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3 de janeiro de 2012

Pass-a-porté

Hoje fui retirar meu passaporte, que tinha decidido tirar com uma amiga do trabalho no ano passado. Não que meus planos envolvam viajar para o exterior nos próximos meses, acho que nem rola este ano, mas é legal saber que, se por acaso eu resolver ir, e juntar dinheiro para tanto, é só ir. Bom, exceto pros Estados Unidos, mas quem sabe até lá a necessidade do visto seja extinta. Após minha ida pra Buenos Aires, que foi a realização de um sonho, é claro, muita coisa mudou. Aprendi muito sobre mim mesmo, principalmente. Quer dizer, encarei coisas sobre mim que são muito legais, e outras que nem tanto. Sei lá, ainda preciso assimilar tudo e o post não tá saindo como eu queria. Mas o centro da questão é que, como eu disse anteontem, quero fazer o que eu quero, assim que descobrir o que eu quero. E agora dei mais um passo nessa direção. Espero seguir ainda essa trilha...

17 de maio de 2011

Enfim maduro?

Os últimos dias têm sido significativos, cheios de lições e situações que estão me levando a pensar. Tanto com as coisas de família, como trabalho, como as relações com amigos e potenciais amores, eu tenho percebido uma certa mudança na minha forma de reagir e de agir. Não mais tão impulsivo, não mais tão suscetível. Será que essa é a famigerada maturidade de que tanto falam? Essa minha síndrome de Peter Pan que teima em me perseguir talvez discorde, e nada garante que eu não vá passar pelos mesmos apuros do começo deste mês, mas o que eu preciso mesmo é me lembrar desses momentos. Acho que preciso começar a reler melhor e com mais atenção os próprios posts deste blog como referência. Para o que eu devo fazer e, mais importante, o que eu devo fazer diferente!

Ah, sim, quase me esqueci de colocar aqui uma cena pitoresca (para não dizer dantesca) do meu cotidiano. Ontem, saindo da sessão de terapia e vindo para o escritório, cheguei na plataforma da Estação Tatuapé do Metrô, e me preparei para esperar o trem seguinte para embarcar. Reparei numa comoção no primeiro vagão, algumas pessoas tentando entrar, depois uns cinco saindo, e eis que uma mulher é projetada pra fora da porta, se estabacando no chão. Era uma briga entre ela e uma outra, que vinha desde a outra estação. Um horror. Hoje em dia você realmente não sabe se está ao lado de um surtado com tendências violentas no transporte público, na rua, no restaurante, no trabalho. Alguns chamam isso de males da vida moderna, mas eu ainda fico abismado com essas demonstrações públicas de que a evolução humana às vezes me parece um processo que deu errado. Quer dizer, foi para isso que descemos das árvores? Sério mesmo?!

1 de maio de 2011

Colocando a casa em ordem

Daí que estamos em maio, e mais uma vez me vejo às voltas com o desejo de criar novos hábitos, agitar as coisas, romper os padrões... e ao mesmo tempo alimentando todos as manias e tudo aquilo que eu planejo mudar, como nos velhos tempos. Por que isso, essa insatisfação eterna, e esse medo eterno do novo, têm de andar de mãos dadas?

Tanta coisa aconteceu neste pouco mais de um mês que eu fiquei sem postar aqui... e ao mesmo tempo fico com a impressão de que estou sempre escrevendo o mesmo texto. Neste exato momento, depois de um domingo inteiro sem fazer nada (exceto ler e navegar na Internet) estou verificando minhas finanças, e descubro que todas as minhas prestações acabam em junho. Exceto pelo iPad, que vai até o fim do ano, claro. Não é possível que eu não consiga colocar as coisas em ordem até lá. Gosto tanto de me imaginar mais perseverante e mais capaz do que os outros, eu simplesmente tenho de conseguir! Vou fazer desse meu objetivo primordial neste mês de maio. É hora de colocar a casa em ordem, em mais de um aspecto!

23 de março de 2011

Faroeste Caboclo

Daí que eu fui pra Brasília novamente nesta quarta-feira, a trabalho. No começo não fiquei contente, mas eu nunca fico contente de cara com qualquer coisa que aconteça pra mudar minha rotina. Some-se a isso o eterno medo de tudo que pode dar errado e de ter de resolver as coisas por mim mesmo e me expor, e fica impossível relaxar. Mas, desde logo cedo, tudo deu certo. Meu chefe deu boas dicas e orientações, cheguei no aeroporto e o vôo de ida foi tranquilo, e dali pra frente as coisas se encaixaram. Apesar do clima bem mais agradável do que a última vez que estive na cidade (há exatos dois anos - dá pra ver a postagem correspondente no blog, rs...), a agenda estave muito apertada. Durante o dia inteiro, fiquei só com um misto-quente e uma coca-cola.

Acabei participando, a pedido do meu cliente, da reunião no gabinete do Ministro. Parecia coisa de filme de máfia. Os capos todos alinhados em torno do ministro, mais ou menos de acordo com a ordem de importância, e os consiglieri todos em cadeiras atrás dos seus respectivos assessorados. Tudo bem que a única vez em que me inclinei pra falar com meu cliente foi pra perguntar se eu podia descer que o importante da reunião tinha passado. Mas, no geral, deu tudo certo, e todos ficaram bastante satisfeito - meu cliente, os jornalista e, por extensão, eu mesmo.

Só pra encerrar, o prosaico das coisas: não consigo tirar aquela sensação de que um avião é um meio meio antinatural de transporte, né? Aquela coisa enorme, pesadona, voando pelos ares com um monte de gente dentro, encapsulados e dependendo de um cara só? Muita responsa ser piloto, viu? Eu não conseguiria. Mas nada como ver as luzes de São Paulo na hora da chegada. Lindo, lindo!

A outra coisa é o espírito de proletariado que não me larga: não consigo me imaginar pegando um táxi lá do aeroporto de Congonhas até o lugar onde eu moro e depois pedir reembolso de uma corrida que, fácil, ultrapassa os R$ 100. Peguei um ônibus até o metrô e vim normalmente, como voltando de um dia de trabalho. Don't call my name, don't call my name, Caxias!

23 de fevereiro de 2011

Seguindo a correnteza

Então o grande evento do mês veio e passou, como é da natureza de todas as coisas. Foi melhor do que eu pensei, embora quase tudo que ocorre na prática é melhor do que eu pensei, pelo menos no longo prazo - ou pelo menos eu acabo percebendo isso mais cedo ou mais tarde. Minha participação na tal da workshop foi reduzida ao mínimo, bem como eu gosto. Nunca fui bom em eventos, nem quando as luzes da ribalta estão voltadas para mim, acho que eu daria um péssimo ator.

Pelo menos consigo disfarçar e fingir interesse no que meus chefes falam, e passar para os clientes uma imagem de "confiável" ou "educado". É impressionante como todos caem nessa. Não estou dizendo que eu não seja confiável e educado, mas nem sempre me sinto assim - algumas vezes é bem o oposto disso, mas consigo permanecer com o semblante impassível. Afinal, para quê ficar latindo na árvore errada? Eu só espero que essa ilusão permaneça por mais alguns dias, e que minhas férias estejam garantidas. Amanhã eu farei as entrevistas para preencher a vaga que está faltando no escritório, mas agora que meu chefe anda prometendo mundos e fundos com projetos mirabolantes, vai ser um esforço extra fazer "cara de conteúdo" quando o que mais quero é estar longe daquele escritório.

Só não sei com que fim eu quero tanto essas férias, visto que
1. não quero voltar a gastar tanto quanto antes de apertar o cinto em fevereiro.
2. a perspectiva de ficar em casa durante todas as férias (curtas) e exposto a esses vizinhos infernais todos os dias, o dia todo, é o contrário de relaxamento e tranquilidade. Aliás, é o exato oposto.
e 3. estou com aquela sensação de que não quero que as coisas andem muito sem mim, sabe? Essa fase de transição de patamar que não ata nem desata tem acabado comigo.

Bom, é isso. A gente fica ansioso por algum acontecimento, algum marco, e quando ele passa, sobra o anticlímax. História da minha vida.

6 de janeiro de 2011

Vestiário masculino

Dias de por em prática o que venho lendo e discutindo na terapia. De botar a confiança conquistada a duras penas no trabalho pra funcionar mesmo, e tentar levá-las para outras áreas. Mas aos poucos eu consigo, tem mostrado resultados. 

Mudaram os professores de natação da academia (de novo). Apesar da minha mãe ter comentado que a velharada da hidroginástica já está resmungando que eles são ruins (com menos de uma semana no trabalho!), eu até que gostei da dupla, o cara me deu altos toques na aula de hoje, e a menina também foi superatenciosa na de ontem. O pitoresco da academia fica por conta de um detalhe que eu nunca percebi, mas que esses dias tava reparando: nunca fiquei inibido de tirar a roupa no vestiário, tomar banho, me vestir... E isso não é por falta de reparar nos outros corpos expostos, com certeza! Mas tem gente que fica inibida, dá pra perceber. Se enrola todo na toalha, coloca uma cueca à velocidade da luz... Eu acho até que um dos pontos positivos da experiência da academia, o fato de tantos corpos, de idades, tipos e tamanhos diferentes, conviverem no mesmo espaço. 

Se tem uma coisa que eu coloco mais do que depressa é o óculos, porque com 4 graus de miopia eu não enxergo é um palmo diante do nariz, ninguém merece. A única coisa que eu fico encanado, mas tenho tentado combater, é achar que as pessoas estão com receio de conviver, ou de ficar no vestiário enquanto eu estou lá. Apesar da saber, conscientemente, que não tem nada a ver, é um reflexo que sempre bate e eu tenho de espantar. Passos pequenos, passos pequenos...

29 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte 3

E, para terminar essa retrospectiva editada, abordo a área em que considero que os maiores avanços ocorreram esse ano, e quem diria que seria tão perto de casa.... aliás, que seria a própria casa! Neste ano, após um final de 2009 conturbado, quando decidimos permanecer aqui na Zona Leste de São Paulo e parar com a ilusão de vender a casa, arregaçamos (minha mãe, minha irmã e eu) as mangas e tratamos de tornar nosso lar mais agradável - e passamos a contar mais uns com os outros no processo.

Investimos as economias para reformar o exterior da casa, que estava precisando de cuidados desde que viemos para cá em 2007. Fizemos um telhado estilo colonial, colocamos portões novos, e até a vizinha que também estava reformando colaborou pintando o paredão que dá para o nosso corredor com uma tinta especial antimofo e antimanchas - terminamos agora este ano com uma literal tela branca.

O relacionamento entre os moradores também melhorou. Acho que todos nós entendemos que somos indivíduos que convivem por opção, e não por obrigação, e isso mudou tudo na dinâmica da família. Como eu disse na última vez em que encontrei alguns amigos, eu me considero um privilegiado por ter uma família unida e parceira, como é o caso, e espero que continuemos assim por muitos anos que virão.

O crescimento veio também na fachada corporal da gente. Foi um ano para cuidar do corpo e da mente. Avancei na terapia, como eu disse, mas também consultei uma nutricionista para uma reeducação alimentar, fiz alguns meses de musculação, e termino o ano com a retomada de um antigo projeto: voltar a nadar foi algo extremamente libertador para mim. Pude ver que eu gosto mesmo de atividade física, foi só uma questão de acertar o ritmo e a disponibilidade que eu quero para isso na minha rotina, mas é algo que definitivamente levarei comigo para 2011.

11 de dezembro de 2010

A mão do Destino

A sexta-feira foi atípica, não só pelo fato de tudo ter dado tão certo quanto possível, mas também pelo fato de eu ter conseguido, pela primeira vez em muito tempo, manter as expectativas no nível do real. O último evento do ano foi uma coletiva com clientes, e tínhamos marcado de vários jornalistas irem. Pelo que o meu chefe n.2 falou, tivemos um recorde, então o resultado foi que na hora do almoço todos estavam muuuuito relaxados, tomando o vinho disponível a rodo. Eu também me empolguei e tomei três taças, mais para pontuar um final de ano que está chegando do que qualquer coisa.

Em paralelo a isso, o palestrante desse evento foi justamente o ex-patrão do meu pai, que era dono da casa onde morávamos na zona Oeste, e que tinha pedido a casa de volta pouco antes do meu pai morrer em 2006. Quando eu soube que ele estaria lá, há uns 20 dias, é claro que mil cenas se passaram em minha cabeça. Eu chegando para me apresentar e dizer algumas verdades... Ou fazer a linha phyna e tratar com desprezo. Mas consegui me controlar e não manter as fantasias à solta, como disse acima, e no final das contas eu estava correndo tanto, fazendo o meu trabalho com os jornalistas e os executivos presentes, que perdi o começo da apresentação do homem. No final, quando ele se levantou e precisou de ajuda para se locomover e ir embora eu só pude lamentar, lamentar muito o rumo dos acontecimentos, mas sem rancor e sem raiva. Apenas uma mágoa, mas também percebo que ela é bem menor do que antes. Me deu um sentimento de superação, de liberdade, sei lá. Dessas sensações que são praticamente impossíveis de se descrever.

Ao final do dia, depois de trabalhar um pouco no escritório e planejar as coisas para esta semana, quando eu lembrei que tinha acordado às 5h da manhã e estava fazendo um sol invejável às 17h30 da tarde, juntei minhas coisas e fui embora do escritório. Ainda mandei um SMS para o Fábio para ver se ele queria fazer alguma coisa, mas como ele já tinha marcado compromisso, acabei improvisando. Botei o fone de ouvido, comprei uma Coca-Cola gelada, e fui pro Ibirapuera dar uma volta e ler. Acabou sendo muito legal, o parque estava ótimo, e muito bem frequentado. Ainda não foi dessa vez que tive coragem de ficar lá pra ver o movimento à noite, se é que vocês me entendemmm... Mas ainda experimento.

Quando estava voltando pra casa me ligaram avisando que tinha pane (de novo) no Metrô. Em seguida uma colega me ligou do trabalho, avisando que eles estavam saindo de um cliente que fica na Paulista, bem por onde eu estava passando! Feliz coincidência, fizemos um rápido happy-hour até quase 21h, e eu ainda passei na Fnac pra comprar umas revistas pro fim de semana.

Um final bem agradável para uma semana beeeem agradável. Espero que isso se repita ainda por um bom tempo.

7 de dezembro de 2010

Pânico metropolitano

Daí que só eu achei que ia dar tempo pra respirar esta semana, não é? Com a maioria dos clientes finalizando seus trabalhos para o ano, a única coisa que consegui até agora foi complicar a minha cota de sono. Isso porque, pra resolver meu problema de conexão com a Internet, precisei formatar a máquina. Acabei tendo o benefício indireto de reencontrar os documentos e músicas que achei ter perdido quando comprei o note no ano passado, mas e agora pra colocar tudo em algo que lembra uma ordem? Vai levar alguns dias...

Pra contribuir com o fator cansaço, nada melhor do que duas voltas para casa enfrentando problemas no Metrô. Sei que o pessoal tem reclamações válidas sobre o governo federal, e concordo com a maior parte delas, mas fico puto porque me parece que ninguém vê o que está acontecendo com o transporte nesta cidade. E alô, trens e metrô são responsabilidade do governo estadual, que está nas mãos do mesmo partido há 16 anos! Só a tão prometida Linha 4 está em construção desde 2005, quando eu ainda nem sonhava em sair do Butantã...! Enfim, acabei voltando de trem pra casa, apesar de amargar 2 horas e meia de viagem. Faz parte, acho. Mas que esgota a paciência de qualquer cristão, isso esgota.

E vamos retomar nossa programação normal, que acabaram as férias do meu chefe, e ele chegou hoje com a corda toda!

15 de novembro de 2010

Estrada de mil léguas...

O restante do feriado foi dedicado à família. Uma ocasião até então inusitada, visto que sempre tenho a mania (como muitas pessoas, aliás) de tomar a família e a vida doméstica como garantida. O que é um erro,  afinal todas as nossas áreas de vida são ligadas, não dá pra compartimentalizar as coisas, como se elas não tivessem ligação. Aproveitamos para adiantar as compras de fim de ano, já que os planos para 2011 incluem investimentos em coisas grandes, como um carro, por exemplo. Embora isso ainda requeira bastante ponderação, e antes disso ainda tenho que resolver minhas pendências com o Detran. Resquícios da dura lição que tive de aprender alguns anos atrás de que dinheiro e amizade não se misturam.

Felizmente, tudo em dia, acho. Uma certa melancolia sempre perdura no meu caso, sem dúvida, mas é muito boa a sensação de estar... er, no controle, por falta de expressão melhor. De que deu pra cobrir as bases mais frágeis da minha vida e agora é permanecer no rumo e trilhar os próximos degraus na minha vida.

13 de novembro de 2010

Novos embalos de sábado

Final de sábado e pra variar, estou bastante contente. Cheguei agora de uma bela noitada com a Camila (sim, minhas noites ideais hoje em dia terminam por volta das 22hs, deal!) e foram muitas risadas e colocamos todas as fofocas em dia. Muito bom poder proporcionar algumas experiências novas a uma amiga tão querida também. O dia não foi de ser jogar fora também: diversão em família é algo tão raro aqui, ainda, que vale a pena registrar. OK, muito disso é induzido pela novidade do Wii, mas se no final acabar sendo uma ferramenta de aproximação, por que não?

A sexta-feira também foi boa, apesar dos estresses normais do trabalho. Só sei que tive uma reunião que acabou quase às 17hs, e daria tempo de voltar pro escritório e fazer ainda algumas coisas, mas eu pensei... Com quem propósito? Afinal, meu chefe mesmo já tinha desertado pra passar o feriado na Bahia, e sinceramente, já tive desgaste demais na semana, consegui dar conta de moooita coisa, podia me dar essas horinhas de folga.

Só pra registrar, já que estamos falando em folga, o que dá nas pessoas no metrô, ônibus, ou até mesmo em calçadas, que acham que estão desfilando no quintal ou na sala de casa? Nessa volta para casa de ontem, mesmo, teve uma cidadã que ficou achando ruim COMIGO do empurra-empurra do metrô. Enfim, estresses como esse são o que me fazem pensar em comprar um carro, embora eu sempre precise me lembrar, pela experiência anterior dirigindo, que é só trocar um tipo de problema pelo outro. Pelo menos no transporte coletivo é possível me refugiar num livro/revista/playlist.

16 de outubro de 2010

Workaholic

É sempre difícil a missão de condensar muitos dias em um post sem deixar um texto enorme que nem eu mesmo quero ler depois, mas preciso tentar, não é? Essa primeira quinzena de outubro foi de trabalho ainda mais intenso do que setembro, mas felizmente as coisas estão entrando nos eixos. Ainda assim tive de trazer trabalho pra fazer em casa no feriado, para manter meus prazos nos trilhos. Alguns momentos de insegurança continuam a aparecer, mas tenho aprendido a relevar muitas coisas que antes me deixavam abalado. Críticas, por exemplo. Ainda não consigo aceitar que as pessoas se utilizem dessa desculpa de crítica para dar vazão ao seu veneno, mas tenho visto isso acontecer com várias pessoas, perdi um pouco da eterna mania de perseguição - a ponto de considerar que talvez ela não seja exatamente eterna.

Mesmo com o trabalho extra, deu pra aproveitar bem o feriado. Foi aniversário do Fábio, nos reunimos na casa dele e aproveitei para dar uma lembrancinha de presente. Antes nossa turma se dava presentes, mas isso acabou virando uma regra e, como toda obrigação, perdeu a graça logo. Prefiro hoje em dia só dar uma coisa quando bate mesmo a vontade, e algo que eu sei que a pessoa quer, mas que não compraria normalmente. Enfim. Na segunda saí com a minha mãe e depois fui ao Athenas com os amigos, lugar a que eu não ia desde o Natal passado. A comida e bebida continuam boas, e a frequencia também, muitas caras interessantes. O coração continua em estao de animação suspensa, mas a esperança, aquela velha conhecida, sempre está lá no fundo, pronta pra fazer uma participação especial quando é menos... bem, esperada. Só me dá uma tristeza de me ver prestes a completar 30 anos e ainda estar sozinho... sempre sozinho...

11 de setembro de 2010

O mundo gira...

Semana intensa, apesar de mais curta, e quando a vida fica muito corrida, acabamos pegando distância do blog, não tem jeito. Mas eu imaginei que seria assim, após a saída da minha colega. Assumir os clientes dela, cuidar dos meus atuais, e ainda fazer entrevistas para recompor a equipe não foi fácil. Felizmente deu pra manter as coisas nos trilhos. E ainda conseguindo um ou outro reconhecimento dos clientes, pra sinalizar que estou no caminho correto.

Nesse meio tempo acabei deixando academia e dieta de lado, mas alguma coisa tinha de ser posta de lado. Vou esperar até o começo de outubro e ver se troco musculação por natação, pelo menos para relaxar um pouco nas noites depois do trabalho. Também preciso esperar a equipe estar azeitada para voltar ao meu horário normal e poder escolher se afinal faço academia pela manhã ou à noite. Enfim, decisions, decisions...! Outra decisão que tomei foi finalmente fazer minha terceira tatuagem, como queria ter feito desde 2008. Fiz na perna esquerda, e ficou linda, mas agora tem de esperar cicatrizar direitinho antes de mostrar. Claro que acabei saindo de lá com mil e uma ideias para fazer novas tatoos, mas é melhor esperar agora. Mas pretendo chegar aos 30 anos de idade com as 5 tatuagens que sempre sonhei, isso é uma meta!

Em casa as coisas estão tranquilas. Já no coração... bom, taí outra área que de vez em quando dá uma avivada (pelo menos na minha cabeça), e depois esfria novamente. Eu comecei a fazer terapia, em parte, para tentar descobrir porque esse medo de intimidade, ou essa incapacidade de embarcar numa relação efetiva existe, mas estou quase completando um ano e não sinto que tenha evoluído nesse sentido... É algo que tem ocupado minha mente nesses dias...

3 de setembro de 2010

Novos rumos

Daí que nesta quinta fui o dia das reuniões, eu mal parei na minha mesa. Felizmente, todas foram bem-sucedidas, apesar de os dias tensos e atribulados cobrarem seu preço: a volta da acne. Não tão forte quanto da última vez, mas é estranho perceber o efeito tangível das preocupações que passam pela nossa mente. Só gostaria de poder ter ou as espinhas, ou os cabelos brancos (que têm surgido em quantidade alarmante este ano). Mas os dois? Complicado.

Enfim, a minha colega acabou saindo, foi para paragens mais verdejantes, de acordo com o que ela deseja pra carreira. Fico feliz por ela conseguir realizar esse objetivo, e sei que agora é a minha vez de deixar o escritório com a nossa cara, de criar a equipe (ou pelo menos treiná-la) de acordo com o que eu acho que deve ser feito. Os clientes gostam de mim, gostam do meu trabalho, e isso sempre é um ponto positivo. Agora é tomar cuidado para não pisar no calo de ninguém e ir comendo pelas beiradas. Até onde eu posso chegar, não sei, mas vamos seguir caminhando, o importante é não me acomodar num patamar só.

Mas agora é feriado, tá fazendo um sol danado por esses dias, e oportunidade de parar, recarregar as baterias pra depois pegar o touro pelos chifres. Olé!

29 de agosto de 2010

Tempus Fugit

Nos últimos dias tenho tentado retomar o contato com a rotina, restabelecer algum sentimento de que as coisas caminham para alguma direção. Já não estou tão revoltado com o fato das pessoas terem vida própria (eu sei, cada ideia que me surge, hã?), e que o universo não gira ao meu redor. Já li em algum lugar que somos todos protagonistas de nossas próprias peças, mas isso não quer dizer que o roteiro seja fechado, afinal o fator Desígnio é o que diferencia a Arte da Realidade que ela imita, não? Ou seja, não adianta fazer planos que dependam de outras pessoas, ou querer antecipar cada movimento alheio como se o mundo fosse um imenso tabuleiro de xadrez.

Paralelo a isso, encarei a verdade entre essa vontade de sair e curtir o mundo lá fora, e a necessidade de me isolar em casa. Claro, não é um processo simples, de fácil solução, mas o principal benefício de ter encarado e reconhecido que essa contradição existe é que eu pude me dar algo precioso: tempo. Tempo para refletir, tempo para sentir realmente o que eu desejo e tempo para poder agir sem medo dos resultados, uma vez que eu tenha certeza do que eu quero. A esperança em dias melhores do post abaixo será fundamental para os próximos dias. Que venha setembro!

17 de agosto de 2010

Mais reencontros

Acho que eu precisava mesmo cometer o facebooquicídio, porque não estava conseguindo raciocinar com essa coisa a me incomodar lá no fundo. Hoje o dia foi bastante produtivo, rendeu no trabalho, e as pessoas para variar estavam empenhadas. Seria ótimo se continuassem assim por um longo tempo. E o dia ainda rendeu mais um reencontro inesperado.

Um dos jornalistas que compareceu a um evento organizado pela agência onde eu trabalho revelou ser um colega de faculdade que eu não via há uns 8 anos. Colega talvez já seja esticar o termo, porque acho que nós conversamos apenas algumas poucas vezes, dava pra contar nos dedos de uma das mãos. Mas ele também se lembrava de mim, e isso foi bem legal. Mesmo porque, eu estava, em 2002, apenas começando a me aceitar como gay, e depois de tantos traumas e bullying desde o ginásio, não era fácil para mim fazer amizade com héteros. Ele sempre me pareceu me tratar numa boa, sem preconceito nem reações não-naturais, acho que com a segurança dos bem resolvidos que não acham que a gente vá avançar por cima de qualquer um com alguma coisa entre as pernas. E olha que ele era um dos mais bonitos da faculdade, na opinião de várias das meninas de lá.

Outro fato inusitado referente a esse encontro é que eu já havia falado com ele depois de formado na faculdade e comecei a trabalhar como assessor de imprensa. Como eu nunca soube o nome dele no ano em que ficamos na mesma turma, eu não podia imaginar que o mesmo jornalista de economia com quem eu falei em 2005 e 2006 era o carinha que ia à aula de bermuda tipo surfista em 2003. Nem que seria o repórter especializado que eu viria a encontrar novamente em 2010. Esse mundo é mesmo uma bolinha de tênis, mas por uma vez eu fiquei feliz e surpreso positivamente em reencontrar esse pedaço do passado.

8 de agosto de 2010

Casa dos Horrores

Domingo é dia de nada fazer, e geralmente eu cumpro isso na risca, nem botando a cara pra fora do portão, e carregando as energias para a semana. Neste, infelizmente, tive o  desgosto de ver que uma das moradoras do quase cortiço aqui dos fundos, que tinha se mudado no começo do ano, acabou voltando. Eu nem sei como funciona a dinâmica nessa verdadeira Casa dos Horrores, mas pelo que deu pra perceber (afinal eles não falam exatamente baixinho!) parece que ela é a dona da casa. Quase chorei quando vi a mudança.

Dizem que o segredo para uma vida menos revoltada é pensar sobre o que uma adversidade pode te ensinar. Eu estou até agora tentando descobrir o que eu fiz para merecer, ou o que eu poderia talvez, quem sabe, aprender com isso. Paciência, tolerância? Se o universo conspira pra eu desenvolver essas características, poderia pegar mais leve, né?

3 de agosto de 2010

Botando o ordinário no extraordinário

Então hoje foi um dia atípico. Teve um evento logo pela manhã, que eu estava esperando e um pouco tenso. Ainda com clientes, potenciais clientes, executivos, chefes e ex-colegas, foi o que bastou pra me deixar com um calombo nas costas de tanto que eu estava travado. Acho que foi até que bom, embora eu não tenha como evitar comparar com o ano anterior. Mas isso é neura da minha cabeça.

E ainda teve meu chefe, que devia estar irritado lá na cidade dele, e vem metralhando emails mal educados para todos. Acho isso de uma falta de bom senso atroz. OK, se ele está puto, todo mundo tem seus dias, mas atrapalhar o serviço de quem está longe só pra descontar a raivinha é demais pra minha cabeça. Estou apelando pra todas as reservas de paciência que eu tenho pra engolir esses sapos. Por enquanto está rolando, só espero que ele não continue muito nessa vibe. Vamos ver, amanhã ele já estará aqui em São Paulo, quem sabe o ar poluído da cidade não ajude a esfriar os ânimos.

Fechando o dia com chave de ouro, fica a descoberta de uma burrada sem tamanho. Quer dizer, não sei se foi muito burrada, porque tecnicamente eu não sabia... Resumidamente, recomecei a postar aqui me dedicando mesmo ao espaço, depois tornei a deixar o blog público, tudo muito interessante... Até que percebi que ele estava sincronizado (ou seja lá qual for o termo) com o facebook. E tudo estava lá, exposto pra quem quisesse ler, inclusive o post em que eu falei de reencontros, sabe? Quis morrer, quis que o chão se abrisse e me engolisse, a despeito de estar no 2º andar de um prédio de escritórios. O pior é que eu só percebi isso por causa de um comentário justamente no post em que eu falei do meu pseudoencontro. Aquele que foi sem nunca ter sido. Urubu quando dá azar...

2 de agosto de 2010

Um bloqueado, um não-liberado

Daí que, no afã de resolver os meus problemas bancários recorrentes, resolvi mudar minha conta de agência, do Brooklin (olha ele aí de novo!) pro Itaim, onde trabalho agora. Só que esqueceram de avisar que OS DOIS cartões ficam bloqueados até completarem a mudança, em 5 DIAS ÚTEIS! Resultado: estou com minha conta paralisadinha da silva, hoje tive que me contentar em comer só o almoço e olhe lá. Isso porque eu levei comida de casa. Por um lado foi bom, porque mantive meu controle sem exagerar na última semana que vem, coisa que sempre me pega. E vou poder colocar ainda mais nos trilhos minha conta e começar a pensar grande. Mas que é um transtorno, é.

Ontem mesmo no shopping, minha mãe esqueceu de levar os cartões dela (isso se não tirou da bolsa de propósito também pra controlar os gastos), e com aquele frio que saiu não se sabe de onde, resolvi comprar uma blusa bonitinha que vi na loja. Mas quem diz que a loja aceitava cheque? Daí que meu cartão não passou, porque está vinculado à conta. Voltei congelando. Fim :-)

Benefício indireto mesmo foi o frio ter servido pra acabar com o churraishco dus vizinhu mais cedo, quando chegamos aqui (eu roxo de frio), já estava tudo na mais santa paz. Amém!

1 de agosto de 2010

Domingão

Hoje foi dia de faxina, afinal de contas quem mora na casa tem que contribuir para mantê-la, certo? Pelo menos aqui isso mais ou menos funciona, embora eu admita que poderia fazer mais. Pelo menos não sujo tanto e recolho as minhas coisas. O espinho nesse dia foi o retorno das festas do vizinho dos fundos, pra meu terror e desespero. E olha que há meses estava sossegado. Mas eles meio que fizeram uma divisão na casa que dá fundos para a minha janela, onde moram umas três ou quatro famílias - um cortiço na verdade, mas nada de exótico como o livro de Aluísio Azevedo. Foi só a família da "casa" maior se mudar, que o pessoal do fundão aproveitou pra chamar a parentada e fazer um churrasco. Até aí, tudo bem, mas churrasco de domingo é igual a som com forró brega no último volume. E tem sido assim desde que mudamos para cá, há quatro anos.

Mas hoje em dia eu aprendi a conviver, na medida do possível, com esse karma ruim. Quantas vezes já berrei, discuti com minha família, já descobri o telefone deles para ligar reclamando, já chamei polícia (não recomendo, é inútil). Uma vez cheguei ao absurdo de pegar um ovo para tacar no quintal deles. E para quê? O que isso resolveria? Absolutamente nada. Hoje em dia prefiro pegar minhas coisas, sair, dar uma volta e comprar algumas coisas no shopping, até voltar e estar tudo em paz novamente. Não é conformismo, tenho plena convicção de que eles ainda vão encontrar alguém mais casca grossa ou um dia ainda vão reclamar do barulho alheio. Mas minha paz de espírito e a convivência aqui é mais importante.

E olha que, com a mudança de tempo em São Paulo nesta tarde de domingo, antecipamos a volta para casa, e eles já estavam limpando e acabando a festa. Não se faz mais zorra como