23 de fevereiro de 2011

Seguindo a correnteza

Então o grande evento do mês veio e passou, como é da natureza de todas as coisas. Foi melhor do que eu pensei, embora quase tudo que ocorre na prática é melhor do que eu pensei, pelo menos no longo prazo - ou pelo menos eu acabo percebendo isso mais cedo ou mais tarde. Minha participação na tal da workshop foi reduzida ao mínimo, bem como eu gosto. Nunca fui bom em eventos, nem quando as luzes da ribalta estão voltadas para mim, acho que eu daria um péssimo ator.

Pelo menos consigo disfarçar e fingir interesse no que meus chefes falam, e passar para os clientes uma imagem de "confiável" ou "educado". É impressionante como todos caem nessa. Não estou dizendo que eu não seja confiável e educado, mas nem sempre me sinto assim - algumas vezes é bem o oposto disso, mas consigo permanecer com o semblante impassível. Afinal, para quê ficar latindo na árvore errada? Eu só espero que essa ilusão permaneça por mais alguns dias, e que minhas férias estejam garantidas. Amanhã eu farei as entrevistas para preencher a vaga que está faltando no escritório, mas agora que meu chefe anda prometendo mundos e fundos com projetos mirabolantes, vai ser um esforço extra fazer "cara de conteúdo" quando o que mais quero é estar longe daquele escritório.

Só não sei com que fim eu quero tanto essas férias, visto que
1. não quero voltar a gastar tanto quanto antes de apertar o cinto em fevereiro.
2. a perspectiva de ficar em casa durante todas as férias (curtas) e exposto a esses vizinhos infernais todos os dias, o dia todo, é o contrário de relaxamento e tranquilidade. Aliás, é o exato oposto.
e 3. estou com aquela sensação de que não quero que as coisas andem muito sem mim, sabe? Essa fase de transição de patamar que não ata nem desata tem acabado comigo.

Bom, é isso. A gente fica ansioso por algum acontecimento, algum marco, e quando ele passa, sobra o anticlímax. História da minha vida.

20 de fevereiro de 2011

Como?

Será muito cedo para fazer um balanço de 2011? Talvez seja, mas é importante para mim registrar o que tem acontecido nessas primeira semanas, nem que seja para revisitar tudo depois e ver o quão equivocado ou melodramático eu fui. Me parece que o mundo está um pouco... fora de prumo, de alguma forma. Como se tudo tivesse perdido um pouco do brilho, e nada do que eu faço me traz prazer ou alegria, não da forma como antes. Os dias passam, se repetem, o trabalho se avoluma, as pessoas se afastam, e eu simplesmente não sei o que fazer com isso tudo.

Queimo os neurônios tentando encontrar uma saída desse estado mental de suspensão, mas não consigo chegar a uma conclusão. Sair mais com os amigos? Sair menos? Sair com gente diferente? Me isolar em casa? Tentar não ligar tanto para os vizinhos que me perturbam? Acho que aí posso estar chegando a algum lugar. Acho tão estranho que, embora incomodem muito menos do que faziam quando eu mudei para esta casa, ainda assim só de ouvir a voz deles (o que não é nada difícil) me suba uma raiva escaldante? Gostaria mesmo de ligar menos para essas pessoas, conseguir enfiar na cabeça de que não é só aqui que há esses problemas com vizinhos, que não é só na minha casa que eles incomodam, e etc, etc, etc... Só que é muito fácil na teoria, como tantas outras questões.

Tenho colocado minhas fichas nas próximas férias, em março agora, não só pra relaxar como também para colocar minhas finanças em ordem, mas como fazer? Como? Como?

16 de fevereiro de 2011

4 coisas

4 coisas na minha mochila:
- meu óculos de sol
- minha coisas da natação natação
- um cabo USB pro celular
- desorante (sem cheiro da Dove :-))

4 coisas na minha mesa de trabalho:
- um conjunto de canetas Stabilo
- uma chave Phillips
- um Manual de Redação de O Estado de S. Paulo
- uma caixa de Amanditas

4 coisas favoritas no meu quarto:
- minha estante de livros
- a caminha da minha cachorra Penélope
- a MINHA cama
- minha luminária

4 coisas que estou curtindo no momento:
- meu projeto de não gastar com supérfluos até março
- reler o livro Uma Coisa de Nada, do Mark Haddon
- Glee! que voltou à boa forma após nesta segunda metade de temporada
- uma melancoliazinha que insiste em me rodear

4 músicas que não consigo tirar da cabeça:
- Somebody to Love
- Firework
- Take Me or Leave Me
- Sing
(todas de Glee, porque vício pouco é bobagem)

E obrigado à Camila por ter me indicado pro meme, achei bem legal a ideia. ;-)

15 de fevereiro de 2011

Destrinchando o frango

Sempre me espanto com a abrangência mesquinhez alheia. É impressionante a quantidade de gente com tempo livre para se preocupar com aquele único pontinho branco em meio a um milhão de pontinhos pretos. Queria mesmo descobrir a fórmula mágica para não me deixar abalar com esses espíritos atrasados, mas ainda não cheguei nesse estágio. Então é ir engolindo os sapos e digerindo as mágoas, que acabam passando, e tentar tirar algo de bom do dia. Pelo menos tive a terapia para botar algo para fora, isso é sempre bom. E, pelo que vi no começo desta semana no trabalho, não é só comigo o problema, acontece com todo mundo. OK, pode não ser muito reconfortante, mas ajuda a relativizar as coisas. E também é sempre a mesma problemática pessoa, então você sabe que é uma mal-amada. É a única explicação possível, preconceito ou não. Mas amanhã destrincharei esse frango.

Outra coisa que percebi é que este é o post de número 350 do blog. Normalmente eu tentaria fazer disso algum marco, como tenho mania de fazer com números redondos, por algum motivo ou outro. Mas melhor não, venho tentando romper com padrões de comportamento, e pode muito bem ser esse de achar que cada virada de mês ou número decimal que me aparece na vida pode ser revestido de significado. Afinal, o significado deve fazer o dia e não o contrário... ou não?

12 de fevereiro de 2011

O lado negro da força

Eita semaninha difícil. Eu sabia que fevereiro ia ser meio complicado por conta do último desafio autoimposto do último post, mas mesmo assim, tem sido espinhoso. Mas consegui passar a semana economizando, apenas pagando as contas que já tinham sido feitas, principalmente a terapia e o transporte do mês. Quase dei uma derrapada na quinta-feira, mas o destino, o universo ou tudo isso junto deram uma forcinha pra eu me manter na linha.

É que a semana também foi tensa no trabalho, com um monte de pendengas chatas, e os ainda mais chatos de plantão se manifestando com toda a força. Fiquei com receio de ter dado dois ou três passos em falso, mas é difícil controlar cada frasezinha que eu digo, calcular cada movimento é exaustivo. Gostaria muito de ser uma pessoa que não se envolve, que consegue se manter à parte, discreta e não emitir opinião. Mas durante muita parte da minha adolescência (pra não dizer toda ela) me fiz de invisível, agora é que eu não quero apenas passar despercebido. Quero fazer diferença e gosto de deixar claro quando algo me desagrada. Enfim, todo esse desvio foi pra dizer que me falaram algumas coisas que eu não gostei no trabalho, e eu respondi fazendo o que faço melhor, que é causar a discórdia.

O que eu posso fazer? Colocando a modéstia de lado, e aproveitando que isso aqui é um blog estritamente pessoal, posso afirmar que sempre fui bom em liderar e transmitir meu estado de espírito pra um ambiente no qual eu convivo. Então, sei que sou capaz de colocar as pessoas pra trabalhar em equipe, pra elogiar, pra falar o que elas querem ouvir. Mas também sou ótimo para eleger uma vítima social e praticar o ostracismo. Aprendi essa lição bem cedo, que a pior coisa que se pode fazer para alguém é o isolamento, a indiferença. Não é meu traço mais positivo, nem de longe, mas ele está aqui. Eu posso lutar contra ele, e é o que geralmente faço, mas tem horas em que todo mundo precisa de um drama, e é daí que eu tiro o meu.

Sei que esse texto ficou meio ambíguo e nebuloso pra quem não acompanha minha vida, mas são pouquíssimas as pessoas que devem passar por aqui hoje em dia, e talvez eu trabalhe nele pra deixar as coisas mais às claras. Vamos ver o que acontecerá nos próximos dias. Não gosto de me sentir assim, e geralmente uma semana é o máximo pra permanecer nesse humor sombrio. Espero que a segunda-feira coopere com essa previsão.

5 de fevereiro de 2011

Projeto Fevereiro

Me propus um projeto /desafio agora em fevereiro: colocar meus gastos em ordem. Uma coisa radical: levar marmita o maior número de dias possível, e resistir o quanto puder a passar o cartão de crédito. Pode parecer banal, mas o fato é que ao longo do tempo fiquei dependente demais dessa recompensa imediata que comprar alguma coisa traz. Como se fosse a solução para uma resposta invertida no trabalho ou a esnobada de um cara bonito na rua ou na academia. Uma que isso não estava tendo a mesma eficácia do que antes, e outra que estou farto de ter um treco cada vez que tenho de fazer malabarismos com as faturas dos cartões.

Não é possível eu ficar me perguntando todo mês como é que eu sou o que melhor ganha na minha família, e não consiga guardar nada. Então, por isso o desafio. Apertar o cinto, pisar no freio, e reavaliar minha relação com o dinheiro e os meus gastos. Não foi muito fácil nesses primeiros dias do mês, e pensar que ainda faltam 4 semanas até o próximo pagamento chega a desanimar, mas nada de esmorecer.

Acho que a situação no trabalho, com tantos eventos pra acontecer este mês, vai ajudar um pouco a focar nisso, ou pelo menos é o que espero. Daí posso até cogitar uma viagenzinha nas férias. Sonhar não custa nada - ainda!

4 de fevereiro de 2011

Nesse meio tempo...

Ideias e acontecimentos para posts foram vários durante o mês de janeiro, mas, por algum motivo que eu não consigo definir, foi difícil vir para cá escrever. Hoje mesmo, estou começando por não conseguir escrever e vendo no que dá a partir daí.

O trabalho tem sido bastante atribulado, consumido todas as minhas energias. Às vezes tenho a sensação de que estou sempre esperando que no próximo mês as coisas fiquem mais tranquilas... e elas nunca ficam! Pelo menos as perspectivas são boas: mudança para um escritório melhor, entrada de novos clientes, contratação de uma espécie de assistente. Mencionou-se até aumento de salário, mas nem vou contar muito com isso pra não miar. Tive alguns entreveros com o filho do sócio, mas isso são ossos do ofício. Conflitos e rusgas acontecem de tempos em tempos, o diferencial desta vez foi que consegui impor minha opinião, apresar da crítica. Claro, isso fez com que eu saísse 17h30 do escritório pra espairecer no Ibirapuera, o que foi bom, já que deu pra curtir um fim de tarde lindo, ler bastante, ver gente bonita... Quero ser se repito a façanha esta semana, de repente.

Depois disso, já nesta semana, eu fiz algumas entrevistas, e entreguei para o meu chefe o meu "plano de ataque", como eu acho que as coisas devem ser divididas este ano. Ele não pareceu gostar muito, mas ele nunca gosta de ideias que não surjam dele, apenas quando ele acha que pensou naquilo primeiro. Infelizmente, o cara que eu tinha escolhido para entrar aqui já tinha arrumado outro emprego, então vou ter de esperar um pouco pra me livrar desses empecilhos. Pelo menos consegui marcar minhas férias para logo depois do Carnaval...

25 de janeiro de 2011

A volta dos que não foram

Esses dias eu abro meu email no trabalho, e tinha uma mensagem de uma menina da faculdade. Essa colega, mais velha do que a turma, foi amiga minha desde o primeiro dia de aula, mas no último ano o comportamento irracional dela para algumas coisas se voltou contra mim (tudo motivado por um maldito disquete! sim, na época ainda se usava disquetes). Apesar de minha vontade de sumir de sempre, me apeguei a esse contato e ao TCC que fazíamos porque eu também tinha investido muito nesse trabalho. Até que chegou a apresentação para a banca, tiramos a nota máxima, e eu cumpri minha palavra de que não queria ter mais nada a ver com esse livro-reportagem que tínhamos preparado ou com essa pessoa.

Até que alguns meses atrás, outro membro do nosso grupo tinha mandado uma mensagem via Facebook, dizendo que estava pensando, junto com essa colega, em registrar o livro. Perguntava se eu tinha interesse em participar, mas eu mantive minha opinião e disse que não haveria problemas nenhum em ceder meus direitos (se é que se pode dizer que eu os tinha) sobre o livro, de forma oficial se fosse preciso. A coisa ficou por isso, até esse e-mail de dias atrás.

O que me espantou na mensagem foi que ela demonstrava claramente que a pessoa não mudou em nada seu comportamento, muito provavelmente porque ela não considere que precisa mudar alguma coisa. Inclusive mencionou a mim como testemunha de seus direitos e primazias por ter escolhido o tema e o nome do livro, em uma conversa, um dia, há mais de sete (isso mesmo, sete!) anos. Aí foi que me bateu: isso é ser apegado ao passado.

Sempre me atormentei com minhas memórias, fugi delas, considero mais nocivo do que benéfico me lembrar das coisas, de tantas coisas, como eu me lembro. Conversando com uma amiga, porém, alguém que eu conheço há quase 15 anos (por irônico que pareça), vi o quanto evoluí nesse tempo, ano a ano. Um processo difícil e até por vezes doloroso, mas quando volto esse olhar para trás, extremamente gratificante.

E essa história toda me serviu para evidenciar uma qualidade, que eu nem considerava assim: essa percepção e aceitação de que não sou perfeito, de que preciso mudar e melhorar, e sempre vou precisar mudar e melhorar - e posso! E quero! E vou! Não dá pra ficar parado, vendo a banda passar.

24 de janeiro de 2011

Mais uma volta no círculo

Mais um aniversário, rumo aos 30. Se no ano passado o tema foi reunião, este ano foi aprendizado. Talvez eu tenha viajado demais nessas de autoajuda, autoconhecimento e outros autos, vendo lições onde não haja, mas têm sido dias intensos no sentido de várias coisas que ficaram obscuras por tanto tempo virem à luz.

Chegou a hora mesmo de assumir a responsabilidade pelo que eu quero ou não fazer, pelo que eu tenho vontade de fazer com a minha vida. Não quero dizer com isso que estou fazendo esforço para ser insensível ou indiferente, mas simplesmente aceitei que não vou agradar a todos o tempo todo.

Então é isso. Reconheço meus defeitos, vou buscar melhorá-los. Tenho visto melhor minhas qualidades, vou usá-las mais. Tenho ambições materiais, sim, profissionais também. Mas é tempo de criar algo que perdure, sim. Com os últimos acontecimentos, tenho voltado a pensar mais no amor, em encontrar alguém. Não apenas luxúria, quero dizer, esse lado em mim nunca foi muito desenvolvido. Sinto falta de companheirismo ultimamente, não é engraçado? Ok, não é tão engraçado, eu uso essa palavra para uma infinidade de significados, embora eu acho que me fiz entender...

13 de janeiro de 2011

Oh, my! McFly!

Enquanto eu não recupero minha vontade de fazer posts pessoais, vamos enchendo linguiça. Há alguns meses os meninos da banda britânica McFly causaram sensação ao posar para a revista gay Attitude. Mesmo porque, se eles andam malhando desse jeito, com esses corpaços, porque não mostrar, não é mesmo?





E agora, convidaram o integrante mais gostoso, o baterista Harry Judd, para um novo ensaio. Eles conhecem bem o eleitorado, não tem como negar...

11 de janeiro de 2011

Fica Proibido

Vou reproduzir aqui um texto do Pablo Neruda que acabei de re-ler em um livro. Já tinham me mandado antes, mas é sempre bom, para mim, recordar alguns trechos e colocá-los em prática

Fica Proibido

Fica proibido chorar sem aprender,
levantar-te um dia sem saber o que fazer,
ter medo das tuas lembranças.

Fica proibido não sorrir para os problemas,
não lutar pelo que queres,
abandonar tudo por medo,
não transformar teus sonhos em realidade.

Fica proibido não demonstrar teu amor,
fazer com que alguém arque com suas dívidas e seu mau humor.

Fica proibido deixar teus amigos,
não tentar compreender o que viveram juntos,
telefonar-lhes só quando precisa deles.

Fica proibido não seres tu mesmo diante das pessoas,
fingir diante das pessoas que não te importam,
fazer-te de interessante para que se lembrem de ti,
esquecer todos que te querem bem.

Fica proibido não fazer as coisas por ti mesmo,
não acreditar em Deus e fazer o teu destino,
ter medo da vida e de seus compromissos,
não viver cada dia como se fosse o último.

Fica proibido sentir falta de alguém sem alegrar-te,
esquecer seus olhos, seu riso,
tudo porque seus caminhos deixaram de se cruzar,
esquecer seu pasado e satisfazê-lo com seu presente.

Fica proibido não tentar compreender as pessoas,
pensar que suas vidas valem mais que a tua,
não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

Fica proibido não criar a tua história,
deixar de agradecer a Deus por tua vida,
não ter um momento para as pessoas que precisam de ti,
não compreender que o que a vida te dá
ela também te tira.

Fica proibido não buscar tua felicidade,
não viver tua vida com uma atitude positiva,
não pensar que podemos ser melhores,
não sentir que sem ti este mundo não seria igual.

6 de janeiro de 2011

Vestiário masculino

Dias de por em prática o que venho lendo e discutindo na terapia. De botar a confiança conquistada a duras penas no trabalho pra funcionar mesmo, e tentar levá-las para outras áreas. Mas aos poucos eu consigo, tem mostrado resultados. 

Mudaram os professores de natação da academia (de novo). Apesar da minha mãe ter comentado que a velharada da hidroginástica já está resmungando que eles são ruins (com menos de uma semana no trabalho!), eu até que gostei da dupla, o cara me deu altos toques na aula de hoje, e a menina também foi superatenciosa na de ontem. O pitoresco da academia fica por conta de um detalhe que eu nunca percebi, mas que esses dias tava reparando: nunca fiquei inibido de tirar a roupa no vestiário, tomar banho, me vestir... E isso não é por falta de reparar nos outros corpos expostos, com certeza! Mas tem gente que fica inibida, dá pra perceber. Se enrola todo na toalha, coloca uma cueca à velocidade da luz... Eu acho até que um dos pontos positivos da experiência da academia, o fato de tantos corpos, de idades, tipos e tamanhos diferentes, conviverem no mesmo espaço. 

Se tem uma coisa que eu coloco mais do que depressa é o óculos, porque com 4 graus de miopia eu não enxergo é um palmo diante do nariz, ninguém merece. A única coisa que eu fico encanado, mas tenho tentado combater, é achar que as pessoas estão com receio de conviver, ou de ficar no vestiário enquanto eu estou lá. Apesar da saber, conscientemente, que não tem nada a ver, é um reflexo que sempre bate e eu tenho de espantar. Passos pequenos, passos pequenos...

4 de janeiro de 2011

Primeiros passos

Os dois primeiros dias de 2011 transcorreram mais ou menos de acordo com o script. No domingo, cuidar da casa e curtir as últimas horas das merecidas (e curtas, tão curtas!) férias coletivas. Na segunda, depois de ter de me arrastar para fora da cama logo cedo, saí para encarar o mundo aqui fora. Acabei não indo na natação, devido o mau tempo típico de janeiro em São Paulo, mas fica a promessa de ir nesta quarta.

No trabalho, as coisas começaram a andar nos eixos, com a tão aguardada saída do cliente problemático. Será mais uma semana para programar e planejar o ano do que qualquer coisa, mas mesmo assim meu chefe propôs algumas coisas novas, que devem fornecer as mudanças e melhorias na minha situação para o ano.

No começo da tarde tive uma boa conversa com um amigo via MSN, sobre o distanciamento entre nós que venho notando nas últimas semanas. Não chegamos a uma conclusão de fato, nem era esse o propósito da discussão, mas acho que o grande passo dado com essa conversa foi realmente admitir que algumas pessoas fazem diferença em nossa vida - e, mais importante, fazem falta! Pelo menos sem a melancolia de fim de ano para afetar o temperamento (meu temperamento, em grande parte, eu sei), deve ficar mais fácil para acertar os ponteiros. Marcamos um lanche nesta terça, vamos ver como rola o clima até lá.

31 de dezembro de 2010

Página virada

Hora de fechar 2010, que, se não foi perfeito, pelo menos trouxe minha capacidade de reconhecer, valorizar e agradecer as coisas boas que me acontecem e que conquistei. E, para 2011, nada de promessas, expectativas, apenas muita vontade de vencer, de prosperar, de crescer, e ver as pessoas de quem eu gosto junto comigo nessa caminhada. Uma nova atitude para a nova década.

29 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte 3

E, para terminar essa retrospectiva editada, abordo a área em que considero que os maiores avanços ocorreram esse ano, e quem diria que seria tão perto de casa.... aliás, que seria a própria casa! Neste ano, após um final de 2009 conturbado, quando decidimos permanecer aqui na Zona Leste de São Paulo e parar com a ilusão de vender a casa, arregaçamos (minha mãe, minha irmã e eu) as mangas e tratamos de tornar nosso lar mais agradável - e passamos a contar mais uns com os outros no processo.

Investimos as economias para reformar o exterior da casa, que estava precisando de cuidados desde que viemos para cá em 2007. Fizemos um telhado estilo colonial, colocamos portões novos, e até a vizinha que também estava reformando colaborou pintando o paredão que dá para o nosso corredor com uma tinta especial antimofo e antimanchas - terminamos agora este ano com uma literal tela branca.

O relacionamento entre os moradores também melhorou. Acho que todos nós entendemos que somos indivíduos que convivem por opção, e não por obrigação, e isso mudou tudo na dinâmica da família. Como eu disse na última vez em que encontrei alguns amigos, eu me considero um privilegiado por ter uma família unida e parceira, como é o caso, e espero que continuemos assim por muitos anos que virão.

O crescimento veio também na fachada corporal da gente. Foi um ano para cuidar do corpo e da mente. Avancei na terapia, como eu disse, mas também consultei uma nutricionista para uma reeducação alimentar, fiz alguns meses de musculação, e termino o ano com a retomada de um antigo projeto: voltar a nadar foi algo extremamente libertador para mim. Pude ver que eu gosto mesmo de atividade física, foi só uma questão de acertar o ritmo e a disponibilidade que eu quero para isso na minha rotina, mas é algo que definitivamente levarei comigo para 2011.

27 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte2

Não posso dizer que o ano trouxe exatamente os resultados que eu esperava no aspecto afetivo (por mais que eu me negue a confessar que esse desejo sempre está ali no fundo) - leia-se: arrumar um namorado. Descontando isso, foi um período para eu me cuidar mais, me conhecer melhor, saber o que eu espero dessa vida e por que eu faço muitas das coisas que eu faço. A terapia foi uma boa ajuda nisso, embora eu ainda fique com a sensação de fracasso que me persegue. Aliás, essa sensação é mais forte nessa área, mas está presente nas outras também. Estou lendo um livro que fala sobre isso, mas é assunto para um outro post.

Este ano não me senti atraído, nem apaixonado por ninguém. Tive uma queda por um cara lindo que era caixa de supermercado, mas que logo no começo do ano tinha sido transferido, então era uma vez. No meio do ano, vítima de um acesso ou coisa parecida, decidi desenterrar uma paixonite do ano passado, para ver se esse negócio de dar uma segunda chance e arriscar e "o não eu já tenho" funciona. Nem preciso comentar o resultado, não é? Ficou provado para onde leva o caminho feito pelas boas intenções...

Com os amigos as coisas estiveram tranquilas na maior parte do tempo, só nos últimos meses do ano senti uma esfriada nas relações, uma falta de empatia e de comunicação que me fizeram acender o alerta laranja. Esta tem sido uma fase de reavaliação, não das amizades em si, coisa que eu prezo bastante, mas o fato como eu lido com as amizades mesmo, meu papel na conjuntura das coisas, minha atitude em relação à vida. Como diz a música da Alanis, "embora eu saiba quem eu não sou, ainda não sei quem sou".

25 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte1

E então chegou e passou o Natal, agora é a última semana do ano, de recesso no trabalho, descanso, planejamento e refletir sobre tudo o que passou e o que dá para melhorar... e depois começar tudo de novo. Mas não posso mesmo dizer que 2010 foi ruim, embora tenha tido muita coisa inesperada. Aliás, lidar com o inesperado de maneira menos ansiosa e preocupada já foi um diferencial. Nem sempre bem sucedido, é verdade, mas ainda assim, válido. Como eu tinha dado um tempo no blog no primeiro semestre, vai ser um pouco difícil relembrar esse período, mas dá pra puxar pela memória os principais pontos. Simbora!

O ano no trabalho se iniciou com a saída de um dos assessores do escritório, momento em que eu assumi uma conta que ele atendia há 5 anos. Também entrou uma estagiária no lugar dele, e tive a gratificante experiência de transmitir um pouco do que aprendi desde que me formei e como eu acho que as coisas devem ser feitas. Essa tônica continuou até o meio do ano, com uma certa ênfase do meu chefe em querer que eu assumisse uma coordenação sem uma declaração oficial da parte dele. Com a saída de outra assessora em setembro isso ficou mais evidente. A equipe se expandiu, e depois se contraiu: tive de passar pela saia justa de mandar um estagiário embora. Não que não fosse justo, afinal ele marcou muita bobeira, mas ainda assim foi difícil passar por essa conversa. Ainda mais que eu sempre procurei evitar conflitos.

Agora nos últimos três meses, a velocidade dos acontecimentos foi estonteante. Saída de clientes e a chegada de outros foi o que mais marcou. Muitos momentos de vitórias também, em que eu soube aproveitar a oportunidade do momento. Claro que nem tudo é perfeito, tenho essa mania de acreditar na propaganda dos outros, que só mostram os bons acontecimentos e escondem os ruins do trabalho. Momentos de desatenção e desânimo, sobretudo. Mas acho que é contornável, se eu souber ser menos crítico e confiar que os resultados que eu já apresentei, a reputação que eu construí nestes três últimos anos não é nada para se desprezar.

Paralelo a isso, o plano material também esteve bem satisfatório, apesar de minhas contas ameaçarem sair do controle algumas vezes no ano. No geral, mantive uma estabilidade, mas os projetos grandiosos para 2011 me levam a pensar melhor em minhas finanças, para poder realizar alguns sonhos de longa data, que fatalmente exigirão um capital maior e um controle maior dos impulsos também. Se os últimos dias foram alguma indicação, será algo perfeitamente possível, visto que o impulso por gastar esteve no nível mais baixo de que consigo me lembrar, apesar de livre de amarras. Será finalmente a maturidade e a cautela batendo à porta? Serão benvindas, é claro, mas prefiro ver para crer....

19 de dezembro de 2010

Inércia

Andei enrolando para escrever aqui, ensaiando algumas coisas, mas os surtos de melancolia dos últimos meses deixaram pouco espaço para outros sentimentos, sem muito sentido registrar essas coisas. Tenho lido muito a respeito dessa sensação de fracasso e questões de auto-imagem, mas, como tudo nesta vida, fica lindo na teoria, o desafio é botar em prática esses conceitos.

Tenho questionado bastante a minha maneira de me relacionar com as pessoas, amigos próximos e colegas e conhecidos em geral. Olhando para trás, percebo que afastei ou me afastei da maioria das pessoas com quem convivi. Apesar de saber que é normal manter o contato apenas com alguns dos personagens com quem compartilho do dia a dia, mas a sensação de vazio na minha agenda é gritante nos últimos tempos. O mais grave é que as oportunidades para sair até surgem, mas não tenho coragem para sair do comum, ou fazer o primeiro gesto e convidar. A insegurança de que não vou agradar, de que não vai dar certo é mais forte. É o velho medo de arriscar que me acompanha desde criança.

Mesmo em compromissos pessoais, entrevistas para emprego, etc., tem um momento antes em que minha vontade é jogar tudo pro alto e sair correndo para a segurança de casa. Como se meu mecanismo de Lutar ou Fugir estivesse sempre travado no fugir. Padrões que construímos e buscamos pelo resto da vida quebrar, imagino. Pelo menos o Ano Novo está aí, época das resoluções e promessas de renovação e melhoria. Foram tantas expectativas para 2010, e muitas delas se realizaram, sim, porém estou tentando manter para 2011 o mínimo de expectativas possível. Claro que isso arrisca descambar no desânimo geral, e estou consciente disso. Se tem uma palavra para descrever meu estado de ânimo atualmente é: cansado. Cansado de esperar as pessoas mudarem, cansado de esperar as coisas melhorarem, cansado de esperar e o momento nunca chegar. Nessas horas me vem à cabeça a indefectível música do Caetano: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", mas de onde tirar energia para isso? Sinceramente, nem sei mais...

11 de dezembro de 2010

A mão do Destino

A sexta-feira foi atípica, não só pelo fato de tudo ter dado tão certo quanto possível, mas também pelo fato de eu ter conseguido, pela primeira vez em muito tempo, manter as expectativas no nível do real. O último evento do ano foi uma coletiva com clientes, e tínhamos marcado de vários jornalistas irem. Pelo que o meu chefe n.2 falou, tivemos um recorde, então o resultado foi que na hora do almoço todos estavam muuuuito relaxados, tomando o vinho disponível a rodo. Eu também me empolguei e tomei três taças, mais para pontuar um final de ano que está chegando do que qualquer coisa.

Em paralelo a isso, o palestrante desse evento foi justamente o ex-patrão do meu pai, que era dono da casa onde morávamos na zona Oeste, e que tinha pedido a casa de volta pouco antes do meu pai morrer em 2006. Quando eu soube que ele estaria lá, há uns 20 dias, é claro que mil cenas se passaram em minha cabeça. Eu chegando para me apresentar e dizer algumas verdades... Ou fazer a linha phyna e tratar com desprezo. Mas consegui me controlar e não manter as fantasias à solta, como disse acima, e no final das contas eu estava correndo tanto, fazendo o meu trabalho com os jornalistas e os executivos presentes, que perdi o começo da apresentação do homem. No final, quando ele se levantou e precisou de ajuda para se locomover e ir embora eu só pude lamentar, lamentar muito o rumo dos acontecimentos, mas sem rancor e sem raiva. Apenas uma mágoa, mas também percebo que ela é bem menor do que antes. Me deu um sentimento de superação, de liberdade, sei lá. Dessas sensações que são praticamente impossíveis de se descrever.

Ao final do dia, depois de trabalhar um pouco no escritório e planejar as coisas para esta semana, quando eu lembrei que tinha acordado às 5h da manhã e estava fazendo um sol invejável às 17h30 da tarde, juntei minhas coisas e fui embora do escritório. Ainda mandei um SMS para o Fábio para ver se ele queria fazer alguma coisa, mas como ele já tinha marcado compromisso, acabei improvisando. Botei o fone de ouvido, comprei uma Coca-Cola gelada, e fui pro Ibirapuera dar uma volta e ler. Acabou sendo muito legal, o parque estava ótimo, e muito bem frequentado. Ainda não foi dessa vez que tive coragem de ficar lá pra ver o movimento à noite, se é que vocês me entendemmm... Mas ainda experimento.

Quando estava voltando pra casa me ligaram avisando que tinha pane (de novo) no Metrô. Em seguida uma colega me ligou do trabalho, avisando que eles estavam saindo de um cliente que fica na Paulista, bem por onde eu estava passando! Feliz coincidência, fizemos um rápido happy-hour até quase 21h, e eu ainda passei na Fnac pra comprar umas revistas pro fim de semana.

Um final bem agradável para uma semana beeeem agradável. Espero que isso se repita ainda por um bom tempo.