e não só pela chuvarada cainda em pleno inverno em São Paulo. Tive aguardados encontro e re-encontro. E os dois motivos de impulso.

Reencontro primeiro. A Carol, eu não via desde 2005, quando ela saiu da empresa em que trabalhamos juntos. Houve um mal entendido horrível por conta da demissão dela e minha permanência no emprego, o caldo entornou e, apesar de uma aproximação gradual desde 2009, só agora aconteceu mesmo essa reunião. E mesmo assim foi num impulso, pois eu cheguei a cogitar a hipótese, ainda mais com o temporal, de simplesmente ir embora mais cedo pro escritório. Mas aí eu pensei: que diabos! Pelo menos se não rolar, se ela não quiser ou não puder ir, não foi uma responsabilidade minha, não foi algo que eu fiz com que não acontecesse. Resultado: comemos no Fifties da Vila Olímpia, demos boas risadas, e em cinco minutos recuperamos o clima de camaradagem que sempre existiu entre nós, como se nunca tivesse existido esse tempo afastado.

O encontro também era aguardado há muito, coisa de mais de um ano, e ao mesmo tempo foi a confirmação de algo que eu imaginava e teve muito de inesperado. Mas ainda vou precisar colocar em ordem na minha cabeça antes de passar para cá.