31 de dezembro de 2010

Página virada

Hora de fechar 2010, que, se não foi perfeito, pelo menos trouxe minha capacidade de reconhecer, valorizar e agradecer as coisas boas que me acontecem e que conquistei. E, para 2011, nada de promessas, expectativas, apenas muita vontade de vencer, de prosperar, de crescer, e ver as pessoas de quem eu gosto junto comigo nessa caminhada. Uma nova atitude para a nova década.

29 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte 3

E, para terminar essa retrospectiva editada, abordo a área em que considero que os maiores avanços ocorreram esse ano, e quem diria que seria tão perto de casa.... aliás, que seria a própria casa! Neste ano, após um final de 2009 conturbado, quando decidimos permanecer aqui na Zona Leste de São Paulo e parar com a ilusão de vender a casa, arregaçamos (minha mãe, minha irmã e eu) as mangas e tratamos de tornar nosso lar mais agradável - e passamos a contar mais uns com os outros no processo.

Investimos as economias para reformar o exterior da casa, que estava precisando de cuidados desde que viemos para cá em 2007. Fizemos um telhado estilo colonial, colocamos portões novos, e até a vizinha que também estava reformando colaborou pintando o paredão que dá para o nosso corredor com uma tinta especial antimofo e antimanchas - terminamos agora este ano com uma literal tela branca.

O relacionamento entre os moradores também melhorou. Acho que todos nós entendemos que somos indivíduos que convivem por opção, e não por obrigação, e isso mudou tudo na dinâmica da família. Como eu disse na última vez em que encontrei alguns amigos, eu me considero um privilegiado por ter uma família unida e parceira, como é o caso, e espero que continuemos assim por muitos anos que virão.

O crescimento veio também na fachada corporal da gente. Foi um ano para cuidar do corpo e da mente. Avancei na terapia, como eu disse, mas também consultei uma nutricionista para uma reeducação alimentar, fiz alguns meses de musculação, e termino o ano com a retomada de um antigo projeto: voltar a nadar foi algo extremamente libertador para mim. Pude ver que eu gosto mesmo de atividade física, foi só uma questão de acertar o ritmo e a disponibilidade que eu quero para isso na minha rotina, mas é algo que definitivamente levarei comigo para 2011.

27 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte2

Não posso dizer que o ano trouxe exatamente os resultados que eu esperava no aspecto afetivo (por mais que eu me negue a confessar que esse desejo sempre está ali no fundo) - leia-se: arrumar um namorado. Descontando isso, foi um período para eu me cuidar mais, me conhecer melhor, saber o que eu espero dessa vida e por que eu faço muitas das coisas que eu faço. A terapia foi uma boa ajuda nisso, embora eu ainda fique com a sensação de fracasso que me persegue. Aliás, essa sensação é mais forte nessa área, mas está presente nas outras também. Estou lendo um livro que fala sobre isso, mas é assunto para um outro post.

Este ano não me senti atraído, nem apaixonado por ninguém. Tive uma queda por um cara lindo que era caixa de supermercado, mas que logo no começo do ano tinha sido transferido, então era uma vez. No meio do ano, vítima de um acesso ou coisa parecida, decidi desenterrar uma paixonite do ano passado, para ver se esse negócio de dar uma segunda chance e arriscar e "o não eu já tenho" funciona. Nem preciso comentar o resultado, não é? Ficou provado para onde leva o caminho feito pelas boas intenções...

Com os amigos as coisas estiveram tranquilas na maior parte do tempo, só nos últimos meses do ano senti uma esfriada nas relações, uma falta de empatia e de comunicação que me fizeram acender o alerta laranja. Esta tem sido uma fase de reavaliação, não das amizades em si, coisa que eu prezo bastante, mas o fato como eu lido com as amizades mesmo, meu papel na conjuntura das coisas, minha atitude em relação à vida. Como diz a música da Alanis, "embora eu saiba quem eu não sou, ainda não sei quem sou".

25 de dezembro de 2010

Um rápido olhar pelo retrovisor - parte1

E então chegou e passou o Natal, agora é a última semana do ano, de recesso no trabalho, descanso, planejamento e refletir sobre tudo o que passou e o que dá para melhorar... e depois começar tudo de novo. Mas não posso mesmo dizer que 2010 foi ruim, embora tenha tido muita coisa inesperada. Aliás, lidar com o inesperado de maneira menos ansiosa e preocupada já foi um diferencial. Nem sempre bem sucedido, é verdade, mas ainda assim, válido. Como eu tinha dado um tempo no blog no primeiro semestre, vai ser um pouco difícil relembrar esse período, mas dá pra puxar pela memória os principais pontos. Simbora!

O ano no trabalho se iniciou com a saída de um dos assessores do escritório, momento em que eu assumi uma conta que ele atendia há 5 anos. Também entrou uma estagiária no lugar dele, e tive a gratificante experiência de transmitir um pouco do que aprendi desde que me formei e como eu acho que as coisas devem ser feitas. Essa tônica continuou até o meio do ano, com uma certa ênfase do meu chefe em querer que eu assumisse uma coordenação sem uma declaração oficial da parte dele. Com a saída de outra assessora em setembro isso ficou mais evidente. A equipe se expandiu, e depois se contraiu: tive de passar pela saia justa de mandar um estagiário embora. Não que não fosse justo, afinal ele marcou muita bobeira, mas ainda assim foi difícil passar por essa conversa. Ainda mais que eu sempre procurei evitar conflitos.

Agora nos últimos três meses, a velocidade dos acontecimentos foi estonteante. Saída de clientes e a chegada de outros foi o que mais marcou. Muitos momentos de vitórias também, em que eu soube aproveitar a oportunidade do momento. Claro que nem tudo é perfeito, tenho essa mania de acreditar na propaganda dos outros, que só mostram os bons acontecimentos e escondem os ruins do trabalho. Momentos de desatenção e desânimo, sobretudo. Mas acho que é contornável, se eu souber ser menos crítico e confiar que os resultados que eu já apresentei, a reputação que eu construí nestes três últimos anos não é nada para se desprezar.

Paralelo a isso, o plano material também esteve bem satisfatório, apesar de minhas contas ameaçarem sair do controle algumas vezes no ano. No geral, mantive uma estabilidade, mas os projetos grandiosos para 2011 me levam a pensar melhor em minhas finanças, para poder realizar alguns sonhos de longa data, que fatalmente exigirão um capital maior e um controle maior dos impulsos também. Se os últimos dias foram alguma indicação, será algo perfeitamente possível, visto que o impulso por gastar esteve no nível mais baixo de que consigo me lembrar, apesar de livre de amarras. Será finalmente a maturidade e a cautela batendo à porta? Serão benvindas, é claro, mas prefiro ver para crer....

19 de dezembro de 2010

Inércia

Andei enrolando para escrever aqui, ensaiando algumas coisas, mas os surtos de melancolia dos últimos meses deixaram pouco espaço para outros sentimentos, sem muito sentido registrar essas coisas. Tenho lido muito a respeito dessa sensação de fracasso e questões de auto-imagem, mas, como tudo nesta vida, fica lindo na teoria, o desafio é botar em prática esses conceitos.

Tenho questionado bastante a minha maneira de me relacionar com as pessoas, amigos próximos e colegas e conhecidos em geral. Olhando para trás, percebo que afastei ou me afastei da maioria das pessoas com quem convivi. Apesar de saber que é normal manter o contato apenas com alguns dos personagens com quem compartilho do dia a dia, mas a sensação de vazio na minha agenda é gritante nos últimos tempos. O mais grave é que as oportunidades para sair até surgem, mas não tenho coragem para sair do comum, ou fazer o primeiro gesto e convidar. A insegurança de que não vou agradar, de que não vai dar certo é mais forte. É o velho medo de arriscar que me acompanha desde criança.

Mesmo em compromissos pessoais, entrevistas para emprego, etc., tem um momento antes em que minha vontade é jogar tudo pro alto e sair correndo para a segurança de casa. Como se meu mecanismo de Lutar ou Fugir estivesse sempre travado no fugir. Padrões que construímos e buscamos pelo resto da vida quebrar, imagino. Pelo menos o Ano Novo está aí, época das resoluções e promessas de renovação e melhoria. Foram tantas expectativas para 2010, e muitas delas se realizaram, sim, porém estou tentando manter para 2011 o mínimo de expectativas possível. Claro que isso arrisca descambar no desânimo geral, e estou consciente disso. Se tem uma palavra para descrever meu estado de ânimo atualmente é: cansado. Cansado de esperar as pessoas mudarem, cansado de esperar as coisas melhorarem, cansado de esperar e o momento nunca chegar. Nessas horas me vem à cabeça a indefectível música do Caetano: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", mas de onde tirar energia para isso? Sinceramente, nem sei mais...

11 de dezembro de 2010

A mão do Destino

A sexta-feira foi atípica, não só pelo fato de tudo ter dado tão certo quanto possível, mas também pelo fato de eu ter conseguido, pela primeira vez em muito tempo, manter as expectativas no nível do real. O último evento do ano foi uma coletiva com clientes, e tínhamos marcado de vários jornalistas irem. Pelo que o meu chefe n.2 falou, tivemos um recorde, então o resultado foi que na hora do almoço todos estavam muuuuito relaxados, tomando o vinho disponível a rodo. Eu também me empolguei e tomei três taças, mais para pontuar um final de ano que está chegando do que qualquer coisa.

Em paralelo a isso, o palestrante desse evento foi justamente o ex-patrão do meu pai, que era dono da casa onde morávamos na zona Oeste, e que tinha pedido a casa de volta pouco antes do meu pai morrer em 2006. Quando eu soube que ele estaria lá, há uns 20 dias, é claro que mil cenas se passaram em minha cabeça. Eu chegando para me apresentar e dizer algumas verdades... Ou fazer a linha phyna e tratar com desprezo. Mas consegui me controlar e não manter as fantasias à solta, como disse acima, e no final das contas eu estava correndo tanto, fazendo o meu trabalho com os jornalistas e os executivos presentes, que perdi o começo da apresentação do homem. No final, quando ele se levantou e precisou de ajuda para se locomover e ir embora eu só pude lamentar, lamentar muito o rumo dos acontecimentos, mas sem rancor e sem raiva. Apenas uma mágoa, mas também percebo que ela é bem menor do que antes. Me deu um sentimento de superação, de liberdade, sei lá. Dessas sensações que são praticamente impossíveis de se descrever.

Ao final do dia, depois de trabalhar um pouco no escritório e planejar as coisas para esta semana, quando eu lembrei que tinha acordado às 5h da manhã e estava fazendo um sol invejável às 17h30 da tarde, juntei minhas coisas e fui embora do escritório. Ainda mandei um SMS para o Fábio para ver se ele queria fazer alguma coisa, mas como ele já tinha marcado compromisso, acabei improvisando. Botei o fone de ouvido, comprei uma Coca-Cola gelada, e fui pro Ibirapuera dar uma volta e ler. Acabou sendo muito legal, o parque estava ótimo, e muito bem frequentado. Ainda não foi dessa vez que tive coragem de ficar lá pra ver o movimento à noite, se é que vocês me entendemmm... Mas ainda experimento.

Quando estava voltando pra casa me ligaram avisando que tinha pane (de novo) no Metrô. Em seguida uma colega me ligou do trabalho, avisando que eles estavam saindo de um cliente que fica na Paulista, bem por onde eu estava passando! Feliz coincidência, fizemos um rápido happy-hour até quase 21h, e eu ainda passei na Fnac pra comprar umas revistas pro fim de semana.

Um final bem agradável para uma semana beeeem agradável. Espero que isso se repita ainda por um bom tempo.

8 de dezembro de 2010

Digno de Hércules

Hoje foi um dia extremamente interessante no trabalho. Comecei quase entrando pelo cano, pois tínhamos marcado uma coletiva para um cliente complicado e no caminho para o escritório me ligam 3 das 4 pessoas que tinham confirmado pra desmarcar. E eu não tinha o contato do último pra confirmar. Depois de alguns minutos (mais de hora, na verdade) de pânico, eu cheguei no local, chamei minha colega de lado, e, numa demonstração de presença de espírito que espantou a mim mesmo, decidi transformar o que era uma coletiva em entrevista/evento exclusivo. Foi a salvação da lavoura, todos ficaram satisfeitos, enfim, deu pra evitar que o caldo entornasse. No fim acabou servindo para eu renovar a convicção de que sou bom no que faço, que os degraus que eu galguei nesse serviço são de fato experiências e mudanças de atitudes pelas quais eu passei que fizeram diferença.

Se alguém poderia ter feito diferente, talvez melhor? Possivelmente. Mas sei que realizei tudo o que estava dentro das minhas possibilidades, e me dediquei ainda além. Só não vê isso quem não quer. E tem sido cada vez mais fácil eu me lembrar disso.

7 de dezembro de 2010

Pânico metropolitano

Daí que só eu achei que ia dar tempo pra respirar esta semana, não é? Com a maioria dos clientes finalizando seus trabalhos para o ano, a única coisa que consegui até agora foi complicar a minha cota de sono. Isso porque, pra resolver meu problema de conexão com a Internet, precisei formatar a máquina. Acabei tendo o benefício indireto de reencontrar os documentos e músicas que achei ter perdido quando comprei o note no ano passado, mas e agora pra colocar tudo em algo que lembra uma ordem? Vai levar alguns dias...

Pra contribuir com o fator cansaço, nada melhor do que duas voltas para casa enfrentando problemas no Metrô. Sei que o pessoal tem reclamações válidas sobre o governo federal, e concordo com a maior parte delas, mas fico puto porque me parece que ninguém vê o que está acontecendo com o transporte nesta cidade. E alô, trens e metrô são responsabilidade do governo estadual, que está nas mãos do mesmo partido há 16 anos! Só a tão prometida Linha 4 está em construção desde 2005, quando eu ainda nem sonhava em sair do Butantã...! Enfim, acabei voltando de trem pra casa, apesar de amargar 2 horas e meia de viagem. Faz parte, acho. Mas que esgota a paciência de qualquer cristão, isso esgota.

E vamos retomar nossa programação normal, que acabaram as férias do meu chefe, e ele chegou hoje com a corda toda!

5 de dezembro de 2010

A forma das coisas por vir

Idos de dezembro já, e eu me pego fazendo uma limpeza não só em casa e no trabalho, como estendendo essa vibe renovadora para o guarda-roupas, para os documentos do note, para as atitudes até. É um desafio que eu percebi ter me proposto nas últimas semanas, e decidi aceitá-lo. Não, não é nada fácil, combater os vícios de comportamentos e os padrões - que estão aí há muitos e muitos anos, mas já falei várias vezes que a virtude da esperança sempre está lá no fundo, pronta para reavivar meu interesse com as coisas. Acho que todo mundo é um pouco mais ou menos assim, mas tem medo de se arriscar. Eu também, morro de medo, mas ainda assim acho que vale a pena.

Sinto que tenho andado em falta com este espaço, usando apenas para digitar coisas sem muito sentido e desabafar, e isso acaba sendo muito útil, mas perde a função original que eu tinha para o blog, de registrar de fato o que acontece na minha vida e poder revisitar. Fiquei tão noiado depois do facebookgate que evitei falar de coisas mais pessoais ou fazer registros mais concretos do dia a dia, mas procedendo com cautela, dá pra retomar esse tipo de texto. E nada melhor do que a segunda-feira para embarcar de novo nessa, esse dia que não é todo mundo que curte, mas para mim são sempre mini-Anos Novos, aquele dia em que se começa uma dieta nova, hábitos novos, novas experiências. Quem viver, verá!

20 de novembro de 2010

Quando 120% não é o bastante

O restante da semana foi impossível, por conta de um cliente surtado. Sabe quando você tenta ao máximo, dá 120%, mas nem assim consegue fazer as coisas melhorarem? Pois é, foi esse o caso. É duro lidar com essa sensação de fracasso, e até estou lendo um livro a respeito, mas o que pega mesmo para mim, admito, é o horror de que outras pessoas também olhem para mim e vejam que falhei. Por que esse horror, eu não sei dizer. É como uma carapaça que criei para me proteger do mundo lá fora, essa noção de que eu preciso ser sempre bem-sucedido e competente. E qualquer rachadura nessa armadura criada é um problema sério. Claro que isso já aconteceu em empregos anteriores, e até mesmo na faculdade e no colégio. Mas como eu andei nesse processo de entendimento e autoconhecimento nos últimos meses, as velhas respostas já não bastam mais. Ainda não encontrei as novas, daí essa fonte de angústia.

(Embora teria sido tão mais fácil poder jogar a culpa toda no fdp desse cliente e prosseguir com a minha vidinha. Como as pessoas conseguem?)

15 de novembro de 2010

Estrada de mil léguas...

O restante do feriado foi dedicado à família. Uma ocasião até então inusitada, visto que sempre tenho a mania (como muitas pessoas, aliás) de tomar a família e a vida doméstica como garantida. O que é um erro,  afinal todas as nossas áreas de vida são ligadas, não dá pra compartimentalizar as coisas, como se elas não tivessem ligação. Aproveitamos para adiantar as compras de fim de ano, já que os planos para 2011 incluem investimentos em coisas grandes, como um carro, por exemplo. Embora isso ainda requeira bastante ponderação, e antes disso ainda tenho que resolver minhas pendências com o Detran. Resquícios da dura lição que tive de aprender alguns anos atrás de que dinheiro e amizade não se misturam.

Felizmente, tudo em dia, acho. Uma certa melancolia sempre perdura no meu caso, sem dúvida, mas é muito boa a sensação de estar... er, no controle, por falta de expressão melhor. De que deu pra cobrir as bases mais frágeis da minha vida e agora é permanecer no rumo e trilhar os próximos degraus na minha vida.

13 de novembro de 2010

Novos embalos de sábado

Final de sábado e pra variar, estou bastante contente. Cheguei agora de uma bela noitada com a Camila (sim, minhas noites ideais hoje em dia terminam por volta das 22hs, deal!) e foram muitas risadas e colocamos todas as fofocas em dia. Muito bom poder proporcionar algumas experiências novas a uma amiga tão querida também. O dia não foi de ser jogar fora também: diversão em família é algo tão raro aqui, ainda, que vale a pena registrar. OK, muito disso é induzido pela novidade do Wii, mas se no final acabar sendo uma ferramenta de aproximação, por que não?

A sexta-feira também foi boa, apesar dos estresses normais do trabalho. Só sei que tive uma reunião que acabou quase às 17hs, e daria tempo de voltar pro escritório e fazer ainda algumas coisas, mas eu pensei... Com quem propósito? Afinal, meu chefe mesmo já tinha desertado pra passar o feriado na Bahia, e sinceramente, já tive desgaste demais na semana, consegui dar conta de moooita coisa, podia me dar essas horinhas de folga.

Só pra registrar, já que estamos falando em folga, o que dá nas pessoas no metrô, ônibus, ou até mesmo em calçadas, que acham que estão desfilando no quintal ou na sala de casa? Nessa volta para casa de ontem, mesmo, teve uma cidadã que ficou achando ruim COMIGO do empurra-empurra do metrô. Enfim, estresses como esse são o que me fazem pensar em comprar um carro, embora eu sempre precise me lembrar, pela experiência anterior dirigindo, que é só trocar um tipo de problema pelo outro. Pelo menos no transporte coletivo é possível me refugiar num livro/revista/playlist.

9 de novembro de 2010

Jogando e aprendendo a jogar

Dias de muito trabalho, e até que alguma diversão. Após a passagem do evento e das eleições, realmente as coisas entraram nos eixos. A única vez que eu fiquei meio que triste foi quando o menino que eu tive que mandar embora ligou. Deu problema de novo com o depósito do salário dele e foi cair só na segunda-feira, ninguém merece. Sinto-me culpado, como se não tivesse cuidado de instruí-lo direito para ser um assessor, sabe? Uma pena. Mas o nosso chefe foi bastante generoso com ele, e só me resta torcer para que ele tome essa passagem como lição e tenha uma postura melhor no próximo emprego.

Em notas mais alegres: comprei o jogo que eu sonhei para o Wii, o Just Dance 2. Eu tenho gostado muito desse vídeo-game porque realmente é uma coisa que integra mais a família, e é hilário a gente tentar acertar a coreografia de várias músicas. Só pra constar: detonei com Crazy in Love, da Beyoncé! Agora é aguardar o feriado para o primeiro torneio de verdade!!!

7 de novembro de 2010

Reavaliação

Um efeito colateral que percebo conforme avanço nas diversas áreas da vida é a minha irritação com meus defeitos. Não que eu ache que tenha de ser perfeito (tá bom, no fundo eu acho isso mesm), mas é espantoso como tem sido mais fácil identificar minhas assim chamadas falhas. Não que eu pense que TENHO de agir a respeito delas. É mais o caso de aceitar que elas existem, que todos as tem, e de que a única coisa que eu posso fazer é agir melhor da próxima vez. Eu sempre fui aquela pessoa que não só chorava o leite derramado, eu me martirizava por ter derramado o leite ou até mesmo (absurdo dos absurdos!) achava que deveria ter feito algo para evitar que o leite fosse derramado. Toda uma neurose superdesenvolvida.

Enfim, esse post é pra dizer que o fim de semana foi tranquilo, após eu tomar a decisão de não trazer trabalho para casa. Cansei, nunca dá certo, e ainda me deixa pior para enfrentar a semana. Melhor resolver tudo no horário de trabalho mesmo, ainda mais agora que não terei mais eventos para me encherem a paciência. Já tá na hora de planejar o fim de ano, e passar às realizações que me esperam em 2011. Antes disso, apenas desenvolver um pouquinho mais o controle financeiro, que sempre andou precário nos últimos anos. E cultivar a serenidade!

5 de novembro de 2010

Fazendo Água

Semana condensada em três dias após um feriado é assim mesmo: pouco tempo disponível, muita correria e estresse. Eu espero mais descanso neste fim de semana comum do que nos quatro dias de folga do início do mês. Após uma breve ressaca moral por ter tido de fazer o trabalho sujo de mandar o estagiário embora, foi tempo de reorganizar as coisas e tentar botar um pouco de ordem no recinto, inclusive com meu relacionamento com a outra estagiária. Claro que nesse meio tempo mil e uma encanações me passaram pela cabeça, mas ultimamente eu penso que tudo que acontece, acontece para o melhor. Pelo menos essa confusão toda aconteceu antes e com um cliente que não era diretamente minha responsabilidade. Espero que sirva de lição para o próprio cara, para a próxima fase, embora duvide muito disso.

Em assuntos mais alegres, retomei nesta sexta-feira um antigo sonho, e voltei a nadar. Enfrentar os medos e receios todos de voltar para a academia não foi fácil, mas deu pra sair praticamente ileso. Essas questões de autoimagem vão sempre me assombrar, mas isso não é motivo para deixar de fazer algo que eu queria há 15 anos. Agora é que vem a parte difícil: perseverar, não desistir, e colher as pequenas vitórias enquanto entro em forma. Ou pelo menos recupero o fôlego, o que vier antes!

3 de novembro de 2010

Rainha de Copas

Bem dizia John Lennon, na frase que eu citei no Meme de setembro, que a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos outros planos. Eu realmente pensava que meus perrengues acabariam em novembro, mas as coisas só ficaram mais sérias em relação a outubro. Já no primeiro dia útil do mês, tive de demitir um estagiário do escritório, que acabou ficando lá apenas por dois meses. Por mais que eu queira pensar que foi apenas questão de inexperiência, fato é que não deu pra segurar ele depois de, por vacilo, ele ter agido de má fé no evento da semana passada. Não é preciso entrar em detalhes, mas cada vez mais me espanta a falta de bom senso e incapacidade de avaliar as consequências que as pessoas teimam em manter. A ele, essa irresponsabilidade custou um emprego. Espero que sirva de lição para outros empregos, pelo menos, e na vida. Não dá pra levar tudo na brincadeira, há um momento para tudo.No meio disso tudo, tive de mandá-lo embora, o que, apesar de ter sido um momento tenso e bastante desconfortável, fique a experiência no currículo.

1 de novembro de 2010

Nada de novo no front

As eleições vieram, o evento que me assombrava veio, tudo isso passou, o mês virou... E o que muda de fato? No cotidiano, muito pouco. As maiores mudanças acabam sendo no interior mesmo. Passei tanto tempo dos últimos meses tentando fazer parte de turmas maiores, tentando agradar as pessoas, tentando cumprir com meu papel no trabalho... e hoje parece que é o inverso. Simplesmente não importa mais. Acho que tá na hora de fazer o que eu quero, o que me dá prazer. Ainda não descobri exatamente o que é, mas não ando com ânimo e disposição de ficar me submetendo aos outros como fazia até então. Não sei se isso só tem se aplicado às amizades, ou ao trabalho também, mas é uma sensação nova, que eu quero explorar. Em casa, apesar de alguns problemas do cotidiano que continuam aparecendo, parece que tudo está bem. Pelo menos em termos de convivência, o que por si só já é novidade. Espero que continue assim, pelo menos algum porto seguro é preciso, certo?

24 de outubro de 2010

Aonde você vai, é lá que você está

O título deste post é também o título de um livro Jon Kabat-Zinn. Coloquei ele porque ia começar este post comentando "Mais uma semana de correria". Mas aí, parei pra pensar que, nos últimos tempos, toda semana tem sido uma correria. Talvez desde julho, quando voltei de férias. E tenho dado conta, apesar de ansiar sempre por um período mais tranquilo - que não chega nunca, e talvez nunca chegará. Mesmo porque, é meio chato quando tudo está bem, e isso acaba alimentando minha paranoia: será que está bem mesmo?

Enfim, nos últimos dias e semanas, tenho lutado pra enfrentar melhor essas grandes questões como Culpa, Crítica, Autoestima, Sucesso, Fracasso, Desenvolvimento... Na maior parte do tempo sinto como se estivesse nadando na lama, mas é inegável que eu tenho avançado um pouco nessa jornada. Eu acho que a chave está bem próxima da minha compreensão, e enquanto isso, tenho curtido as pequenas coisas que me fazem bem nesta vida.

Após uma breve saída no domingo, o resto da semana foi de trabalho intenso. Cada vez mais estou confortável no meu papel na empresa, apesar de alguns dissabores, mas isso é inevitável no mercado de trabalho, para qualquer um. Uma coisa eu devo reconhecer: meus dissabores são menores dos que o dos outros, e uma outra constatação, que nunca tinha me ocorrido, se mostrou clara. Talvez meus dissabores sejam menores porque eu sou competente no que faço. E fiz por merecer ter esse "privilégio". Não gosto de usar aspas, mas aqui é para mostrar que realmente nunca pensei nisso como um privilégio, apenas sofria por antecipação a próxima pedrada que viria. Tenho medo de baixar a guarda e sofrer com isso, e não é só no profissional.

Só acho que podia ser um pouquinho diferente do mesmo foco no profissional de sempre. Já falei que sou um terno insatisfeito?

16 de outubro de 2010

Workaholic

É sempre difícil a missão de condensar muitos dias em um post sem deixar um texto enorme que nem eu mesmo quero ler depois, mas preciso tentar, não é? Essa primeira quinzena de outubro foi de trabalho ainda mais intenso do que setembro, mas felizmente as coisas estão entrando nos eixos. Ainda assim tive de trazer trabalho pra fazer em casa no feriado, para manter meus prazos nos trilhos. Alguns momentos de insegurança continuam a aparecer, mas tenho aprendido a relevar muitas coisas que antes me deixavam abalado. Críticas, por exemplo. Ainda não consigo aceitar que as pessoas se utilizem dessa desculpa de crítica para dar vazão ao seu veneno, mas tenho visto isso acontecer com várias pessoas, perdi um pouco da eterna mania de perseguição - a ponto de considerar que talvez ela não seja exatamente eterna.

Mesmo com o trabalho extra, deu pra aproveitar bem o feriado. Foi aniversário do Fábio, nos reunimos na casa dele e aproveitei para dar uma lembrancinha de presente. Antes nossa turma se dava presentes, mas isso acabou virando uma regra e, como toda obrigação, perdeu a graça logo. Prefiro hoje em dia só dar uma coisa quando bate mesmo a vontade, e algo que eu sei que a pessoa quer, mas que não compraria normalmente. Enfim. Na segunda saí com a minha mãe e depois fui ao Athenas com os amigos, lugar a que eu não ia desde o Natal passado. A comida e bebida continuam boas, e a frequencia também, muitas caras interessantes. O coração continua em estao de animação suspensa, mas a esperança, aquela velha conhecida, sempre está lá no fundo, pronta pra fazer uma participação especial quando é menos... bem, esperada. Só me dá uma tristeza de me ver prestes a completar 30 anos e ainda estar sozinho... sempre sozinho...

30 de setembro de 2010

Dia 30 - O Fim

Como o previsto para o dia 30 é postar o que se quiser, e eu ainda atrasei os posts nos últimos dias, escolho fundir os dois últimos itens do meme em um só, e vou encerrar com este. Só para dizer que foi uma experiência muito positivo, gostei pra caramba de escolher uma música preferia, um vídeo, um filme preferido, uma receita, e também detalhar um pouquinho mais do que eu penso, do que eu gosto. Também foi uma boa oportunidade de dar um gás aqui no blog, que andava meio mal das pernas, mesmo após uma volta em julho. Não devo manter o mesmo ritmo em outubro, é claro, ainda mais que as mudanças e o trabalho continuam exigindo uma atenção maior do que o normal, mas prometo não sumir. E vamos continuar, que a vida não pára. Com acento sem assento.

29 de setembro de 2010

Dia 29 - Sonhos e planos para os próximos 365 dias

Então vamos lá, fazer uma espécie de preview dos posts com resolução de Ano Novo. Para os próximos 365 eu espero...

Conseguir manter minhas contas em ordem.
Retomar a academia (ou pelo menos voltar a nadar).
Conseguir chegar aos 70 kgs.
Finalmente regularizar minha carterira de motorista.
Fazer uma poupança.
Não entrar mais no cheque especial.
Comprar um carro.
Conseguir conhecer alguém que goste de mim em retorno.
Que minha irmã consiga engravidar.
Que minha mãe mantenha-se firme no tratamento da coluna.
Que minha outra irmã consiga prosperar no trabalho.
Que ela também encontre alguém especial.
Que a Camila consiga a independência financeira.
Que a Cíntia encontre a estabilidade emocional.
Que o Fábio consiga um emprego à altura do que ele merece.
Que o Daniel encontre a paz de espírito.
Fazer novas amizades.
Fazer uma viagem bacana.
Deixar a casa em ordem.
Comprar um iPhone ou um iPad.
Comprar um vídeo-game para jogar com os amigos.
Completar o buraco na minha coleção de HQs.
Ficar mais satisfeito com aquilo que eu já conquistei.
Curtir mais a vida.
Ser feliz.

:-)

28 de setembro de 2010

Dia 28 - O ano, em detalhe

Putz, complicado repassar tudo que aconteceu em um ano, mas vamos lá, dedicação. Vou montando o post ao longo do dia, no final eu vejo o que sai. Em 2010, eu...

Comemorei meu aniversário num karaokê. Reuni meus melhores amigos pela primeira vez num mesmo lugar. Investi na terapia. Frequentei academia, fazendo musculação. Fiz uma reeducação alimentar com nutricionista. Troquei meu celular e comprei um bom aparelho. Organizei minhas contas. Aprendi a conviver melhor com a família. Avancei no trabalho e fui promovido. Ajudei na reforma da casa, terminando a garagem. Comprei roupas lindas. Fui apenas uma vez à sauna. Fiz minha terceira tatuagem. Retomei a amizade com uma pessoa do passado (a Carol). Tentei ficar com um carinha por quem tinha uma queda desde o ano passado, mas ele não me deu bola :_-( Terminei com uma amizade de longa data. Contratei gente nova, fazendo entrevistas.

E por enquanto é isso. Acho que já está de bom tamanho. Afinal, ainda temos três meses no ano, muita coisa ainda vai rolar (espero eu).

27 de setembro de 2010

Dia 27 - O mês, em detalhe

Setembro foi um mês agitado, para dizer o mínimo. Começou com o prenúncio de tempos atribulados, quando no próprio dia 1º a Roberta, uma colega do escritório, anunciou que ia sair da empresa para trabalhar como redatora em um instituto cultural. Isso resultou em uma conversa com meu chefe na qual ele me aconselhou a aceitar o "ônus de mandar", ou seja, superar esse meu problema de querer ser querido por todos a minha volta, e assumir o papel de coordenador no trabalho mesmo. A Roberta ficou aqui até o dia 03, e eu estava já fazendo algumas entrevistas para substituí-la.

Essas entrevistas foram um capítulo à parte. A primeira menina com quem eu falei, para um cargo de jornalista, é sempre bom frisar, disse que não gostava muito de ler! Acabamos contratando um estagiário de P&P, um pouco cru, mas pelo menos demonstra boa vontade. Confesso que achei ele lindo e arrastei um caminhão, mas mantive mais o profissionalismo ainda do que o meu chefe, que ficou de quatro mesmo pelo cara. Afinal, mesmo nome do filho dele, atleta como ele e ainda morou fora do país por um tempo. Enfim, eu até dou uma exagerada na formalidade pra manter as coisas em um nível estritamente de negócios.  Também deu certo de chamarmos a Rebeca, uma ex-colega que trabalhou comigo na Ecco e parece ser muito boa. Foi uma negociação na verdade, e acabamos tirando ela da atual empresa. Espero mesmo que seja pra crescimento - dela, meu e dos clientes que ela atenderá - estamos todos apostando nisso.

Com todas essas coisas acontecendo no profissional, o pessoal e o físico acabaram indo para segundo plano. Deixei a academia de lado em setembro, e perdi o pouco de ânimo que eu tinha. Nem tanto pela falta de resultados, mas é que de uma hora para outra tinha passado a ser uma obrigação a minha ida diária, e a desculpa de ter de trabalhar caiu como uma luva pra eu largar mão de vez. Ainda assim, passei com a minha mãe no shopping durante o feriado para comprar roupas e comprei sunga, touca, óculos, toda a parafernália para retomar um antigo projeto meu: a natação. Tenho boas lembranças da época em que praticava, mesmo 15 anos depois. Vamos ver se em outubro rola.

Logo após o feriado pude fazer minha terceira tatuagem. Um morcego, simbolizando o elemento Ar, e também que nessa vida precisamos fazer as pazes com o lado mais obscuro da nossa personalidade. É até irônico, mas é exatamente o que eu tenho buscado neste ano (como posso falar melhor no post de amanhã). Gostaria muito que houvesse um botão mágico que pudesse acionar para que não ficasse tão vulnerável a uma palavra ríspida, mas as coisas nunca são tão fáceis assim. Pelo menos tenho sido mais capaz de reconhecer essas escorregadas, e superá-las mais rapidamente. Dando graças pelas pequenas bençãos é o meu lema.

Resumindo setembro em uma expressão: montanha-russa!

26 de setembro de 2010

Dia 26 - A semana, em detalhe

Fui previdente e anotei como foi minha semana prevendo este post. Vamos lá:

Segunda começou tensa, meu chefe pegando no meu pé, por conta de um cliente que tem problemas com ele, e não necessariamente comigo. E sempre é por e-mail, isso me deixa muito perturbado. No começo do dia, quando eu peguei o ônibus logo cedo, recebi o troco errado do cobrador, e devolvi. OK, não foi muito, mas me senti bem com a boa ação logo cedo na semana. No final do dia, acabei recebendo um elogio inesperado justamente desse cliente tido como problemático por todos os outros.

Terça foi dia de terapia, mudei por conta do evento que eu teria no dia seguinte. Quando passo na Estação Tatuapé, abarrotada de gente. Depois soube que era por conta da pane, mas achei que era alguém que tinha tentado, ou até conseguido, se matar, como já aconteceu outras vezes. A sessão de terapia foi um pouco difícil esta semana. Muitos questionamentos, muitas lembranças duras de digerir. Pude ajudar uma moça que estava indo a uma entrevista de emprego quando saí da sessão e fui para o trabalho. E também no fim do dia confirmei a ida de uma nova colega para o escritório, alguém que eu acho que vai ajudar bastante a avançar com nossos clientes na agência.

Na quarta ocorreu o evento de um cliente que atendo há quase três anos, e posso dizer que foi bem-sucedido. Foram muitos jornalistas, consegui boas divulgações na semana, deu tudo certo. Apesar disso, continuei assombrado por uma sensação de insegurança, de falta de rumo. Segundo um amigo muito querido, isso é esperado quando a gente sai da zona de conforto, e até ficar confortável no novo papel. Mesmo assim, tem sido muito difícil em alguns dias aguentar essa barra. Não sei se essa dificuldade tem diminuído com o passar do tempo, mas espero que seja mais evidente em Outubro.

(Um parêntese: na quarta e na quinta vi no cruzamento das Avenidas Santo Amaro e Juscelino Kubitschek uma turma de estagiários da CET, fazendo contagem de veículos. Essa é a coleta de dados que a companhia faz para monitorar o trânsito da cidade, um trabalho que eu fazia, e tinha a Camila como colega, há mais de 10 anos, quando estava no colegial técnico. Aí eu tive uma visão mesmo de quanto tempo se passou, do quão longe eu já cheguei, e o quanto eu ainda posso conquistar e evoluir).

A quinta-feira foi um dia importante para me ajudar a suportar essas dúvidas, a enfrentar essas dificuldades. Apesar de ter ouvido o pior pedido de desculpas por conta de uma funcionária sem noção de um dos clientes (de novo me vi às voltas com um "Me desculpa se você se ofendeu com o termo que eu usei". Longa história. Fora isso, meu chefe usou novamente de emails pra extravasar as frustrações dele. Na hora eu nem liguei (muito), mas essas coisas ficam passando pela minha cabeça nos dias seguintes. Não sei porque essa susceptibilidade toda. Vou guardar pra falar com a terapeuta nesta próxima semana.  Apesar disso, os clientes estavam muito satisfeitos, e tive contatos com ótimos veículos para me dar a segurança de que estou fazendo um bom trabalho.

Sexta-feira foi tranquila e rápida, ainda bem. Tive que acordar cedo pra uma reunião na Vila Olímpia, que foi um pouco polêmica. Apesar disso, consegui sair sem maiores problemas na hora do almoço, e no fim do dia fiz um happy hour com o Fábio no Applebee's lá do Itaim. Foi bom pra poder ouvir dele as boas novidades, dividir os meus causos, e também reforçar essa ideia de que não é só o meu trabalho que tem seus altos e baixo, às vezes sem nem dar tempo de respirar.

O fim de semana foi tranquilo, o sábado eu já contei, e o domingo foi o dia de (quase) nada fazer. Só conversando, lendo, curtindo o  fim de semana chuvoso e me preparando psicologicamente para entrar bem o próximo mês, sempre com esperança de dias melhores.

25 de setembro de 2010

Dia 25 - O dia, em detalhe

Meu dia 25/9 foi tranquilo. Acordei às 8h30, relativamente cedo, e acabei tendo de ir no mercado comprar algumas coisas para o café da manhã (sobretudo o leite), e aproveitei para trazer os ingredientes para a torta de queijo da minha mãe. É uma espécie de pão, na verdade, mas iguaria muito apreciada pelas redondezas, hehehe..

Logo em seguida, procurei atualizar minha playlist com as músicas de Glee, da nova temporada, que estão mais difíceis de se encontrar. Aliás, mal posso esperar pelo da próxima terça, especial da Britney Spears. Acabei tendo uma discussão boba com a minha irmã. Nada muito profundo (acho que a maioria das brigas de irmãos é assim),e que logo passou. Por volta das 13hs aproveitei pra lavar o quintal, já que estamos sem faxineira, que a minha mãe dispensou na semana passada por ela não passar roupa. Como minha mãe tem problemas na coluna, não faz muito sentido ela não fazer nada em casa mas continuar passando roupa.

Depois do almoço, a tal da torta, subi para ler um pouquinho e acabei pegando no sono com a minha cachorrinha (a Penélope) aos meus pés. Acordei cerca de uma hora depois e minha mãe saiu para fazer a mão na casa da minha tia, já que minha prima está terminando o curso de manicure. Eu até pensei em ir junto, mas não tive ânimo. Lá pelas 17hs minha outra irmã e meu cunhado chegaram em casa. Assistimos ao já citado episódio de Glee, e depois fomos buscar minha mãe.

Nesse meio tempo eu estava combinando com o Fábio de ir com a Camila ao apartamento dele, mas ela estava esperando o pai chegar para ver se poderia sair de casa, e também a Andréa, outra amiga nossa introduzida pelo Daniel em nossa pequena cabala, refez um convite que era para a semana passada, de irmos à casa dela para beber alguma coisa. Como ela mora perto da mãe do Fábio, acabamos optando por isso.

Atrasei um pouco e chegamos no apartamento da Andréa pouco antes das 21hs. Foi apenas um encontro tranquilo, regado a algumas piñas coladas. Me apaixonei pelas duas gatinhas da Andréa, mas confesso que não conseguiria manter dois gatos aqui em casa. Talvez quando estiver morando sozinho... se um dia chegar a isso. Saímos de lá às 23hs, voltei com o Daniel, e ele me deixou no Metrô Tatuapé. Acabei pegando o ônibus de volta com a filha de uma vizinha aqui da rua, e viemos nesse frio que domingo se instalou de vez. Cheguei em casa por volta de 0h30, e uma hora depois desligava o PC para dormir. E esse foi o meu sábado: típico, mas muito aproveitado.

24 de setembro de 2010

Dia 24 - Lugar preferido

É meio óbvio esse negócio de colocar a própria casa como lugar preferido, afinal, é onde passamos a maior parte do nosso tempo (escritório não conta como lugar prazeroso, por motivos óbvios). Logo, justamente para fugir da obviedade, vou eleger como meu lugar preferido a minha cidade, São Paulo. Aqui se encontra de tudo e gente de todo tipo. Com apenas uma saída de sábado para encontrar os amigos tem-se uma verdadeira experiência antropológica. Caminhar pela Avenida Paulista é uma delícia, poder ir ao Ibirapuera num dia de sol é um privilégio, passar pelo Centro Velho todo dia no caminho para o trabalho é revigorante. Sei que os cariocas tem uma relação tão forte com o Rio quanto a nossa, mas pra se viver (e sobreviver) em São Paulo é preciso ser de outra têmpera.

23 de setembro de 2010

Dia 23 - Um vídeo do youtube

Empaquei um pouco no meme com este post, não encontrava nada muito interessante pra colocar. Mas aí me lembrei que uma das maiores utilidades do site, para mim, é a possibilidade de encontrar um vídeo daquele programa antigo de TV que você jurava que era o único a se lembrar. Como este abaixo, com a abertura da novela Vamp. Eu tinha 9 anos apenas quando ela foi exibida pela primeira vez, e simplesmente parava qualquer coisa que estivesse fazendo no horário pra assistir. Very good times!

22 de setembro de 2010

Dia 22 - Um site

Quando eu comecei a acompanhar seriados americanos, lá atrás com Dawson's Creek, descobri um site que trazia os recaps dos episódios e ainda mantinha um fórum sobre o mesmo. De lá pra cá eu cresci, e o site se tornou um portal. Agora, ele se chama Television Without Pity, cobre quase todas as séries, mas ainda mantém o humor ácido, que tão bem combina com o meu. Ah, sim, foi um dos responsáveis, junto com o vídeo-game e o RPG, pela evolução do meu inglês por conta própria.

21 de setembro de 2010

Dia 21 - Uma receita

Não sou ninguém na cozinha, quando muito sei fazer o básico: passar um café, arroz, feijão, uma mistura (ainda se chama mistura? acho guarnição meio esquisito). Então, decidi colocar as receitas do meu drinque favorito:

COSMOPOLITAN
4 doses de Vodka Citron (com absolute normal fica bom também)
1.5 dose de Cointreau
1.5 dose de Suco de Limão (dá para espremer na hora)
3.0 doses de Cranberry juice (aquele de caixinha, ótimo)
Adicione todos os ingredientes numa coqueteleira com gelo. Sacode bem e serve nos copos de cocktail (tipo martini) e decore, se quiser, com um fatia de limão.

20 de setembro de 2010

Dia 20 - Um hobby

Me vejo como um colecionador, de certa forma. Além da coleção dos bonecos que postei abaixo, meu outro hobby e meu bem mais precioso, é minha coleção de quadrinhos, que comecei lá atrás, quando aprendi a ler, e não parei mais desde então. Já tenho duas estantes lotadas, e o amor pelos quadrinhos só faz aumentar. Fora isso? Hmm... Não sei, escrever num blog ou manter diários pode ser considerado um hobby?

19 de setembro de 2010

Dia 19 - Um talento

Este tema tem tudo para ser difícil de escrever. Hoje em dia as pessoas estão tão condicionadas a valorizar o negativo que escrever ou enumerar defeitos é algo fácil e rápido. Mas falar sobre qualidades... Fora a necessidade do politicamente correto, a tendência de dispensarmos um elogio logo de cara, com medo de parecermos esnobes e que gostem menos da gente como consequência. Logo, para contrariar esse mal do qual eu também padeço, vou colocar a modéstia de lado, e falar rápido das minhas qualidades. Não sei se todas se encaixam na categoria talento, mas isso faz parte de ir contra a corrente.

1. Escrever: inegável, afinal estou escrevendo num blog, mas o fato é que eu sempre gostei de ler e escrever. Sempre. Quando eu vejo que a média de leitura de um brasileiro é de 3 livros por ano, então, essa diferenciação fica ainda mais flagrante. Lembro que quando eu tinha 10 anos já tinha um caderno para escrever poesias. Apesar de ingressar no colegial técnico para Edificações, decidi mudar de carreira e fiz faculdade de jornalismo, mesmo sabendo que eu não queria exatamente escrever em uma redação de jornal ou ser apresentador de telejornal (aliás, muito pelo contrário). Mas, quando comecei a trabalhar como assessor de imprensa, pude destilar esse talento nato para escrever em sua versão atualizada: escrever bem sobre (quase qualquer assunto). Pense num tópico: estética, turismo, moda, tecnologia, indústria, economia, alimentação, lazer. Posso escrever um texto muito bom sobre cada um deles em um tempo relativamente curto.

2. Desenhar: esse cai também na categoria hobby, que é tema do post de amanhã, mas ainda está na lista de talentos não explorados. Um dos meus sonhos pro futuro é poder fazer um curso de desenho (de arte, não técnico) e verificar se isso é uma veia artística latente ou apenas uma inclinação natural vinda da exposição aos quadrinhos desde que aprendi a ler.

3. Autoconhecimento: isso pode ser tanto uma benção quanto uma maldição. Quem me conhece ou lê este blog há muito tempo sabe da minha tendência de superanalizar cada acontecimento banal da vida, em busca de um significado oculto que me ilumine as ideias. Ainda não tive sorte nessa, mas posso dizer que mantenho um nível de autocrítica acima da média. Estou utilizando isso nas últimas semanas para ser mais tolerante com os outros, em vez de agir da maneira oposta. Tentando empregar isso como um talento. Eu chego lá.

18 de setembro de 2010

Dia 18 - Um poema

Essa é uma música de 1907, de Catulo da Paixão Cearence. Na internet tem um monte de coisa sobre a sua origem, e ela foi regravada em 2001 por Marisa Monte. A letra eu acho de uma força incrível, e aliada à melodia triste, fica postivamente fantasmagórica.


Ontem ao Luar
Ontem, ao luar, nós dois em plena solidão
Tu me perguntastes o que era a dor de uma paixão
Nada Respondi! Calmo assim fiquei!
Mas, fitando o azul, do azul do céu
A lua Azul eu te mostrei
Mostrando-a a ti, dos olhos meus correr sentir
Uma nívea lágrima e, assim, te respondi:
Fiquei a sorrir, por ter o prazer
De ver a lágrima nos olhos a sofrer

A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que só sei sentir
É mister sofrer, para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunta ao luar, travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
Pergunta ao luar, do mar à canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão

Se tu desejas saber o que é o amor
Sentir o teu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor
Sobe o monte à beira mar, ao luar
Ouve a onda sobre a areia a lacrimar
Ouve o silêncio a falar na solidão
De um calado coração, a penar
A derramar, os prantos seus!
Ouve o choro perenal, a dor silente, universal
E a dor maior que é a dor de DEUS

Se tu queres mais saber a fonte dos meus ais,
Põe o ouvido aqui na rósea flor do coração
Ouve a inquietação da merencória pulsação.
Busca saber qual a razão
Por que ele vive, assim, tão triste, a suspirar.
A palpitar em desesperação
A teimar, de amar um insensível coração
Que a ninguém dirá no peito, ingrato em que ele está
Mas que ao sepulcro, fatalmente, o levará. 

16 de setembro de 2010

Dia 16 - Uma música que faça chorar (ou quase)

Vou roubar um pouquinho e a música que eu tinha colocado antes. Essa realmente mexe comigo. A primeira eu já adorava a original da Joni Mitchell, e com o Jonathan Groff, essa coisa de talento transpirando por todos os poros, está simplesmente massacrante. A Case of You:


By the way, as outras eram Angel, da Sarah McLachlan, e Once Upon a Time, do Smashing Pumpkins

15 de setembro de 2010

Dia 15 - Uma foto montagem


Fotomontagem é um tópico complexo para os não-iniciados, categoria em que me incluo. Então, fica a colagem básica que eu fiz no começo do ano passado, com um boneco da linha Cloth Myth (action figures da série Cavaleiros do Zodíaco). Hoje a coleção está completa, mas este é o primeiro que adquiri, um sonho de infância realizado: Camus de Aquário, representando meu signo.

14 de setembro de 2010

Dia 14 - Um livro de não-ficção


Pensei em indicar Múltipla Escolha, da Lia Luft, mas já falei dele em outros posts do blog. Então, vou de Uma Breve História do Mundo, de Geoffrey Blayney. Prato cheio pra quem gosta de história, porque ele encarou o desafio de resumir a história da humanidade, desde as grandes migrações logo após o fim da Era Glacial, até o final do Século XX. É meio estranho pensar que já estamos indo pra segunda década do século XXI, e que o que aconteceu na minha infância já virou História assim, com H maiúsculo. Mas, voltando ao livro, a linguagem é bastante acessível, e ele não foca em fatos grandiosos, mas em como era a sociedade e a vida para o cidadão comum ao longo dos tempos. Super recomendado.

13 de setembro de 2010

Dia 13 - Um livro de ficção

Trilogia Millenium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (vol.1), A Menina Que Brincava com Fogo (vol.2) e A Rainha do Castelo do Ar (vol.3)
 
Não é bem um livro, é uma série, e acho que o que vai ter de gente recomendando essa não vai ser brincadeira. Mas o fato é que a trilogia da revista Millenium é extramente bem escrita. E, apesar de serem três tijolões de mais de 600 páginas cada, não tem um capítulo que seja barriga. É tudo muito bem amarrado, apesar da história intrincada, e abordando temas pesados, como sadismo e a discriminação que é comum tanto em países ditos evoluídos como a Suécia, como aqui em Terra Brasilis. Fora que tem a história do próprio autor Stieg Larsson, que tinha a intenção de fazer uma série com 10 livros, porém teve um infarto fulminante após subir os lances de escada que separavam a entrada de seu prédio do apartamento onde morava, e morreu logo após entregar o terceiro volume.

12 de setembro de 2010

Dia 12 - Um conto

Quebrei minha cabeça para encontrar um conto que fosse significativo para mim, mas não tenho nenhum que se sobressaia nos meus livros atuais. Então, me lembrei de uma passagem de um livro de astrologia sobre o meu signo (sou Aquário com ascendente Aquário), que me pareceu muito bonito, e, espero, qualifica-se nessa categoria:

... Era uma manhã quando Deus se pôs ante seus doze filhos e implantou em cada um a semente da vida humana. Cada filho, um a um, deu um passo adiante para receber o dom que se lhe tinha designado.

"A ti, Aquário, dou-te a visão do futuro, para que o homem possa ver novas possibilidades. Padecerás a dor da solidão porque não te permito personalizar Meu Amor. Mas, para dirigir a mira do homem para novos horizontes, dou-te o dom da liberdade, a fim de que nela possas seguir servindo à humanidade lá onde seja mister."

E Aquário voltou a seu lugar.

11 de setembro de 2010

O mundo gira...

Semana intensa, apesar de mais curta, e quando a vida fica muito corrida, acabamos pegando distância do blog, não tem jeito. Mas eu imaginei que seria assim, após a saída da minha colega. Assumir os clientes dela, cuidar dos meus atuais, e ainda fazer entrevistas para recompor a equipe não foi fácil. Felizmente deu pra manter as coisas nos trilhos. E ainda conseguindo um ou outro reconhecimento dos clientes, pra sinalizar que estou no caminho correto.

Nesse meio tempo acabei deixando academia e dieta de lado, mas alguma coisa tinha de ser posta de lado. Vou esperar até o começo de outubro e ver se troco musculação por natação, pelo menos para relaxar um pouco nas noites depois do trabalho. Também preciso esperar a equipe estar azeitada para voltar ao meu horário normal e poder escolher se afinal faço academia pela manhã ou à noite. Enfim, decisions, decisions...! Outra decisão que tomei foi finalmente fazer minha terceira tatuagem, como queria ter feito desde 2008. Fiz na perna esquerda, e ficou linda, mas agora tem de esperar cicatrizar direitinho antes de mostrar. Claro que acabei saindo de lá com mil e uma ideias para fazer novas tatoos, mas é melhor esperar agora. Mas pretendo chegar aos 30 anos de idade com as 5 tatuagens que sempre sonhei, isso é uma meta!

Em casa as coisas estão tranquilas. Já no coração... bom, taí outra área que de vez em quando dá uma avivada (pelo menos na minha cabeça), e depois esfria novamente. Eu comecei a fazer terapia, em parte, para tentar descobrir porque esse medo de intimidade, ou essa incapacidade de embarcar numa relação efetiva existe, mas estou quase completando um ano e não sinto que tenha evoluído nesse sentido... É algo que tem ocupado minha mente nesses dias...

Dia 11 - Uma foto recente


E essa é a minha foto mais recente, justamente a do meu perfil no blog e outras redes. Não mais tão magro, não mais tão inocente, não mais com a pele do rosto sem marcas... Mas também (espero) mais sábio, mais firme. Mais vivido, sem dúvida, e com a mesma intensidade para tudo que eu faço. E que venha muito mais!

10 de setembro de 2010

Dia 10 - Uma foto de há mais de 10 anos


Bom, essa foi uma das melhores que encontrei, ou uma das que mais gosto, também pode-se dizer. Sou eu, com apenas 14 anos (e há 14 anos atrás, já que estou agora com 28), no meu colegial que muito me marcou. Lembranças não tão boas, lembranças muito boas, mas marcou mesmo assim. E comigo, a pessoa que mais me marcou desde essa época, minha melhor amiga, a Camila. Tanta inocência, essa foto me transmite. Tantas possibilidades. Mas quer saber, não gostaria que tivesse sido de outra maneira. Afinal, é o que me permite hoje lembrar dessa época, e dessa foto, com tanto carinho. (BTW, desculpem a péssima qualidade da imagem, é uma foto da foto. Durante a semana vou scannear e tentar melhorar).

9 de setembro de 2010

Dia 9 - Uma foto que você tirou


Esta foto eu tirei quando eu fui conhecer a Catedral de Brasília. Foi a primeira viagem a trabalho que eu fiz no atual emprego, e dá pra considerar o turning point, quando as coisas começaram a mudar de fato, me levando ao momento atual de crescimento, não só profissional como pessoal mesmo.

6 de setembro de 2010

Dia 6 - Uma experiência inesquecível

Por mais que eu queira relatar A experiência, não dá pra não considerar inesquecível a primeira tatuagem que eu fiz. Eu tinha 21anos, estava no terceiro ano da faculdade, e decidi, do nada, para comemorar minha maioridade, fazer uma tatuagem. E fui no susto, procurei na internet um estúdio que fosse razoavelmente conhecido e ficasse perto do trabalho e fui. Quer dizer, e fui em termos, porque as minhas pernas custaram a me obedecer, eu mal consegui subir até o estúdio para fazer a bendita. No fim foi muito rápido, nem doeu (muito), e agora estou prestes a completar 10 anos com o meu simbólico tubarão no braço, e também farei a terceira em breve. Minha ideia é ter 5 no total. Mas dizem que a vontade de continuar sempre estará presente e eu bem acredito nisso. Ah, sim, o significado. É justamente esse: algumas coisas eu tenho que fazer por mim mesmo, não dá para esperar que alguém aja por mim.

5 de setembro de 2010

Dia 5 - Uma citação


A vida é aquilo que te acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos
-John Lennon
Nem precisa explicar, né? Taí uma lição que exige constante aprimoramento, pelo menos para mim...

4 de setembro de 2010

Dia 4 - Livro favorito

Isso já é mais fácil, apesar de que felizmente eu leio muito, e posso comprar muitos dos livros que tenho vontade, taí um privilégio de que não abro mão. Mas, se é pra pegar um que sempre me dá prazer de reler, é esse ao lado, Rainha da Tempestade. A primeira vez que eu li minha irmã tinha pegado emprestado de uma colega de trabalho, e foi o primeiro livro que caiu nas minhas mãos e unia ficção científica, poderes mentais e planetas distantes, com questões tão humanas quanto os sentimentos, a sexualidade, e as amarras a que estamos submetidos - tanto aquelas impostas pela sociedade quanto por nós mesmos. Claro que na época eu não tinha nem metade disso claro em mente, mesmo assim, ler esse livro (e reler, e reler...) é sempre um prazer.

Já o outro que quero falar aqui é O Mistério dos Sete Relógios, o primeiro da Agatha Christie que eu comprei quando tinha começado a trabalhar. Lembro que comprei em uma banca de jornal, e simplesmente devorei, não consegui largar mais. Tive de comprar quase toda a coleção. Infelizmente, eu descobri uns dez anos depois que livros em papel jornal são péssimos para a saúde, e tive de vender minha coleção. Ajudou muito aqui em casa na época das vacas magras, e desde então mantenho as histórias (todas originais, embora ela revisite alguns temas) da Rainha do Crime muito bem guardadas na memória. O livro é muito mais moderno do que pode parecer, e a riqueza dos personagens, misturando o humor irônico de Mrs. Christie com seu excelente poder de descrição, torna esse livro um clássico indispensável para qualquer fã de literatura policial que se preze.

3 de setembro de 2010

Novos rumos

Daí que nesta quinta fui o dia das reuniões, eu mal parei na minha mesa. Felizmente, todas foram bem-sucedidas, apesar de os dias tensos e atribulados cobrarem seu preço: a volta da acne. Não tão forte quanto da última vez, mas é estranho perceber o efeito tangível das preocupações que passam pela nossa mente. Só gostaria de poder ter ou as espinhas, ou os cabelos brancos (que têm surgido em quantidade alarmante este ano). Mas os dois? Complicado.

Enfim, a minha colega acabou saindo, foi para paragens mais verdejantes, de acordo com o que ela deseja pra carreira. Fico feliz por ela conseguir realizar esse objetivo, e sei que agora é a minha vez de deixar o escritório com a nossa cara, de criar a equipe (ou pelo menos treiná-la) de acordo com o que eu acho que deve ser feito. Os clientes gostam de mim, gostam do meu trabalho, e isso sempre é um ponto positivo. Agora é tomar cuidado para não pisar no calo de ninguém e ir comendo pelas beiradas. Até onde eu posso chegar, não sei, mas vamos seguir caminhando, o importante é não me acomodar num patamar só.

Mas agora é feriado, tá fazendo um sol danado por esses dias, e oportunidade de parar, recarregar as baterias pra depois pegar o touro pelos chifres. Olé!

Dia 3 - Programa de TV favorito

Como hoje em dia eu não vejo tanta TV, e o único programa regular é mesmo a novela das 8, vou falar de seriados que acompanho, e isso é mais baixando e assistindo no PC do que qualquer coisa:


Glee é o meu vício, espero ansiosamente a chegada da segunda temporada. Ela é a preferida não só porque trouxe uma convergência TV + música, ou o elenco é afinadíssimo e muito bem escolhido, ou porque as referências são bem acuradas. Acabo acompanhando mesmo porque rola uma identificação forte com o personagem Kurt. Não tanto nas afetações de moda e trejeitos do esterótipo do gay adolescente. Mas quem nunca se apaixonou por um amigo hétero, ou não tentou fingir que não era gay apenas pra agradar um ente querido, que atire a primeira pedra.


Séries que eu acompanho de perto, mas que não chegam ao fenômeno que foi Glee: True Blood, porque é a melhor série sobre vampiros de todos os tempos, e The Good Wife, porque mistura política, drama e direito de uma maneira totalmente imprevisível, e é uma delícia de assistir.

2 de setembro de 2010

Dia 2 - Filme favorito


Não sou muito chegado em filmes, então é complicado escolher um favorito. Acho que, recentemente, o único que eu consigo me lembrar que assisti várias vezes e foi prazeroso foi o Hairspray, um musical de 2007 ambientado nos anos 60. É um remake do filme de mesmo nome da década de 80 e da peça de teatro, que esteve em cartaz na Broadway e teve uma versão brasileira este ano. Apesar de ser uma comédia, e bem rasgada, dá pra perceber os temas discutidos, de racismo, tolerância sexual e luta contra o preconceito de todo tipo, inclusive a ditadura da beleza que se torna cada vez mais cruel. As músicas, é claro, são ótimas. Abaixo, a minha favorita, e ponto alto do filme: You Can't Stop the Beat:


1 de setembro de 2010

Revolução industrial

E então chega setembro, e traz uma enxurrada de mudanças, pelo menos no trabalho. Estou tão atordoado ainda que nem sei que passo dar, mas são muitas coisas boas. Algumas eu já esperava, para outras torcia, e algumas me pegaram completamente de surpresa. A boa surpresa fica por conta de uma colega que arrumou um novo emprego, desta vez onde sempre sonhou, e voltará a ser redatora. Bem, acho que se pode dizer editora de textos, ou revisora. O que importa é que será registrado, é algo com glamour, bem a cara dela. Isso me beneficiará indiretamente, visto que agora poderei dar a 'minha cara' para a equipe, entrevistar e recomendar a contratação de gente que eu acho que vai contribuir para o bom atendimento dos clientes...

Putz, que frio na barriga. É legal as pessoas me considerarem um bom profissional, mas estar assim exposto, é assustador. Espero ter deixado claro que não sou perfeito, e não sou uma máquina. Vou cometer meus erros, um dos principais deles é ter o ônus de mandar, como meu próprio chefe diz. Vamos ver o que vai acontecer. O futuro promete ser atribulado, mas de tédio eu não morro. É meio chato colocar a vida profissional (a.k.a. qualquer possibilidade remota de romance) em stand by, mas é o preço a se pagar, imagino.

DIa 1 - Música Favorita

Acho que vai ser difícil escolher só um favorito dentre tantas coisas, então vou fazer uma breve distinção entre categorias para poder colocar um pouquinho mais de informação. A música nacional é:



Essa foi a primeira música nacional de que eu fiquei fã mesmo, pela qualidade, pela letra, pelo vídeo, por tudo. Me tornou fã da Marisa Monte, e mesmo 15 anos depois eu não tenho outra cantora nacional que curto tanto, com tanta confiança de que tudo que ela fizer vai ser bom e de qualidade. Sim, mesmo Tribalistas, depois do hype todo nas rádios, dá pra ouvir e curtir numa boa. :-)

Já a música internacional é:



São tantas, tantas que eu gosto, mas eu escolhi essa, a primeira de uma banda que eu amo, que é o Keane. E que fala de tantas coisas que eu sinto. Acho que Alanis também faz músicas assim, que me atingem pessoalmente, mas essa música do Keane fala de como crescer, tornar-se adulto é algo difícil, e que a gente precisa se prender a alguma coisa para se reinventar todo dia...

31 de agosto de 2010

Memê de um Mês

Não sei direito se a ideia de memes é ser convidado para participar, ou se é permitido aderir a um e decidir escrever a respeito. Mas, como não tem muita gente me lendo desta vez (e eu agradeço os que passam por aqui), e pra falar a verdade tenho me sentido um pouco solitário, resolvi começar este, e ver se consigo mantê-lo. Me parece interessante, porque dá uma oportunidade de você tornar alguns detalhes que nem todo mundo conhece... conhecidos. Vamos lá, são 30 posts em 30 dias. Talvez eu faça alguns retroativos até colocar tudo em dia, mas os temas são:

Dia 1 - Sua música favorita
Dia 2 - Seu filme favorito
Dia 3 - Seu programa de TV favorito
Dia 4 - Seu livro favorito
Dia 5 - Uma citação de alguém
Dia 6 - Uma experiência inesquecível
Dia 7 - Uma foto que te faz feliz
Dia 8 - Uma foto que te deixa irritado/triste
Dia 9 - Uma foto que você tirou
Dia 10 - Uma foto sua há mais de 10 anos
Dia 11 - Uma foto sua recente
Dia 12 - Um conto
Dia 13 - Um livro de ficção
Dia 14 - Um livro de não-ficção
Dia 15 - Uma fotomontagem
Dia 16 - Uma música que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 - Uma obra de arte
Dia 18 - Um poema
Dia 19 - Um talento seu
Dia 20 - Um hobby
Dia 21 - Uma receita
Dia 22 - Um site
Dia 23 - Um vídeo do youtube
Dia 24 - Seu lugar preferido
Dia 25 - O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 - Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 - Este mês, em grande detalhe
Dia 28 - Este ano, em grande detalhe
Dia 29 - O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 - O que você quiser
Dia 31 - O bônus ou o fim

29 de agosto de 2010

Tempus Fugit

Nos últimos dias tenho tentado retomar o contato com a rotina, restabelecer algum sentimento de que as coisas caminham para alguma direção. Já não estou tão revoltado com o fato das pessoas terem vida própria (eu sei, cada ideia que me surge, hã?), e que o universo não gira ao meu redor. Já li em algum lugar que somos todos protagonistas de nossas próprias peças, mas isso não quer dizer que o roteiro seja fechado, afinal o fator Desígnio é o que diferencia a Arte da Realidade que ela imita, não? Ou seja, não adianta fazer planos que dependam de outras pessoas, ou querer antecipar cada movimento alheio como se o mundo fosse um imenso tabuleiro de xadrez.

Paralelo a isso, encarei a verdade entre essa vontade de sair e curtir o mundo lá fora, e a necessidade de me isolar em casa. Claro, não é um processo simples, de fácil solução, mas o principal benefício de ter encarado e reconhecido que essa contradição existe é que eu pude me dar algo precioso: tempo. Tempo para refletir, tempo para sentir realmente o que eu desejo e tempo para poder agir sem medo dos resultados, uma vez que eu tenha certeza do que eu quero. A esperança em dias melhores do post abaixo será fundamental para os próximos dias. Que venha setembro!

25 de agosto de 2010

No fundo da caixa de Pandora

Não é de hoje que reservo a quarta-feira para pensar mais a respeito da vida e produzir (só um pouquinho) menos no trabalho. Agora que retomei a psicoterapia, então, isso vale em dobro. Mas esta quarta foi diferente, pois em vez de sair do consultório com minha cabeça pesando o dobro com tanta coisa para digerir, até que saí mais leve, reconhecendo uma virtude tão pouco valorizada hoje em dia: esperança. Já devo ter falado dela antes, mas nunca é demais repassar. Não é ser Poliana, longe disso, mas é reconhecer que as coisas tendem a melhorar. E que essa melhora, por mais que seja cômodo colocar a responsabilidade no Outro, só vem mesmo de dentro.

Esse é o significado das minhas duas tatuagens até o momento. Um tubarão (água), significando que em certas ocasiões eu só posso contar comigo mesmo, e uma fênix (fogo), simbolizando o fato de que não há nenhuma situação insuperável. Já escolhi o significado da terceira (ar). Também tem seu significado, mas isso só quando estiver realizado mesmo...

24 de agosto de 2010

A fina linha

Não ando muito legal para escrever de maneira coerente, mas vamos fazer um esforço em nome da constância e dos bons hábitos a serem mantidos. Tem sido um desafio sério manter em xeque a intransigência com as coisas que penso estarem erradas ou malfeitas, essa mania de ser a palmatória do mundo, que sai às vezes do controle. E é ainda pior quando eu me sinto ludibriado, ou pior, quando percebo que tentaram me ludibriar, me fazendo acreditar em uma coisa que no final mostrou ser outra. É uma das poucas, bem poucas coisas que me tiram do centro, me desaprumam. Sei que todos têm seus interesses, e acho que cada um tem mais que buscar mesmo o que é melhor para si, mas usar de subterfúgios e desculpas para isso é tão... desnecessário. É nivelar por baixo. Acho que é isso que me deixa tão azedo, esse verniz que as pessoas usam para justificar sua própria covardia, pintando-a de "consideração" ou "civilidade".

Para quê? Para quem? Me considero muito mais respeitado por quem é direto e honesto comigo, ainda que possa ser brutal. Sei que sou imaturo para inúmeras situações, mas estou aprendendo, e uma das lições que estou assimilando melhor é que não dá pra ser gostado e aceito por todas as pessoas, e que na verdade eu não preciso ser aceito por todas as pessoas para ser gostado por quem interessa de verdade. Tenho poucas convicções na vida, procuro me reservar o direito de ter manter pelo menos meus conceitos flexíveis. Mas duas delas não dá pra abrir mão: não preciso de gente grossa e de baixo nível na minha vida. E não aceito também na minha vida quem não tem a coragem de ser franco comigo, e menos ainda a competência para não deixar transparecer a sua duplicidade.

Hoje em dia, em tempos de Internet, Deus sabe como é fácil você expurgar uma pessoa da sua vida - e como eu já fiz isso várias vezes sem pestanejar. Com algumas (poucas) pessoas que valiam muito a pena, retomei a amazidade, de maneira ainda melhor do que antes, espero. Com outros, nunca mais é muito cedo para vê-las novamente. Não quero apelar para isso, porque ainda acredito que boas amizades podem surgir, não é possível que eu tenha gastado a minha cota de tolerância a novos contatos. Mas mentir logo de cara, e sem necessidade... eu prefiro um passa-fora bem dado.

23 de agosto de 2010

Mais uma vez, com emoção...

Nada como um dia depois do outro. Ou um fim de semana, no caso, para colocar as coisas em perspectiva. Fiquei meio brochado com a história dos posts escancarados no facebook, mas já estou superando. Também estou tendo de lidar melhor com a rejeição, com esse conceito, um pouco absurdo para mim, confesso, de que não dá pra agradar todo mundo. Ainda fico bastante abalado quando me sinto preterido pelos amigos, e digamos que isso aconteceu vezes demais nesta semana que passou, mas também estou aprendendo a sublimar isso. Nossa, mesmo lendo eu mesmo essas linhas que escrevi, soa booooooring demais. Mas tudo bem, a vida não dá pra ser só preenchida com grandes acontecimentos.

Pelo menos para esta semana quero continuar me preocupando menos com as coisas que eu não posso resolver, e fazendo bem aquilo que eu já faço: cuidar da minha vida. Essa fase de repensar e redefinir conceitos é complicada porque a tentação de sentar e esperar a tempestade passar é muito grande, mas não dá pra desistir ou deixar de lado aquilo que já tá rolando. Então, o show tem que continuar.

O que rolou hoje? Nada de extraordinário, embora eu esteja fazendo malabarismos aqui para cobrir uma mancada que eu dei no trabalho. Na verdade acho que vou seguir o Tao de Dawson (não dá pra explicar a referência fácil aqui) e não fazer nada, deixar a situação desenrolar por si só. Como sempre que eu meto a mão demais, a coisa desanda, desta vez eu vou esperar a pancada primeiro para depois correr atrás do curativo.

20 de agosto de 2010

Na Beirada

Tem semana que são difíceis, mas esta foi particularmente espinhosa. Matar um leão por dia é algo a que se acostuma no meu trabalho, mas às vezes é cansativo e não dá pra deixar de pensar se o esforço vale a pena. Se for pelo lado da evolução profissional, das habilidades desenvolvidas, e até mesmo da escalada de postos e da remuneração hoje à altura do trabalho empreendido, vale sim, claro. Mas... para quê? Com que objetivo? Alimentar um consumismo tão sem sentido quanto qualquer outra válvula de escape que se encontra pra afastar o desespero? E ainda assim, algumas pessoas ficam se apegando a detalhes tão bestas, tão mesquinhos... Só pode ser pra manter o tédio em xeque.

Ando meio de mal com a raça humana. Nunca fui de sutilezas, subterfúgios ou joguinhos. Nunca gostei de tons de cinza. Porque as pessoas não podem ser diretas? Ou você gosta de alguém, e quer essa pessoa por perto, parte de sua vida, ou não se gosta de alguém, e não se quer essa pessoa como parte de nada. Simples, rápido e indolor. Bom, talvez não indolor, mas pelo menos mais honesto, mais possível de se enfrentar e superar as coisas ruins e valorizar as boas.

Que raio de convenção ou trava ou adestramento diz que não podemos ser sinceros com nossos sentimentos e nas relações pessoais? Em nome somente do ego mantemos as pessoas por perto, para alimentar a vaidade de nos sentirmos desejados, e necessários? Isso me consome demais, e cada vez mais. Uma equação que eu não consigo resolver, por mais que gaste neurônios pensando nisso. E também não consigo desligar essa corrente de pensamento. Como faz?

17 de agosto de 2010

Mais reencontros

Acho que eu precisava mesmo cometer o facebooquicídio, porque não estava conseguindo raciocinar com essa coisa a me incomodar lá no fundo. Hoje o dia foi bastante produtivo, rendeu no trabalho, e as pessoas para variar estavam empenhadas. Seria ótimo se continuassem assim por um longo tempo. E o dia ainda rendeu mais um reencontro inesperado.

Um dos jornalistas que compareceu a um evento organizado pela agência onde eu trabalho revelou ser um colega de faculdade que eu não via há uns 8 anos. Colega talvez já seja esticar o termo, porque acho que nós conversamos apenas algumas poucas vezes, dava pra contar nos dedos de uma das mãos. Mas ele também se lembrava de mim, e isso foi bem legal. Mesmo porque, eu estava, em 2002, apenas começando a me aceitar como gay, e depois de tantos traumas e bullying desde o ginásio, não era fácil para mim fazer amizade com héteros. Ele sempre me pareceu me tratar numa boa, sem preconceito nem reações não-naturais, acho que com a segurança dos bem resolvidos que não acham que a gente vá avançar por cima de qualquer um com alguma coisa entre as pernas. E olha que ele era um dos mais bonitos da faculdade, na opinião de várias das meninas de lá.

Outro fato inusitado referente a esse encontro é que eu já havia falado com ele depois de formado na faculdade e comecei a trabalhar como assessor de imprensa. Como eu nunca soube o nome dele no ano em que ficamos na mesma turma, eu não podia imaginar que o mesmo jornalista de economia com quem eu falei em 2005 e 2006 era o carinha que ia à aula de bermuda tipo surfista em 2003. Nem que seria o repórter especializado que eu viria a encontrar novamente em 2010. Esse mundo é mesmo uma bolinha de tênis, mas por uma vez eu fiquei feliz e surpreso positivamente em reencontrar esse pedaço do passado.

16 de agosto de 2010

Vacilo

Ultimamente ando com dificuldades em me concentrar no trabalho e, curiosamente, o que tem prejudicado é justamente o trabalho. Toda fase de transição é meio tensa, e o escritório deve atravessar a mais recente até o fim do ano, mas isso não torna tudo mais fácil de suportar. Junte-se a isso as exigências de estar envolvido com mais clientes, e em uma posição agora intermediária na hierarquia, e sinto-me como se estivesse pisando em ovos. Será que isso fica mais confortável com o tempo? Assim espero.

Em outra notícias, me irritei TANTO com o facebook que decidi apagar minha conta. Mas a raiva maior é comigo mesmo, que não percebi que desde que tinha reativo este blog, e posteriormente tornado público novamente, todos - todos mesmo! - os meus textos estavam indo para lá! Claro que aqui eu não posso ter uma ilusão de privacidade, mas pelo menos tenho controle e sei que quem vai ler isso terá um certo interesse, uma certa consideração em ler com atenção o que está escrito... Ou será que isso também é uma ilusão?

Só sei que tô me sentindo muito estúpido com essa história, muito triste também. Como é que eu fui dar um passo em falso desse tamanho?!

15 de agosto de 2010

Síndrome de autoconsciência

Brinquei com uma amiga, a Camila, numa ocasião em que tiramos o dia apenas pra conversar e filosofar, que sofríamos de Síndrome da Autoconsciência. Explico: essa compulsão em analisar os acontecimentos e tecer teorias a respeito deles, buscar algum sentido maior em tudo que passamos, em vez de simplesmente passar pelos dias um de cada vez. Seria muito chato, penso eu, ficar apenas reagindo aos estímulos, como que cumprindo uma programação. Tem que estar tudo ligado, a vida é cheia de concidências e lições e subcorrentes demais para ser tudo aleatório.

Não consigo acreditar e me entregar aos preceitos de nenhuma religião, então talvez isso seja o que me causa inquietação, essa falta de sentido, talvez de finalidade na vida. Quer dizer, finalidade tem uma, e todos sabemos qual é, ela chega igualmente para todos, mas o que fazer nesse meio tempo, clichê dos clichês, é onde o bicho pega. No emaranhado de contradições em que me perco cada vez mais, se enfrentam um desejo de fazer algo grandioso, de deixar minha marca no mundo, e uma vontade de viver uma vida simples, de realizar sonhos simples e encontrar aí a satisfação.

Acho que acordei exageradamente filosófico hoje, ou talvez seja o sono. Só sei que seria um tédio só não pensar nessas coisas. Mesmo que seja difícil transpor esses pensamentos pra forma escrita, registrá-los aqui, não posso considerá-los perda de tempo e de energia. Saber (ou seria mais torcer para?) que uma hora as peças vão se encaixar é o que me motiva.

11 de agosto de 2010

Busca

Quarta-feira foi dia de voltar à terapia, tentar retomar de onde eu parei. Eu me surpreendi com o quanto me fez falta durante esse mês e meio em que minha terapeuta ficou de férias - tanto que eu retomei este blog depois de 6 meses para dar vazão aos pensamentos e reflexões que se acumulavam. Foi bom para perceber o quanto eu evoluí em certas questões, e o quanto eu ainda preciso trabalhar... Mas é um processo constante para todos, não? Essa melhoria, ou pelo menos sinto que deveria ser. Vou continuar um insatisfeito por toda a vida, e o segredo é continuar mantendo isso como fator positivo para me impulsionar a realizações maiores. O céu é o limite, imagino.

Apesar de ter uma irmã psicóloga, e ter feito três meses de terapia há uns 10 anos (cada vez que me dou conta desses marcos da passagem de tempo levo um susto), pouco antes de me assumir pra mim mesmo como gay, eu mantive uma resistência enorme ao processo de lá para cá. Não porque, como me disseram algumas semanas atrás, eu ache que os amigos existem para apenas ouvir meus problemas. Isso faz parte, sim, amigos têm de estar presentes nos momentos bons para dividir as alegrias e nos não tão bons para ajudar a carregar o fardo. Mas ninguém é obrigado a absorver a todas as neuroses do outro, a menos que seja um profissional que estudou isso e possa lidar de maneira a... bem, não resolver o problema, mas pelo menos minizá-lo. E convenhamos, do mesmo modo que um personal trainer pode lhe ajudar a deixar o corpo em forma, considero o terapeuta importante para lhe deixar com a mente em forma, dentro dessas rotinas moedoras a que nos submetemos. Como dizem meus marcadores e o aforismo, "Mens sana in corpore sano". Espero estar dando os passos certos nessa minha busca pelo equilíbrio.

10 de agosto de 2010

Aparando arestas

O clima mudou um pouco hoje no trabalho, um pouco porque eu me forcei a conversar com meu chefe. Não tava me sentindo bem com essa de uma hora eu ser bom demais para chegar a gerente, na outra me passa um sermão como se eu tivesse acabado de sair da faculdade. E ser pego entre negociação de sócios também complica um bocado. Felizmente deu pra eu colocar meus pontos de maneira clara, e mais ou menos sem tremer nas bases.

Todo conflito pra mim é muito angustiante. Não tem jeito. Esses dias, durante uma reunião, ouvi uma executiva falar que de certa maneira angústia é algo bom, quer dizer que você não fica tranquilo enquanto não resolve alguma coisa, e que ser uma pessoa angustiada no trabalho pode ser um fator de qualidade nos resultados. Não sei se concordo, mas entendo o que é se sentir oprimido com as coisas mal resolvidas. Todos devem entender essa sensação, mas será que ela é dominante em alguns e em outros não? Por que será?

Retomando o ponto, mais uma vez, para mim os conflitos é que são angustiantes. Não há nada que não possa ser resolvido com educação, com paciência, com diálogo. Nada me deixa mais contente quando percebo que sou respeitado a ponto de alguém vir conversar comigo sobre algo sério. Profissional ou pessoal, é algo que me é gratificante. Por outro lado, não há desculpa para descortesia. Você apelar para a a grosseria, a estupidez, a mente pequena é o fim. E mais uma vez, no pessoal ou no profissional, justamente para evitar conflitos, prefiro cortar o mal pela raiz e me afastar de vez da fonte de conflito. Com raríssimas exceções, e com pessoas muito especiais, eu paguei pra ver, arrisquei chamar para a conversa, ou retomar o contato depois de passado um bom e longo tempo para que eu visse a situação sob uma outra ótica, e dessa maneira recuperei relacionamentos muito importantes para mim. Do resto? Como o próprio termo já implica, não sinto a menor falta.

9 de agosto de 2010

Emprego bom, emprego mau

Hoje foi uma continuação da provação que tem sido os últimos dias no trabalho. Mas qual trabalho não é uma provação? Se inventaram, eu gostaria de mandar meu currículo com urgência. Além do meu chefe que fica munido de coragem apenas atrás de um teclado, e quando está a três estados brasileiros de distância, tive que desabar da cama às 5hs da manhã para um café da manhã em um cliente novo, em uma grande corporação, naqueles escritórios chiques da Faria Lima.

Sempre fico intimidado quando vou nessas empresas. Acho que é resquício do colegial, e essa primeira sensação sempre vai me acompanhar. Procuro combater essa tendência pensando que, por mais diferentes que sejam as histórias, personalidades, capacidades, aparências, estamos todos ali, naquele mesmo momento, no mesmo lugar, então, de um jeito de outro, estou em posição de igualdade a todos lá. Mas é um esforço, sempre é. Amanhã tem outro evento, mas pelo menos saio acordo uma hora depois (6hs da manhã!) e é em um cliente que já atendo desde o começo do ano. Logo, falta praticar mais o desapego, mas eu estou trabalhando nisso.

Só retomando um pouquinho o fio da meada, eu sei que reclamo demais das coisas às vezes, mas gosto de repetir aqui que esse já é meu sétimo emprego, e tenho plena consciência de que a vida não é um mar de rosas. E, comparado ao emprego das pessoas mais próximas a mim, como minha irmã e meus amigos, é uma maravilha. Só de eu poder me assumir no trabalho, e não aguentar piadinhas de turbas de héteros, já vale aguentar muito do estresse atual. Qualquer dia crio coragem pra escrever a respeito, mas sofrer bullying nunca mais!

8 de agosto de 2010

Casa dos Horrores

Domingo é dia de nada fazer, e geralmente eu cumpro isso na risca, nem botando a cara pra fora do portão, e carregando as energias para a semana. Neste, infelizmente, tive o  desgosto de ver que uma das moradoras do quase cortiço aqui dos fundos, que tinha se mudado no começo do ano, acabou voltando. Eu nem sei como funciona a dinâmica nessa verdadeira Casa dos Horrores, mas pelo que deu pra perceber (afinal eles não falam exatamente baixinho!) parece que ela é a dona da casa. Quase chorei quando vi a mudança.

Dizem que o segredo para uma vida menos revoltada é pensar sobre o que uma adversidade pode te ensinar. Eu estou até agora tentando descobrir o que eu fiz para merecer, ou o que eu poderia talvez, quem sabe, aprender com isso. Paciência, tolerância? Se o universo conspira pra eu desenvolver essas características, poderia pegar mais leve, né?

7 de agosto de 2010

Recepções e percepções

Hoje revi um amigo de longa data que acabou de voltar para o Brasil após uma temporada na Europa. Ele não passou por muitos países, porque tinha parentes na Espanha e em Portugal, mas por alguns dias também conheceu Paris, em companhia de outra amiga. Voltou de lá maravilhado, realmente foi a realização de um sonho e pôde se ver morando lá de maneira permanente. Sinceramente, não sei se fui feito pra isso.

Deixando de lado a questão de oportunidades, o fato é que as minhas poucas viagens jamais foram bem-sucedidas. Isso criou um imenso reforço negativo para experiências semelhantes, então eu costumo dizer que morar em São Paulo já é aventurar-se demais. O que é verdade até certo ponto, porque não tem jeito de você conhecer completamente esta cidades, sempre haverá lugares pelos quais você nunca passou - e eu adoro isso. Por outro lado, tem muitos lugares do Brasil que eu tenho vontade de conhecer: a Serra Gaúcha, a Amazônia, o Nordeste, as cidades históricas de Minas Gerais, Fernando de Noronha... a lista é enorme, e o que é melhor, sem barreiras de linguagem e burocráticas.

Mas o que eu quero mesmo é voltar a Paraty, experimentar a cidade novamente, de preferência sem contratempos por imprevidência alheia. É uma cidade que eu posso dizer que é linda de muitas maneiras, as praias da região formam paisagens fantásticas, e, apesar de tudo, a primeira vez em que fui ficou marcada na lembrança como uma das raras empreitadas com boas lembranças para guardar. Este ano ainda quero programar esse necessário retorno!

6 de agosto de 2010

Manifesto

Daí que tive um momento de epifania nesta quinta para sexta-feira. Já tinha conversado sobre isso no fim de semana, mais um pouquinho agora ao longo desta, e a coisa meio que me atingiu feito um raio. É, basicamente, deixando de lado a modéstia, eu sempre enfio na cabeça que eu teria sorte de ficar com fulano, que bom seria se namorasse beltrano, e assim por diante. Mas poxa, eu até que sou um bom partido! Tenho um bom trabalho, sou bom naquilo que faço, tenho um bom papo, estou cuidando do corpo. Não tenho grandes problemas de saúde, minha família não é impecilho, não estou no armário nem em casa nem no trabalho. Tenho poucos e bons amigos, cuido do corpo, cuido da mente. Apesar da grana não sobrar, pelo menos dá pra curtir as coisas boas da vida, ainda que moderadamente. E isso ainda não é o bastante? Não, chega, cansei. O amor que me encontre agora, que eu tenho mais o que fazer.

5 de agosto de 2010

Pragmático

Pelo visto eu deixei de lado uma outra característica que anda muito em voga, que é ter muito papo, e pouca ação. E nem posso falar muito, porque mesmo na minha família (e bem próxima) tem gente assim. Sabe? O tipo que faz e acontece, mas na hora H o que importa é manter as aparências de civilidade e continuar o show. O teatro seria muito mais rico com tantos artistas não descobertos que se encontram por aí, sem ter ideia - e às vezes tendo até demais - dessa vocação. Não digo que estou isento de participar desse jogo, mas ao menos procuro admitir que há situações em que você precisa, sim, ser político, e ficar alardeando o contrário não adianta nada, você só passa por contraditório, ou pior, hipócrita.

Colocando os pingos nos Is, aconteceu que os chefes sentaram, conversaram e, pra variar, não muda nada. Continua tudo como esteve nas semanas anteriores, apenas algumas penas arrepiadas, pelo menos por mais um tempo. A única coisa boa disso tudo é que saí com o meu papel reforçado na empresa, que é meu objetivo do momento. Com o mercado de trabalho do jeito que anda, e agora que finalmente estou prestes a colocar minhas finanças em ordem, qualquer estabilidade é melhor do que nada.

Já que não existe emprego perfeito, pelo menos dá pra continuar podando os aspectos de que não gosto no atual, e aproveitar os que eu mais gosto. Se não for pra fazer isso, ir moldando o ambiente ao mesmo tempo em que me moldo a ele, what's the point?

4 de agosto de 2010

Inversão

Mais um dia meio enviesado, ao contrário. Mas pelo menos algumas das coisas começaram a entrar nos eixos. Será efeito da tal cruz cardinal que pair nos céus sob nossas cabeças? Pode ser. Pelo menos caiu o tão suado dinheiro, consegui resolver minhas pendengas mais urgentes, e alguns elogios de clientes foram providenciais para tanto. Algumas nuvens se aproximam no horizonte, pelo menos no que se refere à tal Parceria dos sócios (coisa que nunca dá certo por muito tempo, na minha humilde opinião). Já vi sociedade mesmo entre irmão, na família da minha mãe, que afundaram e geram ressentimento até hoje. Será que existe exceção?

Acho que todo mundo está tão acostumado a olhar para o próprio umbigo, a se vangloriar, que não pode nem conceber a ideia de olhar para o outro, colocar-se no lugar do outro, enfim, dar o braço a torcer. Hoje em dia confundem teimosia com convicção, e grosseria com assertividade. Desse jeito não vejo muito esperança, e fico cada vez mais desgostoso, não só com o mercado de trabalho, mas vendo que essa é a tônica das relações humanas em geral. Será cinismo? Ou apenas uma pausa de otimismo que me ocorre de vez em quando?

3 de agosto de 2010

Botando o ordinário no extraordinário

Então hoje foi um dia atípico. Teve um evento logo pela manhã, que eu estava esperando e um pouco tenso. Ainda com clientes, potenciais clientes, executivos, chefes e ex-colegas, foi o que bastou pra me deixar com um calombo nas costas de tanto que eu estava travado. Acho que foi até que bom, embora eu não tenha como evitar comparar com o ano anterior. Mas isso é neura da minha cabeça.

E ainda teve meu chefe, que devia estar irritado lá na cidade dele, e vem metralhando emails mal educados para todos. Acho isso de uma falta de bom senso atroz. OK, se ele está puto, todo mundo tem seus dias, mas atrapalhar o serviço de quem está longe só pra descontar a raivinha é demais pra minha cabeça. Estou apelando pra todas as reservas de paciência que eu tenho pra engolir esses sapos. Por enquanto está rolando, só espero que ele não continue muito nessa vibe. Vamos ver, amanhã ele já estará aqui em São Paulo, quem sabe o ar poluído da cidade não ajude a esfriar os ânimos.

Fechando o dia com chave de ouro, fica a descoberta de uma burrada sem tamanho. Quer dizer, não sei se foi muito burrada, porque tecnicamente eu não sabia... Resumidamente, recomecei a postar aqui me dedicando mesmo ao espaço, depois tornei a deixar o blog público, tudo muito interessante... Até que percebi que ele estava sincronizado (ou seja lá qual for o termo) com o facebook. E tudo estava lá, exposto pra quem quisesse ler, inclusive o post em que eu falei de reencontros, sabe? Quis morrer, quis que o chão se abrisse e me engolisse, a despeito de estar no 2º andar de um prédio de escritórios. O pior é que eu só percebi isso por causa de um comentário justamente no post em que eu falei do meu pseudoencontro. Aquele que foi sem nunca ter sido. Urubu quando dá azar...