Aqui estou, desta vez já no trem voltando para Nova York, após passar a noite e a manhã em Washington. Na verdade eu queria aproveitar pra dormir, já que não tenho pregado o olho nessas viagens, mas houve um problema com um trem à frente do nosso e isso deixou o pessoal um pouco excitado e com vontade de conversar. Aliás, essas são a diferenças para os trens do Brasil: existe o carro de primeira classe, dois carros quietos nos quais não se pode conversar ou falar no celular igual em uma biblioteca (claro que eu fiquei nesse, ainda bem que teve uma moça muito simpática que me explicou isso ontem), um carro-restaurante pra você comer sua marmita e o resto de carros comuns. O que é igual? Pelo visto, o fato de que sempre ocorrem problemas e atrasos. Deveria chegar às 18h30, vamos ver que horas vai ser. Mas esse sou eu cansado e com sono, tendo a ficar com bico e reclamão, portanto vamos à parte boa.
A cidade de Washington é linda, fiquei mesmo impressionado. Tudo bem que eu fiquei só na parte de turista mesmo, mas ainda assim é uma senhora estrutura e uma arquitetura que eu não conseguia imaginar. O hotel foi um capítulo à parte, valeu o investimento. O custo fica meio proibitivo para uma estada mais longa, mas para uma noite só foi pura diversão. O recpcionista era uma graça, chamava-se Lance. Mas eu estava tão nervoso e cansado quando cheguei que nem deu pra tentar conversar direito. Eu respondi ok, ok, peguei meu cartão e subi. Pena.. Também decidi dormir cedo pra poupar forças e não fui para o bar que tinha conferido antes na internet. Cheguei à conclusão de que você tem de optar: ou bebe, ou anda pra burro no dia seguinte. Como minha ideia é não pegar táxi, vamos então de caminhada.
E como eu caminhei! A cidade é linda mesmo, e dá a impressão de que pra onde você se virar tem um momumento. Tirei bastante fotos! Só não deu pra ir no Lincoln Memorial e na National Gallery of Art, o tempo não ia permitir. Acabei indo ao Newseum (o museu da notícia, muito interessante e não só para jornalistas) e ao Museu Aeroespacial. O primeiro foi ótimo, tinha uma exposição das grandes investigações do FBI, uma sobre as campanhas para presidente nos Estados Unidos, e outra sobre todas as fotos ganhadoras do Prêmio Pullitzer ao lingo dos anos. No museu Aeroespacial pude tocar numa rocha da Lua, entrar num módulo da estação espacial e ainda fui ao Einstein Planetarium assistir a um filme curto sobre Mundos Inexplorados. Nunca tinha ido num planetário, isso sim é que é 3D, é uma sensação incrível.
E essa foi minha curta passagem pela capital dos Estados Unidos, uma cidade para a qual vale a pena voltar, e espero um dia realizar mais essa façanha :-) . Amanhã começa a tão aguardada Comic Con, e à noite ainda terei a grande chance de conhecer o Ben Cohen. Não fossem minhas pernas estarem tão cansadas de andar, minha cabeça não me deixaria dormir de tanta ansiedade!
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10 de outubro de 2012
9 de outubro de 2012
A viagem dentro da viagem
Como as coisas se modernizam, não? Estou escrevendo este post a bordo do trem que vai me levar para Washington. No momento estou olhando para essa paisagem tão diferente e ao mesmo tempo semelhante a qualquer vista de uma viagem. Assim como não dá pra dizer que o Brasil inteiro é como São Paulo, realmente não dá pra dizer que Nova York resume os Estados Unidos. Os clichês dos filmes, as casinhas de madeiras todas iguais até onde a vista alcança, as cercas pintadas de branco e os gramados de entrada, com as árvores realmente de folhagem verde, vermelha e dourada por causa do outono... É tudo assim mesmo. Não é à toa que tantos estudantes de universidade buscam as cidades grandes depois de saírem das casas dos pais. Mas quem disse que no Brasil é diferente? Basta ir para essas cidades do interior, sei lá, de Minas Gerais, do Mato Grosso, que dá para entender que o deslumbramento é o mesmo.
Quanto a mim? Não sei dizer. Me sinto mais seguro hoje, podendo comprar as coisas sem problemas e entrando nos lugares sem hesitar. Mas é realmente uma lição de humildade ver que, por mais que você estude inglês e leia e veja filmes e ouça músicas, nada prepara para a velocidade com que os nativos falam. Alguns atendentes de loja repetem beeeem devagar, como se você fosse meio lerdo, enquanto nas lanchonetes eles preferem resumir, hehehehe.... Hoje para o almoço eu pedi um sanduíche de pizza de pepperoni - muito bom por sinal, se tiver a chance vou repetir. Mas a moça do atendimento falou um negócio que até agora não sei o que é. Só fui entender quando ela perguntou se eu queria no pão preto ou no pão branco. Pelo menos entendi quando o outro atendente me perguntou dos acompanhamentos, porque consegui evitar que fosse alguma coisa desagradável parar no meio. Acabou ficando bem gostoso mesmo!
Na hora que voltei do almoço, um susto: a companhia de trem me enviou um email dizendo que o trem tinha reservado tinha sido cancelado. Momentos de pânico; tentei ligar para a empresa mas quem disse que me entendi com esses menus de autoatendimento? Se nem em português a gente consegue ficar sem se perder, imagina em outra língua! Acabei arrumando as coisas correndo - lutando para não esquecer nada! - e fui pra estação Pennsilvania. Acabou que a funcionária foi super simpática e me informou que eu poderia embarcar no trem seguinte, apenas 40 minutos após o outro que estava programado. Ufa! Respirei aliviado e ainda deu tempo de conferir onde fica o Javits Center para quando começar a Comic Con na quinta-feira. E o que poderia ter estragado meu dia serviu para dar um gostinho de aventura nessa minha empreitada.
Agora estou na Filadélfia, uma cidade um pouco maior e muito bonita! Com o trem parado, estou vendo algumas crianças jogando numa quadra. Futebol? Não! Hóquei na grama! Só pra lembrar que as coisas são parecias no conteúdo, mas a forma é completamente diferente!
Quanto a mim? Não sei dizer. Me sinto mais seguro hoje, podendo comprar as coisas sem problemas e entrando nos lugares sem hesitar. Mas é realmente uma lição de humildade ver que, por mais que você estude inglês e leia e veja filmes e ouça músicas, nada prepara para a velocidade com que os nativos falam. Alguns atendentes de loja repetem beeeem devagar, como se você fosse meio lerdo, enquanto nas lanchonetes eles preferem resumir, hehehehe.... Hoje para o almoço eu pedi um sanduíche de pizza de pepperoni - muito bom por sinal, se tiver a chance vou repetir. Mas a moça do atendimento falou um negócio que até agora não sei o que é. Só fui entender quando ela perguntou se eu queria no pão preto ou no pão branco. Pelo menos entendi quando o outro atendente me perguntou dos acompanhamentos, porque consegui evitar que fosse alguma coisa desagradável parar no meio. Acabou ficando bem gostoso mesmo!
Na hora que voltei do almoço, um susto: a companhia de trem me enviou um email dizendo que o trem tinha reservado tinha sido cancelado. Momentos de pânico; tentei ligar para a empresa mas quem disse que me entendi com esses menus de autoatendimento? Se nem em português a gente consegue ficar sem se perder, imagina em outra língua! Acabei arrumando as coisas correndo - lutando para não esquecer nada! - e fui pra estação Pennsilvania. Acabou que a funcionária foi super simpática e me informou que eu poderia embarcar no trem seguinte, apenas 40 minutos após o outro que estava programado. Ufa! Respirei aliviado e ainda deu tempo de conferir onde fica o Javits Center para quando começar a Comic Con na quinta-feira. E o que poderia ter estragado meu dia serviu para dar um gostinho de aventura nessa minha empreitada.
Agora estou na Filadélfia, uma cidade um pouco maior e muito bonita! Com o trem parado, estou vendo algumas crianças jogando numa quadra. Futebol? Não! Hóquei na grama! Só pra lembrar que as coisas são parecias no conteúdo, mas a forma é completamente diferente!
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