14 de setembro de 2010
Dia 14 - Um livro de não-ficção
Pensei em indicar Múltipla Escolha, da Lia Luft, mas já falei dele em outros posts do blog. Então, vou de Uma Breve História do Mundo, de Geoffrey Blayney. Prato cheio pra quem gosta de história, porque ele encarou o desafio de resumir a história da humanidade, desde as grandes migrações logo após o fim da Era Glacial, até o final do Século XX. É meio estranho pensar que já estamos indo pra segunda década do século XXI, e que o que aconteceu na minha infância já virou História assim, com H maiúsculo. Mas, voltando ao livro, a linguagem é bastante acessível, e ele não foca em fatos grandiosos, mas em como era a sociedade e a vida para o cidadão comum ao longo dos tempos. Super recomendado.
13 de setembro de 2010
Dia 13 - Um livro de ficção
Trilogia Millenium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (vol.1), A Menina Que Brincava com Fogo (vol.2) e A Rainha do Castelo do Ar (vol.3)
Não é bem um livro, é uma série, e acho que o que vai ter de gente recomendando essa não vai ser brincadeira. Mas o fato é que a trilogia da revista Millenium é extramente bem escrita. E, apesar de serem três tijolões de mais de 600 páginas cada, não tem um capítulo que seja barriga. É tudo muito bem amarrado, apesar da história intrincada, e abordando temas pesados, como sadismo e a discriminação que é comum tanto em países ditos evoluídos como a Suécia, como aqui em Terra Brasilis. Fora que tem a história do próprio autor Stieg Larsson, que tinha a intenção de fazer uma série com 10 livros, porém teve um infarto fulminante após subir os lances de escada que separavam a entrada de seu prédio do apartamento onde morava, e morreu logo após entregar o terceiro volume.
Não é bem um livro, é uma série, e acho que o que vai ter de gente recomendando essa não vai ser brincadeira. Mas o fato é que a trilogia da revista Millenium é extramente bem escrita. E, apesar de serem três tijolões de mais de 600 páginas cada, não tem um capítulo que seja barriga. É tudo muito bem amarrado, apesar da história intrincada, e abordando temas pesados, como sadismo e a discriminação que é comum tanto em países ditos evoluídos como a Suécia, como aqui em Terra Brasilis. Fora que tem a história do próprio autor Stieg Larsson, que tinha a intenção de fazer uma série com 10 livros, porém teve um infarto fulminante após subir os lances de escada que separavam a entrada de seu prédio do apartamento onde morava, e morreu logo após entregar o terceiro volume.
12 de setembro de 2010
Dia 12 - Um conto
Quebrei minha cabeça para encontrar um conto que fosse significativo para mim, mas não tenho nenhum que se sobressaia nos meus livros atuais. Então, me lembrei de uma passagem de um livro de astrologia sobre o meu signo (sou Aquário com ascendente Aquário), que me pareceu muito bonito, e, espero, qualifica-se nessa categoria:
... Era uma manhã quando Deus se pôs ante seus doze filhos e implantou em cada um a semente da vida humana. Cada filho, um a um, deu um passo adiante para receber o dom que se lhe tinha designado.
"A ti, Aquário, dou-te a visão do futuro, para que o homem possa ver novas possibilidades. Padecerás a dor da solidão porque não te permito personalizar Meu Amor. Mas, para dirigir a mira do homem para novos horizontes, dou-te o dom da liberdade, a fim de que nela possas seguir servindo à humanidade lá onde seja mister."
E Aquário voltou a seu lugar.
11 de setembro de 2010
O mundo gira...
Semana intensa, apesar de mais curta, e quando a vida fica muito corrida, acabamos pegando distância do blog, não tem jeito. Mas eu imaginei que seria assim, após a saída da minha colega. Assumir os clientes dela, cuidar dos meus atuais, e ainda fazer entrevistas para recompor a equipe não foi fácil. Felizmente deu pra manter as coisas nos trilhos. E ainda conseguindo um ou outro reconhecimento dos clientes, pra sinalizar que estou no caminho correto.
Nesse meio tempo acabei deixando academia e dieta de lado, mas alguma coisa tinha de ser posta de lado. Vou esperar até o começo de outubro e ver se troco musculação por natação, pelo menos para relaxar um pouco nas noites depois do trabalho. Também preciso esperar a equipe estar azeitada para voltar ao meu horário normal e poder escolher se afinal faço academia pela manhã ou à noite. Enfim, decisions, decisions...! Outra decisão que tomei foi finalmente fazer minha terceira tatuagem, como queria ter feito desde 2008. Fiz na perna esquerda, e ficou linda, mas agora tem de esperar cicatrizar direitinho antes de mostrar. Claro que acabei saindo de lá com mil e uma ideias para fazer novas tatoos, mas é melhor esperar agora. Mas pretendo chegar aos 30 anos de idade com as 5 tatuagens que sempre sonhei, isso é uma meta!
Em casa as coisas estão tranquilas. Já no coração... bom, taí outra área que de vez em quando dá uma avivada (pelo menos na minha cabeça), e depois esfria novamente. Eu comecei a fazer terapia, em parte, para tentar descobrir porque esse medo de intimidade, ou essa incapacidade de embarcar numa relação efetiva existe, mas estou quase completando um ano e não sinto que tenha evoluído nesse sentido... É algo que tem ocupado minha mente nesses dias...
Nesse meio tempo acabei deixando academia e dieta de lado, mas alguma coisa tinha de ser posta de lado. Vou esperar até o começo de outubro e ver se troco musculação por natação, pelo menos para relaxar um pouco nas noites depois do trabalho. Também preciso esperar a equipe estar azeitada para voltar ao meu horário normal e poder escolher se afinal faço academia pela manhã ou à noite. Enfim, decisions, decisions...! Outra decisão que tomei foi finalmente fazer minha terceira tatuagem, como queria ter feito desde 2008. Fiz na perna esquerda, e ficou linda, mas agora tem de esperar cicatrizar direitinho antes de mostrar. Claro que acabei saindo de lá com mil e uma ideias para fazer novas tatoos, mas é melhor esperar agora. Mas pretendo chegar aos 30 anos de idade com as 5 tatuagens que sempre sonhei, isso é uma meta!
Em casa as coisas estão tranquilas. Já no coração... bom, taí outra área que de vez em quando dá uma avivada (pelo menos na minha cabeça), e depois esfria novamente. Eu comecei a fazer terapia, em parte, para tentar descobrir porque esse medo de intimidade, ou essa incapacidade de embarcar numa relação efetiva existe, mas estou quase completando um ano e não sinto que tenha evoluído nesse sentido... É algo que tem ocupado minha mente nesses dias...
Dia 11 - Uma foto recente
E essa é a minha foto mais recente, justamente a do meu perfil no blog e outras redes. Não mais tão magro, não mais tão inocente, não mais com a pele do rosto sem marcas... Mas também (espero) mais sábio, mais firme. Mais vivido, sem dúvida, e com a mesma intensidade para tudo que eu faço. E que venha muito mais!
10 de setembro de 2010
Dia 10 - Uma foto de há mais de 10 anos
Bom, essa foi uma das melhores que encontrei, ou uma das que mais gosto, também pode-se dizer. Sou eu, com apenas 14 anos (e há 14 anos atrás, já que estou agora com 28), no meu colegial que muito me marcou. Lembranças não tão boas, lembranças muito boas, mas marcou mesmo assim. E comigo, a pessoa que mais me marcou desde essa época, minha melhor amiga, a Camila. Tanta inocência, essa foto me transmite. Tantas possibilidades. Mas quer saber, não gostaria que tivesse sido de outra maneira. Afinal, é o que me permite hoje lembrar dessa época, e dessa foto, com tanto carinho. (BTW, desculpem a péssima qualidade da imagem, é uma foto da foto. Durante a semana vou scannear e tentar melhorar).
9 de setembro de 2010
Dia 9 - Uma foto que você tirou
Esta foto eu tirei quando eu fui conhecer a Catedral de Brasília. Foi a primeira viagem a trabalho que eu fiz no atual emprego, e dá pra considerar o turning point, quando as coisas começaram a mudar de fato, me levando ao momento atual de crescimento, não só profissional como pessoal mesmo.
8 de setembro de 2010
7 de setembro de 2010
6 de setembro de 2010
Dia 6 - Uma experiência inesquecível
Por mais que eu queira relatar A experiência, não dá pra não considerar inesquecível a primeira tatuagem que eu fiz. Eu tinha 21anos, estava no terceiro ano da faculdade, e decidi, do nada, para comemorar minha maioridade, fazer uma tatuagem. E fui no susto, procurei na internet um estúdio que fosse razoavelmente conhecido e ficasse perto do trabalho e fui. Quer dizer, e fui em termos, porque as minhas pernas custaram a me obedecer, eu mal consegui subir até o estúdio para fazer a bendita. No fim foi muito rápido, nem doeu (muito), e agora estou prestes a completar 10 anos com o meu simbólico tubarão no braço, e também farei a terceira em breve. Minha ideia é ter 5 no total. Mas dizem que a vontade de continuar sempre estará presente e eu bem acredito nisso. Ah, sim, o significado. É justamente esse: algumas coisas eu tenho que fazer por mim mesmo, não dá para esperar que alguém aja por mim.
5 de setembro de 2010
Dia 5 - Uma citação
Nem precisa explicar, né? Taí uma lição que exige constante aprimoramento, pelo menos para mim...
A vida é aquilo que te acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos
-John Lennon
4 de setembro de 2010
Dia 4 - Livro favorito
Isso já é mais fácil, apesar de que felizmente eu leio muito, e posso comprar muitos dos livros que tenho vontade, taí um privilégio de que não abro mão. Mas, se é pra pegar um que sempre me dá prazer de reler, é esse ao lado, Rainha da Tempestade. A primeira vez que eu li minha irmã tinha pegado emprestado de uma colega de trabalho, e foi o primeiro livro que caiu nas minhas mãos e unia ficção científica, poderes mentais e planetas distantes, com questões tão humanas quanto os sentimentos, a sexualidade, e as amarras a que estamos submetidos - tanto aquelas impostas pela sociedade quanto por nós mesmos. Claro que na época eu não tinha nem metade disso claro em mente, mesmo assim, ler esse livro (e reler, e reler...) é sempre um prazer.
Já o outro que quero falar aqui é O Mistério dos Sete Relógios, o primeiro da Agatha Christie que eu comprei quando tinha começado a trabalhar. Lembro que comprei em uma banca de jornal, e simplesmente devorei, não consegui largar mais. Tive de comprar quase toda a coleção. Infelizmente, eu descobri uns dez anos depois que livros em papel jornal são péssimos para a saúde, e tive de vender minha coleção. Ajudou muito aqui em casa na época das vacas magras, e desde então mantenho as histórias (todas originais, embora ela revisite alguns temas) da Rainha do Crime muito bem guardadas na memória. O livro é muito mais moderno do que pode parecer, e a riqueza dos personagens, misturando o humor irônico de Mrs. Christie com seu excelente poder de descrição, torna esse livro um clássico indispensável para qualquer fã de literatura policial que se preze.
Já o outro que quero falar aqui é O Mistério dos Sete Relógios, o primeiro da Agatha Christie que eu comprei quando tinha começado a trabalhar. Lembro que comprei em uma banca de jornal, e simplesmente devorei, não consegui largar mais. Tive de comprar quase toda a coleção. Infelizmente, eu descobri uns dez anos depois que livros em papel jornal são péssimos para a saúde, e tive de vender minha coleção. Ajudou muito aqui em casa na época das vacas magras, e desde então mantenho as histórias (todas originais, embora ela revisite alguns temas) da Rainha do Crime muito bem guardadas na memória. O livro é muito mais moderno do que pode parecer, e a riqueza dos personagens, misturando o humor irônico de Mrs. Christie com seu excelente poder de descrição, torna esse livro um clássico indispensável para qualquer fã de literatura policial que se preze.
3 de setembro de 2010
Novos rumos
Daí que nesta quinta fui o dia das reuniões, eu mal parei na minha mesa. Felizmente, todas foram bem-sucedidas, apesar de os dias tensos e atribulados cobrarem seu preço: a volta da acne. Não tão forte quanto da última vez, mas é estranho perceber o efeito tangível das preocupações que passam pela nossa mente. Só gostaria de poder ter ou as espinhas, ou os cabelos brancos (que têm surgido em quantidade alarmante este ano). Mas os dois? Complicado.
Enfim, a minha colega acabou saindo, foi para paragens mais verdejantes, de acordo com o que ela deseja pra carreira. Fico feliz por ela conseguir realizar esse objetivo, e sei que agora é a minha vez de deixar o escritório com a nossa cara, de criar a equipe (ou pelo menos treiná-la) de acordo com o que eu acho que deve ser feito. Os clientes gostam de mim, gostam do meu trabalho, e isso sempre é um ponto positivo. Agora é tomar cuidado para não pisar no calo de ninguém e ir comendo pelas beiradas. Até onde eu posso chegar, não sei, mas vamos seguir caminhando, o importante é não me acomodar num patamar só.
Mas agora é feriado, tá fazendo um sol danado por esses dias, e oportunidade de parar, recarregar as baterias pra depois pegar o touro pelos chifres. Olé!
Enfim, a minha colega acabou saindo, foi para paragens mais verdejantes, de acordo com o que ela deseja pra carreira. Fico feliz por ela conseguir realizar esse objetivo, e sei que agora é a minha vez de deixar o escritório com a nossa cara, de criar a equipe (ou pelo menos treiná-la) de acordo com o que eu acho que deve ser feito. Os clientes gostam de mim, gostam do meu trabalho, e isso sempre é um ponto positivo. Agora é tomar cuidado para não pisar no calo de ninguém e ir comendo pelas beiradas. Até onde eu posso chegar, não sei, mas vamos seguir caminhando, o importante é não me acomodar num patamar só.
Mas agora é feriado, tá fazendo um sol danado por esses dias, e oportunidade de parar, recarregar as baterias pra depois pegar o touro pelos chifres. Olé!
Dia 3 - Programa de TV favorito
Como hoje em dia eu não vejo tanta TV, e o único programa regular é mesmo a novela das 8, vou falar de seriados que acompanho, e isso é mais baixando e assistindo no PC do que qualquer coisa:
Glee é o meu vício, espero ansiosamente a chegada da segunda temporada. Ela é a preferida não só porque trouxe uma convergência TV + música, ou o elenco é afinadíssimo e muito bem escolhido, ou porque as referências são bem acuradas. Acabo acompanhando mesmo porque rola uma identificação forte com o personagem Kurt. Não tanto nas afetações de moda e trejeitos do esterótipo do gay adolescente. Mas quem nunca se apaixonou por um amigo hétero, ou não tentou fingir que não era gay apenas pra agradar um ente querido, que atire a primeira pedra.
Séries que eu acompanho de perto, mas que não chegam ao fenômeno que foi Glee: True Blood, porque é a melhor série sobre vampiros de todos os tempos, e The Good Wife, porque mistura política, drama e direito de uma maneira totalmente imprevisível, e é uma delícia de assistir.
Glee é o meu vício, espero ansiosamente a chegada da segunda temporada. Ela é a preferida não só porque trouxe uma convergência TV + música, ou o elenco é afinadíssimo e muito bem escolhido, ou porque as referências são bem acuradas. Acabo acompanhando mesmo porque rola uma identificação forte com o personagem Kurt. Não tanto nas afetações de moda e trejeitos do esterótipo do gay adolescente. Mas quem nunca se apaixonou por um amigo hétero, ou não tentou fingir que não era gay apenas pra agradar um ente querido, que atire a primeira pedra.
Séries que eu acompanho de perto, mas que não chegam ao fenômeno que foi Glee: True Blood, porque é a melhor série sobre vampiros de todos os tempos, e The Good Wife, porque mistura política, drama e direito de uma maneira totalmente imprevisível, e é uma delícia de assistir.
2 de setembro de 2010
Dia 2 - Filme favorito
Não sou muito chegado em filmes, então é complicado escolher um favorito. Acho que, recentemente, o único que eu consigo me lembrar que assisti várias vezes e foi prazeroso foi o Hairspray, um musical de 2007 ambientado nos anos 60. É um remake do filme de mesmo nome da década de 80 e da peça de teatro, que esteve em cartaz na Broadway e teve uma versão brasileira este ano. Apesar de ser uma comédia, e bem rasgada, dá pra perceber os temas discutidos, de racismo, tolerância sexual e luta contra o preconceito de todo tipo, inclusive a ditadura da beleza que se torna cada vez mais cruel. As músicas, é claro, são ótimas. Abaixo, a minha favorita, e ponto alto do filme: You Can't Stop the Beat:
1 de setembro de 2010
Revolução industrial
E então chega setembro, e traz uma enxurrada de mudanças, pelo menos no trabalho. Estou tão atordoado ainda que nem sei que passo dar, mas são muitas coisas boas. Algumas eu já esperava, para outras torcia, e algumas me pegaram completamente de surpresa. A boa surpresa fica por conta de uma colega que arrumou um novo emprego, desta vez onde sempre sonhou, e voltará a ser redatora. Bem, acho que se pode dizer editora de textos, ou revisora. O que importa é que será registrado, é algo com glamour, bem a cara dela. Isso me beneficiará indiretamente, visto que agora poderei dar a 'minha cara' para a equipe, entrevistar e recomendar a contratação de gente que eu acho que vai contribuir para o bom atendimento dos clientes...
Putz, que frio na barriga. É legal as pessoas me considerarem um bom profissional, mas estar assim exposto, é assustador. Espero ter deixado claro que não sou perfeito, e não sou uma máquina. Vou cometer meus erros, um dos principais deles é ter o ônus de mandar, como meu próprio chefe diz. Vamos ver o que vai acontecer. O futuro promete ser atribulado, mas de tédio eu não morro. É meio chato colocar a vida profissional (a.k.a. qualquer possibilidade remota de romance) em stand by, mas é o preço a se pagar, imagino.
Putz, que frio na barriga. É legal as pessoas me considerarem um bom profissional, mas estar assim exposto, é assustador. Espero ter deixado claro que não sou perfeito, e não sou uma máquina. Vou cometer meus erros, um dos principais deles é ter o ônus de mandar, como meu próprio chefe diz. Vamos ver o que vai acontecer. O futuro promete ser atribulado, mas de tédio eu não morro. É meio chato colocar a vida profissional (a.k.a. qualquer possibilidade remota de romance) em stand by, mas é o preço a se pagar, imagino.
DIa 1 - Música Favorita
Acho que vai ser difícil escolher só um favorito dentre tantas coisas, então vou fazer uma breve distinção entre categorias para poder colocar um pouquinho mais de informação. A música nacional é:
Essa foi a primeira música nacional de que eu fiquei fã mesmo, pela qualidade, pela letra, pelo vídeo, por tudo. Me tornou fã da Marisa Monte, e mesmo 15 anos depois eu não tenho outra cantora nacional que curto tanto, com tanta confiança de que tudo que ela fizer vai ser bom e de qualidade. Sim, mesmo Tribalistas, depois do hype todo nas rádios, dá pra ouvir e curtir numa boa. :-)
Já a música internacional é:
São tantas, tantas que eu gosto, mas eu escolhi essa, a primeira de uma banda que eu amo, que é o Keane. E que fala de tantas coisas que eu sinto. Acho que Alanis também faz músicas assim, que me atingem pessoalmente, mas essa música do Keane fala de como crescer, tornar-se adulto é algo difícil, e que a gente precisa se prender a alguma coisa para se reinventar todo dia...
Essa foi a primeira música nacional de que eu fiquei fã mesmo, pela qualidade, pela letra, pelo vídeo, por tudo. Me tornou fã da Marisa Monte, e mesmo 15 anos depois eu não tenho outra cantora nacional que curto tanto, com tanta confiança de que tudo que ela fizer vai ser bom e de qualidade. Sim, mesmo Tribalistas, depois do hype todo nas rádios, dá pra ouvir e curtir numa boa. :-)
Já a música internacional é:
São tantas, tantas que eu gosto, mas eu escolhi essa, a primeira de uma banda que eu amo, que é o Keane. E que fala de tantas coisas que eu sinto. Acho que Alanis também faz músicas assim, que me atingem pessoalmente, mas essa música do Keane fala de como crescer, tornar-se adulto é algo difícil, e que a gente precisa se prender a alguma coisa para se reinventar todo dia...
31 de agosto de 2010
Memê de um Mês
Não sei direito se a ideia de memes é ser convidado para participar, ou se é permitido aderir a um e decidir escrever a respeito. Mas, como não tem muita gente me lendo desta vez (e eu agradeço os que passam por aqui), e pra falar a verdade tenho me sentido um pouco solitário, resolvi começar este, e ver se consigo mantê-lo. Me parece interessante, porque dá uma oportunidade de você tornar alguns detalhes que nem todo mundo conhece... conhecidos. Vamos lá, são 30 posts em 30 dias. Talvez eu faça alguns retroativos até colocar tudo em dia, mas os temas são:
Dia 1 - Sua música favorita
Dia 2 - Seu filme favorito
Dia 3 - Seu programa de TV favorito
Dia 4 - Seu livro favorito
Dia 5 - Uma citação de alguém
Dia 6 - Uma experiência inesquecível
Dia 7 - Uma foto que te faz feliz
Dia 8 - Uma foto que te deixa irritado/triste
Dia 9 - Uma foto que você tirou
Dia 10 - Uma foto sua há mais de 10 anos
Dia 11 - Uma foto sua recente
Dia 12 - Um conto
Dia 13 - Um livro de ficção
Dia 14 - Um livro de não-ficção
Dia 15 - Uma fotomontagem
Dia 16 - Uma música que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 - Uma obra de arte
Dia 18 - Um poema
Dia 19 - Um talento seu
Dia 20 - Um hobby
Dia 21 - Uma receita
Dia 22 - Um site
Dia 23 - Um vídeo do youtube
Dia 24 - Seu lugar preferido
Dia 25 - O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 - Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 - Este mês, em grande detalhe
Dia 28 - Este ano, em grande detalhe
Dia 29 - O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 - O que você quiser
Dia 31 - O bônus ou o fim
Dia 1 - Sua música favorita
Dia 2 - Seu filme favorito
Dia 3 - Seu programa de TV favorito
Dia 4 - Seu livro favorito
Dia 5 - Uma citação de alguém
Dia 6 - Uma experiência inesquecível
Dia 7 - Uma foto que te faz feliz
Dia 8 - Uma foto que te deixa irritado/triste
Dia 9 - Uma foto que você tirou
Dia 10 - Uma foto sua há mais de 10 anos
Dia 11 - Uma foto sua recente
Dia 12 - Um conto
Dia 13 - Um livro de ficção
Dia 14 - Um livro de não-ficção
Dia 15 - Uma fotomontagem
Dia 16 - Uma música que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 - Uma obra de arte
Dia 18 - Um poema
Dia 19 - Um talento seu
Dia 20 - Um hobby
Dia 21 - Uma receita
Dia 22 - Um site
Dia 23 - Um vídeo do youtube
Dia 24 - Seu lugar preferido
Dia 25 - O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 - Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 - Este mês, em grande detalhe
Dia 28 - Este ano, em grande detalhe
Dia 29 - O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 - O que você quiser
Dia 31 - O bônus ou o fim
29 de agosto de 2010
Tempus Fugit
Nos últimos dias tenho tentado retomar o contato com a rotina, restabelecer algum sentimento de que as coisas caminham para alguma direção. Já não estou tão revoltado com o fato das pessoas terem vida própria (eu sei, cada ideia que me surge, hã?), e que o universo não gira ao meu redor. Já li em algum lugar que somos todos protagonistas de nossas próprias peças, mas isso não quer dizer que o roteiro seja fechado, afinal o fator Desígnio é o que diferencia a Arte da Realidade que ela imita, não? Ou seja, não adianta fazer planos que dependam de outras pessoas, ou querer antecipar cada movimento alheio como se o mundo fosse um imenso tabuleiro de xadrez.
Paralelo a isso, encarei a verdade entre essa vontade de sair e curtir o mundo lá fora, e a necessidade de me isolar em casa. Claro, não é um processo simples, de fácil solução, mas o principal benefício de ter encarado e reconhecido que essa contradição existe é que eu pude me dar algo precioso: tempo. Tempo para refletir, tempo para sentir realmente o que eu desejo e tempo para poder agir sem medo dos resultados, uma vez que eu tenha certeza do que eu quero. A esperança em dias melhores do post abaixo será fundamental para os próximos dias. Que venha setembro!
Paralelo a isso, encarei a verdade entre essa vontade de sair e curtir o mundo lá fora, e a necessidade de me isolar em casa. Claro, não é um processo simples, de fácil solução, mas o principal benefício de ter encarado e reconhecido que essa contradição existe é que eu pude me dar algo precioso: tempo. Tempo para refletir, tempo para sentir realmente o que eu desejo e tempo para poder agir sem medo dos resultados, uma vez que eu tenha certeza do que eu quero. A esperança em dias melhores do post abaixo será fundamental para os próximos dias. Que venha setembro!
28 de agosto de 2010
25 de agosto de 2010
No fundo da caixa de Pandora
Não é de hoje que reservo a quarta-feira para pensar mais a respeito da vida e produzir (só um pouquinho) menos no trabalho. Agora que retomei a psicoterapia, então, isso vale em dobro. Mas esta quarta foi diferente, pois em vez de sair do consultório com minha cabeça pesando o dobro com tanta coisa para digerir, até que saí mais leve, reconhecendo uma virtude tão pouco valorizada hoje em dia: esperança. Já devo ter falado dela antes, mas nunca é demais repassar. Não é ser Poliana, longe disso, mas é reconhecer que as coisas tendem a melhorar. E que essa melhora, por mais que seja cômodo colocar a responsabilidade no Outro, só vem mesmo de dentro.
Esse é o significado das minhas duas tatuagens até o momento. Um tubarão (água), significando que em certas ocasiões eu só posso contar comigo mesmo, e uma fênix (fogo), simbolizando o fato de que não há nenhuma situação insuperável. Já escolhi o significado da terceira (ar). Também tem seu significado, mas isso só quando estiver realizado mesmo...
Esse é o significado das minhas duas tatuagens até o momento. Um tubarão (água), significando que em certas ocasiões eu só posso contar comigo mesmo, e uma fênix (fogo), simbolizando o fato de que não há nenhuma situação insuperável. Já escolhi o significado da terceira (ar). Também tem seu significado, mas isso só quando estiver realizado mesmo...
24 de agosto de 2010
A fina linha
Não ando muito legal para escrever de maneira coerente, mas vamos fazer um esforço em nome da constância e dos bons hábitos a serem mantidos. Tem sido um desafio sério manter em xeque a intransigência com as coisas que penso estarem erradas ou malfeitas, essa mania de ser a palmatória do mundo, que sai às vezes do controle. E é ainda pior quando eu me sinto ludibriado, ou pior, quando percebo que tentaram me ludibriar, me fazendo acreditar em uma coisa que no final mostrou ser outra. É uma das poucas, bem poucas coisas que me tiram do centro, me desaprumam. Sei que todos têm seus interesses, e acho que cada um tem mais que buscar mesmo o que é melhor para si, mas usar de subterfúgios e desculpas para isso é tão... desnecessário. É nivelar por baixo. Acho que é isso que me deixa tão azedo, esse verniz que as pessoas usam para justificar sua própria covardia, pintando-a de "consideração" ou "civilidade".
Para quê? Para quem? Me considero muito mais respeitado por quem é direto e honesto comigo, ainda que possa ser brutal. Sei que sou imaturo para inúmeras situações, mas estou aprendendo, e uma das lições que estou assimilando melhor é que não dá pra ser gostado e aceito por todas as pessoas, e que na verdade eu não preciso ser aceito por todas as pessoas para ser gostado por quem interessa de verdade. Tenho poucas convicções na vida, procuro me reservar o direito de ter manter pelo menos meus conceitos flexíveis. Mas duas delas não dá pra abrir mão: não preciso de gente grossa e de baixo nível na minha vida. E não aceito também na minha vida quem não tem a coragem de ser franco comigo, e menos ainda a competência para não deixar transparecer a sua duplicidade.
Hoje em dia, em tempos de Internet, Deus sabe como é fácil você expurgar uma pessoa da sua vida - e como eu já fiz isso várias vezes sem pestanejar. Com algumas (poucas) pessoas que valiam muito a pena, retomei a amazidade, de maneira ainda melhor do que antes, espero. Com outros, nunca mais é muito cedo para vê-las novamente. Não quero apelar para isso, porque ainda acredito que boas amizades podem surgir, não é possível que eu tenha gastado a minha cota de tolerância a novos contatos. Mas mentir logo de cara, e sem necessidade... eu prefiro um passa-fora bem dado.
Para quê? Para quem? Me considero muito mais respeitado por quem é direto e honesto comigo, ainda que possa ser brutal. Sei que sou imaturo para inúmeras situações, mas estou aprendendo, e uma das lições que estou assimilando melhor é que não dá pra ser gostado e aceito por todas as pessoas, e que na verdade eu não preciso ser aceito por todas as pessoas para ser gostado por quem interessa de verdade. Tenho poucas convicções na vida, procuro me reservar o direito de ter manter pelo menos meus conceitos flexíveis. Mas duas delas não dá pra abrir mão: não preciso de gente grossa e de baixo nível na minha vida. E não aceito também na minha vida quem não tem a coragem de ser franco comigo, e menos ainda a competência para não deixar transparecer a sua duplicidade.
Hoje em dia, em tempos de Internet, Deus sabe como é fácil você expurgar uma pessoa da sua vida - e como eu já fiz isso várias vezes sem pestanejar. Com algumas (poucas) pessoas que valiam muito a pena, retomei a amazidade, de maneira ainda melhor do que antes, espero. Com outros, nunca mais é muito cedo para vê-las novamente. Não quero apelar para isso, porque ainda acredito que boas amizades podem surgir, não é possível que eu tenha gastado a minha cota de tolerância a novos contatos. Mas mentir logo de cara, e sem necessidade... eu prefiro um passa-fora bem dado.
23 de agosto de 2010
Mais uma vez, com emoção...
Nada como um dia depois do outro. Ou um fim de semana, no caso, para colocar as coisas em perspectiva. Fiquei meio brochado com a história dos posts escancarados no facebook, mas já estou superando. Também estou tendo de lidar melhor com a rejeição, com esse conceito, um pouco absurdo para mim, confesso, de que não dá pra agradar todo mundo. Ainda fico bastante abalado quando me sinto preterido pelos amigos, e digamos que isso aconteceu vezes demais nesta semana que passou, mas também estou aprendendo a sublimar isso. Nossa, mesmo lendo eu mesmo essas linhas que escrevi, soa booooooring demais. Mas tudo bem, a vida não dá pra ser só preenchida com grandes acontecimentos.
Pelo menos para esta semana quero continuar me preocupando menos com as coisas que eu não posso resolver, e fazendo bem aquilo que eu já faço: cuidar da minha vida. Essa fase de repensar e redefinir conceitos é complicada porque a tentação de sentar e esperar a tempestade passar é muito grande, mas não dá pra desistir ou deixar de lado aquilo que já tá rolando. Então, o show tem que continuar.
O que rolou hoje? Nada de extraordinário, embora eu esteja fazendo malabarismos aqui para cobrir uma mancada que eu dei no trabalho. Na verdade acho que vou seguir o Tao de Dawson (não dá pra explicar a referência fácil aqui) e não fazer nada, deixar a situação desenrolar por si só. Como sempre que eu meto a mão demais, a coisa desanda, desta vez eu vou esperar a pancada primeiro para depois correr atrás do curativo.
Pelo menos para esta semana quero continuar me preocupando menos com as coisas que eu não posso resolver, e fazendo bem aquilo que eu já faço: cuidar da minha vida. Essa fase de repensar e redefinir conceitos é complicada porque a tentação de sentar e esperar a tempestade passar é muito grande, mas não dá pra desistir ou deixar de lado aquilo que já tá rolando. Então, o show tem que continuar.
O que rolou hoje? Nada de extraordinário, embora eu esteja fazendo malabarismos aqui para cobrir uma mancada que eu dei no trabalho. Na verdade acho que vou seguir o Tao de Dawson (não dá pra explicar a referência fácil aqui) e não fazer nada, deixar a situação desenrolar por si só. Como sempre que eu meto a mão demais, a coisa desanda, desta vez eu vou esperar a pancada primeiro para depois correr atrás do curativo.
20 de agosto de 2010
Na Beirada
Tem semana que são difíceis, mas esta foi particularmente espinhosa. Matar um leão por dia é algo a que se acostuma no meu trabalho, mas às vezes é cansativo e não dá pra deixar de pensar se o esforço vale a pena. Se for pelo lado da evolução profissional, das habilidades desenvolvidas, e até mesmo da escalada de postos e da remuneração hoje à altura do trabalho empreendido, vale sim, claro. Mas... para quê? Com que objetivo? Alimentar um consumismo tão sem sentido quanto qualquer outra válvula de escape que se encontra pra afastar o desespero? E ainda assim, algumas pessoas ficam se apegando a detalhes tão bestas, tão mesquinhos... Só pode ser pra manter o tédio em xeque.
Ando meio de mal com a raça humana. Nunca fui de sutilezas, subterfúgios ou joguinhos. Nunca gostei de tons de cinza. Porque as pessoas não podem ser diretas? Ou você gosta de alguém, e quer essa pessoa por perto, parte de sua vida, ou não se gosta de alguém, e não se quer essa pessoa como parte de nada. Simples, rápido e indolor. Bom, talvez não indolor, mas pelo menos mais honesto, mais possível de se enfrentar e superar as coisas ruins e valorizar as boas.
Que raio de convenção ou trava ou adestramento diz que não podemos ser sinceros com nossos sentimentos e nas relações pessoais? Em nome somente do ego mantemos as pessoas por perto, para alimentar a vaidade de nos sentirmos desejados, e necessários? Isso me consome demais, e cada vez mais. Uma equação que eu não consigo resolver, por mais que gaste neurônios pensando nisso. E também não consigo desligar essa corrente de pensamento. Como faz?
Ando meio de mal com a raça humana. Nunca fui de sutilezas, subterfúgios ou joguinhos. Nunca gostei de tons de cinza. Porque as pessoas não podem ser diretas? Ou você gosta de alguém, e quer essa pessoa por perto, parte de sua vida, ou não se gosta de alguém, e não se quer essa pessoa como parte de nada. Simples, rápido e indolor. Bom, talvez não indolor, mas pelo menos mais honesto, mais possível de se enfrentar e superar as coisas ruins e valorizar as boas.
Que raio de convenção ou trava ou adestramento diz que não podemos ser sinceros com nossos sentimentos e nas relações pessoais? Em nome somente do ego mantemos as pessoas por perto, para alimentar a vaidade de nos sentirmos desejados, e necessários? Isso me consome demais, e cada vez mais. Uma equação que eu não consigo resolver, por mais que gaste neurônios pensando nisso. E também não consigo desligar essa corrente de pensamento. Como faz?
18 de agosto de 2010
17 de agosto de 2010
Mais reencontros
Acho que eu precisava mesmo cometer o facebooquicídio, porque não estava conseguindo raciocinar com essa coisa a me incomodar lá no fundo. Hoje o dia foi bastante produtivo, rendeu no trabalho, e as pessoas para variar estavam empenhadas. Seria ótimo se continuassem assim por um longo tempo. E o dia ainda rendeu mais um reencontro inesperado.
Um dos jornalistas que compareceu a um evento organizado pela agência onde eu trabalho revelou ser um colega de faculdade que eu não via há uns 8 anos. Colega talvez já seja esticar o termo, porque acho que nós conversamos apenas algumas poucas vezes, dava pra contar nos dedos de uma das mãos. Mas ele também se lembrava de mim, e isso foi bem legal. Mesmo porque, eu estava, em 2002, apenas começando a me aceitar como gay, e depois de tantos traumas e bullying desde o ginásio, não era fácil para mim fazer amizade com héteros. Ele sempre me pareceu me tratar numa boa, sem preconceito nem reações não-naturais, acho que com a segurança dos bem resolvidos que não acham que a gente vá avançar por cima de qualquer um com alguma coisa entre as pernas. E olha que ele era um dos mais bonitos da faculdade, na opinião de várias das meninas de lá.
Outro fato inusitado referente a esse encontro é que eu já havia falado com ele depois de formado na faculdade e comecei a trabalhar como assessor de imprensa. Como eu nunca soube o nome dele no ano em que ficamos na mesma turma, eu não podia imaginar que o mesmo jornalista de economia com quem eu falei em 2005 e 2006 era o carinha que ia à aula de bermuda tipo surfista em 2003. Nem que seria o repórter especializado que eu viria a encontrar novamente em 2010. Esse mundo é mesmo uma bolinha de tênis, mas por uma vez eu fiquei feliz e surpreso positivamente em reencontrar esse pedaço do passado.
Um dos jornalistas que compareceu a um evento organizado pela agência onde eu trabalho revelou ser um colega de faculdade que eu não via há uns 8 anos. Colega talvez já seja esticar o termo, porque acho que nós conversamos apenas algumas poucas vezes, dava pra contar nos dedos de uma das mãos. Mas ele também se lembrava de mim, e isso foi bem legal. Mesmo porque, eu estava, em 2002, apenas começando a me aceitar como gay, e depois de tantos traumas e bullying desde o ginásio, não era fácil para mim fazer amizade com héteros. Ele sempre me pareceu me tratar numa boa, sem preconceito nem reações não-naturais, acho que com a segurança dos bem resolvidos que não acham que a gente vá avançar por cima de qualquer um com alguma coisa entre as pernas. E olha que ele era um dos mais bonitos da faculdade, na opinião de várias das meninas de lá.
Outro fato inusitado referente a esse encontro é que eu já havia falado com ele depois de formado na faculdade e comecei a trabalhar como assessor de imprensa. Como eu nunca soube o nome dele no ano em que ficamos na mesma turma, eu não podia imaginar que o mesmo jornalista de economia com quem eu falei em 2005 e 2006 era o carinha que ia à aula de bermuda tipo surfista em 2003. Nem que seria o repórter especializado que eu viria a encontrar novamente em 2010. Esse mundo é mesmo uma bolinha de tênis, mas por uma vez eu fiquei feliz e surpreso positivamente em reencontrar esse pedaço do passado.
16 de agosto de 2010
Vacilo
Ultimamente ando com dificuldades em me concentrar no trabalho e, curiosamente, o que tem prejudicado é justamente o trabalho. Toda fase de transição é meio tensa, e o escritório deve atravessar a mais recente até o fim do ano, mas isso não torna tudo mais fácil de suportar. Junte-se a isso as exigências de estar envolvido com mais clientes, e em uma posição agora intermediária na hierarquia, e sinto-me como se estivesse pisando em ovos. Será que isso fica mais confortável com o tempo? Assim espero.
Em outra notícias, me irritei TANTO com o facebook que decidi apagar minha conta. Mas a raiva maior é comigo mesmo, que não percebi que desde que tinha reativo este blog, e posteriormente tornado público novamente, todos - todos mesmo! - os meus textos estavam indo para lá! Claro que aqui eu não posso ter uma ilusão de privacidade, mas pelo menos tenho controle e sei que quem vai ler isso terá um certo interesse, uma certa consideração em ler com atenção o que está escrito... Ou será que isso também é uma ilusão?
Só sei que tô me sentindo muito estúpido com essa história, muito triste também. Como é que eu fui dar um passo em falso desse tamanho?!
Em outra notícias, me irritei TANTO com o facebook que decidi apagar minha conta. Mas a raiva maior é comigo mesmo, que não percebi que desde que tinha reativo este blog, e posteriormente tornado público novamente, todos - todos mesmo! - os meus textos estavam indo para lá! Claro que aqui eu não posso ter uma ilusão de privacidade, mas pelo menos tenho controle e sei que quem vai ler isso terá um certo interesse, uma certa consideração em ler com atenção o que está escrito... Ou será que isso também é uma ilusão?
Só sei que tô me sentindo muito estúpido com essa história, muito triste também. Como é que eu fui dar um passo em falso desse tamanho?!
15 de agosto de 2010
Síndrome de autoconsciência
Brinquei com uma amiga, a Camila, numa ocasião em que tiramos o dia apenas pra conversar e filosofar, que sofríamos de Síndrome da Autoconsciência. Explico: essa compulsão em analisar os acontecimentos e tecer teorias a respeito deles, buscar algum sentido maior em tudo que passamos, em vez de simplesmente passar pelos dias um de cada vez. Seria muito chato, penso eu, ficar apenas reagindo aos estímulos, como que cumprindo uma programação. Tem que estar tudo ligado, a vida é cheia de concidências e lições e subcorrentes demais para ser tudo aleatório.
Não consigo acreditar e me entregar aos preceitos de nenhuma religião, então talvez isso seja o que me causa inquietação, essa falta de sentido, talvez de finalidade na vida. Quer dizer, finalidade tem uma, e todos sabemos qual é, ela chega igualmente para todos, mas o que fazer nesse meio tempo, clichê dos clichês, é onde o bicho pega. No emaranhado de contradições em que me perco cada vez mais, se enfrentam um desejo de fazer algo grandioso, de deixar minha marca no mundo, e uma vontade de viver uma vida simples, de realizar sonhos simples e encontrar aí a satisfação.
Acho que acordei exageradamente filosófico hoje, ou talvez seja o sono. Só sei que seria um tédio só não pensar nessas coisas. Mesmo que seja difícil transpor esses pensamentos pra forma escrita, registrá-los aqui, não posso considerá-los perda de tempo e de energia. Saber (ou seria mais torcer para?) que uma hora as peças vão se encaixar é o que me motiva.
Não consigo acreditar e me entregar aos preceitos de nenhuma religião, então talvez isso seja o que me causa inquietação, essa falta de sentido, talvez de finalidade na vida. Quer dizer, finalidade tem uma, e todos sabemos qual é, ela chega igualmente para todos, mas o que fazer nesse meio tempo, clichê dos clichês, é onde o bicho pega. No emaranhado de contradições em que me perco cada vez mais, se enfrentam um desejo de fazer algo grandioso, de deixar minha marca no mundo, e uma vontade de viver uma vida simples, de realizar sonhos simples e encontrar aí a satisfação.
Acho que acordei exageradamente filosófico hoje, ou talvez seja o sono. Só sei que seria um tédio só não pensar nessas coisas. Mesmo que seja difícil transpor esses pensamentos pra forma escrita, registrá-los aqui, não posso considerá-los perda de tempo e de energia. Saber (ou seria mais torcer para?) que uma hora as peças vão se encaixar é o que me motiva.
11 de agosto de 2010
Busca
Quarta-feira foi dia de voltar à terapia, tentar retomar de onde eu parei. Eu me surpreendi com o quanto me fez falta durante esse mês e meio em que minha terapeuta ficou de férias - tanto que eu retomei este blog depois de 6 meses para dar vazão aos pensamentos e reflexões que se acumulavam. Foi bom para perceber o quanto eu evoluí em certas questões, e o quanto eu ainda preciso trabalhar... Mas é um processo constante para todos, não? Essa melhoria, ou pelo menos sinto que deveria ser. Vou continuar um insatisfeito por toda a vida, e o segredo é continuar mantendo isso como fator positivo para me impulsionar a realizações maiores. O céu é o limite, imagino.
Apesar de ter uma irmã psicóloga, e ter feito três meses de terapia há uns 10 anos (cada vez que me dou conta desses marcos da passagem de tempo levo um susto), pouco antes de me assumir pra mim mesmo como gay, eu mantive uma resistência enorme ao processo de lá para cá. Não porque, como me disseram algumas semanas atrás, eu ache que os amigos existem para apenas ouvir meus problemas. Isso faz parte, sim, amigos têm de estar presentes nos momentos bons para dividir as alegrias e nos não tão bons para ajudar a carregar o fardo. Mas ninguém é obrigado a absorver a todas as neuroses do outro, a menos que seja um profissional que estudou isso e possa lidar de maneira a... bem, não resolver o problema, mas pelo menos minizá-lo. E convenhamos, do mesmo modo que um personal trainer pode lhe ajudar a deixar o corpo em forma, considero o terapeuta importante para lhe deixar com a mente em forma, dentro dessas rotinas moedoras a que nos submetemos. Como dizem meus marcadores e o aforismo, "Mens sana in corpore sano". Espero estar dando os passos certos nessa minha busca pelo equilíbrio.
Apesar de ter uma irmã psicóloga, e ter feito três meses de terapia há uns 10 anos (cada vez que me dou conta desses marcos da passagem de tempo levo um susto), pouco antes de me assumir pra mim mesmo como gay, eu mantive uma resistência enorme ao processo de lá para cá. Não porque, como me disseram algumas semanas atrás, eu ache que os amigos existem para apenas ouvir meus problemas. Isso faz parte, sim, amigos têm de estar presentes nos momentos bons para dividir as alegrias e nos não tão bons para ajudar a carregar o fardo. Mas ninguém é obrigado a absorver a todas as neuroses do outro, a menos que seja um profissional que estudou isso e possa lidar de maneira a... bem, não resolver o problema, mas pelo menos minizá-lo. E convenhamos, do mesmo modo que um personal trainer pode lhe ajudar a deixar o corpo em forma, considero o terapeuta importante para lhe deixar com a mente em forma, dentro dessas rotinas moedoras a que nos submetemos. Como dizem meus marcadores e o aforismo, "Mens sana in corpore sano". Espero estar dando os passos certos nessa minha busca pelo equilíbrio.
10 de agosto de 2010
Aparando arestas
O clima mudou um pouco hoje no trabalho, um pouco porque eu me forcei a conversar com meu chefe. Não tava me sentindo bem com essa de uma hora eu ser bom demais para chegar a gerente, na outra me passa um sermão como se eu tivesse acabado de sair da faculdade. E ser pego entre negociação de sócios também complica um bocado. Felizmente deu pra eu colocar meus pontos de maneira clara, e mais ou menos sem tremer nas bases.
Todo conflito pra mim é muito angustiante. Não tem jeito. Esses dias, durante uma reunião, ouvi uma executiva falar que de certa maneira angústia é algo bom, quer dizer que você não fica tranquilo enquanto não resolve alguma coisa, e que ser uma pessoa angustiada no trabalho pode ser um fator de qualidade nos resultados. Não sei se concordo, mas entendo o que é se sentir oprimido com as coisas mal resolvidas. Todos devem entender essa sensação, mas será que ela é dominante em alguns e em outros não? Por que será?
Retomando o ponto, mais uma vez, para mim os conflitos é que são angustiantes. Não há nada que não possa ser resolvido com educação, com paciência, com diálogo. Nada me deixa mais contente quando percebo que sou respeitado a ponto de alguém vir conversar comigo sobre algo sério. Profissional ou pessoal, é algo que me é gratificante. Por outro lado, não há desculpa para descortesia. Você apelar para a a grosseria, a estupidez, a mente pequena é o fim. E mais uma vez, no pessoal ou no profissional, justamente para evitar conflitos, prefiro cortar o mal pela raiz e me afastar de vez da fonte de conflito. Com raríssimas exceções, e com pessoas muito especiais, eu paguei pra ver, arrisquei chamar para a conversa, ou retomar o contato depois de passado um bom e longo tempo para que eu visse a situação sob uma outra ótica, e dessa maneira recuperei relacionamentos muito importantes para mim. Do resto? Como o próprio termo já implica, não sinto a menor falta.
Todo conflito pra mim é muito angustiante. Não tem jeito. Esses dias, durante uma reunião, ouvi uma executiva falar que de certa maneira angústia é algo bom, quer dizer que você não fica tranquilo enquanto não resolve alguma coisa, e que ser uma pessoa angustiada no trabalho pode ser um fator de qualidade nos resultados. Não sei se concordo, mas entendo o que é se sentir oprimido com as coisas mal resolvidas. Todos devem entender essa sensação, mas será que ela é dominante em alguns e em outros não? Por que será?
Retomando o ponto, mais uma vez, para mim os conflitos é que são angustiantes. Não há nada que não possa ser resolvido com educação, com paciência, com diálogo. Nada me deixa mais contente quando percebo que sou respeitado a ponto de alguém vir conversar comigo sobre algo sério. Profissional ou pessoal, é algo que me é gratificante. Por outro lado, não há desculpa para descortesia. Você apelar para a a grosseria, a estupidez, a mente pequena é o fim. E mais uma vez, no pessoal ou no profissional, justamente para evitar conflitos, prefiro cortar o mal pela raiz e me afastar de vez da fonte de conflito. Com raríssimas exceções, e com pessoas muito especiais, eu paguei pra ver, arrisquei chamar para a conversa, ou retomar o contato depois de passado um bom e longo tempo para que eu visse a situação sob uma outra ótica, e dessa maneira recuperei relacionamentos muito importantes para mim. Do resto? Como o próprio termo já implica, não sinto a menor falta.
9 de agosto de 2010
Emprego bom, emprego mau
Hoje foi uma continuação da provação que tem sido os últimos dias no trabalho. Mas qual trabalho não é uma provação? Se inventaram, eu gostaria de mandar meu currículo com urgência. Além do meu chefe que fica munido de coragem apenas atrás de um teclado, e quando está a três estados brasileiros de distância, tive que desabar da cama às 5hs da manhã para um café da manhã em um cliente novo, em uma grande corporação, naqueles escritórios chiques da Faria Lima.
Sempre fico intimidado quando vou nessas empresas. Acho que é resquício do colegial, e essa primeira sensação sempre vai me acompanhar. Procuro combater essa tendência pensando que, por mais diferentes que sejam as histórias, personalidades, capacidades, aparências, estamos todos ali, naquele mesmo momento, no mesmo lugar, então, de um jeito de outro, estou em posição de igualdade a todos lá. Mas é um esforço, sempre é. Amanhã tem outro evento, mas pelo menos saio acordo uma hora depois (6hs da manhã!) e é em um cliente que já atendo desde o começo do ano. Logo, falta praticar mais o desapego, mas eu estou trabalhando nisso.
Só retomando um pouquinho o fio da meada, eu sei que reclamo demais das coisas às vezes, mas gosto de repetir aqui que esse já é meu sétimo emprego, e tenho plena consciência de que a vida não é um mar de rosas. E, comparado ao emprego das pessoas mais próximas a mim, como minha irmã e meus amigos, é uma maravilha. Só de eu poder me assumir no trabalho, e não aguentar piadinhas de turbas de héteros, já vale aguentar muito do estresse atual. Qualquer dia crio coragem pra escrever a respeito, mas sofrer bullying nunca mais!
Sempre fico intimidado quando vou nessas empresas. Acho que é resquício do colegial, e essa primeira sensação sempre vai me acompanhar. Procuro combater essa tendência pensando que, por mais diferentes que sejam as histórias, personalidades, capacidades, aparências, estamos todos ali, naquele mesmo momento, no mesmo lugar, então, de um jeito de outro, estou em posição de igualdade a todos lá. Mas é um esforço, sempre é. Amanhã tem outro evento, mas pelo menos saio acordo uma hora depois (6hs da manhã!) e é em um cliente que já atendo desde o começo do ano. Logo, falta praticar mais o desapego, mas eu estou trabalhando nisso.
Só retomando um pouquinho o fio da meada, eu sei que reclamo demais das coisas às vezes, mas gosto de repetir aqui que esse já é meu sétimo emprego, e tenho plena consciência de que a vida não é um mar de rosas. E, comparado ao emprego das pessoas mais próximas a mim, como minha irmã e meus amigos, é uma maravilha. Só de eu poder me assumir no trabalho, e não aguentar piadinhas de turbas de héteros, já vale aguentar muito do estresse atual. Qualquer dia crio coragem pra escrever a respeito, mas sofrer bullying nunca mais!
8 de agosto de 2010
Casa dos Horrores
Domingo é dia de nada fazer, e geralmente eu cumpro isso na risca, nem botando a cara pra fora do portão, e carregando as energias para a semana. Neste, infelizmente, tive o desgosto de ver que uma das moradoras do quase cortiço aqui dos fundos, que tinha se mudado no começo do ano, acabou voltando. Eu nem sei como funciona a dinâmica nessa verdadeira Casa dos Horrores, mas pelo que deu pra perceber (afinal eles não falam exatamente baixinho!) parece que ela é a dona da casa. Quase chorei quando vi a mudança.
Dizem que o segredo para uma vida menos revoltada é pensar sobre o que uma adversidade pode te ensinar. Eu estou até agora tentando descobrir o que eu fiz para merecer, ou o que eu poderia talvez, quem sabe, aprender com isso. Paciência, tolerância? Se o universo conspira pra eu desenvolver essas características, poderia pegar mais leve, né?
Dizem que o segredo para uma vida menos revoltada é pensar sobre o que uma adversidade pode te ensinar. Eu estou até agora tentando descobrir o que eu fiz para merecer, ou o que eu poderia talvez, quem sabe, aprender com isso. Paciência, tolerância? Se o universo conspira pra eu desenvolver essas características, poderia pegar mais leve, né?
7 de agosto de 2010
Recepções e percepções
Hoje revi um amigo de longa data que acabou de voltar para o Brasil após uma temporada na Europa. Ele não passou por muitos países, porque tinha parentes na Espanha e em Portugal, mas por alguns dias também conheceu Paris, em companhia de outra amiga. Voltou de lá maravilhado, realmente foi a realização de um sonho e pôde se ver morando lá de maneira permanente. Sinceramente, não sei se fui feito pra isso.
Deixando de lado a questão de oportunidades, o fato é que as minhas poucas viagens jamais foram bem-sucedidas. Isso criou um imenso reforço negativo para experiências semelhantes, então eu costumo dizer que morar em São Paulo já é aventurar-se demais. O que é verdade até certo ponto, porque não tem jeito de você conhecer completamente esta cidades, sempre haverá lugares pelos quais você nunca passou - e eu adoro isso. Por outro lado, tem muitos lugares do Brasil que eu tenho vontade de conhecer: a Serra Gaúcha, a Amazônia, o Nordeste, as cidades históricas de Minas Gerais, Fernando de Noronha... a lista é enorme, e o que é melhor, sem barreiras de linguagem e burocráticas.
Mas o que eu quero mesmo é voltar a Paraty, experimentar a cidade novamente, de preferência sem contratempos por imprevidência alheia. É uma cidade que eu posso dizer que é linda de muitas maneiras, as praias da região formam paisagens fantásticas, e, apesar de tudo, a primeira vez em que fui ficou marcada na lembrança como uma das raras empreitadas com boas lembranças para guardar. Este ano ainda quero programar esse necessário retorno!
Deixando de lado a questão de oportunidades, o fato é que as minhas poucas viagens jamais foram bem-sucedidas. Isso criou um imenso reforço negativo para experiências semelhantes, então eu costumo dizer que morar em São Paulo já é aventurar-se demais. O que é verdade até certo ponto, porque não tem jeito de você conhecer completamente esta cidades, sempre haverá lugares pelos quais você nunca passou - e eu adoro isso. Por outro lado, tem muitos lugares do Brasil que eu tenho vontade de conhecer: a Serra Gaúcha, a Amazônia, o Nordeste, as cidades históricas de Minas Gerais, Fernando de Noronha... a lista é enorme, e o que é melhor, sem barreiras de linguagem e burocráticas.
Mas o que eu quero mesmo é voltar a Paraty, experimentar a cidade novamente, de preferência sem contratempos por imprevidência alheia. É uma cidade que eu posso dizer que é linda de muitas maneiras, as praias da região formam paisagens fantásticas, e, apesar de tudo, a primeira vez em que fui ficou marcada na lembrança como uma das raras empreitadas com boas lembranças para guardar. Este ano ainda quero programar esse necessário retorno!
6 de agosto de 2010
Manifesto
Daí que tive um momento de epifania nesta quinta para sexta-feira. Já tinha conversado sobre isso no fim de semana, mais um pouquinho agora ao longo desta, e a coisa meio que me atingiu feito um raio. É, basicamente, deixando de lado a modéstia, eu sempre enfio na cabeça que eu teria sorte de ficar com fulano, que bom seria se namorasse beltrano, e assim por diante. Mas poxa, eu até que sou um bom partido! Tenho um bom trabalho, sou bom naquilo que faço, tenho um bom papo, estou cuidando do corpo. Não tenho grandes problemas de saúde, minha família não é impecilho, não estou no armário nem em casa nem no trabalho. Tenho poucos e bons amigos, cuido do corpo, cuido da mente. Apesar da grana não sobrar, pelo menos dá pra curtir as coisas boas da vida, ainda que moderadamente. E isso ainda não é o bastante? Não, chega, cansei. O amor que me encontre agora, que eu tenho mais o que fazer.
5 de agosto de 2010
Pragmático
Pelo visto eu deixei de lado uma outra característica que anda muito em voga, que é ter muito papo, e pouca ação. E nem posso falar muito, porque mesmo na minha família (e bem próxima) tem gente assim. Sabe? O tipo que faz e acontece, mas na hora H o que importa é manter as aparências de civilidade e continuar o show. O teatro seria muito mais rico com tantos artistas não descobertos que se encontram por aí, sem ter ideia - e às vezes tendo até demais - dessa vocação. Não digo que estou isento de participar desse jogo, mas ao menos procuro admitir que há situações em que você precisa, sim, ser político, e ficar alardeando o contrário não adianta nada, você só passa por contraditório, ou pior, hipócrita.
Colocando os pingos nos Is, aconteceu que os chefes sentaram, conversaram e, pra variar, não muda nada. Continua tudo como esteve nas semanas anteriores, apenas algumas penas arrepiadas, pelo menos por mais um tempo. A única coisa boa disso tudo é que saí com o meu papel reforçado na empresa, que é meu objetivo do momento. Com o mercado de trabalho do jeito que anda, e agora que finalmente estou prestes a colocar minhas finanças em ordem, qualquer estabilidade é melhor do que nada.
Já que não existe emprego perfeito, pelo menos dá pra continuar podando os aspectos de que não gosto no atual, e aproveitar os que eu mais gosto. Se não for pra fazer isso, ir moldando o ambiente ao mesmo tempo em que me moldo a ele, what's the point?
Colocando os pingos nos Is, aconteceu que os chefes sentaram, conversaram e, pra variar, não muda nada. Continua tudo como esteve nas semanas anteriores, apenas algumas penas arrepiadas, pelo menos por mais um tempo. A única coisa boa disso tudo é que saí com o meu papel reforçado na empresa, que é meu objetivo do momento. Com o mercado de trabalho do jeito que anda, e agora que finalmente estou prestes a colocar minhas finanças em ordem, qualquer estabilidade é melhor do que nada.
Já que não existe emprego perfeito, pelo menos dá pra continuar podando os aspectos de que não gosto no atual, e aproveitar os que eu mais gosto. Se não for pra fazer isso, ir moldando o ambiente ao mesmo tempo em que me moldo a ele, what's the point?
4 de agosto de 2010
Inversão
Mais um dia meio enviesado, ao contrário. Mas pelo menos algumas das coisas começaram a entrar nos eixos. Será efeito da tal cruz cardinal que pair nos céus sob nossas cabeças? Pode ser. Pelo menos caiu o tão suado dinheiro, consegui resolver minhas pendengas mais urgentes, e alguns elogios de clientes foram providenciais para tanto. Algumas nuvens se aproximam no horizonte, pelo menos no que se refere à tal Parceria dos sócios (coisa que nunca dá certo por muito tempo, na minha humilde opinião). Já vi sociedade mesmo entre irmão, na família da minha mãe, que afundaram e geram ressentimento até hoje. Será que existe exceção?
Acho que todo mundo está tão acostumado a olhar para o próprio umbigo, a se vangloriar, que não pode nem conceber a ideia de olhar para o outro, colocar-se no lugar do outro, enfim, dar o braço a torcer. Hoje em dia confundem teimosia com convicção, e grosseria com assertividade. Desse jeito não vejo muito esperança, e fico cada vez mais desgostoso, não só com o mercado de trabalho, mas vendo que essa é a tônica das relações humanas em geral. Será cinismo? Ou apenas uma pausa de otimismo que me ocorre de vez em quando?
Acho que todo mundo está tão acostumado a olhar para o próprio umbigo, a se vangloriar, que não pode nem conceber a ideia de olhar para o outro, colocar-se no lugar do outro, enfim, dar o braço a torcer. Hoje em dia confundem teimosia com convicção, e grosseria com assertividade. Desse jeito não vejo muito esperança, e fico cada vez mais desgostoso, não só com o mercado de trabalho, mas vendo que essa é a tônica das relações humanas em geral. Será cinismo? Ou apenas uma pausa de otimismo que me ocorre de vez em quando?
3 de agosto de 2010
Botando o ordinário no extraordinário
Então hoje foi um dia atípico. Teve um evento logo pela manhã, que eu estava esperando e um pouco tenso. Ainda com clientes, potenciais clientes, executivos, chefes e ex-colegas, foi o que bastou pra me deixar com um calombo nas costas de tanto que eu estava travado. Acho que foi até que bom, embora eu não tenha como evitar comparar com o ano anterior. Mas isso é neura da minha cabeça.
E ainda teve meu chefe, que devia estar irritado lá na cidade dele, e vem metralhando emails mal educados para todos. Acho isso de uma falta de bom senso atroz. OK, se ele está puto, todo mundo tem seus dias, mas atrapalhar o serviço de quem está longe só pra descontar a raivinha é demais pra minha cabeça. Estou apelando pra todas as reservas de paciência que eu tenho pra engolir esses sapos. Por enquanto está rolando, só espero que ele não continue muito nessa vibe. Vamos ver, amanhã ele já estará aqui em São Paulo, quem sabe o ar poluído da cidade não ajude a esfriar os ânimos.
Fechando o dia com chave de ouro, fica a descoberta de uma burrada sem tamanho. Quer dizer, não sei se foi muito burrada, porque tecnicamente eu não sabia... Resumidamente, recomecei a postar aqui me dedicando mesmo ao espaço, depois tornei a deixar o blog público, tudo muito interessante... Até que percebi que ele estava sincronizado (ou seja lá qual for o termo) com o facebook. E tudo estava lá, exposto pra quem quisesse ler, inclusive o post em que eu falei de reencontros, sabe? Quis morrer, quis que o chão se abrisse e me engolisse, a despeito de estar no 2º andar de um prédio de escritórios. O pior é que eu só percebi isso por causa de um comentário justamente no post em que eu falei do meu pseudoencontro. Aquele que foi sem nunca ter sido. Urubu quando dá azar...
E ainda teve meu chefe, que devia estar irritado lá na cidade dele, e vem metralhando emails mal educados para todos. Acho isso de uma falta de bom senso atroz. OK, se ele está puto, todo mundo tem seus dias, mas atrapalhar o serviço de quem está longe só pra descontar a raivinha é demais pra minha cabeça. Estou apelando pra todas as reservas de paciência que eu tenho pra engolir esses sapos. Por enquanto está rolando, só espero que ele não continue muito nessa vibe. Vamos ver, amanhã ele já estará aqui em São Paulo, quem sabe o ar poluído da cidade não ajude a esfriar os ânimos.
Fechando o dia com chave de ouro, fica a descoberta de uma burrada sem tamanho. Quer dizer, não sei se foi muito burrada, porque tecnicamente eu não sabia... Resumidamente, recomecei a postar aqui me dedicando mesmo ao espaço, depois tornei a deixar o blog público, tudo muito interessante... Até que percebi que ele estava sincronizado (ou seja lá qual for o termo) com o facebook. E tudo estava lá, exposto pra quem quisesse ler, inclusive o post em que eu falei de reencontros, sabe? Quis morrer, quis que o chão se abrisse e me engolisse, a despeito de estar no 2º andar de um prédio de escritórios. O pior é que eu só percebi isso por causa de um comentário justamente no post em que eu falei do meu pseudoencontro. Aquele que foi sem nunca ter sido. Urubu quando dá azar...
2 de agosto de 2010
Um bloqueado, um não-liberado
Daí que, no afã de resolver os meus problemas bancários recorrentes, resolvi mudar minha conta de agência, do Brooklin (olha ele aí de novo!) pro Itaim, onde trabalho agora. Só que esqueceram de avisar que OS DOIS cartões ficam bloqueados até completarem a mudança, em 5 DIAS ÚTEIS! Resultado: estou com minha conta paralisadinha da silva, hoje tive que me contentar em comer só o almoço e olhe lá. Isso porque eu levei comida de casa. Por um lado foi bom, porque mantive meu controle sem exagerar na última semana que vem, coisa que sempre me pega. E vou poder colocar ainda mais nos trilhos minha conta e começar a pensar grande. Mas que é um transtorno, é.
Ontem mesmo no shopping, minha mãe esqueceu de levar os cartões dela (isso se não tirou da bolsa de propósito também pra controlar os gastos), e com aquele frio que saiu não se sabe de onde, resolvi comprar uma blusa bonitinha que vi na loja. Mas quem diz que a loja aceitava cheque? Daí que meu cartão não passou, porque está vinculado à conta. Voltei congelando. Fim :-)
Benefício indireto mesmo foi o frio ter servido pra acabar com o churraishco dus vizinhu mais cedo, quando chegamos aqui (eu roxo de frio), já estava tudo na mais santa paz. Amém!
Ontem mesmo no shopping, minha mãe esqueceu de levar os cartões dela (isso se não tirou da bolsa de propósito também pra controlar os gastos), e com aquele frio que saiu não se sabe de onde, resolvi comprar uma blusa bonitinha que vi na loja. Mas quem diz que a loja aceitava cheque? Daí que meu cartão não passou, porque está vinculado à conta. Voltei congelando. Fim :-)
Benefício indireto mesmo foi o frio ter servido pra acabar com o churraishco dus vizinhu mais cedo, quando chegamos aqui (eu roxo de frio), já estava tudo na mais santa paz. Amém!
1 de agosto de 2010
Domingão
Hoje foi dia de faxina, afinal de contas quem mora na casa tem que contribuir para mantê-la, certo? Pelo menos aqui isso mais ou menos funciona, embora eu admita que poderia fazer mais. Pelo menos não sujo tanto e recolho as minhas coisas. O espinho nesse dia foi o retorno das festas do vizinho dos fundos, pra meu terror e desespero. E olha que há meses estava sossegado. Mas eles meio que fizeram uma divisão na casa que dá fundos para a minha janela, onde moram umas três ou quatro famílias - um cortiço na verdade, mas nada de exótico como o livro de Aluísio Azevedo. Foi só a família da "casa" maior se mudar, que o pessoal do fundão aproveitou pra chamar a parentada e fazer um churrasco. Até aí, tudo bem, mas churrasco de domingo é igual a som com forró brega no último volume. E tem sido assim desde que mudamos para cá, há quatro anos.
Mas hoje em dia eu aprendi a conviver, na medida do possível, com esse karma ruim. Quantas vezes já berrei, discuti com minha família, já descobri o telefone deles para ligar reclamando, já chamei polícia (não recomendo, é inútil). Uma vez cheguei ao absurdo de pegar um ovo para tacar no quintal deles. E para quê? O que isso resolveria? Absolutamente nada. Hoje em dia prefiro pegar minhas coisas, sair, dar uma volta e comprar algumas coisas no shopping, até voltar e estar tudo em paz novamente. Não é conformismo, tenho plena convicção de que eles ainda vão encontrar alguém mais casca grossa ou um dia ainda vão reclamar do barulho alheio. Mas minha paz de espírito e a convivência aqui é mais importante.
E olha que, com a mudança de tempo em São Paulo nesta tarde de domingo, antecipamos a volta para casa, e eles já estavam limpando e acabando a festa. Não se faz mais zorra como
Mas hoje em dia eu aprendi a conviver, na medida do possível, com esse karma ruim. Quantas vezes já berrei, discuti com minha família, já descobri o telefone deles para ligar reclamando, já chamei polícia (não recomendo, é inútil). Uma vez cheguei ao absurdo de pegar um ovo para tacar no quintal deles. E para quê? O que isso resolveria? Absolutamente nada. Hoje em dia prefiro pegar minhas coisas, sair, dar uma volta e comprar algumas coisas no shopping, até voltar e estar tudo em paz novamente. Não é conformismo, tenho plena convicção de que eles ainda vão encontrar alguém mais casca grossa ou um dia ainda vão reclamar do barulho alheio. Mas minha paz de espírito e a convivência aqui é mais importante.
E olha que, com a mudança de tempo em São Paulo nesta tarde de domingo, antecipamos a volta para casa, e eles já estavam limpando e acabando a festa. Não se faz mais zorra como
31 de julho de 2010
Avalia-te a ti mesmo
Neste sábado não estava a fim de fazer nada muito glamuroso, e já estava combinando com a Camila de nos encontrarmos apenas pra colocar a conversa em dia. E não dá muito pra fazer isso em barzinho, e nem é recomendado ficar dissecando e analisando demais as coisas, sem agir a respeito. Mas é muito bom poder colocar as coisas em perspectiva, e com a minha terapeuta de férias, tenho precisado dessa ajudinha extra dos amigos.
O bom, como eu falei para ela, foi constatar, entre tantos encontros, reencontros e desencontros que aconteceram em julho, eu evolui muito. Não sou o mesmo Fernando de 1 ano atrás, nem de 3 anos, nem de 6 anos atrás. Não só nos detalhes, claro, nas pequenas atitudes, mas aconteceu tanta coisa grande, que eu não imaginava na época. Acho que todo mundo pode dizer isso, não é? Mas será que todo mundo reconhece? Para pra pensar a respeito? O que falta muito hoje em dia são essas pausas para reflexão. Ficar apenas vivendo o momento pode ser... fácil, cômodo, mas uma hora vai bater a grande dúvida: e agora? O que fazer em seguida, pra onde eu quero ir? Eu sei pra onde quero ir daqui. Ou, pelo menos, pra onde não quero voltar, hahahaha...
O bom, como eu falei para ela, foi constatar, entre tantos encontros, reencontros e desencontros que aconteceram em julho, eu evolui muito. Não sou o mesmo Fernando de 1 ano atrás, nem de 3 anos, nem de 6 anos atrás. Não só nos detalhes, claro, nas pequenas atitudes, mas aconteceu tanta coisa grande, que eu não imaginava na época. Acho que todo mundo pode dizer isso, não é? Mas será que todo mundo reconhece? Para pra pensar a respeito? O que falta muito hoje em dia são essas pausas para reflexão. Ficar apenas vivendo o momento pode ser... fácil, cômodo, mas uma hora vai bater a grande dúvida: e agora? O que fazer em seguida, pra onde eu quero ir? Eu sei pra onde quero ir daqui. Ou, pelo menos, pra onde não quero voltar, hahahaha...
30 de julho de 2010
Fazendo a Social
Pra não fugir da tônica de reencontros do mês, nesta sexta-feira fui ao aniversário de uma colega de faculdade, com um pessoal que não via desde a formatura (no mínimo), há 6 anos. Não foi nada pretensioso, apenas uma reunião de algumas pessoas em um barzinho do Brooklin (e não Brooklyn, como eu digitei - embora ache absurdo, já que é pra aportuguesar, que seja Bruclin, não?). Enfim, o barzinho se chama Veríssimo, e é recomendado pra happy hour mesmo, eu não imaginava que a coisa andava tão movimentada na Berrini.
Foi uma boa conhecer lugar novo e algumas pessoas novas, coisa que eu me cobro, de certa maneira. Afinal, se eu estava falando que na minha cabeça sexta-feira sem happy hour não vale a pena, então não posso me negar quando surge uma oportunidade. Depois não adianta reclamar. Não sei dizer se foi legal rever todo mundo que encontrei, mesmo porque foi muito corrido, apenas duas horas depois precisei ir embora. Na verdade, fiquei com a impressão de que o papo era o mesmo da época da facul. Meio que voltei praquela época, sabe? Festa estranha com gente esquisita, talvez. Vou ter que ver se remarco pra saber qual é a real.
Interessante, algo que gosto mesmo, é de voltar à noite pra casa observando e registrando as pessoas que também estão voltando, se tem uma hora em que eu sinto que estou na carreira certa, é nessa. Muita coisa inusitada que dá pra perceber nessas multidões.
Foi uma boa conhecer lugar novo e algumas pessoas novas, coisa que eu me cobro, de certa maneira. Afinal, se eu estava falando que na minha cabeça sexta-feira sem happy hour não vale a pena, então não posso me negar quando surge uma oportunidade. Depois não adianta reclamar. Não sei dizer se foi legal rever todo mundo que encontrei, mesmo porque foi muito corrido, apenas duas horas depois precisei ir embora. Na verdade, fiquei com a impressão de que o papo era o mesmo da época da facul. Meio que voltei praquela época, sabe? Festa estranha com gente esquisita, talvez. Vou ter que ver se remarco pra saber qual é a real.
Interessante, algo que gosto mesmo, é de voltar à noite pra casa observando e registrando as pessoas que também estão voltando, se tem uma hora em que eu sinto que estou na carreira certa, é nessa. Muita coisa inusitada que dá pra perceber nessas multidões.
26 de julho de 2010
Soulmates
Coisa boa é perceber que você pode ser surpreendido nos momentos mais improváveis, mesmo por alguém que conheça há (muitos) anos. Hoje tive um momento assim com a Camila, que me disse uma coisa muito bonita pelo MSN, e por mais banal que isso possa parecer, foi algo que alegrou muito o meu dia. E olha que esse mesmo programinha já foi motivos de briga, inclusive com a própria Camila.
Não creio que eu tenha escrito aqui a respeito dessa amizade, o meu relacionamento mais duradouro fora da família, então vou corrigir essa injustiça aqui. Em 2011 vai fazer 15 anos que nos conhecemos, lá nos idos de 1996, no primeiro ano de colegial. Uma coisa que eu nunca comentei com ela, mas que guardo até hoje, foi a primeira coisa que ela me disse. E não foi exatamente uma coisa agradável, diga-se de passagem.
Cena. Uma escola técnica localizada no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, pouco antes das 7hs. Eu cheguei antes na aula, primeiro ano, primeiro mês de aula, um ano adiantado por ter pulado da pré-escola diretamente para o primário. Longa história. Enfim, estou observando da janela a entrada dos alunos, apenas vendo as pessoas passarem, coisa que eu faço muito ainda hoje. Não ouvi ninguém entrar, mas chega por trás essa menina de voz fina, de criança, mas comportamento e aparência diversos da voz, e me pergunta: "Tá procurando seu macho?". Eu me viro, olho pra cara dela com um olhar gélido, viro as costas e me sento em silêncio na minha carteira. Fim.
Não parece uma história muito auspiciosa, não é? Mas entendam que éramos adolescentes, eu ainda nem sonhava em me assumir, e adolescente faz qualquer coisa para se encaixar no grupo. Fato é que, menos de duas semanas depois, éramos uma turminha consolidada, eu, ela, o Daniel, e o Fábio. E pra não ficar só nessa lembrança meio torta, também lembro a primeira vez que me uni a eles, nessa mesma sala que descrevi antes, quando em uma aula vaga o Daniel e a Camila estavam jogando frisbee com uma tampa de lata de lixo. É, eu sei, glamour passou longe.
Só sei que isso ilustra bem nossa amizade, e o companheirismo que nos uniu nesse tempo todo. Foram muitas brigas, alguns anos sem nos falarmos, mas sempre na mente um do outro. Mas aprendemos que a dinâmica entre duas pessoas pode (e deve!) mudar, mas as personalidades e as afinidades e as emoções permanecem, inalteradas.
Coincidências durante esse tempo? Muitas. Algumas posso citar rapidamente: resolvemos fazer cursinho na Poli no mesmo ano, apesar de eu já ter entrado na faculdade de Arquitetura e depois desistido pra fazer jornalismo no ano seguinte. O fato de a Cíntia, outra amiga de longa data, ter ido trabalhar na mesma empresa que a Camila depois de tantos anos. Ou que agora, junto com elas, meus melhores amigos se chamam justamente Fábio e Daniel, embora de personalidades completamente diferentes dos primeiros exemplares (e bem melhores, fato).
Sei que esse texto pode pecar por falta de coerência, mas emoção não falta. Aprendi muito com a Camila nesses tempos, e continuo aprendendo. Posso dizer sem sombra de dúvida que nossa amizade me tornou uma pessoa melhor, mais tolerante, mais compreensiva, comigo mesmo e com os outros. Espero poder ter contribuído um pouquinho pra que ela tenha se tornado essa pessoa maravilhosa que é hoje.
Cá, tamo junto!
Não creio que eu tenha escrito aqui a respeito dessa amizade, o meu relacionamento mais duradouro fora da família, então vou corrigir essa injustiça aqui. Em 2011 vai fazer 15 anos que nos conhecemos, lá nos idos de 1996, no primeiro ano de colegial. Uma coisa que eu nunca comentei com ela, mas que guardo até hoje, foi a primeira coisa que ela me disse. E não foi exatamente uma coisa agradável, diga-se de passagem.
Cena. Uma escola técnica localizada no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, pouco antes das 7hs. Eu cheguei antes na aula, primeiro ano, primeiro mês de aula, um ano adiantado por ter pulado da pré-escola diretamente para o primário. Longa história. Enfim, estou observando da janela a entrada dos alunos, apenas vendo as pessoas passarem, coisa que eu faço muito ainda hoje. Não ouvi ninguém entrar, mas chega por trás essa menina de voz fina, de criança, mas comportamento e aparência diversos da voz, e me pergunta: "Tá procurando seu macho?". Eu me viro, olho pra cara dela com um olhar gélido, viro as costas e me sento em silêncio na minha carteira. Fim.
Não parece uma história muito auspiciosa, não é? Mas entendam que éramos adolescentes, eu ainda nem sonhava em me assumir, e adolescente faz qualquer coisa para se encaixar no grupo. Fato é que, menos de duas semanas depois, éramos uma turminha consolidada, eu, ela, o Daniel, e o Fábio. E pra não ficar só nessa lembrança meio torta, também lembro a primeira vez que me uni a eles, nessa mesma sala que descrevi antes, quando em uma aula vaga o Daniel e a Camila estavam jogando frisbee com uma tampa de lata de lixo. É, eu sei, glamour passou longe.
Só sei que isso ilustra bem nossa amizade, e o companheirismo que nos uniu nesse tempo todo. Foram muitas brigas, alguns anos sem nos falarmos, mas sempre na mente um do outro. Mas aprendemos que a dinâmica entre duas pessoas pode (e deve!) mudar, mas as personalidades e as afinidades e as emoções permanecem, inalteradas.
Coincidências durante esse tempo? Muitas. Algumas posso citar rapidamente: resolvemos fazer cursinho na Poli no mesmo ano, apesar de eu já ter entrado na faculdade de Arquitetura e depois desistido pra fazer jornalismo no ano seguinte. O fato de a Cíntia, outra amiga de longa data, ter ido trabalhar na mesma empresa que a Camila depois de tantos anos. Ou que agora, junto com elas, meus melhores amigos se chamam justamente Fábio e Daniel, embora de personalidades completamente diferentes dos primeiros exemplares (e bem melhores, fato).
Sei que esse texto pode pecar por falta de coerência, mas emoção não falta. Aprendi muito com a Camila nesses tempos, e continuo aprendendo. Posso dizer sem sombra de dúvida que nossa amizade me tornou uma pessoa melhor, mais tolerante, mais compreensiva, comigo mesmo e com os outros. Espero poder ter contribuído um pouquinho pra que ela tenha se tornado essa pessoa maravilhosa que é hoje.
Cá, tamo junto!
25 de julho de 2010
Preview
Lembrete para mim mesmo: não postar com muita frequência à noite, tenho a tendência de ficar melancólico, e o texto sai com uma carga enorme de autopiedade. Devido à falta de acontecimentos do fim de semana, já que por conta do motivo do post anterior eu resolvi não botar a cara pra fora de casa, vou tentar fazer diferente e escrever sobre o que eu espero da semana. Deus sabe que de expectativas eu entendo.
Meu chefe me pediu (leia-se mandou) que eu entrasse mais cedo na segunda e na sexta-feira, por conta das férias de uma colega que eu meio que estou cobrindo. Por um lado acho legal, claro, tenho uma dose de Caxias que sempre fala alto e interpreto isso como confiança, elogio. Agora o lado não-tão-Poliana já percebeu que estou mais uma vez envolvido praticamente com todos os clientes do escritório, e isso nem sempre é bom. Mas, como já estou escolado, já andei manifestando meu leve incômodo com isso. Claro que torcendo pela empresa, e todo o blá-blá-blá obrigatório, mas reforçando que não quero ser burro de carga. E outra, dá pra entrar mais cedo amanhã na segunda na boa, mesmo porque ele só fica na cidade até quarta-feira. Na sexta dá pra entrar no horário normal tranquilamente.
Isso vai atrapalhar um pouquinho meus planos de retomar a academia, mas nada preocupante. Parei desde o começo do mês mesmo, tinha dado uma desanimada por conta de um revés no meu objetivo de GANHAR peso, já que por conta dos resfriados que me pegaram tinha perdido 2kg. Agora voltou ao normal só com a dieta balanceada, dá pra voltar à atividade. Nem tanto pra ficar com um corpo sarado, não sei se é isso que eu quero (embora adorasse isso viesse a acontecer, claro), mas da atividade física diária mesmo, acho que já tinha atingido a fase de liberação de endorfinas. Quero ver se agora retomo a natação também, pelo que me lembro era uma das poucas fontes fieis de alegria do início de adolescência.
Na parte social eu tenho um convite de aniversário que veio em ótima hora, e vai ser bom, na tônica de reencontros deste mês, rever o pessoal da faculdade. Um happy hour despretensioso (pelo menos como informado pela própria aniversariante) é o que eu mais gosto em uma sexta-feira. Fora que tem uma pulguinha atrás da orelha, um comichão de aprontar algo no campo afetivo, mas vou amadurecer a ideia, perceber as coisas nesse início de semana antes de bater o martelo. Pelo menos enquanto eu me concentro nisso, vou administrando os outros percalços da vida com uma destreza inabalável.
Meu chefe me pediu (leia-se mandou) que eu entrasse mais cedo na segunda e na sexta-feira, por conta das férias de uma colega que eu meio que estou cobrindo. Por um lado acho legal, claro, tenho uma dose de Caxias que sempre fala alto e interpreto isso como confiança, elogio. Agora o lado não-tão-Poliana já percebeu que estou mais uma vez envolvido praticamente com todos os clientes do escritório, e isso nem sempre é bom. Mas, como já estou escolado, já andei manifestando meu leve incômodo com isso. Claro que torcendo pela empresa, e todo o blá-blá-blá obrigatório, mas reforçando que não quero ser burro de carga. E outra, dá pra entrar mais cedo amanhã na segunda na boa, mesmo porque ele só fica na cidade até quarta-feira. Na sexta dá pra entrar no horário normal tranquilamente.
Isso vai atrapalhar um pouquinho meus planos de retomar a academia, mas nada preocupante. Parei desde o começo do mês mesmo, tinha dado uma desanimada por conta de um revés no meu objetivo de GANHAR peso, já que por conta dos resfriados que me pegaram tinha perdido 2kg. Agora voltou ao normal só com a dieta balanceada, dá pra voltar à atividade. Nem tanto pra ficar com um corpo sarado, não sei se é isso que eu quero (embora adorasse isso viesse a acontecer, claro), mas da atividade física diária mesmo, acho que já tinha atingido a fase de liberação de endorfinas. Quero ver se agora retomo a natação também, pelo que me lembro era uma das poucas fontes fieis de alegria do início de adolescência.
Na parte social eu tenho um convite de aniversário que veio em ótima hora, e vai ser bom, na tônica de reencontros deste mês, rever o pessoal da faculdade. Um happy hour despretensioso (pelo menos como informado pela própria aniversariante) é o que eu mais gosto em uma sexta-feira. Fora que tem uma pulguinha atrás da orelha, um comichão de aprontar algo no campo afetivo, mas vou amadurecer a ideia, perceber as coisas nesse início de semana antes de bater o martelo. Pelo menos enquanto eu me concentro nisso, vou administrando os outros percalços da vida com uma destreza inabalável.
24 de julho de 2010
4 anos depois.
Hoje faz 4 anos que o meu pai morreu. É difícil escrever essa frase, não gosto muito de falar nem de escrever sobre isso, nem com meus amigos, nem com a terapeuta, nem aqui em casa a gente fala diretamente no assunto. É compreensível, de certa maneira. Se eu já tenho um problema em lembrar demais das coisas ruins do passado, da infância e adolescência, que dirar de um acontecimento tão devastador quanto esse, tão recente. Às vezes estou andando pela rua, pensando em outra coisa, planejando o dia, ou repassando o dia, e bam!, lá estão as memórias de novo. Foi uma noite de pesadelo.
Hoje em dia ficou mais fácil lidar com isso, enfrentar a culpa que eu sinto (não sei se justificada ou não) por não ter feito nada que pudesse ter impedido. E, com esse problema de controlar a imaginação que eu tenho, também me pego perdido no mundo do "E Se..." muitas vezes. Mudou coisa demais... É duro de enfrentar. E a culpa (sempre ela!) também existe por reconhecer que melhoramos, aqui em casa, em certos aspectos. Sobreviver a essa avalanche nos tornou mais capazes, mais sensatos, menos perdulários, melhores na convivência. Claro, brigas sempre existirão, mas o conhecimento de que nada, nada dura para sempre é grande demais pra ignorar. Isso deixa as situações e os problemas menores em comparação.
Parece que tudo que eu almejo, tudo que eu faço, tudo de que eu me lembro e o que sinto vai estar sempre dividido, gostaria muito de que não fosse assim. Mas não é. Então tudo que eu posso esperar é que eu um dia possa conviver com isso em paz. Será que é manter as expectativas em alta demais? Estarei eu condenado a essa eterna frustração?
Hoje em dia ficou mais fácil lidar com isso, enfrentar a culpa que eu sinto (não sei se justificada ou não) por não ter feito nada que pudesse ter impedido. E, com esse problema de controlar a imaginação que eu tenho, também me pego perdido no mundo do "E Se..." muitas vezes. Mudou coisa demais... É duro de enfrentar. E a culpa (sempre ela!) também existe por reconhecer que melhoramos, aqui em casa, em certos aspectos. Sobreviver a essa avalanche nos tornou mais capazes, mais sensatos, menos perdulários, melhores na convivência. Claro, brigas sempre existirão, mas o conhecimento de que nada, nada dura para sempre é grande demais pra ignorar. Isso deixa as situações e os problemas menores em comparação.
Parece que tudo que eu almejo, tudo que eu faço, tudo de que eu me lembro e o que sinto vai estar sempre dividido, gostaria muito de que não fosse assim. Mas não é. Então tudo que eu posso esperar é que eu um dia possa conviver com isso em paz. Será que é manter as expectativas em alta demais? Estarei eu condenado a essa eterna frustração?
23 de julho de 2010
Elucubrações
Como disse nos dias anteriores, tenho pensado muito em padrões, em tipos de comportamento em que caímos. Em como isso não é necessariamente ruim, mas pode se transformar em muletas, em mecanismos de defesa que fazem (quase sempre) mais mal do que bem. Aproveitei o momento de calmaria social para reler o arquivo deste blog, coisa que não fazia há tempos, e alguns desses padrões ficaram mais claros.
Lembro de uma ocasião, lá atrás na faculdade, a Cris me falou que eu precisava aprender a não ser tão suscetível. Isso não justifica e nem desculpa os defeitos de conduta dela, o modo como me tratou e como nossa amizade acabou, mas eu fico ponderando se ela não teve um instante de inspiração quando disse isso. Nos últimos tempos da terapia, também uma questão recorrente: meu receio de 'crescer', de enfrentar as agruras da chamada 'vida adulta'. Não em relação ao profissional, mas no emocional mesmo. Acho que concordo, mas é tão complicado, enfrentar essas situações.
Um dos mitos que eu criei e passei a acreditar (e é tão duro des-acreditar) é que tudo precisa ser grandioso. Gestos grandiosos, acontecimentos grandiosos, romance de novela, sabe? E a vida não é uma novela. Nunca foi. Mas se não é, de que vale? Por que aceitar o medíocre, o mundano? É essa questão que eu não consigo resolver. Porque se não é pra ser perfeito, se não é pra buscar o melhor, não há razão pra sequer começar. Ou há?
Lembro de uma ocasião, lá atrás na faculdade, a Cris me falou que eu precisava aprender a não ser tão suscetível. Isso não justifica e nem desculpa os defeitos de conduta dela, o modo como me tratou e como nossa amizade acabou, mas eu fico ponderando se ela não teve um instante de inspiração quando disse isso. Nos últimos tempos da terapia, também uma questão recorrente: meu receio de 'crescer', de enfrentar as agruras da chamada 'vida adulta'. Não em relação ao profissional, mas no emocional mesmo. Acho que concordo, mas é tão complicado, enfrentar essas situações.
Um dos mitos que eu criei e passei a acreditar (e é tão duro des-acreditar) é que tudo precisa ser grandioso. Gestos grandiosos, acontecimentos grandiosos, romance de novela, sabe? E a vida não é uma novela. Nunca foi. Mas se não é, de que vale? Por que aceitar o medíocre, o mundano? É essa questão que eu não consigo resolver. Porque se não é pra ser perfeito, se não é pra buscar o melhor, não há razão pra sequer começar. Ou há?
22 de julho de 2010
Juntando os pedaços
Padrões, por definição, se repetem, e padrões de comportamento costumam ser mais repetitivos ainda, se é que isso é possível. Todos temos vários, e eu estou cheio deles. Se tem um tema para este ano que eu percebo, é autoconhecimento - ter a consciência desses padrões. Ainda não sei o que fazer com essas informações, é claro, mas é sempre importante caminhar com passos pequenos, creio eu.
E olha que os padrões podem ser positivos. Um exemplo que eu posso dar é a minha capacidade de superar os períodos de depressão (os famosos baixos, da dupla Altos & Baixos) de maneira incrivelmente rápida. Às vezes penso que existe algo chamado metabolismo emocional, que é bem parecido com o metabolismo físico. Essa capacidade de me apaixonar, imaginar uma vida em comum em minutos, vivenciar essa torrente de emoções, depois deixar o balde de água fria vir, arrefecer tudo, e depois um breve período de luto por aquilo que poderia ter sido... e pronto.
Quer dizer, pronto em termos. Estou tentando processar exatamente o que foi tudo isso, se eu deixei de demonstrar meu interesse ou se simplesmente não fui correspondido, e é algo difícil de se perguntar pra outra pessoa: "Oi, então, sei que não rola nada, mas você poderia me dizer por que motivo?" Soaria esquisito e desesperado, pra dizer o mínimo.
Só sei que tem sido... agridoce ver ele online todo dia, acompanhar as atualizações de tweets e fotos, e ter ficado mais uma vez na praia das possibilidades. Maybe next time.
E olha que os padrões podem ser positivos. Um exemplo que eu posso dar é a minha capacidade de superar os períodos de depressão (os famosos baixos, da dupla Altos & Baixos) de maneira incrivelmente rápida. Às vezes penso que existe algo chamado metabolismo emocional, que é bem parecido com o metabolismo físico. Essa capacidade de me apaixonar, imaginar uma vida em comum em minutos, vivenciar essa torrente de emoções, depois deixar o balde de água fria vir, arrefecer tudo, e depois um breve período de luto por aquilo que poderia ter sido... e pronto.
Quer dizer, pronto em termos. Estou tentando processar exatamente o que foi tudo isso, se eu deixei de demonstrar meu interesse ou se simplesmente não fui correspondido, e é algo difícil de se perguntar pra outra pessoa: "Oi, então, sei que não rola nada, mas você poderia me dizer por que motivo?" Soaria esquisito e desesperado, pra dizer o mínimo.
Só sei que tem sido... agridoce ver ele online todo dia, acompanhar as atualizações de tweets e fotos, e ter ficado mais uma vez na praia das possibilidades. Maybe next time.
21 de julho de 2010
Attitude
20 de julho de 2010
Investigação à Brasileira
Terminei de ler esses dias Os Viúvis, de Mário Prata. Foi emprestado de um colega do trabalho, e geralmente eu não tenho muito ânimo de ler livros emprestados, devo confessar. Talvez seja algum resquício de ter de ler obras compulsórias durante o ginásio e colegial. Aliás, o "ter de" é uma certa dificuldade para eu enfrentar em todas as esferas, essa não é exceção. Porém, foi uma ótima surpresa esse empréstimo e recomendação, gostei bastante do texto do Mário Prata. Já sou fã de literatura policial, e a injeção de humor que o autor proporcionou foi excelente, a começar pela dedicatória: "Para Digma, modelo". Genial. O ritmo, a ambientação em Florianópolis, os personagens que não são unidimensionais, e as surpresas do enredo amarram uma ótima leitura.
Vale ainda citar o texto da orelha, que fala que um dos trunfos de um livro é a arte de dar nome às personagens. Esse é um ponto para o qual eu ainda não tinha atentado, e é uma grande verdade. Principalmente na literatura brasileira, eu tenho esse problema, acho a sonoridade dos nomes estrangeiros tão mais rica, que torna um prazer ainda maior a leitura. Felizmente esse também vai na contramão da maioria, e os personagens vestem seu nome com toda a naturalidade. Ah, sim, tem ainda a citação de Bertold Brecht, que aparece algumas vezes no texto, e dá uma amostra do que é o livro:
Vale ainda citar o texto da orelha, que fala que um dos trunfos de um livro é a arte de dar nome às personagens. Esse é um ponto para o qual eu ainda não tinha atentado, e é uma grande verdade. Principalmente na literatura brasileira, eu tenho esse problema, acho a sonoridade dos nomes estrangeiros tão mais rica, que torna um prazer ainda maior a leitura. Felizmente esse também vai na contramão da maioria, e os personagens vestem seu nome com toda a naturalidade. Ah, sim, tem ainda a citação de Bertold Brecht, que aparece algumas vezes no texto, e dá uma amostra do que é o livro:
"O que é roubar um banco, comparado a fundar um banco?"
18 de julho de 2010
Interrogações
Eu só queria saber o porque, acho que tornaria tudo tão mais fácil. De onde vem essa necessidade de que tudo deve ser grandioso? Não posso me contentar com o simples? Não posso ser feliz com o que tenho? Valorizar o que já conquistei? Por que esse vazio? O que eu espero andando pela casa como um espírito, sem saber pra onde correr, o que fazer? Sem ânimo pras atividades cotidianas, mas sem coragem pra sair e inventar algo novo. Por quê?
16 de julho de 2010
Frustração
Sexta-feira é o pior dia da semana pra mim, cheguei a essa conclusão. Enfiei na cabeça que é o dia obrigatório de diversão, de sair pra ver a noite, conhecer pessoas, enfim, aquela vida de comercial de refrigerante, que sempre me afogo em frustração. Aliás, eu já disse que, apesar de não entender o horóscopo do Quiroga metade do tempo, ele às vezes acerta com uma precisão fabulosa. Hoje, por exemplo, diz:
OK, o sentimento é esse mesmo, mas como assim, souber dominar meus desejos e pensar nas consequências? Realmente, nunca soube o que é moderação, o que é paciência. Fui mimado pela minha família, e isso se transformou em uma característica bem complicada de administrar hoje em dia, uma intolerância com o mundo real não corresponder aos meus... desejos? É, talvez faça algum sentido ir jogando as palavras aqui na tela, pode me levar a lampejos interessantes.
Mas todos os dias somos bombardeados com isso que eu chamo de "ditadura do positivismo". Não é para fazermos a hora, não esperar acontecer, como diz a música? Cavar as oportunidades? Aproveitar as chances? Geralmente é o que eu faço, com unhas e dentes. E depois me frustro, por que a gratificação não é imediata, os resultados não acontecem no meu tempo, e sim no seu próprio. Só sei que no final das contas, eu só quero ser feliz, como todo mundo. Acho que mereço um pouquinho de felicidade, experimentar um pouco essa sensação. Mesmo que não dure, e sei, pelo menos racionalmente, que não é pra durar. Quem sabe assim, eu não poderia pelo menos mudar meu ponto de referência. De "eu nunca" para "eu também uma vez"...
Frustrar-se faz parte do caminho, inclusive porque sua alma ainda não sabe desejar direito, provocando essa frustração a si mesma. Quando você souber dominar seus desejos e pensar nas consequências, a frustração será impossível.
OK, o sentimento é esse mesmo, mas como assim, souber dominar meus desejos e pensar nas consequências? Realmente, nunca soube o que é moderação, o que é paciência. Fui mimado pela minha família, e isso se transformou em uma característica bem complicada de administrar hoje em dia, uma intolerância com o mundo real não corresponder aos meus... desejos? É, talvez faça algum sentido ir jogando as palavras aqui na tela, pode me levar a lampejos interessantes.
Mas todos os dias somos bombardeados com isso que eu chamo de "ditadura do positivismo". Não é para fazermos a hora, não esperar acontecer, como diz a música? Cavar as oportunidades? Aproveitar as chances? Geralmente é o que eu faço, com unhas e dentes. E depois me frustro, por que a gratificação não é imediata, os resultados não acontecem no meu tempo, e sim no seu próprio. Só sei que no final das contas, eu só quero ser feliz, como todo mundo. Acho que mereço um pouquinho de felicidade, experimentar um pouco essa sensação. Mesmo que não dure, e sei, pelo menos racionalmente, que não é pra durar. Quem sabe assim, eu não poderia pelo menos mudar meu ponto de referência. De "eu nunca" para "eu também uma vez"...
15 de julho de 2010
Sentimentos
Sempre achei Clarice Lispector deprê demais pro meu gosto, mas às vezes ela acerta à queima-roupa. Caso em questão:
Sem mais.
Porque eu pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria — e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa.
Sem mais.
14 de julho de 2010
Segundas Chances 2
O outro reencontro foi tecnicamente um encontro, já que foi a primeira conversa mesmo e tempo de convivência com um cara que eu um dia vi pela internet e pensei: ele bem pode ser O Tal.
Durante o tempo em que o contato foi apenas virtual, eu insisti algumas vezes para nos encontrarmos, e ele lançou mão de algumas (muitas, me pareceu na época) desculpas para adiar e adiar e adiar sempre os encontros. Até que, numa reação padrão para mim, resolvi desistir e bloqueá-lo dos lugares onde eu o tinha adicionado e simplesmente seguir com a vida. Hã-rã, porque bem sei como sou bom em deixar as coisas de lado, não é? Fato é que depois disso ele me adicionou no facebook, eu o adicionei no twitter, e a coisa continuou assim, por meses, sempre no reino da fantasia onde eu passo a maior parte do meu tempo livre. Isto é, até eu ter uma febre monstra no trabalho há uns 15 dias.
Num impulso, e lembrando o que tinham me falado sobre o não eu já ter garantido, resolvi retomar o contato diretamente, utilizei um gancho que tinha ficado desde aquela época, e (após um adiamento por motivos que se provaram verdadeiros, thank God), nos encontramos para um happy hour. E foi... foi... não sei definir como foi. Ou melhor, algumas coisas eu consegui comprovar, coisa que eu já sabia desde o ano passado. Que ele é lindo, que é inteligente, que poderíamos ter um bom papo, isso tudo ficou ainda mais evidente. Coloque aí mais alguns adicionais, tipo a voz dele ser hipnotizante, ele ter um sotaque peculiar e... sei lá, uma atitude franca para com a vida e temos um desaste em potencial. Porque eu posso bem me ver apaixonado por esse cara. E não faço a mínima ideia do que ele sentiu por mim, se é que sentiu alguma coisa.
E aqui estou eu, com um imenso ponto de interrogação em minha cabeça. A diferença, no caso, é que estou ciente disso, com poder de identificar quando estou sucumbindo às neuroses ou fantasmas do passado na minha mente. Resta saber pra onde vai a história daqui. Tendo a relutar e manter as expectativas no limite do razoável, mas às vezes é difícil. Acho que mereço viver minha história de amor, e, como bem diss um amigo, o Não eu já tenho. Vamos ver o que rola agora.
Durante o tempo em que o contato foi apenas virtual, eu insisti algumas vezes para nos encontrarmos, e ele lançou mão de algumas (muitas, me pareceu na época) desculpas para adiar e adiar e adiar sempre os encontros. Até que, numa reação padrão para mim, resolvi desistir e bloqueá-lo dos lugares onde eu o tinha adicionado e simplesmente seguir com a vida. Hã-rã, porque bem sei como sou bom em deixar as coisas de lado, não é? Fato é que depois disso ele me adicionou no facebook, eu o adicionei no twitter, e a coisa continuou assim, por meses, sempre no reino da fantasia onde eu passo a maior parte do meu tempo livre. Isto é, até eu ter uma febre monstra no trabalho há uns 15 dias.
Num impulso, e lembrando o que tinham me falado sobre o não eu já ter garantido, resolvi retomar o contato diretamente, utilizei um gancho que tinha ficado desde aquela época, e (após um adiamento por motivos que se provaram verdadeiros, thank God), nos encontramos para um happy hour. E foi... foi... não sei definir como foi. Ou melhor, algumas coisas eu consegui comprovar, coisa que eu já sabia desde o ano passado. Que ele é lindo, que é inteligente, que poderíamos ter um bom papo, isso tudo ficou ainda mais evidente. Coloque aí mais alguns adicionais, tipo a voz dele ser hipnotizante, ele ter um sotaque peculiar e... sei lá, uma atitude franca para com a vida e temos um desaste em potencial. Porque eu posso bem me ver apaixonado por esse cara. E não faço a mínima ideia do que ele sentiu por mim, se é que sentiu alguma coisa.
E aqui estou eu, com um imenso ponto de interrogação em minha cabeça. A diferença, no caso, é que estou ciente disso, com poder de identificar quando estou sucumbindo às neuroses ou fantasmas do passado na minha mente. Resta saber pra onde vai a história daqui. Tendo a relutar e manter as expectativas no limite do razoável, mas às vezes é difícil. Acho que mereço viver minha história de amor, e, como bem diss um amigo, o Não eu já tenho. Vamos ver o que rola agora.
13 de julho de 2010
Segundas Chances
Hoje foi um dia bem atípico, e não só pela chuvarada cainda em pleno inverno em São Paulo. Tive aguardados encontro e re-encontro. E os dois motivos de impulso.
Reencontro primeiro. A Carol, eu não via desde 2005, quando ela saiu da empresa em que trabalhamos juntos. Houve um mal entendido horrível por conta da demissão dela e minha permanência no emprego, o caldo entornou e, apesar de uma aproximação gradual desde 2009, só agora aconteceu mesmo essa reunião. E mesmo assim foi num impulso, pois eu cheguei a cogitar a hipótese, ainda mais com o temporal, de simplesmente ir embora mais cedo pro escritório. Mas aí eu pensei: que diabos! Pelo menos se não rolar, se ela não quiser ou não puder ir, não foi uma responsabilidade minha, não foi algo que eu fiz com que não acontecesse. Resultado: comemos no Fifties da Vila Olímpia, demos boas risadas, e em cinco minutos recuperamos o clima de camaradagem que sempre existiu entre nós, como se nunca tivesse existido esse tempo afastado.
O encontro também era aguardado há muito, coisa de mais de um ano, e ao mesmo tempo foi a confirmação de algo que eu imaginava e teve muito de inesperado. Mas ainda vou precisar colocar em ordem na minha cabeça antes de passar para cá.
Reencontro primeiro. A Carol, eu não via desde 2005, quando ela saiu da empresa em que trabalhamos juntos. Houve um mal entendido horrível por conta da demissão dela e minha permanência no emprego, o caldo entornou e, apesar de uma aproximação gradual desde 2009, só agora aconteceu mesmo essa reunião. E mesmo assim foi num impulso, pois eu cheguei a cogitar a hipótese, ainda mais com o temporal, de simplesmente ir embora mais cedo pro escritório. Mas aí eu pensei: que diabos! Pelo menos se não rolar, se ela não quiser ou não puder ir, não foi uma responsabilidade minha, não foi algo que eu fiz com que não acontecesse. Resultado: comemos no Fifties da Vila Olímpia, demos boas risadas, e em cinco minutos recuperamos o clima de camaradagem que sempre existiu entre nós, como se nunca tivesse existido esse tempo afastado.
O encontro também era aguardado há muito, coisa de mais de um ano, e ao mesmo tempo foi a confirmação de algo que eu imaginava e teve muito de inesperado. Mas ainda vou precisar colocar em ordem na minha cabeça antes de passar para cá.
12 de julho de 2010
O Silêncio como Elogio
Pelo visto vou ter oportunidades diárias de colocar em andamento essas tais novas atitudes mais serenas sobre as quais tenho lido ultimamente. Uma delas envolve a arte de deixar as glórias para os outros, de não precisar dessa validação constante das autoridades - algo que eu tenho necessidade desde a infância. É algo meio difícil para mim, ficar alegre os elogios alheios, ainda mais quando o responsável pelo elogio alheio, em parte, fui eu mesmo.
Hoje no trabalho foi assim, e eu consegui, de maneira meio torta e desconjuntada, mas valeu. Uma parte disso vem de aceitar que eu já provei meu valor, não preciso mais conquistar meu espaço na empresa. Não é um escritório grande, e por isso foi relativamente fácil chegar a uma posição tranquila, de confiança, em que as pessoas buscam minha opinião sobre as coisas. Mas esse deixar de lado, saber delegar, esse é o meu grande desafio do momento. Questão de confiança. Ou ainda, de autoconfiança.
Dá pra notar que os objetivos mudam, quase, numa analogia um pouco pobre, como uma passar de fase num vídeo-game. O fantasma do complexo de inferioridade, de insegurança, de inadequação, ainda ronda, e apesar disso tenho tido sucesso em mantê-lo afastado. Claro, tudo depende do que o amanhã me reserva.
Hoje no trabalho foi assim, e eu consegui, de maneira meio torta e desconjuntada, mas valeu. Uma parte disso vem de aceitar que eu já provei meu valor, não preciso mais conquistar meu espaço na empresa. Não é um escritório grande, e por isso foi relativamente fácil chegar a uma posição tranquila, de confiança, em que as pessoas buscam minha opinião sobre as coisas. Mas esse deixar de lado, saber delegar, esse é o meu grande desafio do momento. Questão de confiança. Ou ainda, de autoconfiança.
Dá pra notar que os objetivos mudam, quase, numa analogia um pouco pobre, como uma passar de fase num vídeo-game. O fantasma do complexo de inferioridade, de insegurança, de inadequação, ainda ronda, e apesar disso tenho tido sucesso em mantê-lo afastado. Claro, tudo depende do que o amanhã me reserva.
11 de julho de 2010
Da Discussão Nasce a Luz?
Neste domingo eu saí com a Camila para algo que não fazíamos há tempos: simplesmente sentar e conversar. Precisamos disso com uma frequência maior do que reconhecemos, eu acho, e se tem uma coisa que me dá pra prazer é sentar algumas horas com um amigo de verdade e apenas conversar sobre as coisas da vida, mesmo que seja pra analisar, ou pra repetir o mesmo conteúdo de autoconhecimento, é algo que me faz um bem imenso.
E não dá pra não dizer que sempre aparece uma coisa nova, uma descoberta nova sobre mim mesmo que joga uma luz em alguns aspectos obscuros. Teve dois desses pontos desta vez. Um deles é justamente esse, o de que não é todo mundo que tem essa autoconsciência exacerbada, não é todo mundo que para para analisar suas atitudes, rever suas posturas, ponderar os próximos passos. E eu percebi que, se tem alguma coisa comum a todos os meus amigos mais chegados (sim, todos os três, rs...) é isso. E que bom, poder conviver com pessoas que tenham essa afinidade, porque se não fosse o caso, o tédio que me ameaça engolir de vez em quando seria muito maior.
A outra constatação foi a dessa mania de perseguição, essa linha de raciocínio que surge sempre que uma saída ou um programa não ocorre como o planejado. Demorou tanto pra eu aceitar que meus amigos tem vida própria, que não tem nada a ver comigo, e que isso É UMA COISA BOA, mas esse arrazoamento (essa palavra existe?) leva a uma segunda reflexão: porque, então, se as coisas não saem como o planejado, precisa ser por algo que eu tenha feito ou deixado de fazer?
Caso em questão: essa saída com a Camila deveria ter acontecido no sábado, mas por conta dos pais dela, não foi possível. Normal, certo? Errado! Já estava pensando que era por alguma coisa que eu falei, por eu não ter demonstrado que queria muito encontrá-la, enfim. Mil cenas e filmes que tendem a passar pela minha cabeça nessas horas. Felizmente elas se mostraram irreais, mas foi ótima a oportunidade de me abrir com a pessoa diretamente e falar isso, desse fenômeno que toma conta de mim. Pude ver que não estou maluco, que isso faz parte de uma certa lógica (mas acho que toda loucura é lógica - pelo menos do ponto de vista do louco. Medo). Que dá pra mudar esse processo, porque é apenas um processo, e não uma característica. Não sei se faz algum sentido, ainda vou ter de refletir sobre isso, mas posso dizer que é um alento, e isso por si só já é muito bom.
E não dá pra não dizer que sempre aparece uma coisa nova, uma descoberta nova sobre mim mesmo que joga uma luz em alguns aspectos obscuros. Teve dois desses pontos desta vez. Um deles é justamente esse, o de que não é todo mundo que tem essa autoconsciência exacerbada, não é todo mundo que para para analisar suas atitudes, rever suas posturas, ponderar os próximos passos. E eu percebi que, se tem alguma coisa comum a todos os meus amigos mais chegados (sim, todos os três, rs...) é isso. E que bom, poder conviver com pessoas que tenham essa afinidade, porque se não fosse o caso, o tédio que me ameaça engolir de vez em quando seria muito maior.
A outra constatação foi a dessa mania de perseguição, essa linha de raciocínio que surge sempre que uma saída ou um programa não ocorre como o planejado. Demorou tanto pra eu aceitar que meus amigos tem vida própria, que não tem nada a ver comigo, e que isso É UMA COISA BOA, mas esse arrazoamento (essa palavra existe?) leva a uma segunda reflexão: porque, então, se as coisas não saem como o planejado, precisa ser por algo que eu tenha feito ou deixado de fazer?
Caso em questão: essa saída com a Camila deveria ter acontecido no sábado, mas por conta dos pais dela, não foi possível. Normal, certo? Errado! Já estava pensando que era por alguma coisa que eu falei, por eu não ter demonstrado que queria muito encontrá-la, enfim. Mil cenas e filmes que tendem a passar pela minha cabeça nessas horas. Felizmente elas se mostraram irreais, mas foi ótima a oportunidade de me abrir com a pessoa diretamente e falar isso, desse fenômeno que toma conta de mim. Pude ver que não estou maluco, que isso faz parte de uma certa lógica (mas acho que toda loucura é lógica - pelo menos do ponto de vista do louco. Medo). Que dá pra mudar esse processo, porque é apenas um processo, e não uma característica. Não sei se faz algum sentido, ainda vou ter de refletir sobre isso, mas posso dizer que é um alento, e isso por si só já é muito bom.
10 de julho de 2010
Celestial
O bom de esporte é que dá pra admirar os corpos dos atletas, é a única coisa que vale para mim. Com a Copa do Mundo não é diferente, e essa esteve bem farta de caras (e peitos, e pernas) de outro mundo. Pra mim, quem marca é o Lugano, que eu acho uma coisa de louco desde que jogava aqui no São Paulo. O Uruguai ainda ficou em quarto, acho que foi uma boa pra eles. Então, fica aqui registrada a homenagem:




9 de julho de 2010
8 de julho de 2010
Sem Escolha
Dia desses eu terminei de ler Múltipla Escolha, obra mais recente da Lya Luft. É um livro de ensaios, que não estou muito familiarizado, e propõe discutir os mitos modernos, como a "família feliz" ou a "ditadura do sucesso". Embora essa tenha sido a razão pela qual eu comprei, foi um outro trecho que mais me chamou a atenção, e que permitiu eu identificar o sentimento da autora com uma experiência pela qual eu passei.
Ela fala de uma ocasião em que foi homenageada com uma biblioteca penitenciária em seu nome, e que na visita para a inauguração ficou constrangida, mal mesmo, em ter de discursar para as mulheres que estavam ali.
No meu último ano de faculdade, aceitei o tema proposto por uma colega mais velha, lésbica, mãe de um filho da minha idade e já avó, para o trabalho de conclusão de curso: a Comunicação das Mulheres Internas na Penitenciária Feminina do Carandiru. Fizemos umas três ou quatro visitas, entrevistamos algumas das detentas, mas tivemos acesso apenas ao primeiro pavilhão, dos quatro existentes. Acho que era deixado assim justamente com essa finalidade, para servir de fachada, com as presas-modelo para não causar um impacto indevido - pelo menos na visão dos diretores de lá.
Eu me peguei pensando em uma dessas visitas, a terceira ou quarta que fazia, como o ambiente era até pacífico em relação ao imaginário que temos aqui fora, mas de repente me desceu uma constatação terrível. Eu iria sair de lá em minutos, pouco mais de uma hora. Algumas daquelas mulheres - que não quisesse fugir, que tenha encontrado condições de vida melhores lá dentro, enfim - ficariam lá por anos, décadas. E numa situação muito diferente daquelas que eu pude ver. É algo tão nebuloso, uma noção tão... imensa, que eu joguei o pensamento para longe na hora, mas sempre volto a ele.
Realmente, a liberdade de ir e vir, esse direito que damos por garantido... Ser privado disso é uma coisa assustadora. Eu imagino, descontados os casos patológicos, o que leva uma pessoa a cometer um crime, se ela cogita a possibilidade de parar num lugar desses. E mesmo depois de sair, reincidir no crime e voltar para lá? Isso sim é um verdadeiro inferno na terra.
7 de julho de 2010
Família, êh...
Uma vantagem que temos aqui em casa, talvez por todos serem de signos de Ar (se a astrologia realmente valer), é que as brigas vêm fácil e se vão com mais facilidade ainda. Após alguns dias de afastamento, um pouco de consciência pesada, vamos colocando as coisas em ordem, dando o devido peso aos fatos e voltando às boas. O fato de a minha cachorrinha ter ficado doente com uma dermatite, pela primeira vez, serviu como alerta de que todos nós estamos estressados com a situação da casa, e não adianta ser impaciente - vamos ter de suportar esse quebrar de ovos para ter um omelete à altura. E olha que eu detesto omelete, então usar essa metáfora tem sua relevância.
Não acho que eu tenha registrado aqui de maneira tão explícita, mas me considero com muita sorte de poder ter na minha família meu porto seguro. Saber que, não importa que meu dia no trabalho tenha sido ruim, não importa que um carinha tenha me dado o fora, ou que meu salário não tenha sido suficiente pra pagar as contas do mês, posso contar a liberdade pra dividir em casa os meus problemas (e as alegrias também!), e vou ter acolhida. Dá pra rir, pra chorar, pra discutir, até pra descontar a raiva. Acho que é pra isso que família serve, mesmo, pra um ensaio, uma amostra do que é o mundo lá fora, mas com a rede de segurança ali, pra você aprender a cair e se erguer e tentar de novo. E vou seguindo...
Não acho que eu tenha registrado aqui de maneira tão explícita, mas me considero com muita sorte de poder ter na minha família meu porto seguro. Saber que, não importa que meu dia no trabalho tenha sido ruim, não importa que um carinha tenha me dado o fora, ou que meu salário não tenha sido suficiente pra pagar as contas do mês, posso contar a liberdade pra dividir em casa os meus problemas (e as alegrias também!), e vou ter acolhida. Dá pra rir, pra chorar, pra discutir, até pra descontar a raiva. Acho que é pra isso que família serve, mesmo, pra um ensaio, uma amostra do que é o mundo lá fora, mas com a rede de segurança ali, pra você aprender a cair e se erguer e tentar de novo. E vou seguindo...
6 de julho de 2010
Terça Insana
Hoje foi um dia bem complicado. Acordei brigado com a minha mãe, por conta (em parte) do gatinho que minha tia trouxe para cá. Eu nunca neguei que sempre quis ter um gatinho - de qualquer espécie que fosse - mas não dá pra esquecer que já tenho uma cachorrinha, a Penélope, que é ultramimada. Simplesmente não dá pra convencê-la, do dia pra noite, a aceitar outros bichos. Ainda mais que minha mãe ficava atiçando ela pra latir nos gatos que passavam pelo corredor da casa! Mas, quem sou eu pra ir contra? E ainda ontem, ao chegar (depois de um dia cansativo no trabalho, não se pode esquecer), vejo que a luz está apagada. OK, reconheço que fazer um comentário irônico ao entrar não foi a melhor atitude, mas fiquei muito puto. Pra quê colocar quatro arandelas na garagem e não deixar UMA acesa?! E eu tenho que ficar caçando o buraco da chave pra poder trancar o portão à noite!
Todo esse cenário ao acordar e sair de casa pra ir pra academia, não é muito animador. Fui pra academia, quase morri, e quando estava no Metrô comecei a sentir um pouco de febre, de novo. Ando preocupado com isso, então fui ao pronto-atendimento da Medial na Brigadeiro. Que não é mais pronto-atendimento. Me indicaram um hospital próximo ao metrô Ana Rosa. Mas, como estava quase no meu horário, fui pro escritório e deixei para a hora do almoço. Chego no tal Hospital da Luz, que era a treva! A piada é óbvia, mas muito apropriada aqui. Fiqueu lá uma hora sem conseguir ser atendido pelo clínico geral. Um absurdo! E isso que é pago, hein? Imagina se não fosse. Voltei correndo pro trabalho, comi mal no Burger King, e nessa brincadeira perdi 3 horas!
Durante a parte da tarde, no escritório, o chefe chegou esbravejando. Meus sais! Acabei ficando até as 21hs pra resolver um pepino, mais uma vez, de um cliente que não é meu. Pelo menos deu tudo certo e ele saiu num humor melhor. Ainda bem, porque amanhã é reunião com um cliente pela manhã, e outra reunião à tarde. Imagina se ele for arrastando a tromba? Pelo menos ele pareceu estar se conscientizando da realidade do escritório, e a história de protecionismo parece (parece apenas, por enquanto) estar chegando ao fim. Veremos.
Tem mais alguns acontecimentos de hoje que valem a pena ser registrados, mas no meu atual humor não ia conseguir fazer justiça, nem refletir sobre eles, então deixo para a próxima. No desejo de que Murphy não se faça valer e amanhã seja melhor.
Todo esse cenário ao acordar e sair de casa pra ir pra academia, não é muito animador. Fui pra academia, quase morri, e quando estava no Metrô comecei a sentir um pouco de febre, de novo. Ando preocupado com isso, então fui ao pronto-atendimento da Medial na Brigadeiro. Que não é mais pronto-atendimento. Me indicaram um hospital próximo ao metrô Ana Rosa. Mas, como estava quase no meu horário, fui pro escritório e deixei para a hora do almoço. Chego no tal Hospital da Luz, que era a treva! A piada é óbvia, mas muito apropriada aqui. Fiqueu lá uma hora sem conseguir ser atendido pelo clínico geral. Um absurdo! E isso que é pago, hein? Imagina se não fosse. Voltei correndo pro trabalho, comi mal no Burger King, e nessa brincadeira perdi 3 horas!
Durante a parte da tarde, no escritório, o chefe chegou esbravejando. Meus sais! Acabei ficando até as 21hs pra resolver um pepino, mais uma vez, de um cliente que não é meu. Pelo menos deu tudo certo e ele saiu num humor melhor. Ainda bem, porque amanhã é reunião com um cliente pela manhã, e outra reunião à tarde. Imagina se ele for arrastando a tromba? Pelo menos ele pareceu estar se conscientizando da realidade do escritório, e a história de protecionismo parece (parece apenas, por enquanto) estar chegando ao fim. Veremos.
Tem mais alguns acontecimentos de hoje que valem a pena ser registrados, mas no meu atual humor não ia conseguir fazer justiça, nem refletir sobre eles, então deixo para a próxima. No desejo de que Murphy não se faça valer e amanhã seja melhor.
5 de julho de 2010
Euforia
Será que cada um tem dentro de si algo de bipolar? Pergunto porque não experimento os extremos de depressão ou mania, mas, como todos, passo por meus altos e baixos. Normalmente eu me apego, me lembro, analiso mais os baixos, de maneira que eles parecem existir em maior número do que os altos, mas ainda assim, dá pra passar várias vezes pelos dois no mesmo dia. Dureza é persistir, enraizar novos hábitos no meio dessa montanha russa.
Nesta quinta-feira completo quatro meses de academia. Até gosto de ir, normalmente, mas dei uma desanimada. Talvez o problema seja não ter com quem discutir os resultados, não conheço ninguém que faça academia e tenha passado ou esteja passando pelo mesmo processo que eu. Portanto, sou juiz de mim mesmo, e esse é um papel que eu sempre cumpri com perfeição, o do juiz verdugo. Fico deprimido quando vejo que meu peso não muda (bizarro e na contracorrente total, eu sei), ou quando olho no espelho e meu corpo continua lá, igualzinho, imutável. Se "pegar atalhos" ainda adiantasse de alguma coisa e não trouxesse mais problemas do que benefícios, mas não é o caso. Então vamos lá, para as medições, torcer para o instrutor precisar da grana e se dar ao trabalho de aumentar um pouco a minha combalida autoestima.
Somando esse peso na minha consciência, mais os apuros do trabalho, mais os conflitos em casa, mais a ansiedade que me consome em relação a esse feriado... não tá muito fácil, não.
Nesta quinta-feira completo quatro meses de academia. Até gosto de ir, normalmente, mas dei uma desanimada. Talvez o problema seja não ter com quem discutir os resultados, não conheço ninguém que faça academia e tenha passado ou esteja passando pelo mesmo processo que eu. Portanto, sou juiz de mim mesmo, e esse é um papel que eu sempre cumpri com perfeição, o do juiz verdugo. Fico deprimido quando vejo que meu peso não muda (bizarro e na contracorrente total, eu sei), ou quando olho no espelho e meu corpo continua lá, igualzinho, imutável. Se "pegar atalhos" ainda adiantasse de alguma coisa e não trouxesse mais problemas do que benefícios, mas não é o caso. Então vamos lá, para as medições, torcer para o instrutor precisar da grana e se dar ao trabalho de aumentar um pouco a minha combalida autoestima.
Somando esse peso na minha consciência, mais os apuros do trabalho, mais os conflitos em casa, mais a ansiedade que me consome em relação a esse feriado... não tá muito fácil, não.
4 de julho de 2010
Indagações Inevitáveis
Autoconfiança, assim como reputação, é algo arduamente construído ao longo de anos, e que se pode esfacelar em segundos. Embora eu sinta esses ataques e abalos há muito tempo, a cada vez que isso que acontece fica mais fácil reconhecer os sintomas e combatê-los. Não precisar da validação alheia tão constantemente também é um efeito positivo desse desenrolar de acontecimentos.
Caso em questão: hoje, durante um passeio com um amigo na Paulista, para escapar dos vizinhos que voltaram a dar sinal de vida após muito tempo (coisa que desisti de combater em nome da relativa harmonia em casa), alguns fatos inusitados valem registro. Primeiro: um carinha lindo veio no mesmo metrô em que eu estava. Fizemos baldeação para o ramal da Paulista juntos, e eu reparei o quão bonito ele era, fiquei mesmo bolado com o perfil do cara. Quando vamos descer, na mesma porta, olho para o reflexo no vidro e levo um susto. Duas cicatrizes, com aparência recente, nos pulsos do rapaz. E no sentido longitudinal, acompanhando o braço, coisa de quem entendia o que estava fazendo, sabe? Impossível não imaginar o que levaria um cara, lindo como ele era, a fazer uma coisa dessas.
O outro exemplo, que foi mais próximo. Passo na estação Consolação na hora de vir embora, para carregar o bilhete único. E na fila, o choque: eu, que sou péssimo fisionomista, reconheço um geógrafo com quem conversei algumas vezes pelo MSN há uns dois anos e cuja paquera não acabou bem. Aliás, não acabou bem mesmo, um bate-boca virtual que sepultou todas as minhas ilusões de que da Internet possa sair alguma relação romântica de contos de fada. Mas até, aí, nem me abalaria. Duro foi ver o mesmo cara na saída do estacionamento, quando meu amigo estava me dando carona até o Anhangabaú, e depois, ao descer do carro no centro da cidade, o MESMO cara estar passando pela causada. Segundo pensamento inevitável do dia: por que esse tipo de coisa acontece comigo?
Tenho esperança de um dia ainda encontrar as respotas pra essas perguntas.
Caso em questão: hoje, durante um passeio com um amigo na Paulista, para escapar dos vizinhos que voltaram a dar sinal de vida após muito tempo (coisa que desisti de combater em nome da relativa harmonia em casa), alguns fatos inusitados valem registro. Primeiro: um carinha lindo veio no mesmo metrô em que eu estava. Fizemos baldeação para o ramal da Paulista juntos, e eu reparei o quão bonito ele era, fiquei mesmo bolado com o perfil do cara. Quando vamos descer, na mesma porta, olho para o reflexo no vidro e levo um susto. Duas cicatrizes, com aparência recente, nos pulsos do rapaz. E no sentido longitudinal, acompanhando o braço, coisa de quem entendia o que estava fazendo, sabe? Impossível não imaginar o que levaria um cara, lindo como ele era, a fazer uma coisa dessas.
O outro exemplo, que foi mais próximo. Passo na estação Consolação na hora de vir embora, para carregar o bilhete único. E na fila, o choque: eu, que sou péssimo fisionomista, reconheço um geógrafo com quem conversei algumas vezes pelo MSN há uns dois anos e cuja paquera não acabou bem. Aliás, não acabou bem mesmo, um bate-boca virtual que sepultou todas as minhas ilusões de que da Internet possa sair alguma relação romântica de contos de fada. Mas até, aí, nem me abalaria. Duro foi ver o mesmo cara na saída do estacionamento, quando meu amigo estava me dando carona até o Anhangabaú, e depois, ao descer do carro no centro da cidade, o MESMO cara estar passando pela causada. Segundo pensamento inevitável do dia: por que esse tipo de coisa acontece comigo?
Tenho esperança de um dia ainda encontrar as respotas pra essas perguntas.
3 de julho de 2010
Encontros e Despedidas e Reencontros
Nesta sexta-feira, apesar de um resfriado que tinha me afetado no começo da semana, acordei bem animado, com um sentimento (mais comum hoje em dia do há muito tempo acontecia, admito) de que as coisas dão certo no final. E esse sentimento vem, creio eu, de estar conseguindo assimilar que as coisas não precisam acontecer exatamente como o planejado para serem boas, prazerosas, resultarem em boas lembranças.
Apesar de ter sugerido uma balada que duraria a noite toda, não sei se meu organismo resistiria, e também é preciso levar em conta que as outras pessoas também têm suas rotinas e compromissos durante a semana que também podem ser cansativos. Tenho uma tendência a esquecer disso. Mas, o fato de não estar mais disposto a encarar essa balada não quer dizer que eu precise me privar da companhia dos amigos, ainda mais que um deles está de partida para uma viagem de um mês. Acabamos saindo apenas a um happy hour básico, coisa de pouco mais de duas horas, mas que foi extremamente divertido, rimos como há muito não acontecia, e ficou aquela vontade de repetir, de que essa viagem passe logo para ter mais histórias pra contar.
Às vezes eu encano que estou insistindo demais pra sair, pra fazer alguma coisa, e me incomoda um pouco quando eu percebo a ausência de entusiasmo das outras pessoas que eu convido. Quer dizer, me incomoda bastante. Mas tenho que aceitar que 1) as pessoas não precisam aceitar o que eu proponho, mesmo que em meu egocentrimo pense que sei o melhor para todos, e 2) eu gosto de propor lugares, gosto de me preocupar em fazer algo que agrade a turma, gosto de reunir as pessoas ao meu redor. Não que eu tenha um grande círculo de amigos, ou frequente inúmeras turmas, essa é outra questão. Mas conquistei uma certa confiança de que os amigos verdadeiros, presentes, eventualmente vão concordar com as minhas sugestões, e vão curtir e se divertir. E se isso acontece, ótimo. Mas, se por acaso um não quiser ou puder, por algum motivo, isso não quer dizer necessariamente que deixou de gostar de mim, que mudou alguma coisa no relacionamento.
Outra faceta dessa questão de autoconfiança é a vontade que me dá às vezes de sair sozinho pra um barzinho ou balada ou sauna, quando ninguém mais quer, e que eu não realizo muitas vezes, justamente por medo de ir sozinho, ou receio, ou timidez, os termos se sobrepõem. É um trabalho de construção de autoimagem constante. Mas estou aprendendo a apreciar as etapas do processo, até agora devo reconhecer que tem dado certo.
Apesar de ter sugerido uma balada que duraria a noite toda, não sei se meu organismo resistiria, e também é preciso levar em conta que as outras pessoas também têm suas rotinas e compromissos durante a semana que também podem ser cansativos. Tenho uma tendência a esquecer disso. Mas, o fato de não estar mais disposto a encarar essa balada não quer dizer que eu precise me privar da companhia dos amigos, ainda mais que um deles está de partida para uma viagem de um mês. Acabamos saindo apenas a um happy hour básico, coisa de pouco mais de duas horas, mas que foi extremamente divertido, rimos como há muito não acontecia, e ficou aquela vontade de repetir, de que essa viagem passe logo para ter mais histórias pra contar.
Às vezes eu encano que estou insistindo demais pra sair, pra fazer alguma coisa, e me incomoda um pouco quando eu percebo a ausência de entusiasmo das outras pessoas que eu convido. Quer dizer, me incomoda bastante. Mas tenho que aceitar que 1) as pessoas não precisam aceitar o que eu proponho, mesmo que em meu egocentrimo pense que sei o melhor para todos, e 2) eu gosto de propor lugares, gosto de me preocupar em fazer algo que agrade a turma, gosto de reunir as pessoas ao meu redor. Não que eu tenha um grande círculo de amigos, ou frequente inúmeras turmas, essa é outra questão. Mas conquistei uma certa confiança de que os amigos verdadeiros, presentes, eventualmente vão concordar com as minhas sugestões, e vão curtir e se divertir. E se isso acontece, ótimo. Mas, se por acaso um não quiser ou puder, por algum motivo, isso não quer dizer necessariamente que deixou de gostar de mim, que mudou alguma coisa no relacionamento.
Outra faceta dessa questão de autoconfiança é a vontade que me dá às vezes de sair sozinho pra um barzinho ou balada ou sauna, quando ninguém mais quer, e que eu não realizo muitas vezes, justamente por medo de ir sozinho, ou receio, ou timidez, os termos se sobrepõem. É um trabalho de construção de autoimagem constante. Mas estou aprendendo a apreciar as etapas do processo, até agora devo reconhecer que tem dado certo.
2 de julho de 2010
Autocrítica
Tive sempre um problema com o termo crítica. Sempre vi como algo pejorativo, sempre tentei me mudar, me adaptar, absorver os golpes quando era criança e adolescente, que não admitia, depois de passadas essas fases, que eu tinha feito algo que pudesse ser melhorado. Era algo mais ou menos assim: se tem que ser melhorado, quer dizer que não estava bom. Logo, cometi um erro. E erros me deixavam vulnerável, porque ser errado era ser reconhecido, estar em evidência. Não faz muito sentido assim, em um parágrafo, mas a lógica sempre foi afiada como uma faca sobre meu pescoço.
Tenho trabalhado muito esse conceito de não-perfeição, de o bom às vezes já estar ótimo. Não significa mediocridade, longe disso, apenas uma recusa em se deixar obcecar com o resultado final que nunca se atinge - quer dizer, se atinge, mas aí nada mais tem importância - e deixar de ver os resultados que já apareceram. Pode parecer papo de livro de autoajuda, e outro horror que eu sempre tive foi de cair nos clichês, mas acho que o importante é observar suas reações aos estímulos, às situações que se apresentam. Aprender a me afastar, me desligar emocionalmente do fato, e pensar com mais objetividade no que eu quero realmente para mim em relação a um determinado fato ou pessoa. Claro que eu tenho medo de que isso se torne frieza, uma frieza que sempre mostra as suas presas nos meus momentos de revolta, mas penso que é mais o caso da tão execrada maturidade chegando. Com naturalidade.
Tenho trabalhado muito esse conceito de não-perfeição, de o bom às vezes já estar ótimo. Não significa mediocridade, longe disso, apenas uma recusa em se deixar obcecar com o resultado final que nunca se atinge - quer dizer, se atinge, mas aí nada mais tem importância - e deixar de ver os resultados que já apareceram. Pode parecer papo de livro de autoajuda, e outro horror que eu sempre tive foi de cair nos clichês, mas acho que o importante é observar suas reações aos estímulos, às situações que se apresentam. Aprender a me afastar, me desligar emocionalmente do fato, e pensar com mais objetividade no que eu quero realmente para mim em relação a um determinado fato ou pessoa. Claro que eu tenho medo de que isso se torne frieza, uma frieza que sempre mostra as suas presas nos meus momentos de revolta, mas penso que é mais o caso da tão execrada maturidade chegando. Com naturalidade.
1 de julho de 2010
De volta ao princípio
Eis-me aqui, após uns seis meses de abandono, voltando a escrever no blog. Não senti muita vontade de postar durante esse breve interlúdio, acho que por já ter esgotado a proposta inicial. Em uma época de vacas bem magras, eu precisava de um lembrete de que os pequenos acontecimentos do cotidiano também tinham seu valor. Agora, sinto que é o momento de reinventar conceitos, e posso muito bem começar por aqui. A vida anda tão corrida, e ao mesmo tempo ando com o olhar tão internalizado, que é difícil consolidar as ideias todas que passam pela minha cabeça. Então a solução será chutá-las para cá. Quem sabe eu não tenho uma luz ao transmiti-las para a tela, e possa aplicar essas descobertas no "mundo real"?
Ah, sim, o fato de a minha terapeuta estar de férias em agosto teve enorme influência nessa decisão de voltar a escrever, sim. Quis deixar isso registrado.
Ah, sim, o fato de a minha terapeuta estar de férias em agosto teve enorme influência nessa decisão de voltar a escrever, sim. Quis deixar isso registrado.
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