Mostrando postagens com marcador man at work. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador man at work. Mostrar todas as postagens
2 de janeiro de 2012
Faltando uma peça
Primeiro dia de trabalho do ano, estranhamente atípico. Foi produtivo, bastante coisas caíram no lugar certo. Um pouco de sorte, eu poderia dizer em outros tempos, mas será mesmo? Ou será que já estou fazendo isso há tempo suficiente pra fazer julgamentos corretos e me concentrar com o que é realmente necessário e não perder tempo me preocupando com as coisas menores? Hmmmm... Tomare que seje. De qualquer maneira, no fundo ainda estou com uma sensação de que algo se perdeu na minha vida, e ainda não consegui achar algo para encaixar no lugar. O que será?
13 de junho de 2011
Pedradas
As lições da vida estão sempre acontecendo por aí, cabe a cada um a escolha de aprender com elas ou não. Nesta segunda-feira, em uma manhã que eu imaginei ser o início de uma semana tranquila, duas pedras enormes vieram pra fazer ondular o meu barquinho no lago.
Pedrada número 1: um dos meus chefes cometeu o pior dos atos falhos e, comentando a saída de um desafeto de um dos clientes por email, enviou para a própria cliente. Quase morri quando vi que ela mesma respondeu, com toda a classe, mas colocando-o em seu devido lugar. Ele fingiu que não aconteceu, mas o clima ficará tenso para os próximos dias.
Pedrada número 2: essa veio agora há pouco. Um outro cliente, na verdade o funcionário de outro cliente, de quem sou BEM mais próximo (não vamos ser muito diretos porque hoje em dia tudo que cai na internet torna-se público) me avisa que eles decidiram mudar mesmo de assessoria, após a fatídica reunião em que meu chefe, novamente, falou o que não devia. Acho que é uma questão de ego mesmo, vamos ver se ele aprenderá com essa lição, e se as consequências não serão um baque para toda a equipe.
Difícil mesmo é agir como se eu não soubesse de nada, fingir que tá tudo bem. Mas o show deve continuar, certo?
Pedrada número 1: um dos meus chefes cometeu o pior dos atos falhos e, comentando a saída de um desafeto de um dos clientes por email, enviou para a própria cliente. Quase morri quando vi que ela mesma respondeu, com toda a classe, mas colocando-o em seu devido lugar. Ele fingiu que não aconteceu, mas o clima ficará tenso para os próximos dias.
Pedrada número 2: essa veio agora há pouco. Um outro cliente, na verdade o funcionário de outro cliente, de quem sou BEM mais próximo (não vamos ser muito diretos porque hoje em dia tudo que cai na internet torna-se público) me avisa que eles decidiram mudar mesmo de assessoria, após a fatídica reunião em que meu chefe, novamente, falou o que não devia. Acho que é uma questão de ego mesmo, vamos ver se ele aprenderá com essa lição, e se as consequências não serão um baque para toda a equipe.
Difícil mesmo é agir como se eu não soubesse de nada, fingir que tá tudo bem. Mas o show deve continuar, certo?
15 de maio de 2011
Potencial
Talvez valha mesmo o clichê de que a gente produz mais, escreve mais e posta mais em um blog quando as coisas não andam como deveriam. Quando tudo está mais ou menos no lugar, o ritmo e a frequência das postagens diminuem. Isso deve ser bom, um sinal de que não se está a ponto de explodir, e essa válvula de escape não passa a ser uma simples alternativa a simplesmente explodir de desgosto.
Depois de um começo conturbado, parece que este mês entrou nos eixos. Saí de um momento complicado no trabalho com minha fé renovada, não só na minha capacidade, mas também na das pessoas com quem trabalho, e até mesmo na função em si. Apesar dos percalços ainda continuarem nos próximos dias, dá pra agir com certa serenidade e confiança, continuar colocando as tarefas nos trilhos e aplicar um pouco do que eu acho que deve ser feito para melhorar as engrenagens da empresa.
Pena que o mesmo não possa ser dito da vida amorosa. Infelizmente tive que dar adeus à última aventura nesse campo, visto que fiquei mais de 10 dias sem saber do carinha com quem eu saí. Fico chateado, é claro, por ter investido, por ter apostado e não ter dado certo - afinal, ninguém gosta mesmo de perder. Mas devo admitir que por um lado fico até aliviado, de estar livre dessa encenação toda, desse jogo todo que existe. Sei que isso é considerado prazeroso por alguns, mas a verdade é que eu não consigo - nem nunca consegui, entender essas regras. Nunca tive ninguém que me explicasse, e toda a carga de baixa autoestima que carreguei esses anos todos também cobra seu preço. Pelo desta vez me expus, me pronunciei, tentei fazer dar certo. Também pela primeira vez me senti disposto a falar com minha família a respeito, a dar esse passo seguinte. Realmente achei que podia dar certo. Não deu.
Agora me sinto naquele momento (até que é algo animador) pré-mudanças, sabe? Cheio de potencial? Espero conseguir realizar algumas mudanças com ele. Sei lá, de atitude, físicas, emocionais, profissionais, qualquer coisa será benvinda. Acaba de me vir à mente aquele teoria da Física, de transformar energia potencial em energia cinética. É justamente isso que eu quero agora. Colocar esse potencial todo em movimento. E isso tem que rolar!
Depois de um começo conturbado, parece que este mês entrou nos eixos. Saí de um momento complicado no trabalho com minha fé renovada, não só na minha capacidade, mas também na das pessoas com quem trabalho, e até mesmo na função em si. Apesar dos percalços ainda continuarem nos próximos dias, dá pra agir com certa serenidade e confiança, continuar colocando as tarefas nos trilhos e aplicar um pouco do que eu acho que deve ser feito para melhorar as engrenagens da empresa.
Pena que o mesmo não possa ser dito da vida amorosa. Infelizmente tive que dar adeus à última aventura nesse campo, visto que fiquei mais de 10 dias sem saber do carinha com quem eu saí. Fico chateado, é claro, por ter investido, por ter apostado e não ter dado certo - afinal, ninguém gosta mesmo de perder. Mas devo admitir que por um lado fico até aliviado, de estar livre dessa encenação toda, desse jogo todo que existe. Sei que isso é considerado prazeroso por alguns, mas a verdade é que eu não consigo - nem nunca consegui, entender essas regras. Nunca tive ninguém que me explicasse, e toda a carga de baixa autoestima que carreguei esses anos todos também cobra seu preço. Pelo desta vez me expus, me pronunciei, tentei fazer dar certo. Também pela primeira vez me senti disposto a falar com minha família a respeito, a dar esse passo seguinte. Realmente achei que podia dar certo. Não deu.
Agora me sinto naquele momento (até que é algo animador) pré-mudanças, sabe? Cheio de potencial? Espero conseguir realizar algumas mudanças com ele. Sei lá, de atitude, físicas, emocionais, profissionais, qualquer coisa será benvinda. Acaba de me vir à mente aquele teoria da Física, de transformar energia potencial em energia cinética. É justamente isso que eu quero agora. Colocar esse potencial todo em movimento. E isso tem que rolar!
9 de maio de 2011
Síndrome de Garfield
Estou seriamente inclinado a pensar que todos os clichês são verdadeiros e que as segundas-feiras são uma invenção perversa de algum deus sádico. Mas tudo bem, pelo menos desta vez eu soube me manter (mais ou menos) centrado e tocar o barco, por mais que tenha sido difícil. Agora é rezar para os bons resultados da semana passada continuarem aparecendo nesta e meu chefe continuar apaziguado. Mas é difícil.
Amanhã eu também tenho terapia, o que tem sido difícil nos últimos tempos. Não porque eu não goste do que ela fala, nem é isso. Até concordo que ela não está lá para ser minha amiga, falar só o que eu quero ouvir, mas a repetição dos conselhos e orientações tem deixado a desejar. Fora que amanhã faz uma semana que eu tentei romper o padrão e estender a mão para uma pessoa... e fiquei a ver navios desde então. É duro encarar essa realidade prefiro nem pensar muito nisso, e me dedicar só ao trabalho, que pelo menos eu sei de onde vem a porrada...
Amanhã eu também tenho terapia, o que tem sido difícil nos últimos tempos. Não porque eu não goste do que ela fala, nem é isso. Até concordo que ela não está lá para ser minha amiga, falar só o que eu quero ouvir, mas a repetição dos conselhos e orientações tem deixado a desejar. Fora que amanhã faz uma semana que eu tentei romper o padrão e estender a mão para uma pessoa... e fiquei a ver navios desde então. É duro encarar essa realidade prefiro nem pensar muito nisso, e me dedicar só ao trabalho, que pelo menos eu sei de onde vem a porrada...
5 de maio de 2011
Trocando a marcha
O dia hoje já foi melhor, colocando as coisas em perspectiva. Consegui consertar uma biiiig falha no trabalho (não erro com cliente, mais uma mancada com o chefe mesmo), e também fiz um agrado pra minha mãe. Como ela disse que não precisava de nada para o dia das Mães, comprei pra ela um monte de coisinhas que a gente nunca compra, mas que sempre são úteis: um caderno e lápis bacana, uma xícara bonitinha, uma agenda telefônica... e dois DVDs do Roberto Carlos, de que ela é fã. Espero que seja um incentivo para que ela use o aparelho, que eu dei no ano passado de presente e ela usou muito pouco.
Fiquei preocupado com a Camila no meio do dia, quando mandou uma mensagem de que tinha perdido o celular extra da Claro que eu cedi para ela, mas felizmente ela encontrou. Como eu pretendo entregar pra ela o Samsung que ficou sem usar aqui em casa, mas ele está bloqueado, isso iria melar a intenção do nosso encontro no sábado, e aí é toda uma romaria até conseguir remarcar. Felizmente esse encontro e essas correrias no trabalho ajudaram a tirar um pouco minha cabeça da possível rejeição ou desinteresse do meu... er... bom, melhor não definir ainda. Como amanhã é sexta, e propus de ele me encontrar no fim de semana, sem estresse de voltar pra casa antes que os ônibus e metrô parem de circular, espero que haja manifestações e eu não fique no vácuo... Esse negócio de arriscar e pagar pra ver nunca foi comigo, mas cada vez me vejo mais obrigado a isso.
Ah, e amanhã cedo eu também tenho mais uma entrevista. É nisso que dá, agir no impulso. Agora tenho que bancar o cacife e ver o que o destino coloca à minha porta. E que venha o melhor, que aconteça o melhor, e para o Bem comum.
Fiquei preocupado com a Camila no meio do dia, quando mandou uma mensagem de que tinha perdido o celular extra da Claro que eu cedi para ela, mas felizmente ela encontrou. Como eu pretendo entregar pra ela o Samsung que ficou sem usar aqui em casa, mas ele está bloqueado, isso iria melar a intenção do nosso encontro no sábado, e aí é toda uma romaria até conseguir remarcar. Felizmente esse encontro e essas correrias no trabalho ajudaram a tirar um pouco minha cabeça da possível rejeição ou desinteresse do meu... er... bom, melhor não definir ainda. Como amanhã é sexta, e propus de ele me encontrar no fim de semana, sem estresse de voltar pra casa antes que os ônibus e metrô parem de circular, espero que haja manifestações e eu não fique no vácuo... Esse negócio de arriscar e pagar pra ver nunca foi comigo, mas cada vez me vejo mais obrigado a isso.
Ah, e amanhã cedo eu também tenho mais uma entrevista. É nisso que dá, agir no impulso. Agora tenho que bancar o cacife e ver o que o destino coloca à minha porta. E que venha o melhor, que aconteça o melhor, e para o Bem comum.
4 de maio de 2011
Mais faroeste caboclo
Aproveitando os últimos minutos do dia para fazer este post, melhor nem parar pra lembrar que eu estou acordado há mais de 20 horas ininterruptas. Mas estou gratificado, após tantos dias mais ou menos, por saber que fiz um bom trabalho, por ter sido reconhecido por jornalistas, executivos e por ter me aproximado do meu cliente. Isso ainda é capaz de me animar, graças a Deus!
Fora isso, voltei a viajar até Brasília, desta vez com um tempinho para tirar fotos dos lugares que eu visitei dois anos atrás. Pensei muito também, sobre muitas coisas. Sobre emprego, sobre paciência, sobre tolerância, sobre amor, sobre a vida. Não cheguei a muitas conclusões, óbvio, mas foi bom poder pensar a respeito.
No fim do dia o meu cliente teve a notícia de que um conhecido dele, editor de uma revista, havia falecido. Cinquenta anos o cara, super novo, foi operar de um problema na coluna, o coração não resistiu... e pronto. Fim. Deixou mulher, um filho de 14 e um outro mais novo. Impossível não traçar paralelos, muitos, muitos paralelos. Vou dormir pensando nisso, e espero levar algo dessa lição para aguentar o tranco... digo, o trampo nesta quinta-feira.
Fora isso, voltei a viajar até Brasília, desta vez com um tempinho para tirar fotos dos lugares que eu visitei dois anos atrás. Pensei muito também, sobre muitas coisas. Sobre emprego, sobre paciência, sobre tolerância, sobre amor, sobre a vida. Não cheguei a muitas conclusões, óbvio, mas foi bom poder pensar a respeito.
No fim do dia o meu cliente teve a notícia de que um conhecido dele, editor de uma revista, havia falecido. Cinquenta anos o cara, super novo, foi operar de um problema na coluna, o coração não resistiu... e pronto. Fim. Deixou mulher, um filho de 14 e um outro mais novo. Impossível não traçar paralelos, muitos, muitos paralelos. Vou dormir pensando nisso, e espero levar algo dessa lição para aguentar o tranco... digo, o trampo nesta quinta-feira.
3 de maio de 2011
Suor e lágrimas
Hoje o dia não foi tão ruim quanto o de ontem - e dificilmente um vai ganhar agora, mas ainda assim foi difícil. Começou com a terapia, eu já não estava a fim de ir, e acabei me debulhando em lágrimas no final da sessão. Difícil admitir vulnerabilidade, até mesmo onde se espera que você se mostre vulnerável, viu...
Depois disso, chego no trabalho e meu chefe, ao chegar no escritório, age como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse me mandado nenhum email fora do comum e o erro não tivesse sido meu. Talvez ele tenha lembrado que eu não cheguei na conta há 3 anos, apenas há semanas, e peguei o barco andando. De qualquer forma, essa última derrapada dele não vai ser tão fácil de esquecer.
Eu acabei indo para a entrevista que tinha marcado ontem, mas, como eu esperava, não é nada diferente do meu atual, então pra que mudar, né? Acho que só se arrumar em alguma empresa grande ou ir para redação mesmo. E nem sei se aí valeria a pena. Mas vou ficar aberto às possibilidades, e já tem alguma coisa pintando nesse sentido. Vamos ver...
Depois disso, chego no trabalho e meu chefe, ao chegar no escritório, age como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse me mandado nenhum email fora do comum e o erro não tivesse sido meu. Talvez ele tenha lembrado que eu não cheguei na conta há 3 anos, apenas há semanas, e peguei o barco andando. De qualquer forma, essa última derrapada dele não vai ser tão fácil de esquecer.
Eu acabei indo para a entrevista que tinha marcado ontem, mas, como eu esperava, não é nada diferente do meu atual, então pra que mudar, né? Acho que só se arrumar em alguma empresa grande ou ir para redação mesmo. E nem sei se aí valeria a pena. Mas vou ficar aberto às possibilidades, e já tem alguma coisa pintando nesse sentido. Vamos ver...
2 de maio de 2011
Difícil
Olha, fazia tempos que eu não tinha um dia tão CAGADO quanto o de hoje. Já sabia que o meu chefe ia surtar com um erro que ele mesmo cometeu, mas não imaginei que ele fosse perder tanto o controle. Foi besteira em cima de besteira em cima de email mal educado. Foi chegando num ponto que há muito tempo eu não chegava, de mandar meu currículo pra tudo quanto é canto, tamanha a frustração.
E, como das outras vezes, acabei sendo chamado pra uma entrevista amanhã à tarde. O único ponto positivo desta segunda-feira foi isso mesmo, poder confirmar que pelo menos meu histórico ainda é bem visto no mercado, e pude conseguir um retorno rápido. Vamos ver agora o que acontece amanhã. Também tenho terapia, mas não estou nem um pouco com vontade.
Eu retomei o blog agora em maio com tantas expectativas, tante vontade de fazer as coisas se encaixarem finalmente... Mas se o mês tiver muitos dias assim, vai ser bastante difícil.
E, como das outras vezes, acabei sendo chamado pra uma entrevista amanhã à tarde. O único ponto positivo desta segunda-feira foi isso mesmo, poder confirmar que pelo menos meu histórico ainda é bem visto no mercado, e pude conseguir um retorno rápido. Vamos ver agora o que acontece amanhã. Também tenho terapia, mas não estou nem um pouco com vontade.
Eu retomei o blog agora em maio com tantas expectativas, tante vontade de fazer as coisas se encaixarem finalmente... Mas se o mês tiver muitos dias assim, vai ser bastante difícil.
23 de março de 2011
Faroeste Caboclo
Daí que eu fui pra Brasília novamente nesta quarta-feira, a trabalho. No começo não fiquei contente, mas eu nunca fico contente de cara com qualquer coisa que aconteça pra mudar minha rotina. Some-se a isso o eterno medo de tudo que pode dar errado e de ter de resolver as coisas por mim mesmo e me expor, e fica impossível relaxar. Mas, desde logo cedo, tudo deu certo. Meu chefe deu boas dicas e orientações, cheguei no aeroporto e o vôo de ida foi tranquilo, e dali pra frente as coisas se encaixaram. Apesar do clima bem mais agradável do que a última vez que estive na cidade (há exatos dois anos - dá pra ver a postagem correspondente no blog, rs...), a agenda estave muito apertada. Durante o dia inteiro, fiquei só com um misto-quente e uma coca-cola.
Acabei participando, a pedido do meu cliente, da reunião no gabinete do Ministro. Parecia coisa de filme de máfia. Os capos todos alinhados em torno do ministro, mais ou menos de acordo com a ordem de importância, e os consiglieri todos em cadeiras atrás dos seus respectivos assessorados. Tudo bem que a única vez em que me inclinei pra falar com meu cliente foi pra perguntar se eu podia descer que o importante da reunião tinha passado. Mas, no geral, deu tudo certo, e todos ficaram bastante satisfeito - meu cliente, os jornalista e, por extensão, eu mesmo.
Só pra encerrar, o prosaico das coisas: não consigo tirar aquela sensação de que um avião é um meio meio antinatural de transporte, né? Aquela coisa enorme, pesadona, voando pelos ares com um monte de gente dentro, encapsulados e dependendo de um cara só? Muita responsa ser piloto, viu? Eu não conseguiria. Mas nada como ver as luzes de São Paulo na hora da chegada. Lindo, lindo!
A outra coisa é o espírito de proletariado que não me larga: não consigo me imaginar pegando um táxi lá do aeroporto de Congonhas até o lugar onde eu moro e depois pedir reembolso de uma corrida que, fácil, ultrapassa os R$ 100. Peguei um ônibus até o metrô e vim normalmente, como voltando de um dia de trabalho. Don't call my name, don't call my name, Caxias!
Acabei participando, a pedido do meu cliente, da reunião no gabinete do Ministro. Parecia coisa de filme de máfia. Os capos todos alinhados em torno do ministro, mais ou menos de acordo com a ordem de importância, e os consiglieri todos em cadeiras atrás dos seus respectivos assessorados. Tudo bem que a única vez em que me inclinei pra falar com meu cliente foi pra perguntar se eu podia descer que o importante da reunião tinha passado. Mas, no geral, deu tudo certo, e todos ficaram bastante satisfeito - meu cliente, os jornalista e, por extensão, eu mesmo.
Só pra encerrar, o prosaico das coisas: não consigo tirar aquela sensação de que um avião é um meio meio antinatural de transporte, né? Aquela coisa enorme, pesadona, voando pelos ares com um monte de gente dentro, encapsulados e dependendo de um cara só? Muita responsa ser piloto, viu? Eu não conseguiria. Mas nada como ver as luzes de São Paulo na hora da chegada. Lindo, lindo!
A outra coisa é o espírito de proletariado que não me larga: não consigo me imaginar pegando um táxi lá do aeroporto de Congonhas até o lugar onde eu moro e depois pedir reembolso de uma corrida que, fácil, ultrapassa os R$ 100. Peguei um ônibus até o metrô e vim normalmente, como voltando de um dia de trabalho. Don't call my name, don't call my name, Caxias!
22 de março de 2011
Divagações
Hoje o dia foi puxado, tenso, divertido, desafiador, tudo junto ao mesmo tempo agora. Fui à terapia e, apesar de falar pouco sobre o que passou, sobre minha viagem de férias e os dias que passei afastado, deu pra falar bastante sobre o que me espera, sobre o que eu sonho de verdade, e sobre esse medo de enfrentar as coisas e assumir a responsabilidade pelos meus atos. Acabou que no fim do dia fui remetido a essa grande questão, quando um dos meus clientes solicitou que eu fosse a Brasília, como aconteceu há dois anos, para aproximá-lo junto aos jornalistas de lá. Tudo bem que eu mesmo não tenho nenhuma penetração com os jornalistas de lá, mas pelo menos dá pra fazer uma média. Espero que corra tudo bem, mesmo. Gosto desse cliente, com quem já estou há mais de 3 anos, e acho que fiz um bom trabalho nesse meio tempo. Espero continuar por, no mínimo, mais 3 anos, e continuar evoluindo no meu trabalho.
Na volta, de metrô, encontrei um cara tão lindo. Geralmente encontro esses amores possíveis no metrô ou em um onibus, e fico divagando como seria bom se... Carência tem batido forte nos últimos tempos, principalmente quando penso que sempre negligenciei esse aspecto da minha vida, que sempre foi tão difícil de enfrentar. Preciso refletir mais sobre isso...
Na volta, de metrô, encontrei um cara tão lindo. Geralmente encontro esses amores possíveis no metrô ou em um onibus, e fico divagando como seria bom se... Carência tem batido forte nos últimos tempos, principalmente quando penso que sempre negligenciei esse aspecto da minha vida, que sempre foi tão difícil de enfrentar. Preciso refletir mais sobre isso...
23 de fevereiro de 2011
Seguindo a correnteza
Então o grande evento do mês veio e passou, como é da natureza de todas as coisas. Foi melhor do que eu pensei, embora quase tudo que ocorre na prática é melhor do que eu pensei, pelo menos no longo prazo - ou pelo menos eu acabo percebendo isso mais cedo ou mais tarde. Minha participação na tal da workshop foi reduzida ao mínimo, bem como eu gosto. Nunca fui bom em eventos, nem quando as luzes da ribalta estão voltadas para mim, acho que eu daria um péssimo ator.
Pelo menos consigo disfarçar e fingir interesse no que meus chefes falam, e passar para os clientes uma imagem de "confiável" ou "educado". É impressionante como todos caem nessa. Não estou dizendo que eu não seja confiável e educado, mas nem sempre me sinto assim - algumas vezes é bem o oposto disso, mas consigo permanecer com o semblante impassível. Afinal, para quê ficar latindo na árvore errada? Eu só espero que essa ilusão permaneça por mais alguns dias, e que minhas férias estejam garantidas. Amanhã eu farei as entrevistas para preencher a vaga que está faltando no escritório, mas agora que meu chefe anda prometendo mundos e fundos com projetos mirabolantes, vai ser um esforço extra fazer "cara de conteúdo" quando o que mais quero é estar longe daquele escritório.
Só não sei com que fim eu quero tanto essas férias, visto que
1. não quero voltar a gastar tanto quanto antes de apertar o cinto em fevereiro.
2. a perspectiva de ficar em casa durante todas as férias (curtas) e exposto a esses vizinhos infernais todos os dias, o dia todo, é o contrário de relaxamento e tranquilidade. Aliás, é o exato oposto.
e 3. estou com aquela sensação de que não quero que as coisas andem muito sem mim, sabe? Essa fase de transição de patamar que não ata nem desata tem acabado comigo.
Bom, é isso. A gente fica ansioso por algum acontecimento, algum marco, e quando ele passa, sobra o anticlímax. História da minha vida.
Pelo menos consigo disfarçar e fingir interesse no que meus chefes falam, e passar para os clientes uma imagem de "confiável" ou "educado". É impressionante como todos caem nessa. Não estou dizendo que eu não seja confiável e educado, mas nem sempre me sinto assim - algumas vezes é bem o oposto disso, mas consigo permanecer com o semblante impassível. Afinal, para quê ficar latindo na árvore errada? Eu só espero que essa ilusão permaneça por mais alguns dias, e que minhas férias estejam garantidas. Amanhã eu farei as entrevistas para preencher a vaga que está faltando no escritório, mas agora que meu chefe anda prometendo mundos e fundos com projetos mirabolantes, vai ser um esforço extra fazer "cara de conteúdo" quando o que mais quero é estar longe daquele escritório.
Só não sei com que fim eu quero tanto essas férias, visto que
1. não quero voltar a gastar tanto quanto antes de apertar o cinto em fevereiro.
2. a perspectiva de ficar em casa durante todas as férias (curtas) e exposto a esses vizinhos infernais todos os dias, o dia todo, é o contrário de relaxamento e tranquilidade. Aliás, é o exato oposto.
e 3. estou com aquela sensação de que não quero que as coisas andem muito sem mim, sabe? Essa fase de transição de patamar que não ata nem desata tem acabado comigo.
Bom, é isso. A gente fica ansioso por algum acontecimento, algum marco, e quando ele passa, sobra o anticlímax. História da minha vida.
15 de fevereiro de 2011
Destrinchando o frango
Sempre me espanto com a abrangência mesquinhez alheia. É impressionante a quantidade de gente com tempo livre para se preocupar com aquele único pontinho branco em meio a um milhão de pontinhos pretos. Queria mesmo descobrir a fórmula mágica para não me deixar abalar com esses espíritos atrasados, mas ainda não cheguei nesse estágio. Então é ir engolindo os sapos e digerindo as mágoas, que acabam passando, e tentar tirar algo de bom do dia. Pelo menos tive a terapia para botar algo para fora, isso é sempre bom. E, pelo que vi no começo desta semana no trabalho, não é só comigo o problema, acontece com todo mundo. OK, pode não ser muito reconfortante, mas ajuda a relativizar as coisas. E também é sempre a mesma problemática pessoa, então você sabe que é uma mal-amada. É a única explicação possível, preconceito ou não. Mas amanhã destrincharei esse frango.
Outra coisa que percebi é que este é o post de número 350 do blog. Normalmente eu tentaria fazer disso algum marco, como tenho mania de fazer com números redondos, por algum motivo ou outro. Mas melhor não, venho tentando romper com padrões de comportamento, e pode muito bem ser esse de achar que cada virada de mês ou número decimal que me aparece na vida pode ser revestido de significado. Afinal, o significado deve fazer o dia e não o contrário... ou não?
Outra coisa que percebi é que este é o post de número 350 do blog. Normalmente eu tentaria fazer disso algum marco, como tenho mania de fazer com números redondos, por algum motivo ou outro. Mas melhor não, venho tentando romper com padrões de comportamento, e pode muito bem ser esse de achar que cada virada de mês ou número decimal que me aparece na vida pode ser revestido de significado. Afinal, o significado deve fazer o dia e não o contrário... ou não?
12 de fevereiro de 2011
O lado negro da força
Eita semaninha difícil. Eu sabia que fevereiro ia ser meio complicado por conta do último desafio autoimposto do último post, mas mesmo assim, tem sido espinhoso. Mas consegui passar a semana economizando, apenas pagando as contas que já tinham sido feitas, principalmente a terapia e o transporte do mês. Quase dei uma derrapada na quinta-feira, mas o destino, o universo ou tudo isso junto deram uma forcinha pra eu me manter na linha.
É que a semana também foi tensa no trabalho, com um monte de pendengas chatas, e os ainda mais chatos de plantão se manifestando com toda a força. Fiquei com receio de ter dado dois ou três passos em falso, mas é difícil controlar cada frasezinha que eu digo, calcular cada movimento é exaustivo. Gostaria muito de ser uma pessoa que não se envolve, que consegue se manter à parte, discreta e não emitir opinião. Mas durante muita parte da minha adolescência (pra não dizer toda ela) me fiz de invisível, agora é que eu não quero apenas passar despercebido. Quero fazer diferença e gosto de deixar claro quando algo me desagrada. Enfim, todo esse desvio foi pra dizer que me falaram algumas coisas que eu não gostei no trabalho, e eu respondi fazendo o que faço melhor, que é causar a discórdia.
O que eu posso fazer? Colocando a modéstia de lado, e aproveitando que isso aqui é um blog estritamente pessoal, posso afirmar que sempre fui bom em liderar e transmitir meu estado de espírito pra um ambiente no qual eu convivo. Então, sei que sou capaz de colocar as pessoas pra trabalhar em equipe, pra elogiar, pra falar o que elas querem ouvir. Mas também sou ótimo para eleger uma vítima social e praticar o ostracismo. Aprendi essa lição bem cedo, que a pior coisa que se pode fazer para alguém é o isolamento, a indiferença. Não é meu traço mais positivo, nem de longe, mas ele está aqui. Eu posso lutar contra ele, e é o que geralmente faço, mas tem horas em que todo mundo precisa de um drama, e é daí que eu tiro o meu.
Sei que esse texto ficou meio ambíguo e nebuloso pra quem não acompanha minha vida, mas são pouquíssimas as pessoas que devem passar por aqui hoje em dia, e talvez eu trabalhe nele pra deixar as coisas mais às claras. Vamos ver o que acontecerá nos próximos dias. Não gosto de me sentir assim, e geralmente uma semana é o máximo pra permanecer nesse humor sombrio. Espero que a segunda-feira coopere com essa previsão.
É que a semana também foi tensa no trabalho, com um monte de pendengas chatas, e os ainda mais chatos de plantão se manifestando com toda a força. Fiquei com receio de ter dado dois ou três passos em falso, mas é difícil controlar cada frasezinha que eu digo, calcular cada movimento é exaustivo. Gostaria muito de ser uma pessoa que não se envolve, que consegue se manter à parte, discreta e não emitir opinião. Mas durante muita parte da minha adolescência (pra não dizer toda ela) me fiz de invisível, agora é que eu não quero apenas passar despercebido. Quero fazer diferença e gosto de deixar claro quando algo me desagrada. Enfim, todo esse desvio foi pra dizer que me falaram algumas coisas que eu não gostei no trabalho, e eu respondi fazendo o que faço melhor, que é causar a discórdia.
O que eu posso fazer? Colocando a modéstia de lado, e aproveitando que isso aqui é um blog estritamente pessoal, posso afirmar que sempre fui bom em liderar e transmitir meu estado de espírito pra um ambiente no qual eu convivo. Então, sei que sou capaz de colocar as pessoas pra trabalhar em equipe, pra elogiar, pra falar o que elas querem ouvir. Mas também sou ótimo para eleger uma vítima social e praticar o ostracismo. Aprendi essa lição bem cedo, que a pior coisa que se pode fazer para alguém é o isolamento, a indiferença. Não é meu traço mais positivo, nem de longe, mas ele está aqui. Eu posso lutar contra ele, e é o que geralmente faço, mas tem horas em que todo mundo precisa de um drama, e é daí que eu tiro o meu.
Sei que esse texto ficou meio ambíguo e nebuloso pra quem não acompanha minha vida, mas são pouquíssimas as pessoas que devem passar por aqui hoje em dia, e talvez eu trabalhe nele pra deixar as coisas mais às claras. Vamos ver o que acontecerá nos próximos dias. Não gosto de me sentir assim, e geralmente uma semana é o máximo pra permanecer nesse humor sombrio. Espero que a segunda-feira coopere com essa previsão.
4 de fevereiro de 2011
Nesse meio tempo...
Ideias e acontecimentos para posts foram vários durante o mês de janeiro, mas, por algum motivo que eu não consigo definir, foi difícil vir para cá escrever. Hoje mesmo, estou começando por não conseguir escrever e vendo no que dá a partir daí.
O trabalho tem sido bastante atribulado, consumido todas as minhas energias. Às vezes tenho a sensação de que estou sempre esperando que no próximo mês as coisas fiquem mais tranquilas... e elas nunca ficam! Pelo menos as perspectivas são boas: mudança para um escritório melhor, entrada de novos clientes, contratação de uma espécie de assistente. Mencionou-se até aumento de salário, mas nem vou contar muito com isso pra não miar. Tive alguns entreveros com o filho do sócio, mas isso são ossos do ofício. Conflitos e rusgas acontecem de tempos em tempos, o diferencial desta vez foi que consegui impor minha opinião, apresar da crítica. Claro, isso fez com que eu saísse 17h30 do escritório pra espairecer no Ibirapuera, o que foi bom, já que deu pra curtir um fim de tarde lindo, ler bastante, ver gente bonita... Quero ser se repito a façanha esta semana, de repente.
Depois disso, já nesta semana, eu fiz algumas entrevistas, e entreguei para o meu chefe o meu "plano de ataque", como eu acho que as coisas devem ser divididas este ano. Ele não pareceu gostar muito, mas ele nunca gosta de ideias que não surjam dele, apenas quando ele acha que pensou naquilo primeiro. Infelizmente, o cara que eu tinha escolhido para entrar aqui já tinha arrumado outro emprego, então vou ter de esperar um pouco pra me livrar desses empecilhos. Pelo menos consegui marcar minhas férias para logo depois do Carnaval...
O trabalho tem sido bastante atribulado, consumido todas as minhas energias. Às vezes tenho a sensação de que estou sempre esperando que no próximo mês as coisas fiquem mais tranquilas... e elas nunca ficam! Pelo menos as perspectivas são boas: mudança para um escritório melhor, entrada de novos clientes, contratação de uma espécie de assistente. Mencionou-se até aumento de salário, mas nem vou contar muito com isso pra não miar. Tive alguns entreveros com o filho do sócio, mas isso são ossos do ofício. Conflitos e rusgas acontecem de tempos em tempos, o diferencial desta vez foi que consegui impor minha opinião, apresar da crítica. Claro, isso fez com que eu saísse 17h30 do escritório pra espairecer no Ibirapuera, o que foi bom, já que deu pra curtir um fim de tarde lindo, ler bastante, ver gente bonita... Quero ser se repito a façanha esta semana, de repente.
Depois disso, já nesta semana, eu fiz algumas entrevistas, e entreguei para o meu chefe o meu "plano de ataque", como eu acho que as coisas devem ser divididas este ano. Ele não pareceu gostar muito, mas ele nunca gosta de ideias que não surjam dele, apenas quando ele acha que pensou naquilo primeiro. Infelizmente, o cara que eu tinha escolhido para entrar aqui já tinha arrumado outro emprego, então vou ter de esperar um pouco pra me livrar desses empecilhos. Pelo menos consegui marcar minhas férias para logo depois do Carnaval...
4 de janeiro de 2011
Primeiros passos
Os dois primeiros dias de 2011 transcorreram mais ou menos de acordo com o script. No domingo, cuidar da casa e curtir as últimas horas das merecidas (e curtas, tão curtas!) férias coletivas. Na segunda, depois de ter de me arrastar para fora da cama logo cedo, saí para encarar o mundo aqui fora. Acabei não indo na natação, devido o mau tempo típico de janeiro em São Paulo, mas fica a promessa de ir nesta quarta.
No trabalho, as coisas começaram a andar nos eixos, com a tão aguardada saída do cliente problemático. Será mais uma semana para programar e planejar o ano do que qualquer coisa, mas mesmo assim meu chefe propôs algumas coisas novas, que devem fornecer as mudanças e melhorias na minha situação para o ano.
No começo da tarde tive uma boa conversa com um amigo via MSN, sobre o distanciamento entre nós que venho notando nas últimas semanas. Não chegamos a uma conclusão de fato, nem era esse o propósito da discussão, mas acho que o grande passo dado com essa conversa foi realmente admitir que algumas pessoas fazem diferença em nossa vida - e, mais importante, fazem falta! Pelo menos sem a melancolia de fim de ano para afetar o temperamento (meu temperamento, em grande parte, eu sei), deve ficar mais fácil para acertar os ponteiros. Marcamos um lanche nesta terça, vamos ver como rola o clima até lá.
No trabalho, as coisas começaram a andar nos eixos, com a tão aguardada saída do cliente problemático. Será mais uma semana para programar e planejar o ano do que qualquer coisa, mas mesmo assim meu chefe propôs algumas coisas novas, que devem fornecer as mudanças e melhorias na minha situação para o ano.
No começo da tarde tive uma boa conversa com um amigo via MSN, sobre o distanciamento entre nós que venho notando nas últimas semanas. Não chegamos a uma conclusão de fato, nem era esse o propósito da discussão, mas acho que o grande passo dado com essa conversa foi realmente admitir que algumas pessoas fazem diferença em nossa vida - e, mais importante, fazem falta! Pelo menos sem a melancolia de fim de ano para afetar o temperamento (meu temperamento, em grande parte, eu sei), deve ficar mais fácil para acertar os ponteiros. Marcamos um lanche nesta terça, vamos ver como rola o clima até lá.
25 de dezembro de 2010
Um rápido olhar pelo retrovisor - parte1
E então chegou e passou o Natal, agora é a última semana do ano, de recesso no trabalho, descanso, planejamento e refletir sobre tudo o que passou e o que dá para melhorar... e depois começar tudo de novo. Mas não posso mesmo dizer que 2010 foi ruim, embora tenha tido muita coisa inesperada. Aliás, lidar com o inesperado de maneira menos ansiosa e preocupada já foi um diferencial. Nem sempre bem sucedido, é verdade, mas ainda assim, válido. Como eu tinha dado um tempo no blog no primeiro semestre, vai ser um pouco difícil relembrar esse período, mas dá pra puxar pela memória os principais pontos. Simbora!
O ano no trabalho se iniciou com a saída de um dos assessores do escritório, momento em que eu assumi uma conta que ele atendia há 5 anos. Também entrou uma estagiária no lugar dele, e tive a gratificante experiência de transmitir um pouco do que aprendi desde que me formei e como eu acho que as coisas devem ser feitas. Essa tônica continuou até o meio do ano, com uma certa ênfase do meu chefe em querer que eu assumisse uma coordenação sem uma declaração oficial da parte dele. Com a saída de outra assessora em setembro isso ficou mais evidente. A equipe se expandiu, e depois se contraiu: tive de passar pela saia justa de mandar um estagiário embora. Não que não fosse justo, afinal ele marcou muita bobeira, mas ainda assim foi difícil passar por essa conversa. Ainda mais que eu sempre procurei evitar conflitos.
Agora nos últimos três meses, a velocidade dos acontecimentos foi estonteante. Saída de clientes e a chegada de outros foi o que mais marcou. Muitos momentos de vitórias também, em que eu soube aproveitar a oportunidade do momento. Claro que nem tudo é perfeito, tenho essa mania de acreditar na propaganda dos outros, que só mostram os bons acontecimentos e escondem os ruins do trabalho. Momentos de desatenção e desânimo, sobretudo. Mas acho que é contornável, se eu souber ser menos crítico e confiar que os resultados que eu já apresentei, a reputação que eu construí nestes três últimos anos não é nada para se desprezar.
Paralelo a isso, o plano material também esteve bem satisfatório, apesar de minhas contas ameaçarem sair do controle algumas vezes no ano. No geral, mantive uma estabilidade, mas os projetos grandiosos para 2011 me levam a pensar melhor em minhas finanças, para poder realizar alguns sonhos de longa data, que fatalmente exigirão um capital maior e um controle maior dos impulsos também. Se os últimos dias foram alguma indicação, será algo perfeitamente possível, visto que o impulso por gastar esteve no nível mais baixo de que consigo me lembrar, apesar de livre de amarras. Será finalmente a maturidade e a cautela batendo à porta? Serão benvindas, é claro, mas prefiro ver para crer....
Agora nos últimos três meses, a velocidade dos acontecimentos foi estonteante. Saída de clientes e a chegada de outros foi o que mais marcou. Muitos momentos de vitórias também, em que eu soube aproveitar a oportunidade do momento. Claro que nem tudo é perfeito, tenho essa mania de acreditar na propaganda dos outros, que só mostram os bons acontecimentos e escondem os ruins do trabalho. Momentos de desatenção e desânimo, sobretudo. Mas acho que é contornável, se eu souber ser menos crítico e confiar que os resultados que eu já apresentei, a reputação que eu construí nestes três últimos anos não é nada para se desprezar.
Paralelo a isso, o plano material também esteve bem satisfatório, apesar de minhas contas ameaçarem sair do controle algumas vezes no ano. No geral, mantive uma estabilidade, mas os projetos grandiosos para 2011 me levam a pensar melhor em minhas finanças, para poder realizar alguns sonhos de longa data, que fatalmente exigirão um capital maior e um controle maior dos impulsos também. Se os últimos dias foram alguma indicação, será algo perfeitamente possível, visto que o impulso por gastar esteve no nível mais baixo de que consigo me lembrar, apesar de livre de amarras. Será finalmente a maturidade e a cautela batendo à porta? Serão benvindas, é claro, mas prefiro ver para crer....
11 de dezembro de 2010
A mão do Destino
A sexta-feira foi atípica, não só pelo fato de tudo ter dado tão certo quanto possível, mas também pelo fato de eu ter conseguido, pela primeira vez em muito tempo, manter as expectativas no nível do real. O último evento do ano foi uma coletiva com clientes, e tínhamos marcado de vários jornalistas irem. Pelo que o meu chefe n.2 falou, tivemos um recorde, então o resultado foi que na hora do almoço todos estavam muuuuito relaxados, tomando o vinho disponível a rodo. Eu também me empolguei e tomei três taças, mais para pontuar um final de ano que está chegando do que qualquer coisa.
Em paralelo a isso, o palestrante desse evento foi justamente o ex-patrão do meu pai, que era dono da casa onde morávamos na zona Oeste, e que tinha pedido a casa de volta pouco antes do meu pai morrer em 2006. Quando eu soube que ele estaria lá, há uns 20 dias, é claro que mil cenas se passaram em minha cabeça. Eu chegando para me apresentar e dizer algumas verdades... Ou fazer a linha phyna e tratar com desprezo. Mas consegui me controlar e não manter as fantasias à solta, como disse acima, e no final das contas eu estava correndo tanto, fazendo o meu trabalho com os jornalistas e os executivos presentes, que perdi o começo da apresentação do homem. No final, quando ele se levantou e precisou de ajuda para se locomover e ir embora eu só pude lamentar, lamentar muito o rumo dos acontecimentos, mas sem rancor e sem raiva. Apenas uma mágoa, mas também percebo que ela é bem menor do que antes. Me deu um sentimento de superação, de liberdade, sei lá. Dessas sensações que são praticamente impossíveis de se descrever.
Ao final do dia, depois de trabalhar um pouco no escritório e planejar as coisas para esta semana, quando eu lembrei que tinha acordado às 5h da manhã e estava fazendo um sol invejável às 17h30 da tarde, juntei minhas coisas e fui embora do escritório. Ainda mandei um SMS para o Fábio para ver se ele queria fazer alguma coisa, mas como ele já tinha marcado compromisso, acabei improvisando. Botei o fone de ouvido, comprei uma Coca-Cola gelada, e fui pro Ibirapuera dar uma volta e ler. Acabou sendo muito legal, o parque estava ótimo, e muito bem frequentado. Ainda não foi dessa vez que tive coragem de ficar lá pra ver o movimento à noite, se é que vocês me entendemmm... Mas ainda experimento.
Quando estava voltando pra casa me ligaram avisando que tinha pane (de novo) no Metrô. Em seguida uma colega me ligou do trabalho, avisando que eles estavam saindo de um cliente que fica na Paulista, bem por onde eu estava passando! Feliz coincidência, fizemos um rápido happy-hour até quase 21h, e eu ainda passei na Fnac pra comprar umas revistas pro fim de semana.
Um final bem agradável para uma semana beeeem agradável. Espero que isso se repita ainda por um bom tempo.
Em paralelo a isso, o palestrante desse evento foi justamente o ex-patrão do meu pai, que era dono da casa onde morávamos na zona Oeste, e que tinha pedido a casa de volta pouco antes do meu pai morrer em 2006. Quando eu soube que ele estaria lá, há uns 20 dias, é claro que mil cenas se passaram em minha cabeça. Eu chegando para me apresentar e dizer algumas verdades... Ou fazer a linha phyna e tratar com desprezo. Mas consegui me controlar e não manter as fantasias à solta, como disse acima, e no final das contas eu estava correndo tanto, fazendo o meu trabalho com os jornalistas e os executivos presentes, que perdi o começo da apresentação do homem. No final, quando ele se levantou e precisou de ajuda para se locomover e ir embora eu só pude lamentar, lamentar muito o rumo dos acontecimentos, mas sem rancor e sem raiva. Apenas uma mágoa, mas também percebo que ela é bem menor do que antes. Me deu um sentimento de superação, de liberdade, sei lá. Dessas sensações que são praticamente impossíveis de se descrever.
Ao final do dia, depois de trabalhar um pouco no escritório e planejar as coisas para esta semana, quando eu lembrei que tinha acordado às 5h da manhã e estava fazendo um sol invejável às 17h30 da tarde, juntei minhas coisas e fui embora do escritório. Ainda mandei um SMS para o Fábio para ver se ele queria fazer alguma coisa, mas como ele já tinha marcado compromisso, acabei improvisando. Botei o fone de ouvido, comprei uma Coca-Cola gelada, e fui pro Ibirapuera dar uma volta e ler. Acabou sendo muito legal, o parque estava ótimo, e muito bem frequentado. Ainda não foi dessa vez que tive coragem de ficar lá pra ver o movimento à noite, se é que vocês me entendemmm... Mas ainda experimento.
Quando estava voltando pra casa me ligaram avisando que tinha pane (de novo) no Metrô. Em seguida uma colega me ligou do trabalho, avisando que eles estavam saindo de um cliente que fica na Paulista, bem por onde eu estava passando! Feliz coincidência, fizemos um rápido happy-hour até quase 21h, e eu ainda passei na Fnac pra comprar umas revistas pro fim de semana.
Um final bem agradável para uma semana beeeem agradável. Espero que isso se repita ainda por um bom tempo.
8 de dezembro de 2010
Digno de Hércules
Hoje foi um dia extremamente interessante no trabalho. Comecei quase entrando pelo cano, pois tínhamos marcado uma coletiva para um cliente complicado e no caminho para o escritório me ligam 3 das 4 pessoas que tinham confirmado pra desmarcar. E eu não tinha o contato do último pra confirmar. Depois de alguns minutos (mais de hora, na verdade) de pânico, eu cheguei no local, chamei minha colega de lado, e, numa demonstração de presença de espírito que espantou a mim mesmo, decidi transformar o que era uma coletiva em entrevista/evento exclusivo. Foi a salvação da lavoura, todos ficaram satisfeitos, enfim, deu pra evitar que o caldo entornasse. No fim acabou servindo para eu renovar a convicção de que sou bom no que faço, que os degraus que eu galguei nesse serviço são de fato experiências e mudanças de atitudes pelas quais eu passei que fizeram diferença.
Se alguém poderia ter feito diferente, talvez melhor? Possivelmente. Mas sei que realizei tudo o que estava dentro das minhas possibilidades, e me dediquei ainda além. Só não vê isso quem não quer. E tem sido cada vez mais fácil eu me lembrar disso.
Se alguém poderia ter feito diferente, talvez melhor? Possivelmente. Mas sei que realizei tudo o que estava dentro das minhas possibilidades, e me dediquei ainda além. Só não vê isso quem não quer. E tem sido cada vez mais fácil eu me lembrar disso.
20 de novembro de 2010
Quando 120% não é o bastante
O restante da semana foi impossível, por conta de um cliente surtado. Sabe quando você tenta ao máximo, dá 120%, mas nem assim consegue fazer as coisas melhorarem? Pois é, foi esse o caso. É duro lidar com essa sensação de fracasso, e até estou lendo um livro a respeito, mas o que pega mesmo para mim, admito, é o horror de que outras pessoas também olhem para mim e vejam que falhei. Por que esse horror, eu não sei dizer. É como uma carapaça que criei para me proteger do mundo lá fora, essa noção de que eu preciso ser sempre bem-sucedido e competente. E qualquer rachadura nessa armadura criada é um problema sério. Claro que isso já aconteceu em empregos anteriores, e até mesmo na faculdade e no colégio. Mas como eu andei nesse processo de entendimento e autoconhecimento nos últimos meses, as velhas respostas já não bastam mais. Ainda não encontrei as novas, daí essa fonte de angústia.
(Embora teria sido tão mais fácil poder jogar a culpa toda no fdp desse cliente e prosseguir com a minha vidinha. Como as pessoas conseguem?)
(Embora teria sido tão mais fácil poder jogar a culpa toda no fdp desse cliente e prosseguir com a minha vidinha. Como as pessoas conseguem?)
9 de novembro de 2010
Jogando e aprendendo a jogar
Dias de muito trabalho, e até que alguma diversão. Após a passagem do evento e das eleições, realmente as coisas entraram nos eixos. A única vez que eu fiquei meio que triste foi quando o menino que eu tive que mandar embora ligou. Deu problema de novo com o depósito do salário dele e foi cair só na segunda-feira, ninguém merece. Sinto-me culpado, como se não tivesse cuidado de instruí-lo direito para ser um assessor, sabe? Uma pena. Mas o nosso chefe foi bastante generoso com ele, e só me resta torcer para que ele tome essa passagem como lição e tenha uma postura melhor no próximo emprego.
Em notas mais alegres: comprei o jogo que eu sonhei para o Wii, o Just Dance 2. Eu tenho gostado muito desse vídeo-game porque realmente é uma coisa que integra mais a família, e é hilário a gente tentar acertar a coreografia de várias músicas. Só pra constar: detonei com Crazy in Love, da Beyoncé! Agora é aguardar o feriado para o primeiro torneio de verdade!!!
Em notas mais alegres: comprei o jogo que eu sonhei para o Wii, o Just Dance 2. Eu tenho gostado muito desse vídeo-game porque realmente é uma coisa que integra mais a família, e é hilário a gente tentar acertar a coreografia de várias músicas. Só pra constar: detonei com Crazy in Love, da Beyoncé! Agora é aguardar o feriado para o primeiro torneio de verdade!!!
Assinar:
Postagens (Atom)
