26 de dezembro de 2008

2008 - Sinônimo de provação?

Ou seria superação? Sim, acho que isso é mais acurado. Foi um ano cheio de significados, sim: intenso, animador, agitado, estressante, espantoso... surpreendente!

Se for pra escolher uma esfera em que mais atuei, ou na que mais me concentrei, não pode deixar de ser no profissional. Arrumei um emprego que, se não é perfeito, está bem perto do que eu queria na última virada de ano. E se tem uma coisa de que eu não posso reclamar, é de tédio. Foram tantas reviravoltas em apenas um ano, que me deixaram tonto. Re-aprendi a exercer uma atividade de que gosto, consegui aceitar que sou bom no que faço. Aprendi a ter mais paciência, a não reagir tão intensamente a tudo. Termino o ano em um novo escritório, mas com os mesmos clientes. Em um ambiente melhor, mais próximo de casa. E com uma remuneração condizente com o mercado, a maior que já tive. Valeu a pena os sacrifícios e os estresses. E, se fica uma lição a aprender para o segundo ano de atividade séria é... não levar tudo tão a sério!

O afetivo... Ah, o afetivo... Quem tá na chuva é pra se molhar, não é mesmo, minha gente? Este ano resolvi botar minha cara a tapa. Parar com esse preconceito bobo de que pela internet não rola nada. Encontrei algumas pessoas bizarras, algumas pessoas de péssimo caráter e nenhuma consideração, mas tem muita gente bacana por aí. E no processo, pude realizar algumas fantasias que nem sabia que tinha, e também superar alguns traumas do passado. Não dá pra dizer que fiquei na estaca zero. Agora é decidir o que eu quero realmente pra mim, se ainda acredito em uma tampa pra minha panela, e buscá-la em 2009.

Família e amigos. Meus portos seguros. Aqui em casa, não tem como parar as discussões, e qual família não as tem? Mas podemos dizer que desenvolvemos melhor a convivência, conversamos sobre coisas que antes não dividíamos, nos ajudamos mais, construímos um lar melhor para todos viverem... e continuamos tentando. Os amigos também, passaram por suas provações. Alguns voltaram, depois de brigas sem sentido, alguns me contestaram e me fizeram ver coisas que eu precisava mudar. Alguns passaram a fazer parte desse hall tão íntimo de pessoas com quem me importo. Alguns casaram, outros se separaram. Uns mudaram de casa, outros saíram de casa. Mas todos estiveram presentes, e todos tiveram a certeza de que há algo que se buscar e que merecem ser bem sucedidos nessa busca.

Ah, sim, só faltou um ponto: os vizinhos devem ter se reunido e decidido me dar um presente de natal: nada de barulho! Além de tudo isso que recontei aqui, sou grato também por isso!

E na próxima, as resoluções para 2009. O ano do orgulho pessoal!

22 de dezembro de 2008

Revez? Revezes?

Natal. Época de confraternização, de paz, deixar todos os problemas para trás e encarar o mundo com o sorriso. Até parece.

Tenho aqui comigo que o motivo da discórdia toda lá em casa foi a presença do pedreiro. Se tem uma coisa que irrita nessa vida, é pedreiro. Não suporto, e olha que pelo menos desta vez eu estou trabalhando, não preciso ficar lá o tempo todo. Acho que eu e minha mãe somos parecidos demais em algumas coisas, e por isso toda vez que engatamos uma discussão a respeito do que planejamos para a casa começamos em tom normal e terminamos um berrando mais do que o outro. Felizmente, conseguimos sobreviver sem maiores cicatrizes, vamos ver se conseguimos não nos matar até o fim do ano.

Aqui no trabalho, tudo em ordem. Só correndo pra me livrar das coisas até amanhã e zarpar pro recesso de fim de ano, até 05 de Janeiro. O emocional tá de stand by até 2009 também. Muita preocupação pra eu ficar encanando com isso. Vou esperar a virada do ano, começar a cuidar do corpitcho, ver o que os próximos meses me reservam.

Ah, sim, semana passada teve o amigo secreto do escritório... junto com o povo do antigo escritório. Felizmente eu tinha tirado uma pessoa que ainda está trabalhando comigo. O problema é quem me tirou. Nem vou comentar muito aqui pra não me irritar mais, mas foi justamente a última pessoa que eu gostaria, me deu um presente horroroso, inusável (sic) e ainda veio querer fazer piadinha na hora de entregar. Ainda bem que eu tinha a minha companheira Cuba Libre, que soltou a minha lingua o suficiente para eu não levar desaforo para casa.

Enfim, foi bom rever as pessoas de quem eu gostava. Todas as 4, rs... Acabamos indo para um outro barzinho, depois da pizzaria inicial, lá no centro, e pra se ter uma idéia do quanto eu me diverti, basta contar que cantei Evidências, de Chitãozinho & Xororó, no karaokê. Fin.

16 de dezembro de 2008

Poeirento

Coff... Cof... Gente, eu sei que não dá pra fazer omelete sem quebrar os ovos, e que poeira é normal em cada coisinha que se resolve fazer numa casa. Como finalmente estamos trocando as janelas daqui, tá tudo uma poeira só. Hoje vou dormi na sala, porque no andar de cima está impraticável. Prefiro a dor nas costas à dor na garganta.

Hoje tive de voltar na Santa Ifigênia, reduto de 11 entra cada 10 muambeiros, para trocar o telefone sem fio que estava com um defeito, e pesquisando decidi manter o PC de casa como está até terminar todas as contas e comprar mesmo um laptop. Se mantiver minhas perspectivas, até Junho de 2009 já rola.

E por falar em 2009, anote aí na agenda: Keane, dia 10 de Março, no Credicard Hall...! Ver essa banda ao vivo vai ser um êxtase, um puro momento de deleito que eu vou me presentear. Se eu já achava que o ano que vem será muito melhor do que este (que já foi muito melhor do que 2007!), agora ficou comprovado.

14 de dezembro de 2008

The Week - II

Nossa, semaninha intensa. Corrida, cansativa, mas boa no cômputo geral. No começo da semana, reuniões com clientes. Um calor de rachar e eu de camisa social. Mas tudo bem, os clientes estão satisfeitos, e com a apresentaçao dos resultados do ano, melhor ainda. Na quarta-feira eu tive uma gravação de TV, há tempos eu não ia em uma. E é claro que atrasou. Previsão para começar: 18h30. Horário em que começou pra valer: 19h30. Saí de lá, na Barra Funda, e o céu estava desabando de tanta chuva! Um céu todo negro e riscado de relâmpagos. Adoro essa eletricidade que carrega o ar antes de uma tempestade. Ainda bem que o metrô estava tranquilo pra voltar. Em compensação, na quinta-feira eu fiquei no Terminal Parque Dom Pedro de ônibus e, novamente por causa da chuva, fiquei esperando o meu por 40 minutos. De pé. Delícia.

Na sexta, paguei um mega-mico. Tinha conhecido um produtor muito interessante quando fui à TV na quarta. Mas... e pra falar isso pra ele? Cadê coragem? Acabei falando com ele apenas por telefone, tudo muito profissional (apesar de ter soltado um "Se cuida" no final, rs...) e depois mandei um sms. Não deu em nada, fazer o quê, mas já foi um avanço pra mim em termos de paquera... Ainda mais pra quem tem talento zero pra xaveco. Passos pequenos, passos pequenos!

Ah, sim, ontem bati perna com a minha mãe. Fomos no centro da cidade: Rua Direita, Praça do Patriarca, Mosteiro de São Bento, Rua Santa Ifigênia, Largo do Paissandú, Teatro Municipal, Viaduto do Chá e Shopping Light. Lá encontramos minhas irmãs e: Viaduto do Chá, Largo São Francisco, Praça da Sé, Praça João Mendes... Enfim, tooodo um tour pelos pontos turísticos da capital paulistana... Como eu adoro esta cidade!

Pra terminar, investimos em conforto e finalmente compramos uma coisa que há tanto tempo queríamos... Muito feliz mesmo com essa conquista. E sim, às vezes comprar um bem é uma conquista, os urubus de plantão que me poupem. Agora, é passar rápido a última semana útil do ano, hehehe...

9 de dezembro de 2008

Me taca na parede.

Ai, gente, juro que não reclamo (de verdade!) sobre "ser o homem da cas". Brigo com o vizinho, faço calçada, carrego pedra, conserto chuveiro/descarga/eletrodoméstico... Mas quem é que me detesta tanto assim lá em cima a ponto de, depois de um dia cansativo, de 1 hora e meia em pé voltando pra casa, debaixo de um calor de 30 graus às 19hs, ainda me manda uma barata voadora pra eu ter que ficar correndo com veneno e vassoura por toda a sala? Obrigado por nada, viu?

Bjonãomeliga.

7 de dezembro de 2008

Domingos de Keane

De vez em quando aparece um artista ou banda que, como um adolescente que acabou de descobrir a música, parece ter escrito cada canção para você. A letra é rica, as rimas parecem atingir diretamente o seu cérebro, e a melodia parece perfeita para servir como trilha sonora para a sua vida. Keane, para mim, é isso. Portanto, decidi fazer algo diferente (novamente, diferente para mim), e falar um pouquinho de cada música, do que eu gosto em cada música da banda. Se você quiser saber mais sobre o Keane, clique aqui.

Pra começar, Perfect Symmetry, música-título do último álbum, lançado agora em Outubro. Fala de correr riscos, de sair do marasmo, de buscar o que é melhor. Dois trechos chamam a atenção:

"Who are you? What are you living for?
Tooth for tooth, maybe we'll go one more.
This life, lived in perfect symmetry
What I do, that will be done for me"


e

"And maybe you'll find life is unkind and over so soon
There is no golden gate, there is no heaven waiting for you"


Frases poderosas, não é? Quem é você? Para que você vive? A vida, vivida em perfeita simetria, aquilo que eu faço é o que será feito para mim. E ainda: Talvez você descubra que a vida é injusta e acaba cedo. Que não há nenhum paraíso esperando por você. Mas.. e daí? Isso é justificativa para a apatia? Não! Pelo contrário, é motivo para você aproveitar as oportunidades com unhas e dentes, buscar aquilo que você quer, por cada um tem, sim, o seu lugar ao sol. Medo, para quê?!

4 de dezembro de 2008

Lembretes

Incrível, eu ando tão atarantado com as coisas, que simplesmente não consigo me decidir quanto ao que escrevo aqui. Foram tantos altos e baixos nos últimos dias que estou com vertigem. Vou tentar cobrir o máximo de assuntos aqui, com um mínimo de texto pra não ficar (tão) chato. Espero que dê certo.

Trabalho. Estamos instalados no novo escritório. A estrutura é fantástica. Tanto em termos de facilidade na minha viagem diária quanto em opções de almoço, farmácia do lado, banco no saguão do prédio... Uma Saraiva me esperando todo dia e a Nobel da João Cachoeira logo ali! Não tenho do que reclamar nesse sentido. Só aquela partezinha meio chata das pessoas que atrapalha um pouco. Mas, como um amigo meu sempre diz, é bom sair da zona de conforto, a gente se sente desafiado a buscar o melhor caminho. E eu estou tentando achar o meu.

Amor. Oh, l'amour... A gente vê o que acontece com as pessoas próximas de nós e tem horas em que só conseguimos pensar em termos de Eu, Eu, EU. Ainda mais que eu tenho um sério problema: vi por trás do véu, e sei como, na sociedade de hoje, a gente condiciona a nossa felicidade à percepção do outro. A gente só consegue ver nosso valor se algum outro nos diz. Só nos sentimos relevantes quando isso é corroborado por uma pessoa de fora. E Deus! Como faz falta essa confirmação. Essa afirmação!!

Momento confessions, já que eu falei disso nos últimos posts, e tem a ver com as duas questões, no trabalho e no afeto: preciso lembrar a mim mesmo do meu valor! Escutar o silêncio que há em mim e isso bastar, como diz a Ana Carolina. Meu empenho é meu escudo, preciso me lembrar de que as pessoas não estão aqui, nesse escritório, pra atrapalhar o meu trabalho (Fábio, eu guardei essa!). Minha personalidade, meu comportamento, é interessante por si só, está formado. Não adianta eu tentar mudar, adequar ao que eu ACHO que se espera de mim. Eu SOU (Né, Cá?).

Em resumo, não adianta eu achar que as pessoas pensam como eu, ou que eu consigo adivinhar o que se passa na cabeça do ser humano. É só eu me lembrar da resolução que tomei lá atrás, em Agosto: Desencanar!

30 de novembro de 2008

Do Brooklin para o Itaim

Menos de um mês pro fim do ano... Pelo menos, fim do ano profissional. E que ano foi esse... Muitos desafios, muitas provações, e este último mês foi um belo resumo de tudo isso. Com separação de sócios e mudança física de escritório não contamos com muuuitas estabilidade, e, com alguns bons resultados para os clientes, pude manter em mente o que eu gosto nesse trabalho. E já são tantos privilégios: trabalhar na área, ter um bom relacionamento com os clientes e a mídia, passar a receber um salário condizente com o mercado, que mudar para um bairro mais próximo de casa é só a cereja do sundae.

Claro que aquele frio na barriga está presente, afinal é chefe novo, novas regras, nova rotina de trabalho, mas já é uma vantagem em relação a Janeiro, que eu tive que me lembrar como ficar 9hs por dia com gente estranha: dois colegas meus vão estar passando pelas mesmas coisas.

De resto, tudo tranquilo. Até demais...

26 de novembro de 2008

Insight

Ontem tive uma epifania a respeito de relacionamentos. Mais precisamente, a respeito de minhas reações a relacionamentos e encontros amorosos... Me lembrei de que, alguns anos atrás, saí com um amigo (que hoje eu perdi o contato) do Nordeste, que estava de passagem aqui por alguns meses. Já tínhamos cruzado esta cidade, uma vez muito dos ingênuos, fazendo o roteiro dos cinemas do centro de SP, pra ver como é que era. Claro que não tivemos coragem de entrar em nenhum, óbvio. Foi com ele que eu, por outro lado, tomei coragem pra ir numa boate, a finada Level, e descobri o que era um DR.

Até que ele fazia o meu tipo, mas, uma vez, perto de ele ir embora da cidade, fomos a uma outra danceteria, a também falecida Puerto Livre. Não ficamos com ninguém nessa noite. E para ele passar a noite em branco era sinônimo de não ter aproveitado nada. E ele perguntou, no ponto de ônibus voltando pra casa, se eu não queria beijá-lo, e eu, adivinha só... disse que não! Chupa essa manga!! Nem sei se tinha algum motivo pra reagir assim na época, mas hoje só penso em por quê, por quê, por quê?! Olhando ainda mais pra trás, dá pra pescar vários episódios dolorosamente parecidos. Desde o ginásio. Ter memória de elefante é uma merda!

Enfim, é tudo uma questão de auto-imagem, e das mais cabeludas: pensa, eu só fico fissurado naquilo que é inatingível, nas pessoas que eu sei que vai dar em nada. Ou porque não gostam de mim como eu gosto delas, ou porque já estão comprometidas com alguém, ou porque não são viáveis em termos de distância... Extrapolando mais ainda: temo que meu subconsciente considera que, se a pessoa gosta de mim e demonstra interesse, é porque ela tem algo de errado, e portanto: béeeeeee! Nooot!! Não é doido?

Ok, problema identificado. Tendência para a auto-sabotagem... Agora só falta descobrir como mudar essa parte. Que eu preciso mudar já entendi, só preciso definir como começar...

24 de novembro de 2008

Realejo

Achei aqui: "Vives tranqüilo. Serás estimado pelas pessoas honradas. A inveja
e os zelos te perseguirão, e isso pode te causar alguns desgostos, mas não desanime, pois a vida é sempre justa. Haja com discrição e examine bem as pessoas antes de depositar nelas a tua confiança. No momento em que menos esperares gozarás de grandes
bens de fortuna e a felicidade te acompanhará.
Terás sorte com o número 74815."

Sempre justa, né? Sei...

22 de novembro de 2008

Sonho

Quando você sonha com o blog, é sinal de que precisa postar alguma coisa. E foi um sonho-meio-pesadelo, porque: sonhei com um cara da faculdade que largou o curso no meio, nem me lembrava da cara direito, mas no sonho lembrei perfeitamente. Ele me dava uma carona e me acusava de ter escrito coisas pessoais em casa e no trabalho, e que era muito fácil me rastrear (!). Falava que eu não devia escrever os escândalos das pessoas aqui (Gossip Girl? XOXO), mas acabava me deixando na porta da faculdade. Igualzinha a entrada de onde eu estudei!! Quem me conhece sabe que eu não lembro dos meus sonhos, nunca, e eles nunca tem esse nível de definição.

Então, chegando na faculdade, eu encontro uma amiga, que terminou o namoro há pouco (desculpe amiga, depois do sonho acho melhor não colocar nomes diretos aqui, pelo menos por enquanto...), e que estava no laboratório de informática (!!) trocando mensagens com o namorado (!!!). Aí vai ela correndo pro laboratório, e eu vou cumprimentar dois amigos. Detalhe: um deles é uma sapinha que eu conheci uma vez só, num barzinho, mas com quem eu simpatizei muito, e outro é um cara, me apresentado por uma colega do trabalho, que eu não apreciei muito num primeiro momento, mas agora ficou óbvio que eu não consigo tirar da cabeça.

Aí eu acordei.
Fin.

Agora taí, Sigmund Freud, analyse this.

14 de novembro de 2008

Liberdade, Liberdade... NOT!

Ok, vamos às postagens. Eu ia falar sobre amor, relacionamento, sentimentos e toda essa mística e atmosfera de jogo que permeia o assunto, mas quero registrar outra coisa aqui: estupidez! Como é possível ter gente tão estúpida neste planeta?

Eu falei aqui que uma estagiária, ótima pessoa por sinal, saiu do escritório na semana passada. Ela é amiga de outra estagiária do escritório, e, como não poderia deixar de ser com amigas, indicou-a para uma vaga ainda aberta no novo emprego. Mesmo esquema: horário menor, do lado de casa, colado à facul, e o salário continuaria o mesmo a princípio. Eis que a ex-coordenadora dessa segunda, já que as duas não trabalham mais na mesma equipe, mas são amigas (até prova em contrário), ficou sabendo.

Essa pessoa diz que também tem uma entrevista. Estimula a ir. Porém, na volta ao escritório, faz o que já havia feito comigo e outra assessora alguns meses antes, chama a dona da empresa para uma reunião, e decide aumentar o salário da menina para cobrir a proposta! Ok, se eles querem manter a funcionária, more power to her! Sinal de que valorizam. Mas que diabos é isso, não deixar a menina nem ir fazer a entrevista? O que é? Medo de que o outro fosse irresistível, por ambiente, pelas pessoas? Medo de que, se ela tivesse a opção, fatalmente optaria pelo outro? Beleza, livre-arbítrio pra quê?

Taí uma coisa que me deixa muito puto. Como assim, tiram o direito de escolha das pessoas? Se quer fazer a burrada, faz, mas pelas próprias pernas. Que história é essa, eu gosto tanto de você que vou te manter aqui, contra o seu julgamento (que nem existe pra mim), e mesmo que não seja o melhor pra você?! Tenho medo desse tipo de raciocínio. Muito medo.

9 de novembro de 2008

The Week


A semana foi... intensa. Muitas novidades, boas notícias... Alguns momentos de estresse, mas acho que esses nunca vão me deixar totalmente. Aquele meu projeto de uma semana de tédio continua em andamento, ainda coloco ele em prática. Mas vamos lá:

Na segunda-feira, depois do problema abaixo com os vizinhos pela N-ésima vez, resolvi lançar mão de uma carta desesperada. E não é figura de linguagem, não. Escrevi uma carta, chorando todas as pitangas possíveis e imagináveis. Não menti, mas floreei um pouco, apelando pela caridade e consideração - não é possível que as pessoas não tenham nem um pingo! Claro que eu poderia tê-los confrontado pessoalmente, mas achei que era me expor e à minha família demais. E tecnicamente eu não fico em casa durante a semana, só a minha mãe... Anyway, parece ter dado certo, de alguma maneira. Vamos manter o foco positivo para continuar assim.

Na terça, o clima ficou tenso no trabalho. Não sei o que deu na minha chefe (quer dizer, ex-chefe, já que ela e o sócio decidiram separar as empresas), e ela pediu para que as meninas que ficarão com ela subirem todas as coisas (incluindo mesas, micros e etc.) para o andar que ocuparão, dois acima do nosso. Detalhe: eram 2 da tarde, e a gente (eu mais os dois que continuarão com o sócio dela) ainda tentávamos trabalhar. Agradável, não?

Na quarta, tudo tranquilo. Tive uma reunião na FIESP, almocei com uma amiga no Mac da Paulista, passei na Fnac pra ver as coisas... Só ver, consegui resistir bravamente a comprar alguma coisa. Só fiquei na vontade por uma agenda, o ano já está acabando afinal de contas. Acho que vou comprar uma da Tribo de novo, pelo menos dá pra usar por dois anos.

Na quinta, as mudanças continuaram. Uma das meninas, estagiária, arrumou outro emprego. Claro, arrumou algo mais perto de casa, para trabalhar num horário melhor e ganhando menos. Eu estapearia ela se não aceitasse, hehehe... Uma pena, porque ela é uma ótima pessoa, daquelas que torna o dia-a-dia mais agradável em vez de criar picuinha, mas fazer o quê... A empresa não é minha, não sou eu que tenho que me preocupar em manter os bons funcionários. Ainda bem que o meu chefe meio que se tocou, e fez uma reunião de feedback justamente pra isso, para nos deixar mais tranquilos. Não contou muitas novidades, mas é a intenção que faz a diferença.

Já na sexta, foi o almoço de despedida dessa amiga. Fomos no New Dog, e o que era pra ser um almoço de uma hora durou duas, hehehe... Mas foi por uma boa causa. Depois, à noite, tive um encontro. Meio estranho, no começo, eu marquei com o carinha, e ele disse que iria com dois amigos (!)pro barzinho. Acho que queriam se certificar de que eu não era nenhum maníaco disfarçado. Mas acabou sendo tranquilo, nós ficamos lá por uma hora, depois dei uma volta só com ele pelo bairro. Demos alguns beijos, ele foi super carinhoso... Um pouco nervoso, mas ainda assim... foi muito bom. E com um plus a mais: sem expectativas irreais, ou até mesmo reais, by the way. Nós simplesmente demos uns beijos, nos divertimos, e pronto. Sem cobrança. CLaro que eu aceitarei vê-lo de novo, se der tudo certo, mas parece que eu consegui desvincular isso do ideal de príncipe encantado que insistia em me perseguir. Ou será que era eu mesmo que me agarrava a isso? Hmmm... assunto muito denso, fica pra outro post.

E, pra encerrar a semana: Kylie! Precisa dizer mais?

2 de novembro de 2008

Ressalva

Olha, quando eu pedi serenidade, não era pra ela ser colocada à prova logo no primeiro e segundo dia do mês, não, viu? A gente quase enlouqueceu aqui em casa no fim de semana. Realmente, eu não sei mais o que fazer com esses vizinhos. Só chorando copiosamente, gritando, arranhando a parede... Sugestões?!

30 de outubro de 2008

Serenidade

De um ano, mais ou menos para cá, tenho que admitir: minha vida melhorou muito. Tanto que, à medida em que o ser humano sempre precisa de alguma coisa, de alguma característica a melhorar ou algo a aprender, mudei muito os meus pedidos.

E hoje em dia só peço uma coisa: paciência! Paciência para entender os momentos que as pessoas aqui de casa têm, paciência para que tudo se resolva no meu trabalho, paciência para aceitar que as pessoas nem sempre pensam como eu...

Acho que vou tirar este fim de semana para descansar, não fazer nada, só relaxar... Será que os vizinhos colaboram, ou essa paciência vai ser posta à prova já no Sábado? Ok, mais um pedido, então, um fim de semana de paz, pra recarregar as baterias, porque se não a coisa vai ficar feia...

26 de outubro de 2008

Are you gay?

Ok, duas no mesmo dia, mas eu simplesmente TIVE que postar esse vídeo:



Fala sério! O melhor vídeo do youtube de todos os tempos. Assisti no blog A Tampa . Acho digno!

Omnia Mutantur

Clichê das últimas semanas: nada é eterno! Paixões, amizades, relacionamentos, trabalhos, dificuldades, benefícios, dinheiro, dores, amores.... Nada é definido, imutável, escrito e lavrado. No meio de tantos turbilhões, e no meio disso aí coloco o trabalho na frente, tenho aprendido a valorizar bastante quem traz um senso de estabilidade em minha vida. Quer dizer, estabilidade seria uma contradição, mas pelo menos quem não me traz mais problemas, sabe? Porque é difícil ter sempre uma palavra de consolo pronta, quando se está passando também por altos e baixos. Não sou de ficar demonstrando isso, botar pra fora não é comigo. Tanto que nunca consigo me expressar corretamente nestas situações... Gaguejo, suo, tremo... Um horror, rs... Por isso é tão bom quando a gente vê que os amigos não precisam dessa verborragia toda, e entendem o que estou passando mesmo quando não consigo transmitir com palavras exatas.

Sei que não deu pra ser muito claro neste post, mas as coisas estão ainda engatinhando, não sei mesmo o que pode acontecer nos próximos dias. E esse calor tá me deixando numa letargia master. Quem sabe amanhã já não tenha uma idéia melhor de como vou caminhar nesse fio da navalha? Dedos cruzados.

17 de outubro de 2008

Novas Experiências

Esta foi uma semana cheia de surpresas. No começo, um evento, muita correria, mas no frigir dos ovos tudo deu certo. Conheci um carinha da empresa que organizou esse evento, e ele até era atraente, mas... sei lá, tenho uma certa resistência a pessoas que se utilizam de bens materiais para auto-afirmação. Ok, todo mundo tem seus mecanismos de defesa, mas tem gente que exagera, vai... O que me importa se alguém que eu conheci tem carro ou não, se a família tem dinheiro ou não, se mora em A, B ou Z...? Muito mais interessado eu fico nas experiências da pessoa, pelo que ela passou, e o quanto ela é capaz de evoluir.

Evolução, aliás, que notei em um dos meus amigos esta semana. Sim, evolução e surpresa. E de ambos os lados! Que bom saber que você conseguiu demonstrar o que você queria e dar um sinal de alerta sem ofender... Que bom que a pessoa soube ter humildade e demonstrar consideração para fazer o que se pediu e levar a relação para uma nova fase. Muito bom mesmo, me dá uma esperança renovada na raça humana.

De resto, é esperar, ? Estou em semanas de expectativas. Ainda não sei o que estou esperando, o que virá, mas o que quer que seja, que venha, estou preparado!

11 de outubro de 2008

Um Pequeno Respiro

Eu avisei que Outubro ia ser um mês complicado, não avisei? Muita correria, muitas coisas pra resolver, a cortisona tá à toda. Cortisona, pra vocês que não sabem biologuês, é o hormônio do stress, e ele provoca... acne! Siiiim, e como cada espinha que aparece me traz o medo de voltar tudo de novo como antes de tomar o Roacutan, eu fico mais estressado e isso causa... mais espinhas!!! Ok, não é nada agradável, mas eu já lido com essa situação de outros carnavais. Enquanto não andava muito inspirado pra escrever brinquei com o layout aqui do blog. Acho que agora está legal.

Tenho aprendido muita coisa sobre limitações e princípios, e como mantê-los mesmo em condições adversas. Não só no trabalho. Aqui em casa também, e no plano afetivo/emocional/psíquico/espiritual também. Claro que fica mais fácil quando não estou aqui tendo que ouvir o barulho dos vizinhos. Como no momento. Mas pelo menos é samba. Calipso é de matar qualquer um.

Vai acontecer um novo evento no serviço na terça-feira, num hotel da Vila Olímpia, então vamos ver o que acontece. Não estou sozinho na divulgação desse, pelo menos, o que significa responsabilidades divididas... Isso se eu conseguir não me preocupar tanto por antecipação, preciso manter isso em mente.

29 de setembro de 2008

Uma Nova Primavera

Se o mês de Agosto foi de cultivar o positivismo, o de Setembro foi de colocar à prova essa nova atitude. Fora alguns tropeços no trabalho, algumas decepções corriqueiras e momentos de estresse (nada além do normal), o alto astral se manteve constante. Prevejo alguns desafios nessa área em Outubro, mas desafios estão aí para serem superados. Ou assim diz a teoria.

Em casa, as coisas estão bem. Compramos as janelas, finally, e elas começarão a ser instaladas na semana que vem. Está dentro do orçamento, mas preciso me controlar agora esses dois meses para não meter os pés pelas mãos. Minha mãe recebeu boas notícias, também. Não vai precisar fazer o tratamento de radiodoterapia novamente (apesar da consulta de retorno com a médica ser só no sábado), e também conseguiu a carteirinha da SPTrans pra não pagar mais condução.

No coração... bem, falo disso mais tarde. Ou em outro post. Questões do coração são sempre complicadas pra falar. Resumo da ópera: estou bem, pronto pra outra. Aliás, prontíssimo, vamos ver o que rola esta semana. Sabe como é, mês novo, vida nova.

26 de setembro de 2008

Ressurgir das Cinzas

Meio que continuando o post anterior, tenho pensado muito nos últimos dias (acho que o mês de setembro foi realmente de analisar todas as relaçõe), e cheguei a alguma conclusões interessantes. A primeira delas é: o povo gosta é de incenso. Que tenha alguém por perto - sempre - para falar de como as coisas são difíceis, de como se sofre, de como se luta e ninguém reconhece. Porra, será que não dá pra mexer a bunda da cadeira e tentar mudar? E olha que eu sou um insatisfeito de marca maior, hein? Falo com conhecimento de causa. Mas tenho procurado mudar essa tendência. Ah, e antes que eu me esqueça, as pessoas também querem platéia pras coisas boas, viu? Não falo a respeito de você ficar feliz pelas conquistas dos outros, falo de você ser obrigado a falar "Ooh" e "Aah" pra cada fato corriqueiro, sendo que a pessoa nem se interessa em perguntar se você está bem!

E não vamos falar de resultados aqui, porque não é toda vez - ou melhor dizendo, quase nunca - que as coisas saem como a gente planeja. É tudo questão da jornada. Do processo de assimilar novas idéias, mudar de idéias, admitir que uma idéia estava errada e corrigí-la, ou retomar algo que não estava certo, mas era dos males o menor... Tudo isso é a maior demonstração de coragem que se pode ter notícia. E de que, não importa a queda, a gente tem que aprender a se levantar.

p.s.: Esse é o tema da tatuagem que eu fiz, a Fênix, como está no desenho: Pra tudo há um recomeço nessa vida. Nunca se repete da maneira exata, mas ele aparece.

19 de setembro de 2008

It's Human Nature

Depois de várias semanas boas, por falta de melhor palavra para descrever essa não foi tão boa. Não pela escassez de notícias animadoras. Minha mãe não vai precisar fazer uma segunda radiodoterapia, e também conseguiu a carteira da SPTrans para não pagar mais condução na cidade. Boa notícia para quem tem hérnia de disco e não pode se locomover a grande distâncias à pé sem que a coluna manifeste a dor.

No trabalho, as coisas continuam caminhando. Muitas coisas para cuidar, três contas diferentes para eu dividir o meu tempo, e gerando resultados para todas, e isso é bom. Deu pra reorganizar as coisas para a próxima semana, então não devo ficar com essa sensação de sufocamento, de material se acumulando em minha mesa.

Acho que o problema é mais geral... Uma estranheza com a natureza humana. Nessa minha jornada em busca do auto-conhecimento e auto-aceitação, já percebi que algumas regras se fazem necessárias, e elas são proibitivas:

A - Não se preocupar com o que não está no seu poder mudar;
B - Não esperar das pessoas aquilo que elas não estão preparadas para oferecer.

Com essas duas orientações em mente dá pra você caminhar um longo caminho antes de enfrentar problemas. O único efeito adverso, aquele que você precisa tomar cuidado, é não se surpreender com as pequenas mesquinhezas do ser humano. Porque as pessoas são assim, meio que regridem para um estado anterior à civilidade, à educação, à consideração quando querem provar sua superioridade sobre os outros. Pra se mostrarem competentes, mais bonitas, mais ricas, (melhores, enfim), precisam evidenciar as falhas dos outros... e tudo sem admitir uma manchinha sequer na fachada! Taí uma coisa que eu procuro evitar antes de tudo.

12 de setembro de 2008

Passos novos para a velha dança

Oops... I did it again. Sim, amigos, deixei alguém se aproximar, e me dei mal... Quer dizer, não tão mal quanto das últimas vezes, isso eu hei de conceder. O carinha eu nem cheguei a encontrar, então foi uma coisa assim, meio virtual... Mas tem um lado positivo nessa história, por incrível que pareça: desta vez consegui demonstrar claramente minha posição, manter em foco o que eu quero e busco numa relação, e deixar bem exposta a minha insatisfação.

E daí que o cara deu pra trás, mudou de idéia, não me ligou, e ainda quis inventar desculpa de que "estava sem crédito"? Que se dane, eu sei que fui sincero, estava a fim de que desse certo. E, no meio do caminho, ainda pude sonhar acordado, imaginar como teria sido bom. Já tá mais do que na hora de transformar essa minha imaginação fértil em aliada. Expectativa: se não pode vencê-la, junte-se a ela!

10 de setembro de 2008

Cinzento

Me sinto tão só... tão cinza, como um coadjuvante na minha própria vida... Amigos ausentes, amores que morrem tão logo nascem, rotina que me pesa, preocupações que não se afastam... Quero me isolar, quero gritar... Quero estender a mão e saber que alguém está do lado... Quero dar vazão a essa correnteza de sentimento que guardo dentro de mim há tanto tempo, sem testemunhas, violenta combinação de paixões reprimidas por toda uma vida... Quero implodir...

7 de setembro de 2008

Um Ano Depois...

É isso aí, um ano de blog. Acho que só consegui chegar nessa marca com o antigo Rien, e olha que eu estava lendo os arquivos esses dias dos blogs anteriores, e boa parte era mentira... Isso mesmo, alguns posts que eu escrevia não tinham acontecido. Não sei por que tinha essa necessidade, de maquiar os acontecimentos, na tentativa de torná-los mais interessantes para quem os lesse. Paranóia, teu nome é Fernando!

Relendo o que eu escrevi aqui no último ano, posso ver o quanto, por falta de expressão melhor, amadureci, não só no mundo real, mas também em usar este meu espaço, meu canto, meu refúgio, como um repositório sincero das coisas boas e não-tão-boas que me acontecem.

E um brinde a mais um ano de confissões, desabafos, piadas, brincadeiras, ironias, trocadilhos, anglicanismos, figuras de linguagem, ensaios, letras de músicas, idas a cinema, livros, reclamações, lamúrias, mágoas, brigas, desapontamentos, alegrias, realizações, romances, conhecimento, lazer, trabalho, saúde, família, amigos, amores, acidentes, planos, constatações, reflexões, nostalgia, e esse tão buscado e tão efêmero estado de espírito que chamamos de felicidade.

31 de agosto de 2008

Aberto para Balanço

Dia de olhar um pouco pra trás e ver como foi o mês, certo? Agosto vai ser lembrado como um mês de conflitos, e (surpresa das surpresas!) considero isso extremamente positivo. Sim, porque em vez dessa tendência já enraizada de evitar confrontos a todo custo, o proverbial boi para não entrar numa briga, nas últimas vezes fui obrigado a parar, reavaliar, analisar toda a situação e tentar resolvê-la da melhor forma.

Trocando em miúdos, uma das conclusões mais benéficas foi a de que eu gosto mesmo da minha profissão. Gosto de ser jornalista, de ser assessor de imprensa. Gosto de ter um bom relacionamento com meus clientes, de vê-los bem refletidos na mídia, e dos diversos veículos de comunicação me considerarem uma boa fonte. Muito satisfeito mesmo em relação a isso.

Outra coisa: defendi minhas convicções. Mas sem fanatismo. Pude perceber, com a ajuda dos amigos (isso é música dos Beatles, by the way), alguns pontos que precisava me segurar mais (no humor autodepreciativo), outros que precisava manter (a leveza e a simpatia no dia-a-dia) e outros que precisava mudar com urgência (achar que eu não merecia que coisas boas acontecessem).

O desafio é manter esse processo rolando em Setembro, até o fim do ano, e além... E quer saber? Taí um confronto que eu sei que vou ganhar.

22 de agosto de 2008

A Semana Sorridente

Nossa, finalmente uma pausa. Eu já sabia que esta semana seria corrida, que esse fim de mês teria muita coisa para fazer, mas quando chega tudo junto, aí o bicho pega. Mas foi bom, tive uma feira para cobrir, de terça até ontem, e correu tudo bem. Cliente satisfeito, chefes satisfeitos, conheci algumas pessoas simpáticas, todo mundo sorridente. Aliás, é realmente comprovado: quando você sorri para o mundo, o mundo sorri para você. Quase um hatuna matata às avessas.

E não é que encontrei um professor do colegial no meio desse evento? Muito doido, quase 10 anos depois de ele ter me dado aulas de Materiais de Construção (acho) ele ainda lembra do meu nome! E coitado, eu lembro que toda vez que ele dava a última aula eu já estava tão de saco cheio, que falava pra Cintia: te espero lá fora! E ficava o resto do tempo sentado na entrada da escola, lendo ou ouvindo música.... Eu tinha minhas maldadezinhas desde aquela época. Aí um dia, a Cintia me contou, ele viu que eu sempre estava nas aulas anteriores e nunca na dele, e perguntou pra classe se eu não gostava das suas aulas. Muita dó, ? E não é que eu não gostava dele, não. Ele era simpático, educado, bonito... Ainda é, diga-se de passagem. Só passou o tempo, mas eu também não sou mais o moleque que eu era, feliz ou infelizmente. Está grisalho-sexy, sabe?

Ontem me deu a louca e eu fui andando do Center Norte até o Anhembi, para visitar a Bienal do Livro. Ainda bem que estava no meio da semana, pouco público (comparado com o sábado), e pude caminhar tranquilo, aproveitar umas boas promoções. Na volta, duas coisas engraçadas, que comprovam a teoria do sorriso acima: um cara puxou conversa quando viu que eu estava lendo uma revista em quadrinhos no Metrô Norte-Sul. Batemos um longo papo até a estação Sé, eu recomendei que ele fosse à Bienal, ele me contou que coleciona revistas desde as históricas Tex. Tudo assim, sem nome nem nada. Já na Linha Leste-Oeste, esperei um metrô menos lotado, e logo ao entrar, assim que as portas se fecharam, a senhora que estava sentada à minha frente mudou para o banco reservado, e eu pude sentar logo de cara, e fui tranquilo até a estação Patriarca. Chegando lá ainda encontrei com a minha irmã na lotação, não precisei ficar carregando a mochila pesada até em casa.

Tudo pequenas coisas, mas quero mantê-las acontecendo e transformar essa maré boa em mais do que apenas uma fase de fim de mês. Ah, sim, como parte dessas atitudes de momento, coloquei de volta os comentários. Por isso, comenta aí, vai? Até que eu tire de novo quando a lua mudar, hehehehe....

19 de agosto de 2008

R-Evolução

É, parece que os eclipses de Agosto vieram mesmo para mudar idéias, atitudes, conceitos & afins. Eu mesmo passei por tantas reviravoltas que estou meio tonto até agora. E para mim está bem claro que isso é positivo. Não dá pra ficar nessa fase depressiva eternamente, não é? Se há alguma diferença nas últimas provações (e, se não dá pra ser Poliana, pelo menos faço questão de cometer erros diferentes), é o fato de que eu pude modificar a maneira de lidar com as coisas sem abrir mãos de minhas convicções.

Tive problema com um chefe descompensado? Ok, vou me lembrar disso sempre que for dar uma brecha e sair do meu trilho no dia-a-dia, mas não posso ir trabalhar com uma tromba todo dia na minha frente, porque isso impede que eu seja simpático com quem eu realmente gosto, e aprecie a simpatia das pessoas que me cercam - e não é pouca, não, viu? Eu me surpreendi negativamente com um, mas positivamente com várias pessoas, e estreitei alguns laços além do mero coleguismo.

Os amigos se afastam? Sim, se afastam, somos pessoas diferentes e com objetivos e desejos diferentes. Natural perseguir esses objetivos, cada um à sua maneira, e seguir por trilhas diferentes. Fica aquela saudadezinha dos "anos dourados", da época em que as coisas eram mais simples, o cacife dos riscos era mais baixo, mas olha só: já se têm uma história em comum, coisa tão rara, tão preciosa...! Em relação a quem a gente pode olhar pra trás, cinco (Daniel, Fábio, Fabiano), dez , quase quinze (puta merda, o tempo passa, Cintia e Camila!!) anos e saber quem aquelas pessoas eram, saber que você já gostava e já tinha uma puuuuuta afinidade, e que a pessoa evoluiu, conquistou tantas coisas, realizou tantas outras, e tem tanto a realizar?

Mas é preciso aceitar, tudo vai mudando de intensidade com o tempo (que só flui pra uma direção pra mim, viu, tio Einstein?), mas que a gente só não se arrepende quando curte esses momentos enquanto ele acontecem, sem protelar, sem preguiça. Assim deixamos nossa marca no mundo, na vida dessas pessoas, que são tão especiais, e por sua vez tornam a nossa vida - também - única.

E por essa nova percepção eu sou grato.

12 de agosto de 2008

Surpresa... NOT!

Quem me conhece sabe, não tenho o dom pra sutilezas. Sim, eu sou aquele pra quem você evita usar de ironias, subterfúgios, rodeios, artíficios, joguinhos mentais. Levo tudo que me dizem ao pé da letra. Considero o modo mais fácil de encarar um problema simplesmente colocar as cartas na mesa e falar a respeito. Quem não se comunica se trumbica, certo?

Então por que é tão difícil para as pessoas serem diretas? Irem ao ponto sem ficar enrolando? Não sou idealista, mas se tem uma coisa que acredito, quase como os hackers, é que a informação quer ser livre. Qual o benefício de postergar uma conversa necessária, com a justificativa de que 'não quer fazer o outro sofrer'? Não é mais fácil arrancar de uma vez o band-aid? Além de ter o estresse de encarar uma situação, ainda é preciso sofrer por antecipação? Esse sadismo enrustido me tira do sério.

Sim, toda essa indignação pode ser traduzida como ansiedade. Mas olha, até que nos últimos tempos eu não fico mais ansioso como antigamente. Aqui no trabalho mesmo, tenho a convicção de que estou fazendo meu trabalho da maneira mais honesta e ágil possível, então essa é a minha bandeira pro caso de alguma coisa dar errado. E muito pouco tem dado errado, pelo menos nesse sentido.

Também tenho aversão a surpresa. Pode me chamar de paranóico, que tenho mania de perseguição, entre tantas outras coisas. Já me tacharam de coisa pior. E eu continuo sem querer surpresa. Para mim, a vida já é imprevisível (e interessante, por que não?!) o suficiente sem precisar segurar os acontecimentos para causar um efeito. Desde quando isso dá certo? Minha experiência nesse campo se traduz, na quase totalidade, em anti-clímax mil. Existe um certo limite para você manter presa atenção das pessoas. No meu caso, é como assistir um comercial na TV, em 3 seg. já estou focando em outra coisa.

7 de agosto de 2008

Descendo em Espiral

Eu andei pensando em postar a semana inteira, mas adiei, esperando passar essa nuvem negra - outside e inside - mas nada disso ocorreu.

Não ando muito bem. Angústia, uma revolta, uma decepção generalizada com a vida. Minto, com a vida, não. Com as pessoas, mesmo. Sinto-me como que perdido num grande baile de máscaras. Não reconheço mais ninguém. Quem se vende como amigo, me apedreja quando estou com a guarda baixa. Quem eu considero parte integral da minha vida, me exclui. Quem eu acho que estabeleci uma conexão, desaparece.

Bem que eu queria desaparecer. Me isolar também. Não me machucar mais. Espantar essa mágoa, essa onda que ganha volume e me sufoca.

Não ando muito bem...

2 de agosto de 2008

O Que Tem Acontecido

Hora de fazer aquela avaliação básica de como anda a vida, ainda mais que eu ando meio sem inspiração pra postar e isso aqui fica entregue às traças. Julho foi um mês estranho. Muita nostalgia, algumas frustrações... e um estranho sentimento de contentamento, de que tudo caminha pro melhor. E olha, não sou dado a esses arroubos de otimismo.

Aqui em casa as coisas estão um pouquinho melhores. Minha mãe saiu daquele princípio de depressão. Segunda-feira ela vai numa consulta ao médico, pra se preparar pra um exame de mapeamento. Esse exame vai ser uma análise profunda pra saber o porquê desse problema na coluna, mas também é esperado que ela faça, já que há mais de 9 anos ela operou e removeu a tiréoide. Em relação a dinheiro, decidimos não reclamar mais da vida, e pagar as contas. Se planejarmos direitinho, dá até pra guardar um pouco, e isso já é uma melhora incrível em relação aos últimos meses.

O meu coração sofreu um pouco nas últimas semanas. Mas dizem que não há aprendizado sem dor, então procurei aprender um pouco com as cabeçadas. O foda é que eu fiquei mesmo balançado pelo cara com quem fiquei no começo do mês. Burro, eu sei. Minha auto-estima andava tão em baixa que eu não atentei pra possibilidade de apenas curtir a transa, e de que eu podia ser mais um corpo pro cara. Bizarro isso, se eu parar pra analisar. Enfim, quanto mais o tempo passa, mais eu percebo um lado bom nisso tudo; ainda que meio tímido, ele está lá.

No trabalho, parece que as coisas estão bem nos eixos. Meu chefe tirou férias, e o meu chefe-mor também ficou uns dias fora. Acho que eu não meti os pés pelas mãos com os clientes, mas preciso pegar mais firme na rotina do trabalho, por que a maré não está pra peixe. Pena que eu ando com muito compromisso fora. É tanta reunião, que às vezes eu fico meio despreparado pra voltar ao pique do escritório. Aí já viu... Fora que eu também preciso ir até a faculdade, corrigir o que quer que faltou no meu diploma e tirar finalmente o MTB, e pra isso vai mais um dia... Burocracia pouca é bobagem...

Penso que o período é de transição, sabe? Estou com várias coisas iniciadas, mas não devo ver a conclusão dessas situações ainda neste mês, só mais tarde.... Paciência, preciso desenvolver essa característica...

27 de julho de 2008

Fim de Semana em Família

Tudo bem que existe o ditado "Parente é serpente", e tenho algumas reclamações e traumas antigos com toda a família (isso do lado da minha mãe, porque do lado do meu pai nem isso), mas é bom quando você pode pensar que sente saudades de alguém que não seja da sua família imediata.

Este mês minhas primas e minha tia vieram de Florianópolis passar uma temporada aqui. Na verdade o meu tio já estava trabalhando aqui em São Paulo nos últimos meses, e acho que eles aproveitaram pra decidir voltar, no final do ano, de vez para cá. Não deve ter sido uma decisão fácil, sempre fica aquela sensação de "um pra frente e dois pra trás", sabe? Com a gente pra voltar pra esta casa em que moramos foi assim, e olha que a situação era uma coisa sem muita alternativa, sabe? Até hoje tenho aqui comigo que uma das coisas que consumiu meu pai no final foi terem pedido para devolvermos a casa em que estávamos morando, depois de 17 anos...

Mas quero falar sobre coisas alegres. Essas minhas duas primas, Andrea e Awdrey, foram criadas muito próximas da gente, e sempre deixam saudades. São as únicas que eu olho e fico admirado de "já ter pegado no colo" e hoje estarem se formando no colegial e na oitava série! Até minha cachorrinha, fica toda assanhada, e isso que não as via há mais de um ano e meio. Enfim, foi muito bom matar saudades, e vai ser muito bom tê-las de volta um pouquinho mais perto.

Essas últimas notícias boas têm me dado um ânimo e alegria de começar o dia que eu não sentia nos últimos anos. Então, que venha a semana!

16 de julho de 2008

São Coisas Que Acontecem... De Vez em Quando

Hora de falar de algumas coisas boas que aconteceram na última semana. Parece que não, mas às vezes elas surgem, e eu esqueço de registrá-las.

- Fui promovido aqui na empresa. Com direito a reajuste, êeeeee! Por enquanto a responsabilidade não aumenta, e tenho aqui comigo que foi uma adequação ao meu valor de mercado, em vista das pessoas que eles contrataram na última semana. Ainda assim, a uma semana de completar 6 meses, não precisar pedir para rever o salário, é motivo pra comemoração.

- Também é motivo de comemoração: passei dos 60kg! Nem acreditei quando enfrentei a balança, em pleno feriado. Não só eu recuperei os quilos perdidos quando eu mudei pra ZL, como estou no lucro! Não esqueci da minha resolução de fim de ano. Agora é chegar aos 65 até o final do mês.

- A Madonna vem! Parece que desta vez é líquido e certo. Nem acredito, é o sonho de todo gay que se preze no Brasil poder ver a diva-master num show, e este ano vai rolar. Nem me importa que o último álbum não seja lá essas coisas, é uma chance que não dá pra perder. Preciso já ir fazendo meu pé de meia, porque vai ser salgada a entrada.

- Reencontrei uma amiga depois de mais de um ano sem nos falarmos, a Camila. Como ela passa por aqui com certa frequência, não vou entrar em muitos detalhes, risos... Mas estou feliz. Algumas das besteiras que a gente faz tem volta!

- Aproveitando o momento "volta dos que não foram", uma colega aqui do escritório, com quem eu tenho aprendido muito, disse que ia sair, mas os chefes parece que fizeram uma contra-proposta, e ela vai ficar. Que bom, a equipe finalmente está purgada de seus maus elementos, e agora um dos motivos que torna a vinda pro trabalho suportável é a presença de pessoas com quem eu tenho algo a absorver. Ou que eu não queira espancar logo nos 15 primeiros minutos, diriam alguns.

Tudo isso num mês que eu não considero exatamente dos melhores, e mesmo depois da bolada nas costas que eu recebi nesta última semana. Ainda não desenvolvi o dom de viver e deixar viver. Estou trabalhando nisso.

15 de julho de 2008

Uma Esbarrada na Noite

Suspresa, o jeito da vida dizer "De vez em quando eu valho a pena"...

Eu não sabia muito como escrever o que eu vou escrever a seguir, e realmente estou indo mais pelo instinto aqui, mas prometi ser honesto aqui neste blog, então... Segura, Berenice!

Semana passada marquei um encontro às escuras. Quer dizer, mais ou menos às escuras, visto que eu já falava com o carinha há mais de um mês pelo MSN. Marcamos, só para variar um pouquinho, na Paulista. Sabe como é, eu já conhecia o lugar, era véspera de feriado, a região é mais gay friendly possível... Deu certo, saí até mais cedo do trabalho pra não deixá-lo esperando demais... Tudo lindo.

Ficamos um pouquinho num barzinho, tomei dois drinques pra relaxar, e depois fomos dar uma volta. Sentamos pra conversar num lugar super-bacana, o efeito da bebida já tinha diminuído, e.... bem, a coisa meio que clicou. Clicou a vontade de beijar, clicou a química de pele... Nós ficamos um bom tempo juntos, e, pelo meu ponto de vista, foi muito bom. Como eu falei pra ele, a noite excedeu minhas expectativas mais loucas, e olha que em matéria de criar expectativas irreais, eu sou mestre. E realmente, não senti nenhuma restrição da parte dele. Tanto que perguntei se poderia procurá-lo novamente na sexta-feira, ou no sábado, e ele disse que sim.

Já deu pra perceber onde isso vai dar? Claro que liguei na sexta, e liguei, e liguei, e liguei... E nada. Liguei no sábado. Adicionei no msn o nick oficial, deixei recado na caixa postal, e nada. Na segunda-feira mandei um sms, perguntando se tinha entendido alguma coisa errado ou se tinha acontecido alguma coisa, e nem assim a pessoa respondeu.

Pergunta: Então porque mentiu? Sim, porque não foi porque perdeu o celular. Não dá pra mandar um email? Falar "olha, não sei se ficou claro, mas eu só queria uma noite de diversão, agora não dá pra embarcar em nenhuma história mais extensa do que isso"? O que é pior? Covardia ou desrespeito?

Isso tudo é minha tendência de ver o copo meio vazio. Olhando por outro ponto de vista, aquele tal do copo meio cheio, foi uma noite ultra-positiva, em que, apesar da minha auto-estima precária, rolou uma química, realizei uma fantasia, sepultei alguns fantasmas e neuras. Também mantive minha convicção de quando se gosta de alguma coisa, tem-se que ir atrás, e eu fui. Disso não posso reclamar.

Não sei a que conclusão chegar. Parece que minhas contradições internas estão exacerbadas. Em alguns momentos quero desencanar, virar a página, pensar nas outras coisas boas que aconteceram nos últimos dias. Em outros, dá aquela tristeza de ter alimentado a esperança de poder rolar alguma coisa legal, de achar que tinha encontrado alguma pessoa que correspondesse essa vontade. Nos próximos dias essa mágoa deve diminuir, até virar uma lembrança distante, uma nota de rodapé. Não resta muito mais o que se fazer.

... Frustação: o jeito da vida dizer "Mais sorte da próxima vez."

2 de julho de 2008

Os Dois Novos Telefones

Eu juro, juro, juro que tento não reclamar muito aqui no blog, mas é praticamente impossível. Aqui na empresa, a gente realmente mata um leão por dia, mas às vezes no mesmo dia aparecem leão, cobra, zebra, girafa, urubu... Enfim, é difícil. Se não fosse todo santo dia uma dor de cabeça me atingir, daria para encarar melhor. Fica meio complicado manter uma atitude positiva com um bate-estacas martelando o seu cérebro.

Vamos ver, pontos altos, pontos altos... Nossa, como anda difícil achar pontos altos! Comprei um novo celular, isso conta? Depois de ter vendido o meu antigo para financiar a tatoo (preciso falar disso, estou programando para outro post), investi nesse novo brinquedo. E agora podemos dizer lá em casa que temos uma câmera digital decente. Chega de dizer que não tiramos foto por causa dos modelos, que não tem como melhorar, hehehe

Ah, sim, tem uma coisa boa e engraçada que aconteceu por aqui. Na semana passada, o povo decidiu fazer uma festa junina (Não pergunte!). No final da reunião, quando a coisa já tinha murchado um pouco, resolveram sortear alguns brindes da Hello Kitty, que tinham sobrado depois de uma divulgação. Algumas bonecas de pano, e um telefone fixo da gata, real mesmo, super fofo. Na quarta e última boneca, depois de encher adivinhar quantas pipocas tinha em um saco, sugeri uma brincadeira de "quente ou frio". Efeitos do vinho quente. Ou eu gosto de festas, beeem lá no fundo, vai saber.

Minha chefe, que não estava participando dos sorteios, escondeu a boneca, e, no final, quando estávamos todos "quentes", o outro sócio do escritório puxou uma das persianas, mas ela estava fazendo volume apenas porque estava aberta. Eu puxei a do lado, e lá estava a gata, mas... O que fazer com uma boneca? Segui meu chefe até a mesa dele, e dei a ele a boneca, para ele oferecer à sua neta. Ele gostou, disse que ela iria adorar, e ficou por isso mesmo. Em seguida, veio o sorteio do tão cobiçado telefone. Papeizinhos com os nomes de todos, e justo meu chefe vai sortear, e tira meu nome! E olha que eu nunca ganhei uma rifa, hein?! Conclusão: a generosidade, em alguns casos, pode mesmo compensar. Resultado: fiz minha boa ação do ano, e ganhei the gayest telephone EVAH!!!

26 de junho de 2008

Post Críptico

Oh, senhor! Dizem que é melhor ser surdo do que ouvir certas coisas, mas juro que às vezes fico na dúvida. Elaboração? Não vale a pena. Mas vale dizer isso: adoro ver o circo pegar fogo. Ainda mais quando estou bem longe do fogo, lógico. E digamos que o fósforo acaba de ser riscado.

E sim, estou falando do trabalho. Não dos meus clientes, thank god!

25 de junho de 2008

As Desventuras no Metrô

Continuando minhas peripécias pelo transporte público desta cidade, fui encontrar meus amigos no Shopping Paulista. Imagine, sexta-feira, final de expediente, e eu resolvo sair mais cedo, 18h30, pra chegar lá em uma hora. Nem em sonho, ? Mas, depois de ler uns três capítulos do livro, ouvir toda uma lista do iPod, dormir, acordar, dormir, acordar... cheguei na Brigadeiro, ainda arrastada. Desci alguns pontos de ônibus antes, subi aquela bela ladeira, virei a esquina na Paulista e... resolvi cortar caminho e atravessar a avenida pelo metrô Brigadeiro.

Pois bem, que a Paulista é a avenida mais moderna do Brasil, que o pessoal libera geral, que o mundo é gay, já virou chavão. Mas, eu ainda me surpreendo quando encontro casais tão liberais e despreocupados por lá. Ao subir correndo a escada "manual" (ou seria pedal?), esbarrei em dois caras, até que bonitinhos, que viraram de repente no sentido contrário. Claro, no melhor estilo comercial de TV, eu derrubei a mochila, um deles derrubou uma sacola. O outro carinha comentou: "Taí uma coisa que não acontece todo dia." Eu: "É, mas vocês dois estarem juntos confirma que minha sorte continua a mesma".

Presença de espírito: 1. Contatos aproveitáveis: ainda no 0.

19 de junho de 2008

Dar o Braço a Torcer

Semaninha complicada esta viu. Terça tive um evento que durou até 22hs, ontem um evento o dia inteiro, hoje precisei ir a uma reunião pela manhã... Felizmente, todos os meus clientes estão satisfeitos, e eles elogiam quando as coisas dão certo. Pelo menos nisso eu devo reconhecer que a minha ex-chefe tinha razão.

No escritório o ambiente tem tido seus altos e baixos. Altos: minha equipe está bem entrosada. Baixos: minha equipe não é a única do escritório. Já que o mote do post é dar o braço a torcer, tenho que reconhecer que a minha chefe atual também tem um pouco de razão. Acho que me falta maturidade, sim, mas é de outro tipo, não a que ela se referia. Me falta maturidade para não me deixar afetar pelos humores e atitudes de outras pessoas que eu considero erradas. Ainda não atingi esse estágio, mas estou trabalhando nisso.

18 de junho de 2008

As Desventuras nos Ônibus

É, minha gente, às vezes a vida nos atropela de tal maneira que simplesmente esquecemos das coisas. Postar aqui foi uma das coisas que eu negligenciei nos últimos tempos, preciso retomar. Enquanto as histórias não vêm, vou contar uma cena prosaica que testemunhei esses dias.

Passei na Fnac de Pinheiros para comprar um adesivo e pôr no iPod, depois do serviço, e na volta peguei um ônibus para casa na Teodoro Sampaio. Logo atrás de mim, entram três modelos, dois homens e uma mulher. A menina, linda. Os caras, um espetáculo. Um baixinho, moreno, parrudo, carioca. Outro alto, magro, loiro, gaúcho - praticamente meu sonho de consumo. Vão os três conversando, eu lendo e ouvindo "São Paulo Fashion Week pra lá", "São Paulo Fashion Week pra cá", até que chega perto do ponto do Metrô Clínicas, e acho que os três iam descer. Mas, eles deram sinal em cima da hora e o motorista não parou. Devo dizer que eu nunca vi uma pessoa se transformar (ou seria transtornar?) tão rápido! O modelo moreno simplesmente virou um bicho, começou a gritar com o motorista, a xingá-lo de tudo quanto era nome, até chegou a ponto de pular a catraca e ir lá reclamar com o pobre, vê se pode! Os outros dois reclamaram bastante também, mas nem se compararam ao invocadinho. O cara era até interessante, mas a fisionomia dele se alterou completamente, que ele ficou até feio. Uma pena mesmo.

Se eles soubessem que no ponto seguinte desceriam bem na porta do metrô......

2 de junho de 2008

Os Problemas e Suas Soluções

Gente, que frio é esse? Este final de semana eu mal pus a cara pra fora do portão de casa, o vento cortante estava... bem, cortando. O melhor foi, no domingo, eu ter que consertar a bóia da caixa d´água de casa. Visualisando: eu, do alto dos meus 60kg, naquela garoa gelada e interminável, tendo que me equilibrar em telhas de amianto, para trocar uma peça dentro da birosca da caixa d´água!!!

Isso que tinha todo um problema como encanamento, com as duas descargas! Quanto menos se falar, melhor. Pelo menos hoje, que eu fiquei aqui o dia inteiro trabalhando, o amigo da minha mãe que entende disso pode resolver tudo sem encheção... e sem me encher. Agora tem que pagar, né? Mas quem disse que a vida era fácil? Ter casa é ter sempre que consertar alguma coisa. Sempre. Não tem jeito.

O que eu decidi fazer é limpar o espaço na minha estante, no meu quarto, vender meus livros da Agatha Christie pra arranjar um dinheirinho... enfim, capitalizar é preciso. Quem sabe, se tudo der certo, até o meio do mês consigo fazer minha tatuagem...

26 de maio de 2008

O Weekend Update

Depois desse breve interlúdio, retomamos a nossa programação normal. Esse feriado não foi exatamente super, visto que eu trabalhei no meio dele (sexta-feira), e um amigo meu ficou muito doente, foi parar no hospital. Por sorte não foi nada grave, parece que a garganta atacou de vez e vai ter que remover as amídala. Não sei se ainda se faz isso ou não, mas...

O trabalho até que foi tranquilo. Na verdade eu não precisava vir, meus clientes não iam funcionar, mas como todo mundo viria, fui incluído no pacote. Pelo lado bom (uma coisa meio Poliana agora!) finalmente peguei meu diploma!! Agora posso tirar meu MTB. Aliás, porque o cadastro de jornalista se chama MTB? Mistério. Mas posso tirar, depois de quase 4 anos de formado. Também aproveitei pra sondar quanto ficará minha tatuagem (cara!) e quanto ficaria uma janela anti-ruído (muito! cara!).

E por falar em anti-ruído, cheguei muito perto de aderir ao calmante da minha mãe na noite de sábado para domingo. Na falta de uma, teve TRÊS festas "animando" a noite. Karaokê em uma, samba (ao vivo) em outra, e funk dos mais fuleiros em mais uma. Se bem que funk fuleiro é redundância. Foram parar às 4hs da manhã. A gente tá até se adaptando, viu. Seguindo a linha Poliana acima, pelo menos não foi até às 7hs.

Melhor eu comprar uma janela básica mesmo.

16 de maio de 2008

A Despedida?

Ah, acabou de sair mais uma pessoa aqui do escritório. Tão chato essas saídas. Pra pegar carona em (mais um) chavão, eu fico mesmo com a impressão de que os bons são os primeiros a sair. Uma pena. Mas, o que importa é que existe vida após à determinada empresa. A gente esquece isso às vezes, ou acha que a empresa continua a mesa depois que a gente sai, ou a empresa acha que a gente vai passar fome quando sair. Ambas idéias totalmente equivocadas. O problema mesmo é que a gente muito dificilmente mantém contato com as pessoas depois que não tem aquela rotina de ver todo santo dia. Até aí, normal, são algumas linhas que se interseccionam por um período e depois se separam, seguem adiante...

Espero mesmo que não seja esse o caso. Vou fazer o possível para que não, já disse adeus demais a muitas pessoas nos últimos tempos.

15 de maio de 2008

A Auto-Avaliação

Yay! 50º post! Nem acredito, finalmente consegui manter um blog por todo este tempo. Esses dias mesmo estava conversando sobre como é difícil manter um site de conteúdo nesses dias de overdose de informação, principalmente quando esse conteúdo é a sua própria vida. E convenhamos, a ficção sempre foi mais interessante do que a vida real. Duvida? Tenho aqui comigo que mesmo quando a gente transfere um acontecimento real pra este meio "escrito", algo se perde na tradução. Ou se é acrescentado. De qualquer maneira, alguma coisa sempre muda, e nos resta torcer que seja para o melhor.

Mas divago. E esse post é mesmo sobre divagar, coisa que tenho feito ultimamente. Sem chegar a conclusões, mas pelo menos me conhecendo um pouco mais, o que sempre é positivo. Por mais que pareça o contrário. Tenho aprendido - ou será apreendido? - muito nos últimos tempos. Sobre minhas relações no trabalho, em casa, com os amigos... comigo mesmo... É difícil ser preciso, mas vamos tentar. Dividir em mundos, então?

Quando eu repito que 2008 é o ano do trabalho, todo mundo já sabe. Mas no começo do mês eu tive uma conversa com minha chefe (O horror!), em que ela tinha me falado uma coisa de que não gostei. Tinha dito que me faltava um pouco de maturidade. Na hora eu odiei ouvir aquilo, porque não tem coisa que um aquariano deteste mais do que admitir que os outros estão certos. E pra este jovem gay aqui não tem coisa pior do que ser criticado, mesmo que justamente. Mas, se não falei pra ninguém, e senti que não tinha muito em quem confiar para dizer isso e não me julgar, digo aqui: ela está certa. Ainda me falta amadurecer um pouco, aprender a dizer não, a me afastar quando devo, a deixar os outros viverem suas vidas. Dizem que o primeiro passo pra resolver um problema é reconhecer a existência dele, então eu devo estar no cominho certo. Só falta descobrir como prosseguir agora.

Em casa, tudo bem, graças! Desde que ficamos apenas nós três (eu, minha irmã, minha mãe) aprendemos a nos respeitar um pouco mais, a nos preocupar um pouco mais um com o outro, e isso conta muito. O fato de nossa situação financeira estar finalmente se estabilizando depois de um turbilhão que durou um ano também ajuda. Pra estar tudo perfeito, só falta minha mãe melhorar de saúde. O médico ortopedista em que ela passou disse que ela está com hérnia e um problema de coluna sério, e a encaminhou para um especialista em neurocirurgia. E também recomendou que ela mudasse de casa urgente! Claro, porque isso é super fácil, tem centeeeenas de casas que nós podemos alugar, todas térreas, pintadas de branco, com jardim e varanda. Not!!
Enfim, ela está fazendo um check-up, e assim que terminar devemos decidir o que fazer, se alugamos a casa em que estamos e mudamos para um apartamento, se vendemos... O momento é de indefinição, pra dizer o mínimo.

Amigos.... essa tá complicada. Já falei da sensação de traído por um, traído por mil que tinha me acometido? Pois é, passou. Mas tive maus momentos neste mês, revendo muitos conceitos de relações que, para mim, estavam sem nenhuma mácula. Muito chato, mas eu preciso me lembrar de tempos em tempos que o erro de esperar mais do que as pessoas podem dar, na verdade é meu. Tá certo que se for manter amizades apenas na base do que me demonstram acho que acabo indo morar numa ilha deserta, mas é que magoa de vez em quando, sabe? Principalmente quando te julgam sem nem saber da história toda! Eu sei que não sou a pessoa mais justa, mais honesta, mais sábia deste mundo, mas pelo menos dou o benefício da dúvida aos meus amigos. Procuro saber os motivos que os levam a determinada ação ou atitude, e pra mim, todos são inocentes até que se provem culpados. E não senti que essa consideração foi recíproca. Agora estou aprendendo a me preservar, para depois não ficar sozinho recolhendo os caquinhos. Isso é uma péssima constatação para alguém com altas doses de cinismo no sangue, mas o que fazer? O show deve continuar...

12 de maio de 2008

O Curto Post

Ai, ai... De vez em quando a gente cai na real, tem umas aulas de humildade. Eu não cai na real, eu despenquei. Estou começando a recolher os caquinhos e voltar ao normal, sabe? Não sei se consigo, aliás, acho que a gente nunca consegue "ficar zerado", sabe, mas pelo menos vou tentando.

Devo continuar este post mais tarde, em casa. Espero conseguir assistir alguma coisa de Brothers & Sisters, estou ficando meio pra trás na série.

E agora, a longa viagem de volta. See ya.

9 de maio de 2008

Uma Mudança Deve Vir

Eitcha, semaninha complicada, . Ânimo zero pra trabalhar. Se bem que mesmo assim deu pra render, mas só a muito custo. Agora o povo vai fazer uma horinha no bar aqui perto, e imagino que o trânsito está tão ruim com o Dia das Mães aí que não compensa ir direto pra casa.

Precisamos arrumar um outro lugar, aquela casa não está mais dando. Minha mãe foi hoje ao ortopedista, e ele disse que o problema na coluna é grave - ela vai precisar passar agora com um neurocirurgião. Só ter alguma coisa remotamente ligada a cirurgia já é o suficiente pra mandar um arrepio me percorrer a espinha. Por que precisamos de outro lugar pra morar? Porque o sobrado onde moramos simplesmente tem 3 escadas, e a rua é uma descida íngreme de paralelepípedos. Imagina se precisa esforço pra subir?

Devo postar mais agora no twitter, aqui do lado. Esse negócio de 140 caracteres vai mesmo me ajudar a ser conciso. E assim posto mais no blog, não é?

5 de maio de 2008

O Feriado Melancólico

O feriado veio, o feriado se foi. Eu gostaria de poder dizer que passou em brancas nuvens, mas quem esteve aqui em São Paulo viu que as nuvens eram muito das cinzentas, carregadas, e teimavam em chover! Um absurdo. Foi um feriado perfeito mesmo para se ficar em casa, ainda mais levando-se em conta a ausência de pagamento.

Mas acabou dando tudo certo. Antecipei o presente da minha mãe, então estarei livre neste fim de semana, não preciso passar nem na porta de um shopping center. Passei uma tarde muito divertida no Anália Franco. O importante não é onde a gente vai, mas com quem a gente vai. Com pessoas te põem pra cima você pode dar uma volta pelo bairro ou pela Paulista que está bom. Claro que de vez em quando é bom ir num lugar bacana, um barzinho, restaurante ou balada, porque a gente trabalha pra colher algum benefício, não é?

O feriado ainda guardava uma surpresa para o finalzinho do domingo (na verdade segunda-feira). É ingenuidade demais ficar feliz apenas por uma troca de mensagens de texto? Bom, pode até ser, mas vou aproveitar a sensação enquanto ela dura. Por mais que eu espere pelo pior, sempre torço pelo melhor. E continuo sendo um estudo em contradição.

30 de abril de 2008

E Fim de Mês

Mais um mês vai pro saco. Tchauzinho Abril, gostaria de poder dizer que vou sentir saudades... mas seria mentira. Foi uma época estranha. Umas tropeçadas no meio do caminho mancharam um pouquinho minhas lembranças, sabe? Mas algumas coisas boas aconteceram. E como eu não fiz este blog só pra escrever desgraças, vamos lá:

A principal foi ter realizado um sonho que acalentava já há algum tempo, e agora tenho meu próprio iPod. Yay! Ainda estou me adaptando ao bichinho, mas é mesmo uma mão na roda. Agora posso dizer que faço parte da elite. Hahahahahaha, I wish. Infelizmente temos tido alguns problemas, meus amigos e eu, com esse negócio de marcas, grifes, ser de elite ou não.

Outra coisa bacana é que sobrevivi ao período de experiência no trabalho. E sobrevivi é o termo certo, porque foi por um triz. Eu esqueci algumas coisas básicas sobre assessoria de imprensa, jornalismo e - principalmente - ambiente de trabalho! Tive uma conversa dura com minha chefe, mas inevitável, e espero ter conseguido colocar meu ponto de vista de maneira clara, sem prejudicar minha posição na empresa. As próximas semanas irão dizer...

E agora, o feriado! Ah, a chuva. A falta de grana. Os amigos que não querem sair... Preciso continuar? Como a minha antiga tendência é de as coisas acontecerem de maneira completamente inversa do que eu espero, a esperança é grande para uma mudança nos próximos dias. Quem foi que disse que eu não consigo ter pensamento positivo? De maneira distorcida, mas tenho.

23 de abril de 2008

O Longo Caminho

E seguimos em frente com a nossa programação. Ontem eu fui direto pra uma reunião no cliente, com a indumentária completa: camisa, terno E gravata. Tudo isso às 8hs da manhã na Linha Vermelha do Metrô de São Paulo. A receita para o desastre. Mas foi um erro de cálculo. Em vez de pegar o trem, que nesse horário é relativamente mais vazio e faz apenas duas paradas antes de eu trocar de linha, não... O Metrô estava entupido, e essa linha tem uma peculiaridade: o trem pára, em média, cinco vezes entre cada estação. Levei exatamente 1 hora e meia para chegar da Itaquera à Barra Funda. E isso que eu ainda precisava pegar o trem para descer uma estação adiante. Enfim, o horror.

Ainda bem que hoje em dia eu pego ônibus mais tarde, vou tranquilo, durmo a viagem inteira. Por que do contrário já teria surtado.

Aproveitei também para tirar meu RG, felizmente no Poupatempo da Luz o atendimento foi mais rápido do que eu imaginava, e amanhã eu já posso retirar. Espero não me atrasar muito pro trabalho, mas nem rola sair mais cedo pra resolver isso, já deixei avisado. Hoje o dia foi tranquilo, sem novidades... pelo menos até agora. Acho que isso é bom, na atual conjuntura. Veja bem, acho!

20 de abril de 2008

Por Água Abaixo

Esses dias um dos meus chefes (na falta de um tenho vários, ainda não decidi se isso é bom ou ruim), disse uma coisa que ficou na minha cabeça: a única coisa certeza quando você traça planos é a de que eles não vão se realizar. Essa é uma grande verdade. Este feriado eu pensei que ia ser ensolarado, com muita coisa pra fazer, que eu ia me divertir, que ia encontrar uma pessoa super bacana e tuuuudo ficaria cor-de-rosa. Ledo engano.

O tempo tá essa maravilha. O carinha teve um problema de saúde (não sei se torço pra ser verdade ou pra ser mentira) e vai ficar de molho até a próxima semana. E, pra completar, ontem fui ao cinema com meus amigos e perdi minha carteira. Isso mesmo, foram-se RG, CPF, título de eleitor... e a grana do resto do mês. Pergunta se alguém devolveu?

Esta semana mesmo estávamos conversando na hora de almoço, a maioria dos jornalistas do escritório, e todo mundo jurou de pés-juntos que se encontrassem uma carteira com documentos nem abririam pra ver se tinha dinheiro e devolveriam na hora. E como se explica eu ter perdido a carteira no Cinemark do Shopping Villa-Lobos (em plena civilização, comparado à Zona Leste, segundo um muy amigo), e nem sinal? Fora que ir lá perguntar foi uma saga à parte, melhor nem entrar no assunto no momento, que o post já está down demais.

O mais chato é ter de ouvir de todo mundo: "Já fez o BO? Já bloqueou o cartão?". Ou: "Mas você anda com documento e dinheiro na carteira?". Mas se eu não fizesse isso ia precisar de carteira pra quê, meu Deus?!

16 de abril de 2008

A Volta à Programação Normal

E lá vamos nós mais uma vez, para alegria geral de... bem, de mim mesmo. Estava com saudades de escrever aqui, mas realmente a vida me atropelou. Muita coisa pra se resolver, muita coisa para se cuidar, muito trabalho, muitas confusões... Mas agora parece que as coisas estão entrando nos eixos.

Já me adaptei aos clientes novos, parece que vão adequar meu salário à função que eu exerço, eu já mudei de lugar duas vezes nessa quinzena, mas estamos aqui pra isso. Em casa, tudo mais ou menos bem. Pagando as contas, empurrando algumas coisas para daqui a um tempo, e vendo se em maio eu finalmente consigo comprar uma janela anti-ruído para o meu quarto. Por que os vizinhos do inferno não. dão. folga!

Com o plano pessoal, a situação está mais complicada. Neste final de semana eu me senti abandonado. Sabe, amigos que não ligam, problemas com uma colega aqui do escritório, levei um bolo de uma paquera internetística.... É o velho problema de expectativas, não? Essa minha imaginação fértil, nunca deixa espaço pra realidade fazer jus, sabe? Tenho perspectiva de encontrá-lo de novo esta semana, então... quem sabe? A sorte está lançada!!!
Odeio essas frases de efeito. Já disse isso antes?

29 de março de 2008

O Sábado Terapêutico

Hoje o dia foi tranquilo. Fiquei com a minha mãe desenvolvendo a arte do nada fazer de manhã, e à tarde fui pra primeira sessão de terapia. Foi boa, essa psicóloga pelo menos fala, não fica muda na minha frente como a outra. A primeira vez que eu fiz foi boa, me ajudou bastante a me aceitar, mas eu ficava um pouquinho frustrado com os atrasos e esses acessos de mudismo que de vez em quando aconteciam. Vamos ver como essa se sairá. Foi bacana porque ela me explicou como funciona, não cobrou a primeira sessão, o que também denota uma certa confiança. Acho que vai dar certo. Depois fui pro shopping encontrar meus amigos, no Anália Franco, e demos muitas risadas. Eles passaram na Riachuelo, e cada um comprou um cinto. Eu vi uma camiseta linda, aliás duas, que super iam combinar comigo, mas consegui resistir à tentação, e voltei pra casa sem comprar. E assim foi, divertido, barato, sem consciência pesada. De passo em passo. Quase como no AA...

28 de março de 2008

As M-M-Mudanças

Here I am again. E pra outro post vago, não é o máximo? Vou tentar ser mais curto, e postar mais, que tal? Sim, esta deve ser a 17ª vez em que estou escrevendo isto, tsk.... Muitas mudanças na vida. Mudanças no trabalho (saiu um carinha que eu assumi a conta que ele atendia), mudanças no lazer (depois de muuuuito tempo retomei o RPG, e reencontrei um grande amigo no processo, espero fazer novos também!) e mudanças na vida (também vou retomar, amanhã, a terapia, algo que eu queria fazer há muito tempo), enfim, mudanças! Aaaaaaaaaaaah.

Só pra falar da mudança no trabalho, fiquei alegre porque demonstra a confiança que a empresa tem em mim, mas fiquei triste também. O cara que saiu, feliz ou infelizmente, estava se tornando um bom amigo, e a última vez em que eu tive um amigO hétero foi no colegial! Uma pena. Mas vamos pensar positivamente, quem sabe não seja justamente esse o teste para ver se é amizade mesmo ou só um contato... Ou como diria a música: "Sonhaaaar não custa nada..."

19 de março de 2008

A Gripe Galopante

Aqui vamos nós de novo. Uma semana depois, e a gripe ainda está aqui. Tá, é mais uma tosse, então tá tudo sobre controle - e melhorando a cada dia, isso é importante. Mas mesmo assim é um porre. Justo este feriado, que eu (em tese) teria programas para todos os dias, vou ter que ficar de molho em casa. Sabe como é, melhor evitar recaídas.

No trabalho, tudo tranquilo na medida do possível. Eu não pude vir na segunda-feira, com a chuva que caía ininterruptamente em São Paulo, mas deu pra trabalhar de casa. Na verdade não fui só eu que não vim, mas acho que eu fui o único a trabalhar mesmo de casa... Pelo menos a semana já seria mais curta, então hoje eu vou pra uma reunião que me toma a tarde quase inteira, e depois só falta encarar a quinta-feira.

Aliás, a segunda-feira foi punk no geral. Minha mãe estava ajudando a... acompanhar? visitar? Não sei exatamente o termo. É que a sogra da minha tia estava muito mal, nas últimas mesmo. E essa minha tia mudou pra Floripa há 1 ano e meio. E o marido dela é filho único. Logo, não tinha pessoas para ficar com a mãe dele na enfermaria (ainda mais que só podiam ficar mulheres), e minha mãe e uma outra tia se ofereceram para ficar lá. Infelizmente, hospital público por aqui quase sempre é uma viagem só de ida. Uma lástima. E sim, ela faleceu na segunda-feira. E eu com a gripe cavalar... Precisei ir com a minha mãe até o hospital, porque ela não tava legal também... Enfim, foi difícil. Mas são provações como essa que deixam a gente mais forte, não? Pelo menos é o que diz a teoria.

12 de março de 2008

O Update

Sim, 10 dias sem postar. Fazer o que, shit happens. Life happens. Muito profundo hoje, deve ser a fa/laringite que eu peguei. No topo de todas as paranóias, ainda mais essa....

Vamos ver se dá pra recapitular. Na semana passada, eu precisei me desdobrar para atender um cliente aqui na assessoria, com direito a coquetel, e horas a mais de trabalho. Mas faz parrrte. Foi bem cansativa a semana, eu tive um pequeno desentendimento com uma das colegas, mas acabou sendo uma ótima coisa, pois isso me deu meu primeiro cliente próprio por aqui. Sim, sinal de reconhecimento em menos de 3 meses. Bom, né? Salário ainda não foi falado, mas eu sou paciente. Fora que parece que já vai ter uma mudança sobre a mudança, com a dança das cadeiras constante, que sempre existe em um escritório desse tipo. Vamos ver se a mudança será positiva, no geral.

Na família, tudo na paz. Mais ou menos, acho que família em paz é família que não se fala. Do contrário, sempre haverá conflitos. Infelizmente, o conflito no caso é por um motivo externo e recorrente: o barulho sempre infernal dos vizinhos. Minha mãe, aparentemente, se convenceu de que não dá pra ficar mais no bairro em que moramos. A casa está ótima, mas é muito grande. Eu e minha irmã estamos trabalhando beeem na zona Sul. E um apartamento é mais seguro. E mais tranquilo. Ela foi com uma amiga até o apartamento da minha irmã, no Limão, e ela disse: "O que vocês estão fazendo lá ainda?". Aí acho que a ficha finalmente caiu.

No coração... coração é uma questão complicada. Estou tão preocupado com uma besteira gigante que eu fiz que devo deixar essa área de molho por um mês, mais ou menos. Fora isso, os contatos pipocam aqui e ali, mas nada definido... Quem sabem em Abril.

2 de março de 2008

O Não-Encontro 2

Pronto, já deixei um pouco o blog de lado. Mas o serviço realmente tomou tooodas as minhas horas nos últimos dias, e não teve muita coisa fora do horário de trabalho que valesse a pena contar.

Neste final de semana tive outro encontro frustrado. Desta vez as coisas começaram mais ágeis, tudo combinado no mesmo dia, apenas um café ou lanche, mais um cinema depois... Mas nada disso aconteceu. Primeiro que o meu date se livrou de um compromisso mais cedo, e já estava lá no local combinado quando eu ainda estava me arrumando e indo para lá. É o fim deixar alguém esperando logo na primeira vez, e eu detesto quando fazem isso comigo. Mas alguém aí já pegou ônibus no meio da tarde em São Paulo, num sábado? Meio difícil ser pontual quando se depende da boa vontade de motoristas horripilantes.

Cortando os detalhes sem importância, ele teve que ir embora (bem) mais cedo do que o planejado, me disse que pelo menos valeu nos conhecermos (!) e que me ligava durante a semana, ou qualquer dia desses. Não sei, pode não ter sido realmente o melhor dia, podem ter acontecido todos esses imprevistos mesmo, mas tem toda uma questão de auto-estima mutilada por trás, sabe? Será que meu cabelo estava ruim? Será que minha roupa estava ruim? Será que minhas marcas de espinhas estavam muito pronunciadas? Será que, Será que, Será......

Acho que nada disso teria acontecido, essa encanação toda, se eu não tivesse gostado do carinha... mas foi justamente o contrário. É a decepção do que poderia ter sido, sabe? Eu bem que tentei não ter expectativas, mas sempre tem aquela danada da esperança no fundo da caixa de Pandora, uma vozinha lá no fundo que fica repetindo "Quem sabe agora vai?"...

Pois é, ainda não foi.